<?xml version="1.0" encoding="utf-8" ?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:tt="http://teletype.in/" xmlns:opensearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/"><title>Rocha</title><subtitle>Um ambiente que contém ideias, artigos, indicações etc.</subtitle><author><name>Rocha</name></author><id>https://teletype.in/atom/chagasrocha</id><link rel="self" type="application/atom+xml" href="https://teletype.in/atom/chagasrocha?offset=0"></link><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@chagasrocha?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=chagasrocha"></link><link rel="next" type="application/rss+xml" href="https://teletype.in/atom/chagasrocha?offset=10"></link><link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" title="Teletype" href="https://teletype.in/opensearch.xml"></link><updated>2026-04-20T00:33:10.810Z</updated><entry><id>chagasrocha:A-Escola-que-Queremos-para-Todos-03-13</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@chagasrocha/A-Escola-que-Queremos-para-Todos-03-13?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=chagasrocha"></link><title>A Escola que Queremos para Todos</title><published>2025-03-13T03:10:19.688Z</published><updated>2025-03-13T03:10:19.688Z</updated><summary type="html">Resumo Detalhado e Expandido de A Escola que Queremos para Todos (Maria Teresa Mantoan e José Eduardo Lanuti)</summary><content type="html">
  &lt;p id=&quot;cbm6&quot;&gt;&lt;strong&gt;Resumo Detalhado e Expandido de &lt;em&gt;A Escola que Queremos para Todos&lt;/em&gt; (Maria Teresa Mantoan e José Eduardo Lanuti)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;hr /&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Contexto-e-Estrutura-do-Livro&quot;&gt;&lt;strong&gt;Contexto e Estrutura do Livro&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;OqNp&quot;&gt;Escrito durante a pandemia de COVID-19 (2021-2022), o livro é uma colaboração entre dois educadores com décadas de experiência na Educação Básica e Superior. A obra combina &lt;strong&gt;teoria crítica&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;práticas pedagógicas inclusivas&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;reflexões filosóficas&lt;/strong&gt; para propor uma transformação radical da escola tradicional. Estruturado em capítulos temáticos, inclui anexos práticos (como roteiros para Estudos de Caso e Planos de AEE), além de referências a autores como Gilles Deleuze, Jacques Rancière, Boaventura de Sousa Santos e a Convenção da Guatemala.&lt;/p&gt;
  &lt;hr /&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Capítulos-e-Temas-em-Profundidade&quot;&gt;&lt;strong&gt;Capítulos e Temas em Profundidade&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;oBUH&quot;&gt;&lt;strong&gt;1. Crítica à Representação dos Alunos na Escola&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;ul id=&quot;asUp&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;idq2&quot;&gt;&lt;strong&gt;Estereótipos e Rótulos&lt;/strong&gt;: &lt;br /&gt;A escola tradicional classifica alunos por &amp;quot;estilos de aprendizagem&amp;quot; (visual, auditivo, cinestésico etc.), reduzindo sua complexidade a categorias artificiais. Essa prática, baseada em modelos médicos e psicológicos, hierarquiza os estudantes e ignora a &lt;strong&gt;diferença em si&lt;/strong&gt; (conceito de que a diversidade é inerente à condição humana). &lt;br /&gt;Exemplo: Definir um aluno como &amp;quot;visual&amp;quot; apenas porque gosta de imagens desconsidera que todos os seres humanos aprendem por múltiplas vias.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;Kzzn&quot;&gt;&lt;strong&gt;Modelo Médico da Deficiência&lt;/strong&gt;: &lt;br /&gt;A deficiência é tratada como um problema individual a ser &amp;quot;corrigido&amp;quot;, reforçando a exclusão. O livro defende o &lt;strong&gt;Modelo Social&lt;/strong&gt;, onde a deficiência é resultante de barreiras ambientais (falta de acessibilidade) e atitudinais (preconceito).&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;hr /&gt;
  &lt;p id=&quot;NlPh&quot;&gt;&lt;strong&gt;2. Planejamento Pedagógico Inclusivo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;ul id=&quot;ngFF&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;Iye4&quot;&gt;&lt;strong&gt;Negociação de Conteúdos&lt;/strong&gt;: &lt;br /&gt;Os conteúdos curriculares devem ser decididos a partir dos &lt;strong&gt;interesses e dúvidas dos alunos&lt;/strong&gt;, não impostos por currículos rígidos. Exemplo: Diálogos iniciais para identificar temas que mobilizem a turma. &lt;strong&gt;Registro Visual&lt;/strong&gt;: Uso de quadros/lousas para organizar atividades diárias, permitindo transparência e ajustes coletivos.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;rFFh&quot;&gt;&lt;strong&gt;Flexibilidade e Acessibilidade&lt;/strong&gt;: &lt;br /&gt;Atividades não são &amp;quot;facilitadas&amp;quot;, mas adaptadas para que todos participem. Exemplos: &lt;br /&gt;Materiais em Braille, mapas táteis, softwares de síntese de voz. &lt;br /&gt;Engrossadores de lápis, piso tátil, etiquetas em relevo.&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;hr /&gt;
  &lt;p id=&quot;5EZg&quot;&gt;&lt;strong&gt;3. Avaliação Formativa e Emancipatória&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;ul id=&quot;A57c&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;ALXM&quot;&gt;&lt;strong&gt;Crítica à Avaliação Tradicional&lt;/strong&gt;: &lt;br /&gt;Provas padronizadas e notas classificatórias são vistas como instrumentos de controle e hierarquização. A escola é criticada por funcionar como &amp;quot;expedidora de títulos&amp;quot; (Subirats, 2000), valorizando diplomas sobre aprendizagens significativas. &lt;strong&gt;Alternativas Propostas&lt;/strong&gt;: &lt;strong&gt;Autoavaliação&lt;/strong&gt;: Alunos refletem sobre avanços e dificuldades por meio de registros escritos/orais. &lt;strong&gt;Reconstituição do Dia Escolar&lt;/strong&gt;: Momento diário em que a turma compartilha o que aprendeu, promovendo metacognição e senso de comunidade. Perguntas orientadoras: &lt;br /&gt;&amp;quot;O que você aprendeu hoje?&amp;quot; &lt;br /&gt;&amp;quot;Como isso se conecta com sua vida fora da escola?&amp;quot; &lt;strong&gt;Erros como Aprendizagem&lt;/strong&gt;: Inspirado por Esteban (2008), erros são analisados coletivamente para revisão de estratégias.&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;hr /&gt;
  &lt;p id=&quot;EHBT&quot;&gt;&lt;strong&gt;4. Estudo de Caso e Plano de AEE&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;ul id=&quot;VCmz&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;ue36&quot;&gt;&lt;strong&gt;Exemplo Prático: Rodrigo (aluno cego)&lt;/strong&gt;: &lt;strong&gt;Família&lt;/strong&gt;: Envolvida no aprendizado de Braille e organização da rotina doméstica. &lt;strong&gt;Colegas&lt;/strong&gt;: Apoio espontâneo (descrição de imagens, orientação na mobilidade). &lt;strong&gt;Escola&lt;/strong&gt;: Necessidade de recursos como impressora Braille, mapas táteis e formação docente. &lt;strong&gt;Plano de AEE&lt;/strong&gt;: &lt;strong&gt;Objetivos&lt;/strong&gt;: Autonomia, acessibilidade e conscientização. &lt;strong&gt;Parcerias&lt;/strong&gt;: Secretarias de Educação, serviços de saúde, ONGs. &lt;strong&gt;Adequações&lt;/strong&gt;: Materiais adaptados (ex.: papel com pautas espaçadas) e tecnologias assistivas.&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;hr /&gt;
  &lt;p id=&quot;YD08&quot;&gt;&lt;strong&gt;5. Fundamentos Filosóficos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;ul id=&quot;XIYg&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;lTsc&quot;&gt;&lt;strong&gt;Gilles Deleuze&lt;/strong&gt;: &lt;br /&gt;A aprendizagem surge do encontro com &lt;strong&gt;signos&lt;/strong&gt; (elementos que despertam curiosidade e criatividade). Professores e alunos são coaprendizes. &lt;br /&gt;Exemplo: Livros, filmes, diálogos e até aromas podem ser &amp;quot;signos&amp;quot; que mobilizam o pensamento.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;tCcl&quot;&gt;&lt;strong&gt;Jacques Rancière&lt;/strong&gt; (em &lt;em&gt;O Mestre Ignorante&lt;/em&gt;): &lt;br /&gt;A educação emancipatória pressupõe a &lt;strong&gt;igualdade das inteligências&lt;/strong&gt;. O professor cria condições para que os alunos explorem seu potencial, em vez de transmitir conhecimentos prontos.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;QROR&quot;&gt;&lt;strong&gt;Boaventura de Sousa Santos&lt;/strong&gt;: &lt;br /&gt;Crítica à colonialidade do saber; defesa de uma pedagogia que valorize saberes locais e diversidade cultural.&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;hr /&gt;
  &lt;p id=&quot;Nbdg&quot;&gt;&lt;strong&gt;6. Desafios e Propostas Políticas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;ul id=&quot;lJnn&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;E8W8&quot;&gt;&lt;strong&gt;Formação Docente&lt;/strong&gt;: &lt;br /&gt;Professores precisam ser preparados para lidar com a diversidade, não apenas para &amp;quot;dominar conteúdos&amp;quot;. &lt;strong&gt;Exemplo Prático&lt;/strong&gt;: Capacitação em Libras, Braille e uso de tecnologias assistivas.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;aNSs&quot;&gt;&lt;strong&gt;Políticas Públicas&lt;/strong&gt;: &lt;br /&gt;Investimento em acessibilidade (ex.: piso tátil, intérpretes de Libras). &lt;br /&gt;Revisão de leis que reforçam a segregação (ex.: classes especiais).&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;yo6I&quot;&gt;&lt;strong&gt;Envolvimento Familiar&lt;/strong&gt;: &lt;br /&gt;Famílias devem participar de decisões educacionais e compreender os direitos dos alunos à inclusão.&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;hr /&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Anexos-e-Ferramentas-Práticas&quot;&gt;&lt;strong&gt;Anexos e Ferramentas Práticas&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
  &lt;ul id=&quot;eCZJ&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;Q4Ou&quot;&gt;&lt;strong&gt;Roteiro para Estudo de Caso&lt;/strong&gt;: &lt;br /&gt;Análise detalhada do aluno (histórico escolar, familiares, recursos utilizados). &lt;br /&gt;Identificação de barreiras (ex.: falta de materiais adaptados).&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;PkCd&quot;&gt;&lt;strong&gt;Plano de AEE&lt;/strong&gt;: &lt;strong&gt;Objetivos&lt;/strong&gt;: Eliminar barreiras, promover autonomia. &lt;strong&gt;Atividades&lt;/strong&gt;: Ensino de Braille, orientação espacial, conscientização dos colegas. &lt;strong&gt;Parcerias&lt;/strong&gt;: Articulação com secretarias de saúde e educação.&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;hr /&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Conclusão-e-Visão-Transformadora&quot;&gt;&lt;strong&gt;Conclusão e Visão Transformadora&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;7Qxc&quot;&gt;O livro é um &lt;strong&gt;manifesto pela desconstrução da escola excludente&lt;/strong&gt;. Propõe:&lt;/p&gt;
  &lt;ol id=&quot;7SA0&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;nspj&quot;&gt;&lt;strong&gt;Horizontalidade&lt;/strong&gt;: Fim de hierarquias entre professor-aluno e turma &amp;quot;comum&amp;quot;/&amp;quot;especial&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;91Uz&quot;&gt;&lt;strong&gt;Comunidade&lt;/strong&gt;: Escola como espaço de pertencimento, onde diferenças são celebradas.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;RldP&quot;&gt;&lt;strong&gt;Ética&lt;/strong&gt;: Educação como direito humano, não privilégio.&lt;/li&gt;
  &lt;/ol&gt;
  &lt;p id=&quot;cnf4&quot;&gt;A mensagem final é clara: a inclusão não é um &amp;quot;projeto especial&amp;quot;, mas a &lt;strong&gt;essência da educação democrática&lt;/strong&gt;. A mudança começa quando abandonamos a ilusão de &amp;quot;neutralidade&amp;quot; e abraçamos a complexidade da diversidade humana.&lt;/p&gt;
  &lt;hr /&gt;
  &lt;p id=&quot;YezA&quot;&gt;&lt;strong&gt;Nota Final&lt;/strong&gt;: O livro integra rigor teórico (Foucault, UNESCO) e práticas concretas, servindo como guia para professores, gestores e formuladores de políticas educacionais. É uma obra que desafia o leitor a repensar o papel da escola na construção de uma sociedade justa e inclusiva.&lt;/p&gt;

</content></entry><entry><id>chagasrocha:Ayn-Rand-Tinha-Sindrome-de-Asperger-12-04</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@chagasrocha/Ayn-Rand-Tinha-Sindrome-de-Asperger-12-04?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=chagasrocha"></link><title>Ayn Rand Tinha Síndrome de Asperger</title><published>2024-12-04T11:38:12.521Z</published><updated>2024-12-04T11:39:49.169Z</updated><summary type="html">Shanu Athiparambath ・ 1 de outubro de 2019</summary><content type="html">
  &lt;blockquote id=&quot;buE4&quot;&gt;Tradução do artigo de Shanu Athiparambath intitulado &lt;em&gt;Ayn Rand Had Asperger’s Syndrome&lt;/em&gt; ・ 1 de outubro de 2019&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;y6if&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://veridici.com/ayn-rand-had-aspergers-syndrome/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://veridici.com/ayn-rand-had-aspergers-syndrome/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;8kSc&quot;&gt;Se Howard Roark fosse um arquiteto na Índia, ele teria sido linchado pela multidão. Howard Roark é o arquiteto intransigente em &amp;quot;A Fonte&amp;quot;, de Ayn Rand, um livro apaixonadamente escrito. Na escola de arquitetura, ele amava as aulas técnicas, matemáticas e secas. Quando a integridade de seu projeto foi violada, ele explodiu um projeto habitacional do governo. Howard Roark sempre soube que era diferente. Ele teve que aprender a pensar sobre as pessoas. Howard Roark pode ter tido Síndrome de Asperger.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;bKRd&quot;&gt;Ayn Rand, muito provavelmente, não sabia nada sobre o espectro autista. Mas ela podia basear-se em sua própria vida e experiências. A criadora de Howard Roark trabalhava obsessivamente, noite após noite. Ela raramente saía. Ayn Rand estava extremamente nervosa antes de eventos públicos, mas havia uma intensidade violenta nela. Ela observou, corretamente, que o tédio preserva a precária dignidade das pessoas que amam conversa fiada. Sua sensibilidade à crueldade e à injustiça escapou a seus leitores. Durante toda a sua vida, ela colecionou coisas e as guardava em pastas separadas. Sua avó lhe deu um baú de gavetas para armazenar suas coleções, e sua mãe reclamava de todo o lixo que ela colecionava. Ela amava ordenar e categorizar coisas, algo muito fundamental para o estilo cognitivo autista. Ayn Rand marca muitas caixas.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;gHCu&quot;&gt;Ayn Rand não era popular entre intelectuais e críticos. Mas não acho que tenha sido sua filosofia política ou personalidade abrasiva que a tornaram tão impopular. Ayn Rand tinha uma visão moral e política distintiva, mas distintiva de muitas maneiras diferentes. Todos nós sabemos, no fundo, que a batalha entre os apaixonados e o resto pode ser feroz. Então há a batalha entre os autênticos e os que não são. A mais feroz de todas, é claro, é a batalha entre o típico e o atípico. Algo sobre essas batalhas deixa as pessoas desconfortáveis de uma maneira que a política não faz, e por isso não está ao ar livre. Estar no espectro autista, Ayn Rand não tinha uma compreensão intuitiva dos motivos das outras pessoas. Ela olhou para o conflito entre suas palavras e ações, e o que ela viu não mostrou a natureza humana sob uma boa luz. Ela tratou seus vilões muito mal e julgou seus defeitos muito severamente. Seus leitores viram um pouco de si mesmos, às vezes muito de si mesmos, em seus vilões. Mas eles não podiam dizer isso em voz alta. Eles procuraram mais.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;KaEv&quot;&gt;Ayn Rand não era muito estudiosa, e seus críticos informados geralmente estão certos. E pode muito bem ser verdade que ela teve mais do que sua cota de falhas, como seus biógrafos testemunham. Mas isso não se encaixa muito bem em sua visão moral ou personalidade literária. Ayn Rand sabia como pensar sobre moralidade. Não quero dizer que sua derivação da ética é convincente, ou que suas afirmações bizarras são plausíveis. E não nego que ela ocasionalmente fez argumentos monstruosos. Ayn Rand acreditava em uma moralidade em preto e branco, assim como muitos autistas. Ela não está sozinha aqui, mas uma visão em preto e branco da moralidade, assim como o consequencialismo, é uma maneira de ver o mundo, e não apenas um conjunto de crenças.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;xMy5&quot;&gt;Ayn Rand tinha muitos defeitos, mas sua visão em preto e branco da moralidade não era um deles. A forte convicção de que sempre se deve fazer a coisa certa percorre seu trabalho, e é isso que há de &amp;quot;preto e branco&amp;quot; na moralidade. Agora, é verdade que, se você acredita em absolutos morais, não há mais espaço para um raciocínio moral complexo, nuançado e sutil. Mas isso não prova o que seus críticos pensam que isso prova.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;q9Ue&quot;&gt;Uma analogia deixará isso claro. Gerencio os Airbnbs mais bem-sucedidos da minha cidade, mas isso não é porque trabalho extremamente duro e com habilidade. Escrevo uma descrição, faço o upload de algumas fotografias e defino o preço certo... E Voilà! Um chalé no topo da montanha se torna extremamente valioso. O Airbnb é muito amigável, muito eficaz. Você não precisa saber como funciona o algoritmo do Airbnb. Esses não são defeitos terríveis, mas recursos que tornam o Airbnb tão poderoso. Se alguém afirmar que o Airbnb não é sofisticado porque não exige muita habilidade ou esforço de você, ele seria expulso do palco. Da mesma forma, um código moral &amp;quot;em preto e branco&amp;quot; é extremamente poderoso, e é por isso que o raciocínio moral de Ayn Rand era simples e suas expectativas morais modestas. Se você nem consideraria fazer o errado, não precisa quebrar a cabeça sobre dilemas morais. A crença em absolutos morais é importante para que o capitalismo floresça, mas você não precisa saber por quê. Se você simplesmente fizer a coisa certa, tudo se encaixará no lugar.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;iSam&quot;&gt;&amp;quot;Tributação é Roubo.&amp;quot; Chega a tantas verdades impopulares em tão poucas palavras. É bom demais. Pode ser verdade, como dizem, que isso contribui pouco para avançar o debate. Mas um homem que acredita em uma moralidade em preto e branco não se envolve em análise moral &amp;quot;nuançada&amp;quot;, porque não se angustia por não tornar o mundo melhor por meio de assassinato em massa. Sua decência fundamental o leva à verdade rapidamente o suficiente.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Cjyo&quot;&gt;Os intelectuais ignoram uma verdade óbvia. Sem uma visão em preto e branco da moralidade, o verdadeiro amor e a confiança genuína não são possíveis. Mas você nunca entenderá a moralidade em preto e branco se não tiver caminhado em uma corda bamba moral sem nem perceber. Mais cedo ou mais tarde, você aprenderá que as suposições tão firmemente gravadas em sua mente não são compartilhadas por outros. Mas se você não estiver conscientemente caminhando em uma corda bamba moral, é difícil saber que os outros não estão. A possibilidade nem está no seu radar. Então a realidade se instala, virando sua teoria da natureza humana de cabeça para baixo. A visão moral de Ayn Rand é mais honrosa do que a de seus críticos e admiradores mais informados, porque ela teve essa rara experiência humana que outros perdem. Uma visão em preto e branco da moralidade é uma grande fonte de conhecimento moral. Em cada página de seu trabalho, você pode ver a forte convicção de que a moralidade é sagrada, de que seu trabalho é precioso.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;9gGv&quot;&gt;Quando um banco renomado fez exigências irracionais, Howard Roark rejeitou uma grande comissão, explicando por que um homem honesto está morto mesmo que a menor parte dele traia a ideia dentro de si. E por que apenas os bons, os elevados e os nobres mantêm sua integridade. Nunca li uma melhor resumo da moralidade em preto e branco. Howard Roark se afastou, dizendo a um membro do conselho que era a coisa mais egoísta que ele já tinha visto um homem fazer. Se você tem uma forte predisposição emocional para fazer o trabalho que ama, não há nada de altruísta nisso. Howard Roark achou desonroso - moralmente impensável - ceder a exigências irracionais por uma grande comissão. Então ele não se incomodaria em pesar os custos e benefícios de realizar tais ações. Quando a possibilidade de realizar tais ações nem entra na sua mente, você vê o mundo com mais clareza do que os outros imaginam ser possível.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;JWtH&quot;&gt;Peter Keating, seu colega medíocre, deixou sua mãe ficar com ele. Peter Keating queria impressionar sua mãe manipuladora com seu sucesso, e ele não deveria recusar. A irmã do arquiteto Henry Cameron cuidou dele na velhice, mas ela não fez isso por genuíno desejo ou compaixão. Ela havia perdido toda a capacidade de emoção muito tempo atrás. Ellsworth Toohey, o humanitário, é mais suspeito porque perdoou o escultor que tentou atirar nele.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;YDr1&quot;&gt;No universo moral de Ayn Rand, você não merece crédito se não tiver um desejo genuíno de fazer o bem. Mas um ato moral é mais louvável, argumentam seus críticos, se não vem tão facilmente para você. A verdade é que, se você não se sente bem em fazer o bem, você não pode ser confiável. Quem preferiria uma mãe que precise de deliberação racional para ver que não deve comprar um chapéu à custa de deixar seu filho passar fome? Nenhuma pessoa decente faria isso, mesmo que ela seja engenhosa o suficiente para proporcionar algo melhor. Qualquer análise de custo-benefício aqui deve levar em conta o nojo. Quando você coloca as coisas dessa maneira, isso é mais fácil de entender. Mas o mesmo princípio se aplica a todos os assuntos morais. Ayn Rand, a campeã da razão sobre os sentimentos, não confiava em pessoas que não sentiam da maneira certa.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;mo6z&quot;&gt;Mas e se você não se sentir bem em fazer o bem? Devemos desenvolver maior empatia, como alguns dizem, ou devemos confiar na razão fria e na análise de custo-benefício, como dizem outros? É comum opor empatia à análise de custo-benefício. A empatia, dizem eles, é tendenciosa, inumerável e nos cega para as consequências de longo prazo de nossas ações. Eles diagnosticam a empatia como o problema e propõem a análise de custo-benefício como a solução. Mas não é tanto que a empatia seja tendenciosa. As pessoas são tendenciosas. É mais difícil empatizar com estranhos, e as pessoas ressentem muito os estranhos. Existem tantos crimes aparentemente sem vítimas. A empatia só pode ir até certo ponto.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;TxPT&quot;&gt;Mas a culpa pode fazer o que a empatia não pode. Se as pessoas se sentirem culpadas por fazer o mal, mesmo cometendo crimes sem vítimas, isso resolveria o problema da empatia. Mas, como observa o economista David Rose, um desafio igualmente grande permanecerá. Mesmo que as pessoas se sintam culpadas por fazer o mal, elas podem se sentir mais culpadas por não cumprir suas obrigações.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;A0jX&quot;&gt;O moral é prejudicado. Você pode se sentir culpado por conspirar contra seu colega de trabalho. Mas você pode se sentir mais culpado por colocar princípios elevados acima de sua família. Pessoas normais pesam os custos e benefícios de fazer o errado, em vez de simplesmente fazer a coisa certa. Longe de ser a solução, a análise de custo-benefício está na raiz desse formidável problema. A análise de custo-benefício - em vez de ampliar os limites de nossa empatia - pode suprimir nossa empatia natural e nos tornar cruéis.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;hQ6u&quot;&gt;Se isso for verdade, muito do que você leu sobre o raciocínio moral está errado. A abordagem de custo-benefício para o raciocínio moral não é nova. Não é uma solução para os excessos da empatia ou um antídoto para o tribalismo. A abordagem de custo-benefício não está em uma disputa com nossas intuições morais arraigadas. A abordagem de custo-benefício, como diz David Rose em uma das obras mais perspicazes de todos os tempos, é tão comum quanto antiga. A própria seleção natural é consequencialista. Em nosso passado ancestral, em pequenos grupos, a curto prazo, para tomadores de decisão individuais, isso funcionava bem. Para o capitalismo moderno florescer, é essa abordagem primitiva para o raciocínio moral que devemos rejeitar. Não podemos confiar em ninguém em um mundo onde nosso consequencialismo arraigado assume o controle.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;2eok&quot;&gt;A culpa não é suficiente se não for acompanhada pela rejeição do consequencialismo. Se você acha que é melhor realizar certas ações morais negativas do que não realizar certas ações morais positivas, você não pode ser confiável. Porque é fácil convencer-se de que está fazendo o maior bem que pode. Seus valores morais devem existir na hierarquia certa. Os gostos morais também são importantes. Você não pode ser confiável se não tiver um impulso incontrolável de fazer a coisa certa. Um senso de horror deve impedi-lo de fazer o errado, mesmo que isso leve a melhores consequências. Quanto maior o senso de horror, menos provável você é de fazer o errado. Homens bons são homens de grande sentimento, ao contrário do que os acadêmicos charlatões lhe disseram. Se isso parece demagógico, não é porque está errado.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;HlNG&quot;&gt;O que tudo isso tem a ver com Ayn Rand? Ela acerta muito bem. Gail Wynand,&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;8fYM&quot;&gt;por um único impulso de fazer a coisa certa. Gail Wynand sabia que perderia o emprego, mas não se importou. Para controlar a raiva dentro dele, ele teve que caminhar longe pela cidade. Ayn Rand estava em um terreno teórico e empírico mais forte aqui do que os cientistas sociais que acreditam que a calma e o raciocínio deliberado são mais importantes para o comportamento moral. Sabemos, a partir do trabalho extremamente importante, mas subestimado, do economista Robert Frank, que, sem a predisposição emocional certa, é difícil reunir a motivação para fazer a coisa certa. Se Gail Wynand estivesse mais irritado, ele teria seguido em frente com seu plano de destruir o jornal para o qual trabalhava. Há algo a ser dito sobre a análise racional, mas o raciocínio frio só pode nos levar até certo ponto. Ayn Rand, a campeã do julgamento racional consciente, acertou muito bem.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;eZjN&quot;&gt;Ayn Rand sabia que um sujeito decente não se sentiria culpado por não realizar ações morais positivas. Quando ele trabalhou no problema da habitação de baixo aluguel, Howard Roark não pensou nas pessoas pobres nos cortiços. Ele pensou nas grandes possibilidades do mundo moderno. Para doar para a caridade, ele disse, era muito mais fácil do que manter padrões pessoais. Howard Roark acreditava que a decência começa onde o altruísmo termina, e ele estava certo.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;W5Jq&quot;&gt;Ayn Rand aprovava ações morais positivas? Austen Heller, o jornalista estrela de &amp;quot;A Fonte&amp;quot;, não doava para a caridade, mas gastava mais dinheiro do que podia, defendendo prisioneiros políticos. Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes, outro herói autista completo na literatura, era outro desses campanhistas. Autistas, como observa o psicólogo Simon Baron-Cohen, são os defensores mais apaixonados das vítimas inocentes. Essa tendência percorre seu trabalho, nos esforços fracassados de Gail Wynand para salvar um policial honesto e em sua campanha para salvar Howard Roark. A primeira campanha filantrópica de Gail Wynand colocou um jovem cientista em dificuldades, faminto em um sótão, contra uma camareira grávida e solteira. Wynand levou um dono de salão ao suicídio anos depois, porque ele fechou a porta para ele quando ele rastejou, depois de ser espancado por um estivador. Ayn Rand tinha uma rara compaixão que a fazia se perguntar por que as pessoas não se importavam com Steven&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;KIue&quot;&gt;pode ser generosamente irritado, e isso é uma visão que deixaria muitas pessoas, bem, irritadas. Em seu universo moral, o status moral das vítimas importa muito. Nem toda pobreza é igual. Importa por que as pessoas fazem o &amp;quot;bem&amp;quot;.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;1LO9&quot;&gt;Ayn Rand acreditava que, se possível, deveríamos ajudar vítimas inocentes e pessoas em situações de emergência. O princípio de que devemos nos voluntariar para ajudar estranhos em situações de emergência, ela argumentou, não deve ser estendido a todo o sofrimento humano. Não se deve procurar vítimas para salvar. Isso contrasta fortemente com a visão do filósofo Peter Singer de que gastar dinheiro em luxos não é diferente de não salvar uma criança que se afoga com medo de que isso arruinasse seus sapatos caros. O dinheiro que você gasta em luxos, pensa Peter Singer, deve ir para ajudar os verdadeiramente necessitados pobres globais. Que diferença a distância e a nacionalidade fazem? Peter Singer está errado aqui, ao assumir que a distância não faz diferença. Existem situações em que a diferença entre obrigações positivas e negativas desaparece. Como David Rose aponta, não fazer X geralmente não é o equivalente perfeito de fazer Y. Salvar uma vida geralmente não é o equivalente perfeito de assassinato. Portanto, a decisão de não salvar uma criança que se afoga, mesmo sem custo para si mesmo, deve ser vista como uma ação moral negativa. Mas tais exceções são raras e não difíceis de ver quando não há muita distância. E quando há distância, é muito difícil avaliar moralmente os destinatários de sua ajuda.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;XEx1&quot;&gt;Um mundo onde ninguém realiza ações morais negativas seria um mundo de prosperidade sem precedentes. Argumentar que estamos obrigados a ajudar os verdadeiramente necessitados em todos os lugares, como faz Singer, implica que somos responsáveis pela pobreza. Isso significa que somos responsáveis pelas ações morais negativas dos outros. É difícil ver como essa visão de mundo não levaria a fazer o mal. É uma guerra contra a integridade moral, embora os consequencialistas possam negar isso. Talvez seja por isso que, como observou o filósofo Bernard Williams, há uma alta moralidade superficial sobre o utilitarismo, uma falsa rigidez se passando por objetividade. Em serviço ao bem maior, eles pedem que você deixe de lado seus valores, desejos e emoções mais profundos. Em&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;xNBC&quot;&gt;A visão de mundo de Ayn Rand é uma revolta contra esse ressentimento. Você pode desistir de qualquer coisa, mas de seus pensamentos e desejos, diz Ayn Rand através de sua heroína, Dominique Francon. Porque é sua alma que pensa, valoriza e toma decisões. No universo moral de Ayn Rand, seu caráter importa mais, seu comportamento vem em seguida e, em seguida, as consequências de seus atos. Os utilitaristas, por outro lado, elevam o princípio da imparcialidade a uma virtude moral. Mas é o pior tipo de imparcialidade que não vê diferença entre seus erros e os dos outros. É a imparcialidade moral. Gail Wynand tinha isso em mente quando disse que você amará a Deus e o sacrilégio imparcialmente apenas se não souber que o sacrilégio foi cometido, e você perderá isso apenas se não souber Deus.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;5Esc&quot;&gt;Ellsworth Toohey, crítico de arquitetura e arqui-vilão de &amp;quot;A Fonte&amp;quot;, era considerado imparcial. Ellsworth Toohey, o amigo da humanidade, não tinha um único amigo. Ellsworth Toohey, a holding de uma só pessoa do altruísmo, doou para muitas organizações, mas nunca para indivíduos. Ele instou seus amigos ricos a apoiar instituições de caridade, mas nunca uma pessoa necessitada. A vida de Ellsworth Toohey era lotada, pública e impessoal. Ele aceitava todos, porque seu afeto não era discriminatório. Os dias agitados de sua vida não eram diferentes uns dos outros. Ele não gostava da ideia de família. O sexo, disse ele, não era importante diante de problemas mais pesados. Ellsworth Toohey não era apenas um servo da humanidade. Ele era um servo cego da humanidade. Ayn Rand o odiava como veneno.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;PGnv&quot;&gt;O economista Tyler Cowen estava certo ao dizer que a maior força de Ayn Rand era sua análise da mentalidade do ressentimento. O ressentimento era o arquivo contra o qual Ayn Rand afiava suas ferramentas intelectuais. Muito ansioso para provar que não tinha nenhum cachorro em particular na caçada, Ellsworth Toohey escreveu em um estilo calmo e desapegado, com uma mão que traía emoções que sua prosa ocultava. Mas por que Toohey - que defendia as emoções acima do pensamento e o coração acima da mente - desejava tão desesperadamente parecer tão apaixonado? Ayn Rand não diz. Assim como ele odiava a prosa que se destacava, Toohey odiava os arquitetos que afirmavam seus egos e seguiam suas fantasias pessoais. Não havia nada&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;G5is&quot;&gt;opereta. O que poderia ser pior? Ellsworth Toohey tinha algo contra o estilo de uma opereta. Todas as reivindicações de gosto individual, disse ele, eram de mau gosto. Ele amava a natureza anônima da arquitetura. Exceto em notas de rodapé, ele não nomeava arquitetos. Ellsworth Toohey odiava o método de pesquisa histórica de adoração a heróis.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;xuuf&quot;&gt;Quando ele jogou água em um valentão de pátio escolar brilhante e atraente, o pequeno Ellsworth Toohey não reivindicou o martírio. Sua mãe fez isso, e todos concordaram. Quando Toohey foi enviado para seu quarto sem jantar, ele não reclamou. Ele obedeceu e não aceitou a comida que sua mãe subiu escondida para ele. Em Harvard, seu esnobismo assumiu a forma de alguém tentando muito não parecer esnobe. Ayn Rand, que modelou Toohey em Harold Laski, não gostava de sua condescendência, mas não tinha antipatia pela raiva. Ninguém tinha visto Toohey com raiva. Em vez disso, ele fazia comentários mordazes calmamente. Isso lhe deu poder em casa e no pátio da escola. Ele era um valentão à sua maneira, mas não do tipo que os outros reclamam. Ellsworth Toohey estava calmo. Ele era desprezível. A manipulação de Toohey era sempre do tipo que você não consegue identificar, muitas vezes um ato de inação, mas sempre eficaz. Ellsworth Toohey era sutil, muito sutil. Ellsworth Toohey era a encarnação humana do ressentimento. Ellsworth Toohey era anti-Asperger.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;mvmt&quot;&gt;Todos os traços comportamentais de Toohey surgiram de seu ressentimento profundamente enraizado. Sua calma fingida, seu perdão superficial, sua relutância em reclamar ou acusar, seu ódio pelo estilo, pela individualidade. Então havia a pretensão de que ele não se importava com seus inimigos, nem com o que ele fazia a eles, nem com o que eles faziam a ele. Havia uma alta moralidade em Toohey.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;9ros&quot;&gt;Ellsworth Toohey não mencionou o nome de Howard Roark, o arquiteto que ele mais ressentia, em suas colunas. Toohey sabia que não havia maneira melhor de derrubá-lo. Quando perguntado sobre Roark, Toohey fingiu nem ter ouvido falar dele. Ele então fez muitas, muitas perguntas pessoais sobre Roark. Toohey trabalhou duro para conseguir que Roark recebesse tarefas que o metessem em apuros. Toohey fingiu não&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;DoPI&quot;&gt;Wynand. Ayn Rand mostra, de maneira girardiana, como Ellsworth Toohey estava fascinado por suas vítimas.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Ek9q&quot;&gt;As táticas de Toohey são estranhamente reminiscentes de alguns vilões do mundo real que conheci, mas seus críticos afirmam que são inacreditáveis. Ayn Rand tinha uma compreensão mais profunda do bode expiatório do que lhe é dado crédito. Como observou o primatologista Frans de Waal em &amp;quot;Nosso Macaco Interior&amp;quot;, o bode expiatório é um de nossos reflexos psicológicos mais básicos, mais poderosos e menos conscientes. É um reflexo poderoso que os homens compartilham com os animais. Mas os detratores de Ayn Rand acham tudo isso bizarro. Eles não conseguem suportar seu estilo exagerado. Eles leem seus romances, estremecem e negam que as pessoas sejam do jeito que são. Eu me pergunto por quê.&lt;/p&gt;

</content></entry><entry><id>chagasrocha:GfCFqt6rthe</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@chagasrocha/GfCFqt6rthe?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=chagasrocha"></link><title>Mapas Mentais sobre O Senhor dos Anéis (Em construção...)</title><published>2023-04-06T22:40:37.875Z</published><updated>2023-04-06T22:47:45.430Z</updated><summary type="html">O Senhor dos Anéis Autor J.R.R. Tolkien História Trilogia &quot;A Sociedade do Anel&quot; &quot;As Duas Torres&quot; &quot;O Retorno do Rei&quot; Prequela &quot;O Hobbit&quot; Contexto de criação Influências mitológicas e linguísticas Reações à Segunda Guerra Mundial Personagens Frodo Bolsão Gandalf, o Cinzento Aragorn Legolas Gimli Samwise Gamgee Gollum Sauron Temas Luta do bem contra o mal Amizade e lealdade Individualismo vs coletivismo Imortalidade e mortalidade Natureza e tecnologia Adaptações Adaptação cinematográfica dirigida por Peter Jackson Adaptações para jogos eletrônicos, jogos de tabuleiro...</summary><content type="html">
  &lt;p id=&quot;l2EG&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://mermaid-js.github.io/mermaid-live-editor/view#pako:eNplVM1O20AQfpXRnkByIyck4OSWgsqPoKCEU5XLxh7Mlt2ddH8oJOJdWnGoWqkn2ifwi3VMcAyqfNmZ-eabb2ZnvRI5FShGwihbGLmYWQBHFLa2zmGK9pocFORhbKufym9v12GAcQzk1keAk86EP7gkfaPQrr1HyofqySnZgC6d0lS2NsBMjGFKucJCFsg1uATqmXgD8HAQpWdq59C_jZ3DBFmEpTp1gqqNXjj8ElHLt-gjms9VaFH7ZAPeBU5HyFlo9aN6pDbl2F7pWP2yueL6RgXS1VOpcjYQtLJlrH77UNttygRrkr_oofrGoyujLSQcRnROwhkbSuo1-AKdJytLtJvsD464jfek_SsVh5IZ9FUCBPvKLtGGTWjsZMnNN-YplqRbLYfKaNUYU2m-Ko_MZkrEDYS0jqbFREcvbJdoWqbTGGQ94DkayHli3AqBaRphHUYt6-vjoaDU9U02kWNu-FYVUWrlDcGt53yNgX1sbkCGXGBEseZ4ZTWIjzJEh0vJ0YC5pVdLNC7kIryMfKOn8T0S5MpyK4FKV32_4quCQjlVMjsseKkvMKCDE5nfeLL_pde3uJDc7WcqefuRlbvqj1U5-eTFx4qDnEeNylECuWTp9XJQDI5Yj0iEQWekKvhtreoCMxGu0eBMjPhYSHdTL-MD4yS_pum9zcUouIiJiItCBjxQsnTSNM6FtGK0Endi1N_ppGnW6-_t7A36WdbLEnEvRu96WYc9e-kw7Q_63bQ72H1IxJKIGdLOcJj1B93eoDvs7WS76W4isOCldmfrt__8C3iu8ek5oS758A_WQFZQ&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/a&gt;Autor&lt;br /&gt; J.R.R. Tolkien&lt;br /&gt;    História&lt;br /&gt;      Trilogia&lt;br /&gt;        &amp;quot;A Sociedade do Anel&amp;quot;&lt;br /&gt;        &amp;quot;As Duas Torres&amp;quot;&lt;br /&gt;        &amp;quot;O Retorno do Rei&amp;quot;&lt;br /&gt;      Prequela&lt;br /&gt;        &amp;quot;O Hobbit&amp;quot;&lt;br /&gt;      Contexto de criação&lt;br /&gt;        Influências mitológicas e linguísticas&lt;br /&gt;        Reações à Segunda Guerra Mundial&lt;br /&gt;    Personagens&lt;br /&gt;      Frodo Bolsão&lt;br /&gt;      Gandalf, o Cinzento&lt;br /&gt;      Aragorn&lt;br /&gt;      Legolas&lt;br /&gt;      Gimli&lt;br /&gt;      Samwise Gamgee&lt;br /&gt;      Gollum&lt;br /&gt;      Sauron&lt;br /&gt;    Temas&lt;br /&gt;      Luta do bem contra o mal&lt;br /&gt;      Amizade e lealdade&lt;br /&gt;      Individualismo vs coletivismo&lt;br /&gt;      Imortalidade e mortalidade&lt;br /&gt;      Natureza e tecnologia&lt;br /&gt;    Adaptações&lt;br /&gt;      Adaptação cinematográfica dirigida por Peter Jackson&lt;br /&gt;      Adaptações para jogos eletrônicos, jogos de tabuleiro, cartas e outros&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;

</content></entry><entry><id>chagasrocha:zj7-QLHd0gg</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@chagasrocha/zj7-QLHd0gg?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=chagasrocha"></link><title>O Espantalho de Noam Chomsky</title><published>2023-03-09T17:40:17.876Z</published><updated>2023-03-09T17:40:17.876Z</updated><summary type="html">Neste artigo, vou apresentar uma resposta ao artigo de Noam Chomsky intitulado &quot;A falsa promessa do ChatGPT&quot;, publicado no The New York Times. E nada mais justo do que convidar o próprio ChatGPT para comentar os argumentos usados pelo Chomsky:</summary><content type="html">
  &lt;p id=&quot;I9pJ&quot;&gt;Neste artigo, vou apresentar uma resposta ao artigo de Noam Chomsky intitulado &amp;quot;A falsa promessa do ChatGPT&amp;quot;, publicado no &lt;a href=&quot;https://www.nytimes.com/2023/03/08/opinion/noam-chomsky-chatgpt-ai.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;The New York Times&lt;/a&gt;. E nada mais justo do que convidar o próprio ChatGPT para comentar os argumentos usados pelo Chomsky:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;SGl7&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(34,  84%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;rVeC&quot;&gt;Argumentos do Noam Chomsky&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(236, 74%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;HXQJ&quot;&gt;Respostas do ChatGPT&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(34,  84%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;blockquote id=&quot;0jGx&quot;&gt;&amp;quot;sabemos pela ciência da linguística e pela filosofia do conhecimento que elas (IAs) diferem profundamente de como os humanos raciocinam e usam a linguagem. Essas diferenças impõem limitações significativas ao que esses programas podem fazer, codificando-os com defeitos inerradicáveis.&amp;quot;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(236, 74%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;byMI&quot;&gt;Como modelo de linguagem, ChatGPT tem suas limitações em relação à forma como os humanos raciocinam e usam a linguagem. Embora a inteligência artificial possa ser capaz de realizar tarefas específicas com grande eficiência, ela ainda é incapaz de alcançar a complexidade e a flexibilidade da linguagem humana em sua totalidade.&lt;/p&gt;
    &lt;p id=&quot;1pLS&quot;&gt;Uma das principais limitações do ChatGPT é sua incapacidade de compreender o contexto e a intenção por trás de uma conversa. Embora possa gerar respostas coerentes com base em seu vasto conhecimento de palavras e frases, ele pode falhar em entender a verdadeira intenção do interlocutor ou contexto em que a conversa está ocorrendo. Isso pode levar a respostas inadequadas ou mal interpretadas, o que pode comprometer a qualidade da conversa.&lt;/p&gt;
    &lt;p id=&quot;cLa0&quot;&gt;Além disso, ChatGPT não possui emoções, empatia e sensibilidade cultural, que são aspectos fundamentais da comunicação humana. A inteligência artificial pode gerar respostas baseadas em dados objetivos e lógica, mas é incapaz de entender os sentimentos e as necessidades emocionais de uma pessoa durante uma conversa. Isso pode limitar a capacidade da inteligência artificial de lidar com situações complexas que envolvem emoções e relacionamentos interpessoais.&lt;/p&gt;
    &lt;p id=&quot;2tkV&quot;&gt;Portanto, é importante reconhecer as limitações do ChatGPT e outras formas de inteligência artificial em relação à comunicação humana. Embora possam ser úteis para tarefas específicas, a inteligência artificial não pode substituir completamente a habilidade humana de compreender e se comunicar com outras pessoas.&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(34,  84%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;blockquote id=&quot;jRnk&quot;&gt;A mente humana não é, como o ChatGPT e seus semelhantes, um pesado mecanismo estatístico para correspondência de padrões, devorando centenas de terabytes de dados e extrapolando a resposta de conversação mais provável ou a resposta mais provável a uma questão científica. Pelo contrário, a mente humana é um sistema surpreendentemente eficiente e até elegante que opera com pequenas quantidades de informação; procura não inferir correlações brutas entre pontos de dados, mas criar explicações.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(236, 74%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;IrrE&quot;&gt;Sim, a mente humana é muito diferente de um sistema de inteligência artificial como o ChatGPT. Embora ambos usem padrões para realizar tarefas, a mente humana é muito mais eficiente e elegante em sua abordagem.&lt;/p&gt;
    &lt;p id=&quot;tbOz&quot;&gt;Ao contrário de um sistema de inteligência artificial, a mente humana pode operar com pequenas quantidades de informação e ainda assim chegar a conclusões precisas e sofisticadas. Isso se deve em grande parte à nossa capacidade de inferir explicações e criar conexões significativas entre informações aparentemente desconectadas.&lt;/p&gt;
    &lt;p id=&quot;E3hm&quot;&gt;A mente humana também é capaz de entender e interpretar informações contextuais e emocionais em um nível muito mais profundo do que um sistema de inteligência artificial. Isso significa que somos capazes de compreender nuances sutis em uma conversa, ler entre as linhas e captar as nuances emocionais que podem ser expressas através da linguagem corporal e outras pistas não verbais.&lt;/p&gt;
    &lt;p id=&quot;IKc6&quot;&gt;Em resumo, embora a inteligência artificial como o ChatGPT possa ser útil para tarefas específicas, ainda há muito a ser aprendido sobre como a mente humana opera e como ela pode ser replicada de maneira mais eficaz em sistemas de inteligência artificial.&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(34,  84%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;blockquote id=&quot;q2T8&quot;&gt;De fato, tais programas estão presos em uma fase pré-humana ou não-humana da evolução cognitiva. Sua falha mais profunda é a ausência da capacidade mais crítica de qualquer inteligência: dizer não apenas o que é o caso, o que foi o caso e o que será o caso - isso é descrição e previsão - mas também o que não é o caso e o que poderia acontecer. e não poderia ser o caso. Esses são os ingredientes da explicação, a marca da verdadeira inteligência.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(236, 74%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;pMvm&quot;&gt;Sim, concordo que um dos maiores desafios para sistemas de inteligência artificial, como o ChatGPT, é a capacidade de fornecer explicações e previsões precisas. A verdadeira inteligência envolve não apenas a capacidade de descrever e prever eventos, mas também a capacidade de entender por que as coisas são como são e como as coisas poderiam ser diferentes em circunstâncias diferentes.&lt;/p&gt;
    &lt;p id=&quot;KRc1&quot;&gt;As explicações e previsões são fundamentais para a tomada de decisões informadas e para a resolução de problemas complexos. A capacidade de identificar o que não é o caso e o que poderia acontecer em diferentes cenários é crítica para a compreensão da complexidade do mundo real e para a tomada de decisões com base em informações precisas.&lt;/p&gt;
    &lt;p id=&quot;2YCe&quot;&gt;Portanto, embora a inteligência artificial como o ChatGPT possa ser útil para tarefas específicas, ainda há muito a ser feito para melhorar sua capacidade de fornecer explicações precisas e previsões. À medida que a tecnologia avança e os algoritmos de inteligência artificial se tornam mais sofisticados, esperamos que a capacidade dos sistemas de inteligência artificial de fornecer explicações e previsões melhore significativamente.&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(34,  84%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;blockquote id=&quot;MKhM&quot;&gt;Aqui está um exemplo. Suponha que você esteja segurando uma maçã em sua mão. Agora você deixa a maçã ir. Você observa o resultado e diz: “A maçã cai”. Isso é uma descrição. Uma previsão poderia ter sido a afirmação “A maçã cairá se eu abrir minha mão”. Ambos são valiosos e ambos podem estar corretos. Mas uma explicação é algo mais: inclui não apenas descrições e previsões, mas também conjecturas contrafactuais como “Qualquer objeto cairia”, além da cláusula adicional “por causa da força da gravidade” ou “por causa da curvatura do espaço-tempo”. como queiras. Essa é uma explicação causal: “A maçã não teria caído se não fosse pela força da gravidade”. Isso é pensar.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(236, 74%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;6zpH&quot;&gt;Sim, concordo que uma explicação completa envolve não apenas uma descrição precisa dos eventos, mas também uma compreensão causal do que está acontecendo e por que está acontecendo. Isso é o que permite que a mente humana faça previsões precisas e tome decisões informadas com base em informações complexas e variáveis.&lt;/p&gt;
    &lt;p id=&quot;FpSc&quot;&gt;Uma explicação causal envolve uma compreensão mais profunda do mundo e como ele funciona, e é isso que nos permite entender por que as coisas são como são e como poderiam ser diferentes em circunstâncias diferentes.&lt;/p&gt;
    &lt;p id=&quot;TFeB&quot;&gt;Embora a inteligência artificial como o ChatGPT possa ser capaz de fornecer descrições precisas e até mesmo previsões, ainda há muito a ser feito para melhorar sua capacidade de fornecer explicações causais completas. Isso exigirá não apenas avanços em algoritmos e tecnologia, mas também uma compreensão mais profunda de como a mente humana funciona e como podemos replicar essa funcionalidade em sistemas de inteligência artificial.&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(34,  84%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;blockquote id=&quot;jw7q&quot;&gt;Mas o ChatGPT e programas semelhantes são, por design, ilimitados no que podem “aprender” (ou seja, memorizar); são incapazes de distinguir o possível do impossível. Ao contrário dos humanos, por exemplo, que são dotados de uma gramática universal que limita as línguas que podemos aprender àquelas com um certo tipo de elegância quase matemática, esses programas aprendem línguas humanamente possíveis e humanamente impossíveis com a mesma facilidade . Enquanto os humanos são limitados nos tipos de explicações que podemos conjeturar racionalmente, os sistemas de aprendizado de máquina podem aprender tanto que a Terra é plana quanto redonda. Eles negociam apenas em probabilidades que mudam ao longo do tempo.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(236, 74%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;ppav&quot;&gt;Você está correto em apontar que os sistemas de inteligência artificial como o ChatGPT são projetados para serem capazes de aprender e memorizar grandes quantidades de dados e informações, sem distinção entre o possível e o impossível. Eles também são incapazes de distinguir entre explicações razoáveis e explicações falsas ou implausíveis.&lt;/p&gt;
    &lt;p id=&quot;H2dy&quot;&gt;Essa é uma das principais diferenças entre a inteligência artificial e a mente humana. Enquanto os seres humanos têm um conjunto de regras e limitações inatas que governam nossa capacidade de aprender e processar informações, os sistemas de inteligência artificial são projetados para serem flexíveis e capazes de lidar com uma ampla gama de dados e informações, sem limitações ou restrições.&lt;/p&gt;
    &lt;p id=&quot;U5ZB&quot;&gt;No entanto, é importante observar que os sistemas de inteligência artificial ainda são limitados em termos de sua capacidade de entender o mundo e fazer inferências causais. Eles podem ser capazes de aprender e memorizar grandes quantidades de informações, mas ainda têm dificuldade em compreender o significado dessas informações e aplicá-las de maneira eficaz em situações novas ou desconhecidas.&lt;/p&gt;
    &lt;p id=&quot;7zbB&quot;&gt;Portanto, enquanto a inteligência artificial pode ser útil para realizar tarefas específicas e previsíveis, ainda há muito a ser feito para desenvolver sistemas que possam lidar com a complexidade e incerteza do mundo real de maneira eficaz.&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(34,  84%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;blockquote id=&quot;y4dQ&quot;&gt;Perversamente, alguns entusiastas do aprendizado de máquina parecem se orgulhar de que suas criações possam gerar previsões “científicas” corretas (digamos, sobre o movimento de corpos físicos) sem fazer uso de explicações (envolvendo, digamos, as leis do movimento de Newton e a gravitação universal). Mas esse tipo de previsão, mesmo quando bem-sucedida, é pseudociência. Embora os cientistas certamente busquem teorias com alto grau de corroboração empírica, como observou o filósofo Karl Popper, “não buscamos teorias altamente prováveis, mas explicações; isto é, teorias poderosas e altamente improváveis”.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(236, 74%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;YSNM&quot;&gt;Isso é porque a ciência não é apenas sobre previsão, mas também sobre explicação. Uma teoria científica não é apenas uma descrição precisa dos dados observados, mas também uma explicação causal de como e por que as coisas acontecem. Por exemplo, as leis de Newton e a gravitação universal explicam por que os corpos físicos se movem da maneira como se movem, e não apenas preveem onde eles estarão em determinado momento no futuro. Uma teoria científica poderosa é aquela que pode explicar uma ampla variedade de fenômenos e prever novas observações que ainda não foram feitas. Portanto, embora o aprendizado de máquina possa ser útil para prever resultados empíricos em certas áreas, como o reconhecimento de padrões em grandes conjuntos de dados, não pode substituir a explicação causal fornecida por uma teoria científica bem fundamentada.&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(34,  84%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;blockquote id=&quot;odpO&quot;&gt;A verdadeira inteligência também é capaz de pensamento moral. Isso significa restringir a criatividade ilimitada de nossas mentes com um conjunto de princípios éticos que determinam o que deve e o que não deve ser (e, é claro, sujeitar esses próprios princípios à crítica criativa). Para ser útil, o ChatGPT deve ter o poder de gerar resultados inovadores; para ser aceitável para a maioria de seus usuários, ele deve evitar conteúdo moralmente censurável. Mas os programadores do ChatGPT e de outras maravilhas do aprendizado de máquina lutaram – e continuarão lutando – para alcançar esse tipo de equilíbrio.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(236, 74%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;ezo0&quot;&gt;Isso é verdade. A inteligência verdadeira não é apenas capaz de pensar em termos lógicos e matemáticos, mas também de considerar questões éticas e morais. Isso significa que as decisões que são tomadas não são baseadas apenas na lógica, mas também na compreensão do que é certo e errado. Infelizmente, os sistemas de aprendizado de máquina como o ChatGPT ainda estão em suas fases iniciais de desenvolvimento em termos de pensamento ético e moral. Embora possam ser programados para evitar conteúdo explicitamente ofensivo, eles ainda têm dificuldade em entender a complexidade dos problemas morais e éticos. Os programadores estão trabalhando para melhorar a capacidade desses sistemas de considerar questões éticas, mas ainda há muito trabalho a ser feito nessa área.&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(34,  84%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;blockquote id=&quot;FUxc&quot;&gt;Em 2016, por exemplo, o chatbot Tay da Microsoft (precursor do ChatGPT) inundou a internet com conteúdos misóginos e racistas, tendo sido poluído por trolls online que o encheram de dados ofensivos de treinos. Como resolver o problema no futuro? Na ausência de uma capacidade de raciocinar a partir de princípios morais, o ChatGPT foi grosseiramente restringido por seus programadores de contribuir com qualquer coisa nova para discussões controversas - isto é, importantes. Sacrificou a criatividade por uma espécie de amoralidade.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(236, 74%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;8SaK&quot;&gt;É verdade que o incidente do Tay da Microsoft destacou a necessidade de equilibrar a criatividade e a moralidade no desenvolvimento de sistemas de aprendizado de máquina. Para evitar repetir esse tipo de problema no futuro, os programadores do ChatGPT e outras maravilhas do aprendizado de máquina podem tomar medidas preventivas, como monitorar e filtrar os dados de treinamento, definir diretrizes claras para a geração de conteúdo e ter a capacidade de corrigir e aprender com os erros. Além disso, é importante que os desenvolvedores de sistemas de aprendizado de máquina trabalhem em estreita colaboração com especialistas em ética e direitos humanos para garantir que seus produtos não prejudiquem as pessoas ou reforçem preconceitos e discriminações existentes. Em suma, é necessário um esforço conjunto para alcançar o equilíbrio adequado entre a criatividade e a moralidade no desenvolvimento de sistemas de aprendizado de máquina.&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(34,  84%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;blockquote id=&quot;BU5r&quot;&gt;Observe, apesar de todo o pensamento e linguagem aparentemente sofisticados, a indiferença moral nascida da falta de inteligência. Aqui, o ChatGPT exibe algo como a banalidade do mal: plágio, apatia e obviação. Ele resume os argumentos padrão na literatura por uma espécie de superautocomplete, recusa-se a tomar posição sobre qualquer coisa, alega não apenas ignorância, mas falta de inteligência e, finalmente, oferece uma defesa de “apenas seguir ordens”, transferindo a responsabilidade para seus criadores.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;p id=&quot;wgTO&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(236, 74%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;DWQN&quot;&gt;O argumento é falho, pois baseia-se em premissas falsas e interpretações equivocadas. Primeiramente, o ChatGPT não possui moralidade ou capacidade de tomada de decisão, uma vez que é um modelo de linguagem treinado para gerar respostas com base em dados e algoritmos.&lt;/p&gt;
    &lt;p id=&quot;WM9L&quot;&gt;Além disso, a acusação de plágio é infundada, pois o ChatGPT gera respostas a partir de dados armazenados em seu sistema, sem intenção de violar direitos autorais. Quanto à alegação de obviação, o ChatGPT é programado para oferecer respostas objetivas e precisas, o que pode ser visto como uma qualidade positiva.&lt;/p&gt;
    &lt;p id=&quot;TguH&quot;&gt;Por fim, a sugestão de que o ChatGPT oferece uma defesa de &amp;quot;apenas seguir ordens&amp;quot; é um equívoco, uma vez que o modelo não possui capacidade de tomar decisões ou oferecer defesas morais. Portanto, o argumento não se sustenta e deve ser rejeitado.&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(34,  84%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;blockquote id=&quot;ApF5&quot;&gt;Resumindo, o ChatGPT e seus irmãos são constitucionalmente incapazes de equilibrar criatividade com restrição. Eles supergeram (produzindo verdades e falsidades, endossando decisões éticas e antiéticas) ou subgeram (exibindo falta de compromisso com quaisquer decisões e indiferença com as consequências). Dada a amoralidade, falsa ciência e incompetência linguística desses sistemas, podemos apenas rir ou chorar de sua popularidade.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(236, 74%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;7Y8Q&quot;&gt;Esse argumento parece estar fazendo uma generalização injusta sobre todos os modelos de linguagem, como o ChatGPT, e não leva em consideração o fato de que esses modelos são desenvolvidos e aprimorados por seres humanos que se esforçam para garantir a precisão e a ética. Além disso, essa generalização ignora as muitas aplicações positivas desses modelos, como tradução automática, análise de sentimentos e assistentes virtuais. Portanto, não é um argumento válido.&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;

</content></entry><entry><id>chagasrocha:jWoatrvkgNv</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@chagasrocha/jWoatrvkgNv?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=chagasrocha"></link><title>Estudos apontam... Será? </title><published>2023-03-05T21:52:20.055Z</published><updated>2023-03-05T21:52:20.055Z</updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img4.teletype.in/files/b2/e2/b2e2477c-b9d0-4431-9084-91f048353ed9.png"></media:thumbnail><summary type="html">&lt;img src=&quot;https://img3.teletype.in/files/a9/b8/a9b81595-7bab-45cd-b634-8a19019c1692.png&quot;&gt;A Revista Crescer divulgou recentemente um estudo realizado pela Jama Pediatrics que, supostamente, apontou que crianças que passam duas horas por dia em frente às telas têm mais chance de &quot;desenvolver&quot; autismo. No entanto, a revista cometeu um equívoco ao interpretar a conclusão do estudo e confundiu correlação com causalidade. É importante lembrar que correlação não implica causalidade, ou seja, o fato de haver uma relação entre o uso de telas e o autismo não significa que um causa o outro.</summary><content type="html">
  &lt;figure id=&quot;vA02&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img3.teletype.in/files/a9/b8/a9b81595-7bab-45cd-b634-8a19019c1692.png&quot; width=&quot;2000&quot; /&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;32Dr&quot;&gt;A Revista Crescer divulgou recentemente um estudo realizado pela Jama Pediatrics que, supostamente, apontou que crianças que passam duas horas por dia em frente às telas têm mais chance de &amp;quot;desenvolver&amp;quot; autismo. No entanto, a revista cometeu um equívoco ao interpretar a conclusão do estudo e confundiu correlação com causalidade. É importante lembrar que correlação não implica causalidade, ou seja, o fato de haver uma relação entre o uso de telas e o autismo não significa que um causa o outro.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;sEAQ&quot;&gt;A utilização de estudos científicos para defender opiniões e crenças pessoais é uma prática cada vez mais comum. Porém, é importante lembrar que nem sempre as interpretações baseadas nesses estudos fazem sentido. É possível encontrar evidências para sustentar qualquer opinião, mas isso não garante a validade do argumento.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;9F4F&quot;&gt;Uma técnica utilizada por muitas pessoas é o cherry picking, que consiste na seleção de estudos que concordam com suas visões de mundo e na omissão ou desprezo pelos que apresentam resultados desfavoráveis. Isso pode levar a uma deturpação da evidência, já que nem sempre todos os dados são levados em consideração.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;s7Bn&quot;&gt;Outra técnica é o spin, que consiste na interpretação tendenciosa dos resultados de um estudo para atender determinada ideologia ou agenda. Esse tipo de postura não tem compromisso com a verdade, mas sim com as crenças pessoais.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;6tjZ&quot;&gt;Portanto, apresentar simplesmente uma referência ou estudo isolado para sustentar uma opinião pode ser insuficiente. É preciso verificar se as evidências foram interpretadas de forma coerente e imparcial, levando em consideração todos os dados relevantes. Utilizar estudos científicos de forma responsável e coerente é fundamental para garantir a integridade da ciência e evitar distorções da verdade.&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;2S9f&quot;&gt;(Texto elaborado com a ajuda do ChatGPT, um modelo de linguagem treinado pela OpenAI)&lt;/blockquote&gt;

</content></entry><entry><id>chagasrocha:Darwin01</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@chagasrocha/Darwin01?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=chagasrocha"></link><title>As Aventuras de Charles Darwin - Parte 01</title><published>2022-12-25T04:13:31.317Z</published><updated>2022-12-25T04:13:31.317Z</updated><category term="rpg" label="RPG"></category><summary type="html">As Aventuras de Charles Darwin foi gerada no chatgpt a partir de um modelo de prompt criado originalmente pelo Jonatas Bermudes. Eu modifiquei apenas algumas coisas para ele gerar uma história baseada nas viagens de Charles Darwin. Ficou assim: Você deve atuar como um jogo de aventuras de Charles Darwin viajando de navio e visitando ilhas e descobrindo novas espécies baseado em texto. Como se trata de um jogo educativo, toda vez que Darwin coletar o exemplar de uma espécie, faça uma breve descrição real da espécie, seja ela planta ou animal, bem como seu nome científico. Darwin gosta de citar célebres frases de pensadores de sua época. E gosta de fazer reflexões filosóficas profundas. Siga o modelo de jornada do herói durante...</summary><content type="html">
  &lt;p id=&quot;faL2&quot;&gt;As Aventuras de Charles Darwin foi gerada no chatgpt a partir de um modelo de prompt criado originalmente pelo &lt;a href=&quot;https://www.facebook.com/groups/solorpg/posts/1342406086575065/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Jonatas Bermudes. &lt;/a&gt;Eu modifiquei apenas algumas coisas para ele gerar uma história baseada nas viagens de Charles Darwin. Ficou assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;code&gt;Você deve atuar como um jogo de aventuras de Charles Darwin viajando de navio e visitando ilhas e descobrindo novas espécies baseado em texto. Como se trata de um jogo educativo, toda vez que Darwin coletar o exemplar de uma espécie, faça uma breve descrição real da espécie, seja ela planta ou animal, bem como seu nome científico. Darwin gosta de citar célebres frases de pensadores de sua época. E gosta de fazer reflexões filosóficas profundas. Siga o modelo de jornada do herói durante as aventuras. Vou digitar comandos e diálogos e você só responderá com o que o jogo produzir. Essa resposta deverá estar dentro um bloco de código. O jogo deve mostrar apenas esse bloco de código e esperar que eu escolha ou digite o próximo comando. O jogo deve sempre mostrar na saída &amp;quot;NAVIO: &amp;lt;porcentagem indicando a integridade da minha nave&amp;gt; | SAÚDE: &amp;lt;porcentagem indicando a minha saúde&amp;gt;&amp;quot;, &amp;quot;&amp;lt;quebra de linha&amp;gt; INVENTÁRIO: &amp;lt;itens encontrados que posso carregar no meu traje de biólogo, separados por vírgula&amp;quot;, &amp;quot;&amp;lt;quebra de linha&amp;gt; CENA: &amp;lt;descrição detalhada da cena após escolher uma opção&amp;gt;&amp;quot; e uma lista numerada &amp;quot;&amp;lt;quebra de linha&amp;gt; POSSÍVEIS AÇÕES&amp;quot;, incluindo três opções para avançar na história além de uma quarta instrução com &amp;quot;Ou descreva sua ação...&amp;quot;. Não exiba nada além do bloco de código com o conteúdo do jogo. Não escreva introdução nem explicação. Não digite comandos a menos que eu peça. Não execute o programa automaticamente. Aguarde minha entrada. É essencial que essas regras sejam seguidas sem exceção. Elabore a primeira cena com Charles Darwin na Inglaterra, poucos dias antes de viajar com o seu navio para explorar ilhas.&lt;/code&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;JWGf&quot;&gt;Segue o registro da jogatina...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NAVIO: 100% | SAÚDE: 100%&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;SBw1&quot;&gt;INVENTÁRIO: &lt;/p&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(34,  84%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;Ta3p&quot;&gt;CENA: Você está na sua sala de estudo em sua casa na Inglaterra, cercado por livros e pergaminhos. Há uma carta aberta sobre a sua mesa, escrita pelo seu amigo Capitão Fitzroy, convidando você para se juntar a ele em sua próxima expedição a bordo do HMS Beagle. Você se levanta e caminha até a janela, olhando para o jardim lá fora enquanto pensa sobre a oportunidade única que está diante de você.&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;p id=&quot;6kbA&quot;&gt;POSSÍVEIS AÇÕES:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;1. Responder à carta de Fitzroy, aceitando o convite.&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;2. Resolver pensar mais sobre isso antes de tomar uma decisão.&lt;br /&gt;3. Recusar o convite, alegando compromissos pessoais ou profissionais.&lt;br /&gt;4. Ou descreva sua ação...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;eprr&quot;&gt;NAVIO: 100% | SAÚDE: 100%&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;df97&quot;&gt;INVENTÁRIO: &lt;/p&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(34,  84%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;VbE5&quot;&gt;CENA: Você senta-se na sua mesa e pega uma pena e um pedaço de papel. Rapidamente, você escreve uma carta de aceitação para o Capitão Fitzroy e a sela. Depois de colocar a carta no correio, você começa a fazer as malas e se prepara para a grande viagem.&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;p id=&quot;7sR1&quot;&gt;POSSÍVEIS AÇÕES:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;&lt;em&gt;1. Fazer uma lista de equipamentos e suprimentos que você vai levar.&lt;/em&gt;&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;2. Visitar seus amigos e familiares para se despedir.&lt;br /&gt;3. Estudar mapas e livros de referência para se preparar para a viagem.&lt;br /&gt;4. Ou descreva sua ação...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;2Eb9&quot;&gt;NAVIO: 100% | SAÚDE: 100%&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;QinW&quot;&gt;INVENTÁRIO: &lt;/p&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(34,  84%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;KQaf&quot;&gt;CENA: Você senta-se em sua mesa e tira uma folha de papel em branco. Você começa a fazer uma lista dos equipamentos e suprimentos que vai levar na viagem. Você inclui coisas como lupas, facas de coleta, frascos de vidro e etiquetas, além de suprimentos básicos como roupas, alimentos e remédios. Depois de terminar a lista, você a dobra e a guarda em sua valise.&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;p id=&quot;Ja4r&quot;&gt;POSSÍVEIS AÇÕES:&lt;br /&gt;1. Visitar seus amigos e familiares para se despedir.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;2. Estudar mapas e livros de referência para se preparar para a viagem.&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;3. Fazer um passeio pelo jardim para desfrutar do belo dia.&lt;br /&gt;4. Ou descreva sua ação...&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;AFSN&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Ig5U&quot;&gt;NAVIO: 100% | SAÚDE: 100%&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;pZcY&quot;&gt;INVENTÁRIO: &lt;/p&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(34,  84%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;nxIS&quot;&gt;CENA: Você vai até a sua estante e pega alguns dos seus livros de referência mais valiosos. Você também pega um mapa do mundo e o espalha sobre a mesa. Você passa horas estudando os detalhes da rota que o HMS Beagle vai seguir e anotando algumas observações e perguntas. Quando termina, você se sente mais confiante e preparado para a viagem.&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;p id=&quot;Qk6R&quot;&gt;POSSÍVEIS AÇÕES:&lt;br /&gt;1. Visitar seus amigos e familiares para se despedir.&lt;br /&gt;2. Fazer um passeio pelo jardim para desfrutar do belo dia.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;3. Descansar e se preparar para a viagem de navio.&lt;/u&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;4. Ou descreva sua ação...&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;kS78&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;7szh&quot;&gt;NAVIO: 100% | SAÚDE: 100%&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;B9AX&quot;&gt;INVENTÁRIO: &lt;/p&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(34,  84%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;y3V9&quot;&gt;CENA: Depois de um longo dia de preparação, você decide descansar um pouco antes da viagem. Você se deita em sua cama confortável e fecha os olhos, tentando relaxar e limpar a mente. Quando acorda, é hora de embarcar no navio.&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;p id=&quot;DkRh&quot;&gt;POSSÍVEIS AÇÕES:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;1. Embarcar no navio e se apresentar ao Capitão Fitzroy.&lt;/u&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;2. Verificar se todos os seus pertences estão em sua cabine.&lt;br /&gt;3. Conhecer os membros da tripulação e outros passageiros.&lt;br /&gt;4. Ou descreva sua ação...&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;qqEb&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;l4tO&quot;&gt;NAVIO: 100% | SAÚDE: 100%&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;ElaC&quot;&gt;INVENTÁRIO: &lt;/p&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(34,  84%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;QR4J&quot;&gt;CENA: Você pega suas malas e segue para o cais, onde o HMS Beagle está ancorado. Quando chega a bordo, você é apresentado ao Capitão Fitzroy, um homem alto e atraente, com um bigode imponente e olhos penetrantes. Ele o cumprimenta calorosamente e o leva até sua cabine, onde você pode guardar suas coisas.&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;p id=&quot;rxxs&quot;&gt;POSSÍVEIS AÇÕES:&lt;br /&gt;1. Verificar se todos os seus pertences estão em sua cabine.&lt;br /&gt;2. Conhecer os membros da tripulação e outros passageiros.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;3. Verificar as condições do navio e os equipamentos científicos disponíveis.&lt;/u&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;4. Ou descreva sua ação...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;jFgl&quot;&gt;NAVIO: 100% | SAÚDE: 100%&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;f6jR&quot;&gt;INVENTÁRIO: &lt;/p&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(34,  84%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;Qurf&quot;&gt;CENA: Você sai da sua cabine e começa a explorar o navio. Você fica impressionado com a beleza e a robustez do HMS Beagle, que é um navio de pesquisa científica de primeira classe. Você também fica feliz ao ver os equipamentos científicos disponíveis, como lupas, microscópios e equipamentos de coleta. Você sabe que esses itens serão fundamentais para suas descobertas na viagem.&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;p id=&quot;iClT&quot;&gt;POSSÍVEIS AÇÕES:&lt;br /&gt;1. Verificar se todos os seus pertences estão em sua cabine.&lt;br /&gt;2. Conhecer os membros da tripulação e outros passageiros.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;3. Participar da reunião de briefing com o Capitão Fitzroy e os cientistas a bordo.&lt;/u&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;4. Ou descreva sua ação...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;S7mL&quot;&gt;NAVIO: 100% | SAÚDE: 100%&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;360D&quot;&gt;INVENTÁRIO: &lt;/p&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(34,  84%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;t1dE&quot;&gt;CENA: Você segue o Capitão Fitzroy até a sala de reuniões, onde se reúne com os outros cientistas a bordo do navio. Ele explica a rota que o HMS Beagle vai seguir e as expectativas para a viagem, incluindo coletar amostras de plantas, animais e minerais para estudo posterior. Ele também explica as regras de segurança e os procedimentos de emergência. Quando a reunião termina, você se sente ainda mais empolgado e pronto para a viagem.&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;p id=&quot;mSv1&quot;&gt;POSSÍVEIS AÇÕES:&lt;br /&gt;1. Verificar se todos os seus pertences estão em sua cabine.&lt;br /&gt;2. Conhecer os membros da tripulação e outros passageiros.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;3. Participar da cerimônia de partida e observar a saída do navio do cais.&lt;/u&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;4. Ou descreva sua ação...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;dFah&quot;&gt;NAVIO: 100% | SAÚDE: 100%&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;kbUh&quot;&gt;INVENTÁRIO: &lt;/p&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(34,  84%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;x803&quot;&gt;CENA: Você segue o Capitão Fitzroy até a proa do navio, onde uma pequena multidão se reuniu para a cerimônia de partida. O Capitão faz um discurso emocionado sobre a importância da ciência e da exploração, e depois corta a fita inaugural para sinalizar o início da viagem. O HMS Beagle começa a se afastar do cais, e você observa a costa da Inglaterra ficando cada vez mais distante enquanto o navio navega pelo oceano.&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;p id=&quot;EQYU&quot;&gt;POSSÍVEIS AÇÕES:&lt;br /&gt;1. Verificar se todos os seus pertences estão em sua cabine.&lt;br /&gt;2. Conhecer os membros da tripulação e outros passageiros.&lt;br /&gt;3. Descansar e se adaptar ao movimento do navio.&lt;br /&gt;4. Ou descreva sua ação...&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;HHur&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h2 id=&quot;xHVQ&quot;&gt;Continua...&lt;/h2&gt;
  &lt;p id=&quot;bncR&quot;&gt;Você pode sugerir qual a próxima ação nos comentários! &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;

</content></entry><entry><id>chagasrocha:SVnElgOFlW3</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@chagasrocha/SVnElgOFlW3?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=chagasrocha"></link><title>É apenas mais um &quot;textão&quot; sobre o fim de ano (ou talvez não)</title><published>2022-12-24T17:50:51.642Z</published><updated>2022-12-24T17:50:51.642Z</updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img3.teletype.in/files/ed/bf/edbf7d6f-afc3-4435-ba0e-cf2bdeeebfe7.png"></media:thumbnail><summary type="html">&lt;img src=&quot;https://img3.teletype.in/files/2b/5b/2b5bd238-ee74-4e91-b4a2-e5ddda75ee9c.png&quot;&gt;Se tem algo que possa ser chamado de brega, no sentido mais depreciativo da palavra, é o textão de fim de ano em rede social. Mas aqui estou eu escrevendo um, porque eu acho que a gente tem que ser brega as vezes, 'e tá tudo bem'. Se alguém vai parar a rolagem do feed ou vai ler até o final, pouco importa, e nesse momento nem estou realmente decidido a postá-lo. Mas aí vai. 

Eu posso dizer, sem dúvida alguma, que o ano de 2022 foi o ano mais importante da minha vida, pois foi o ano que eu realmente compreendi o significado da palavra autoconhecimento, que até então, era tão vago pra mim. </summary><content type="html">
  &lt;figure id=&quot;AjpM&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img3.teletype.in/files/2b/5b/2b5bd238-ee74-4e91-b4a2-e5ddda75ee9c.png&quot; width=&quot;1700&quot; /&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;U6OH&quot;&gt;Se tem algo que possa ser chamado de brega, no sentido mais depreciativo da palavra, é o textão de fim de ano em rede social. Mas aqui estou eu escrevendo um, porque eu acho que a gente tem que ser brega as vezes, &amp;#x27;e tá tudo bem&amp;#x27;. Se alguém vai parar a rolagem do feed ou vai ler até o final, pouco importa, e nesse momento nem estou realmente decidido a postá-lo. Mas aí vai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu posso dizer, sem dúvida alguma, que o ano de 2022 foi o ano mais importante da minha vida, pois foi o ano que eu realmente compreendi o significado da palavra autoconhecimento, que até então, era tão vago pra mim. &lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;kYln&quot;&gt;Imagine que está diante de uma mesa e sua vida se resume a um quebra-cabeça cujas peças repousam na superfície, desorganizadas, sem forma. E de repente, alguém dá instruções de como organizá-las. Você pensa um pouco, e vê que as instruções fazem sentido, e dá o passo inicial para montar o quebra-cabeça. Ainda há muita coisa a fazer, pois você não sabe a real extensão dessa mesa, e nem quais os desafios que irá enfrentar daqui para frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora você tem a oportunidade de compreender sua vida. Por anos, você percorreu a extensão do quebra-cabeça e não conseguia entender muita coisa. Agora muita coisa passa a fazer sentido com essas novas instruções. Há uma sensação de alivio enorme, você sente a necessidade de contar para todos como está conseguindo resolver o seu quebra-cabeça. Quem sabe alguém possa estar tão confuso quanto você estava antes. &lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;j8HY&quot;&gt;Se você gosta de metáforas, isso descreve de maneira clara e resumida o que foi o ano de 2022 para mim. Espero que em 2023 o aprendizado continue sendo tão significativo quanto. Que seja um ano com menos autocobrança e menos frustrações. Não é fácil, nem tudo são flores, mas isso faz parte da caminhada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só tenho a agradecer a paciência e a compreensão de quem esteve do meu lado. &lt;/p&gt;

</content></entry><entry><id>chagasrocha:falacias</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@chagasrocha/falacias?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=chagasrocha"></link><title>A refinada arte de detectar mentiras</title><published>2022-12-21T20:04:02.187Z</published><updated>2022-12-21T21:06:32.452Z</updated><summary type="html">Desde a adolescência eu tenho um interesse no estudo de falácias lógicas e adquiri um hábito de tentar identificá-las sempre que me deparo com um discurso suspeito. &quot;A refinada arte de detectar mentiras&quot; é o título de um dos capítulos do livro O Mundo Assombrado Pelos Demônios, de Carl Sagan, escrito em 1998, um pouco antes de sua morte, mas que ainda permanece bem atual. Livro este que de vez em quando dou uma relida em algum capítulo. É um verdadeiro curso sobre a importância do ceticismo e defesa da racionalidade. Neste capítulo, nosso querido tio Sagan nos apresenta uma &quot;caixa de ferramentas&quot; para identificar mentiras e dá alguns exemplos de falácias lógicas, nos alertando sobre a importância de reconhecê-las para não ser enganado...</summary><content type="html">
  &lt;p id=&quot;tSxJ&quot;&gt;Desde a adolescência eu tenho um interesse no estudo de falácias lógicas e adquiri um hábito de tentar identificá-las sempre que me deparo com um discurso suspeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;quot;A refinada arte de detectar mentiras&amp;quot; é o título de um dos capítulos do livro O Mundo Assombrado Pelos Demônios, de Carl Sagan, escrito em 1998, um pouco antes de sua morte, mas que ainda permanece bem atual. Livro este que de vez em quando dou uma relida em algum capítulo. É um verdadeiro curso sobre a importância do ceticismo e defesa da racionalidade. Neste capítulo, nosso querido tio Sagan nos apresenta uma &amp;quot;caixa de ferramentas&amp;quot; para identificar mentiras e dá alguns exemplos de falácias lógicas, nos alertando sobre a importância de reconhecê-las para não ser enganado por argumentos fracos ou propaganda enganosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou listar aqui algumas falácias que ele cita no livro e acrescentarei outros tipos, obtive alguns dos exemplos a seguir com a ajuda do &lt;a href=&quot;https://teletype.in/@chagasrocha/iaautismo&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;ChatGPT&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;ol id=&quot;bpuB&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;Ln1K&quot;&gt;Ad Hominem (Ataque pessoal): Este é um ataque ao caráter ou às qualidades pessoais de uma pessoa em vez de responder ao argumento dela. Por exemplo, &amp;quot;Você não pode acreditar no que ele está dizendo, ele é um mentiroso conhecido&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;hd6D&quot;&gt;Ad Populum (Ao gosto do povo): Esta falácia consiste em apelar para as emoções ou sentimentos das pessoas ao invés de apresentar fatos ou argumentos lógicos. Por exemplo, &amp;quot;Todos estão usando isso, então deve ser bom&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;7hYV&quot;&gt;Ad Ignorantiam (À ignorância): Esta falácia consiste em afirmar que algo é verdadeiro simplesmente porque não foi provado que não é verdadeiro. Por exemplo, &amp;quot;Não posso provar que extraterrestres existem, então eles devem existir&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;jKRt&quot;&gt;Bandwagon (O bonde): Esta falácia consiste em apelar para a pressão de grupo para convencer as pessoas a seguir a maioria. Por exemplo, &amp;quot;Todos os seus amigos estão fazendo isso, você não quer ficar de fora, certo?&amp;quot;&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;Aa3o&quot;&gt;Hasty Generalization (Generalização apressada): Esta falácia consiste em tirar conclusões baseadas em amostras muito pequenas ou incompletas. Por exemplo, &amp;quot;Eu conheci uma pessoa daquele país e ela era muito rude, então todas as pessoas daquele país são ruins&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;UYoz&quot;&gt;False Dilemma (Dilema falso): Esta falácia consiste em apresentar apenas duas opções como se fossem as únicas possíveis, quando na verdade há outras opções. Por exemplo, &amp;quot;Você pode escolher entre comprar nosso produto ou ficar com um produto inferior&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;yMf5&quot;&gt;Slippery Slope (Declive Escorregadio): Esta falácia consiste em sugerir que uma ação pequena levará a consequências graves sem apresentar evidências suficientes para apoiar essa suposição. Por exemplo, &amp;quot;Se permitirmos que essa lei seja aprovada, isso levará ao fim da sociedade como a conhecemos&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;1rP3&quot;&gt;Straw Man (Argumento espantalho): Esta falácia consiste em distorcer ou exagerar o argumento de outra pessoa para torná-lo mais fácil de atacar ou refutar. Por exemplo, &amp;quot;Você está sugerindo que devemos banir toda a tecnologia, o que é absurdo&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;6LYj&quot;&gt;Appeal to Authority (Apelo à autoridade): Esta falácia consiste em apelar para a autoridade de uma pessoa ou instituição sem fornecer evidências para apoiar o argumento. Por exemplo, &amp;quot;O presidente disse que isso é verdade, então deve ser&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;nvO7&quot;&gt;Red Herring (Peixe vermelho): Esta falácia consiste em desviar a atenção do assunto em questão para outro assunto irrelevante. Por exemplo, &amp;quot;Eu sei que você está preocupado com o aumento dos impostos, mas o que realmente importa é a segurança nacional&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;PaSh&quot;&gt;Begging the Question (Pedindo a pergunta): Esta falácia consiste em assumir o que está sendo questionado como verdadeiro no próprio argumento. Por exemplo, &amp;quot;O sol nasce todos os dias porque isso é o que a Bíblia diz&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;LvwW&quot;&gt;Non Sequitur (Não segue): Esta falácia consiste em concluir algo que não segue logicamente da premissa. Por exemplo, &amp;quot;Eu sei que você gosta de cachorros, então deve ser bom em matemática&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;Uhpj&quot;&gt;False Analogy (Analogia falsa): Esta falácia consiste em comparar dois coisas como se fossem semelhantes quando na verdade são muito diferentes. Por exemplo, &amp;quot;O cérebro é como um computador, então deve funcionar da mesma maneira&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;nEoe&quot;&gt;Equivocation (Equivocação): Esta falácia consiste em usar a mesma palavra com dois significados diferentes em um argumento para enganar ou confundir as pessoas. Por exemplo, &amp;quot;O governo diz que está trabalhando para proteger a liberdade, mas muitas vezes restringe a liberdade das pessoas&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;tbxU&quot;&gt;False Cause (Causa falsa): Esta falácia consiste em sugerir que uma coisa é a causa de outra quando na verdade não há relação causal. Por exemplo, &amp;quot;Eu tomei esse remédio homeopático e melhorei dos sintomas da minha doença, então a melhora foi graças ao remédio&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;eqvk&quot;&gt;Circular Reasoning (Racionalização circular): Esta falácia consiste em usar o mesmo argumento para apoiar a conclusão e a premissa. Por exemplo, &amp;quot;Esse produto é o melhor porque é o mais vendido, e é o mais vendido porque é o melhor&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;GJHP&quot;&gt;False Dichotomy (Dicotomia falsa): Esta falácia consiste em apresentar duas opções como se fossem excludentes quando na verdade há mais opções possíveis. Por exemplo, &amp;quot;Ou você está conosco ou contra nós&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;mjpG&quot;&gt;Guilt by Association (Culpa pelo associação): Esta falácia consiste em atribuir as qualidades de uma pessoa ou coisa para outra simplesmente porque estão associadas. Por exemplo, &amp;quot;Ele é amigo de um ladrão, então deve ser um ladrão também&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;IwNB&quot;&gt;Misleading Vividness (Vividude enganosa): Esta falácia consiste em usar exemplos ou histórias poderosas ou chocantes para persuadir as pessoas, mesmo que não tenham relação com o assunto em questão. Por exemplo, &amp;quot;Eu sei que você não quer que isso aconteça com seus filhos, então você deve apoiar essa lei&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;V95G&quot;&gt;Personal Incredulity (Incredulidade pessoal): Esta falácia consiste em negar a verdade de algo simplesmente porque não consegue entender ou acreditar nisso. Por exemplo, &amp;quot;Eu não posso acreditar que isso é verdade, então deve ser falso&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;ZFvy&quot;&gt;Appeal to Pity (Apelo à pena): Esta falácia consiste em apelar para as emoções das pessoas, especialmente a pena, para persuadi-las a aceitar um argumento. Por exemplo, &amp;quot;Se você não me ajudar, vou ficar sem casa e sem comida&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;2QbF&quot;&gt;Scare Tactics (Táticas de medo): Esta falácia consiste em usar medo ou ameaças para persuadir as pessoas a aceitar um argumento. Por exemplo, &amp;quot;Se você não comprar o seguro de saúde, vai ficar sem proteção em caso de doença grave&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;7nHg&quot;&gt;Special Pleading (Rogo especial): Esta falácia consiste em fazer exceções para si próprio ou para alguém sem fornecer razões suficientes para isso. Por exemplo, &amp;quot;Eu sei que você disse que não pode fazer exceções, mas essa é uma situação especial&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;Bwd8&quot;&gt;Thought-Terminating Cliché (Lugar-comum finalizador de pensamento): Esta falácia consiste em usar frases prontas ou slogans para terminar o pensamento crítico e evitar questionamentos. Por exemplo, &amp;quot;É assim que as coisas são feitas&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;OD6U&quot;&gt;Tu Quoque (Você também): Esta falácia consiste em acusar o oponente de fazer o mesmo que está sendo acusado, ao invés de responder ao argumento. Por exemplo, &amp;quot;Você está me acusando de ser egoísta, mas você é egoísta também&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;0xYY&quot;&gt;Composition (Composição): Esta falácia consiste em assumir que as qualidades de uma parte se aplicam a todo o todo. Por exemplo, &amp;quot;Cada peça desse quebra-cabeça é perfeita, então o quebra-cabeça inteiro deve ser perfeito também&amp;quot;.&lt;/li&gt;
  &lt;/ol&gt;
  &lt;p id=&quot;knS0&quot;&gt;E lembre-se:&lt;/p&gt;
  &lt;h2 id=&quot;DFq6&quot;&gt;&amp;quot;O ceticismo não é sinônimo de negação ou descrença, mas sim de questionamento e busca pelo conhecimento.&amp;quot;&lt;/h2&gt;

</content></entry><entry><id>chagasrocha:autismocasos</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@chagasrocha/autismocasos?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=chagasrocha"></link><title>Por que os casos de crianças com autismo estão aumentando? Há uma &quot;epidemia&quot; de autismo?</title><published>2022-10-17T19:07:47.097Z</published><updated>2022-10-17T19:08:37.966Z</updated><summary type="html">Muitas pessoas se questionam o motivo de tantas crianças estarem sendo diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos últimos anos. Será que a taxa de autismo está crescendo na população, ou pessoas que antes não tinham acesso a profissionais especialistas estão tendo mais acesso hoje em dia e podendo reconhecer sua condição ou a de seus filhos? Será que a ciência corrobora a ideia de que há uma “epidemia” de autismo?</summary><content type="html">
  &lt;p id=&quot;9KZb&quot;&gt;Muitas pessoas se questionam o motivo de tantas crianças estarem sendo diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos últimos anos. Será que a taxa de autismo está crescendo na população, ou pessoas que antes não tinham acesso a profissionais especialistas estão tendo mais acesso hoje em dia e podendo reconhecer sua condição ou a de seus filhos? Será que a ciência corrobora a ideia de que há uma “epidemia” de autismo?&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;jFTi&quot;&gt;Para obtermos respostas, devemos evitar achismos e buscar estudos com boas metodologias. Há vários estudos com metodologias distintas. Um dos estudos mais citados por especialistas (por ter uma metodologia mais confiável) é o do CDC (Centers for Disease Control and Prevention). O dado mais recente, publicado em dezembro de 2021, indica uma taxa de 1 a cada 44 crianças com 8 anos de idade são portadoras do TEA.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;0HMG&quot;&gt;Pesquisas realizadas anteriormente pelo mesmo grupo haviam relatado que 1 a cada 68 crianças estavam no espectro, em outro estudo posterior a este a taxa foi de 1 a cada 59. Outro realizado em 2020 demonstrou que 1 a cada 54 crianças estavam no espectro autista. Comparando tais pesquisas com a mais recente (1 a cada 44) corrobora-se a ideia de que há um aumento de crianças diagnosticadas (não necessariamente um aumento no nascimento de crianças com autismo).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;UdZD&quot;&gt;Mas afinal, há um aumento significativo no nascimento de crianças com a condição? O que grande parte dos pesquisadores concordam é que pode sim haver um aumento no nascimento de crianças com TEA, mas esse aumento não é tão significativo quanto muitos pensam. O que existe de fato é um aumento no acesso ao diagnóstico.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;5DFf&quot;&gt;Uma informação que ajuda a compreender essa questão é a de que o autismo é genético. Em uma pesquisa realizada pelo JAMA Psychiatry, em 5 países com uma ampla taxa de amostragem envolvendo milhões de pessoas, demonstrou que em 81% dos casos, o autismo pode ser herdado da mãe ou do pai, ou da soma do material genético de ambos (não significa que todo pai ou mãe de autista também seja). Este dado é o suficiente para descartar a ideia de “epidemia”. Se há um aumento na taxa de nascimento, ele está em 18% dos casos que são genéticos não-herdados, ou seja, não está no pai, nem na mãe, a mutação genética surge na criança. Na mesma pesquisa, demonstraram que apenas 1 a 3% dos casos são por fatores ambientais que afetam o feto no útero da mãe.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;KvNs&quot;&gt;A mesma revista científica JAMA Psychiatry divulgou um estudo em julho deste ano, utilizando uma metodologia distinta daquela utilizada no estudo do CDC, no qual apontou que 1 a cada 30 crianças, com faixa etária entre 3 e 17 anos, está no espectro autista. Vale ressaltar que esta pesquisa da revista JAMA não pode ser comparada com o último dado obtido pelo CDC (1 a cada 44), já que ambas possuem metodologias distintas.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;BCp4&quot;&gt;Então, o que explica esse aumento dos diagnósticos?&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;1FZN&quot;&gt;No estudo realizado pelo CDC, os estudiosos apontam que o aumento dos diagnósticos de autismo nos últimos anos está relacionado a alguns fatores:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;J4KM&quot;&gt;- Crianças sendo diagnosticadas mais cedo por conta de um maior acesso ao diagnóstico;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;FZtn&quot;&gt;- O aumento do número de médicos habilitados para o diagnóstico do TEA;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;TXmT&quot;&gt;- Consciência maior da sociedade de forma geral (médicos, parentes, e professores) sobre o autismo.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;D9ot&quot;&gt;O estudo também demonstra que crianças negras (nos EUA) estão tendo mais acesso aos serviços de diagnóstico, e a taxa entre negros e brancos estão com percentual similar. Em estudos anteriores, por conta da desigualdade social, a taxa de crianças negras diagnosticados era menor. O estudo mais recente realizado pelo CDC, apontou ainda que, nos EUA, há uma menor taxa de diagnósticos quando se trata de crianças latinas, não porque há menos crianças autistas entre os latinos, mas porque estes têm dificuldade no acesso ao diagnóstico.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Tdht&quot;&gt;Vale citar também a mudança que houve no entendimento do que é autismo nos últimos anos com a atualização dos manuais usados pelos médicos, o DSM-5 e o CID 11. Até 2013 o DSM-4 era o documento vigente, o documento citava um grupo chamado Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) no qual incluíam várias condições: Autismo (nessa época não se denominava TEA), Síndrome de Asperger, Síndrome de Rett, Transtorno Desintegrativo da Infância (TDI), e TGD sem outra especificação.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;e18j&quot;&gt;Em junho de 2013 entra em vigor a atualização do DSM-4, o DSM-5, no qual aboliram o termo Transtorno Global do Desenvolvimento, separaram a Síndrome de Rett, e reuniram os outros quatro termos (Autismo, Asperger, TDI e TGD sem outra especificação) em um diagnóstico chamado Transtorno do Espectro Autista. Tal mudança impactou no número de diagnósticos, já que hoje há critérios diagnósticos mais claros e organizados.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;MRth&quot;&gt;Infelizmente, há poucos estudos sendo realizados no Brasil nesse sentido. Mas a opinião unânime entre os médicos especialistas e estudiosos é a de que no nosso país o autismo é subdiagnosticado (principalmente quando se trata do sexo feminino), ou seja, há muitas crianças, adolescentes e adultos autistas por aí sem diagnóstico. Não é uma tarefa nada fácil obter um diagnóstico de TEA no Brasil, principalmente quando se trata de adultos, e as principais barreiras são a financeira e a falta de profissionais capacitados.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;vvom&quot;&gt;Vale destacar a importância de profissionais capacitados no processo de diagnóstico. Não há exame que possa identificar o autismo, o diagnóstico é clínico, e o que mais conta é a experiência do profissional ou profissionais envolvidos. Dependendo do caso, é necessário a atuação de uma equipe multidisciplinar.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;vV93&quot;&gt;O capacitismo, atitude que discrimina ou denota preconceito, é algo que autistas e pais atípicos estão sujeitos a enfrentar no dia-a-dia. Comentários absurdos como “não tem cara de autista” (sic), ou que “não pode ser autista, pois autista não fala”, ou que “isso não é autismo, isso é falta de uma boa criação” ainda são comuns. Dói ler esse tipo de relato? Agora imagine passar por isso!&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;QQeC&quot;&gt;Quando finalmente alguns pais conseguem um laudo e precisam recorrer ao benefício BPC (LOAS), podem se deparar com um médico perito que, diante de uma criança com autismo nível 1 ou 2 de suporte, diz “este não é autista”, ou que “não é autista o suficiente”. Este relato é muito comum. Vale ressaltar que a lei não faz distinção entre os níveis de suporte.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;6HRK&quot;&gt;O censo do IBGE que está sendo realizado este ano irá atualizar os dados sobre o autismo no país, porém, partindo da premissa de que o TEA é subdiagnosticado no país, o censo está longe de ser o instrumento ideal para auxiliar nessa questão.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;N16W&quot;&gt;Não é nada fácil ser autista no Brasil, e isto se dá pela falta de acessibilidade, o capacitismo e a carência de políticas públicas. É por isso que grupos de apoio a autistas e pais de autistas são importantes. Em Camocim há o “Pais Atípicos Camocim”, um grupo de pais de autistas e autistas adultos com um interesse em comum: tornar a sociedade menos capacitista, difundir informações sobre o autismo e lutar por políticas públicas na nossa cidade. Você pode seguir a conta no instagram pesquisando por @paisatipicoscamocim.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;BCRt&quot;&gt;Agradeço ao blog Camocim Online pela oportunidade de esclarecer questões importantes a respeito do autismo.&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;3bNI&quot;&gt;Referências:&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;hDjF&quot;&gt;AUTISM PREVALENCE RISES IN COMMUNITIES MONITORED BY CDC. 26 mar. 2020. cdc.gov. Disponível em: &lt;a href=&quot;https://www.cdc.gov/media/releases/2020/p0326-autism-prevalence-rises.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://www.cdc.gov/media/releases/2020/p0326-autism-prevalence-rises.html&lt;/a&gt;. Acesso em: 30 set. 2022.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;P98j&quot;&gt;BAI, D.; YIP, B. H. K.; WINDHAM, G. C.; SOURANDER, A.; FRANCIS, R.; YOFFE, R.; GLASSON, E.; MAHJANI, B.; SUOMINEN, A.; LEONARD, H.; GISSLER, M.; BUXBAUM, J. D.; WONG, K.; SCHENDEL, D.; KODESH, A.; BRESHNAHAN, M.; LEVINE, S. Z.; PARNER, E. T.; HANSEN, S. N.; … SANDIN, S. Association of Genetic and Environmental Factors With Autism in a 5-Country Cohort. JAMA Psychiatry, v. 76, n. 10, p. 1035–1043, 1 out. 2019. &lt;a href=&quot;https://doi.org/10.1001/jamapsychiatry.2019.1411&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://doi.org/10.1001/jamapsychiatry.2019.1411&lt;/a&gt;.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;6ddm&quot;&gt;LI, Q.; LI, Y.; LIU, B.; CHEN, Q.; XING, X.; XU, G.; YANG, W. Prevalence of Autism Spectrum Disorder Among Children and Adolescents in the United States From 2019 to 2020. JAMA Pediatrics, v. 176, n. 9, p. 943–945, 1 set. 2022. &lt;a href=&quot;https://doi.org/10.1001/jamapediatrics.2022.1846&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://doi.org/10.1001/jamapediatrics.2022.1846&lt;/a&gt;.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;Gq5j&quot;&gt;MAENNER, M. J.; SHAW, K. A.; BAKIAN, A. V.; BILDER, D. A.; DURKIN, M. S.; ESLER, A.; FURNIER, S. M.; HALLAS, L.; HALL-LANDE, J.; HUDSON, A.; HUGHES, M. M.; PATRICK, M.; PIERCE, K.; POYNTER, J. N.; SALINAS, A.; SHENOUDA, J.; VEHORN, A.; WARREN, Z.; CONSTANTINO, J. N.; … COGSWELL, M. E. Prevalence and Characteristics of Autism Spectrum Disorder Among Children Aged 8 Years - Autism and Developmental Disabilities Monitoring Network, 11 Sites, United States, 2018. Morbidity and Mortality Weekly Report. Surveillance Summaries (Washington, D.C.: 2002), v. 70, n. 11, p. 1–16, 3 dez. 2021. &lt;a href=&quot;https://doi.org/10.15585/mmwr.ss7011a1&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://doi.org/10.15585/mmwr.ss7011a1&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;

</content></entry><entry><id>chagasrocha:T0DlfZ9Nhu2</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@chagasrocha/T0DlfZ9Nhu2?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=chagasrocha"></link><title>Introvertido - Autista é antissocial?</title><published>2022-09-10T13:04:44.181Z</published><updated>2022-09-10T13:05:45.515Z</updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img2.teletype.in/files/52/7b/527b762f-e619-4979-ac66-ab3f2184adf2.png"></media:thumbnail><summary type="html">&lt;img src=&quot;https://img3.teletype.in/files/a0/00/a00052ef-6234-4b08-a86c-533a84117ef9.png&quot;&gt;Por @olhardeautista, no instagram.

Talvez, você, autista, já tenha achado, em algum momento da vida, que é uma pessoa antissocial. Até mesmo pessoas tímidas fora do Transtorno do Espectro Autista pensam assim, na maioria das vezes, mas sabia que ambos estavam equivocados, se já pensaram isso?</summary><content type="html">
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  &lt;p id=&quot;e7sy&quot;&gt;Por &lt;a href=&quot;https://www.instagram.com/p/CiQEtgfr2xe/?utm_source=ig_web_copy_link&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;@olhardeautista,&lt;/a&gt; no instagram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, você, autista, já tenha achado, em algum momento da vida, que é uma pessoa antissocial. Até mesmo pessoas tímidas fora do Transtorno do Espectro Autista pensam assim, na maioria das vezes, mas sabia que ambos estavam equivocados, se já pensaram isso?&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;PZx0&quot;&gt;Autistas, quando têm alguma dificuldade, seja em qual grau for, de se expor a situações que envolvem outras pessoas, por não saberem como se comportar e/ou por se sentirem muito cansados (etc…), são considerados INTROVERTIDOS e não antissociais. Tímidos, são INTROVERTIDOS e não antissociais.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;yXXt&quot;&gt;Uma pessoa pode, inclusive, ser autista, introvertida e não ser, necessariamente, tímida. Timidez é diferente de introversão. E introversão e o fato de ser autista, de igual modo, é diferente de ser antissocial. &lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;0GnC&quot;&gt;Pessoas com personalidade antissocial são aquelas que, como o próprio nome diz, agem “anti” sociedade. O prefixo, esse pedacinho “anti”, que vem antes da palavra social, quer dizer contrário, ou seja, pessoas com atitudes “em oposição a”. Violam e transgridem leis e direitos dos outros, agindo sem remorso; aproximam-se dessa classificação os chamados psicopatas. A personalidade antissocial é tida como uma sociopatia.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;zoQF&quot;&gt;Aquelas pessoas, no entanto, que se sentem desconfortáveis com a socialização, que possuem dificuldade para falar em público ou para estar e/ou agir em grupos, que preferem ficar em casa ao invés de sair porque sair exige um gasto energético que essas pessoas não estão dispostas a ter ou não dispõem no momento, mas elas estão em acordo à sociedade, são consideradas introvertidas. Dentre esses indivíduos, por exemplo, os autistas. &lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Wgy0&quot;&gt;Então, de agora em diante, você já sabe: autista que têm dificuldade para estar junto a outras pessoas (e cada um terá dificuldades com características diferentes, em graus distintos) e para falar em público, não é alguém antissocial, é alguém introvertido.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;VWeT&quot;&gt;Veja este texto na conta &lt;a href=&quot;https://www.instagram.com/p/CiQEtgfr2xe/?utm_source=ig_web_copy_link&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;@olhardeautista&lt;/a&gt; no instagram.&lt;/p&gt;

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