<?xml version="1.0" encoding="utf-8" ?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:tt="http://teletype.in/" xmlns:opensearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/"><title>Jean</title><author><name>Jean</name></author><id>https://teletype.in/atom/jean_paolo</id><link rel="self" type="application/atom+xml" href="https://teletype.in/atom/jean_paolo?offset=0"></link><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@jean_paolo?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=jean_paolo"></link><link rel="next" type="application/rss+xml" href="https://teletype.in/atom/jean_paolo?offset=10"></link><link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" title="Teletype" href="https://teletype.in/opensearch.xml"></link><updated>2026-04-18T12:09:34.946Z</updated><entry><id>jean_paolo:yolo</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@jean_paolo/yolo?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=jean_paolo"></link><title>Orientação Vocacional na Sociedade Líquida: YOLO, António Damásio e o Cansaço como &quot;Virtude&quot;</title><published>2026-03-17T02:57:23.615Z</published><updated>2026-03-17T02:57:23.615Z</updated><category term="sociologia" label="Sociologia"></category><summary type="html">&lt;img src=&quot;https://img2.teletype.in/files/50/ad/50ad9d77-d7ab-400a-9b2a-253484d3cd95.jpeg&quot;&gt;A expressão &quot;YOLO&quot; (You Only Live Once), popularizada na última década, resgata o milenar conceito latino de carpe diem. No entanto, longe de ser apenas um lema de redes sociais, o movimento reflete uma mudança profunda na subjetividade contemporânea: a recusa de uma vida pautada exclusivamente pela produtividade em favor de uma busca radical pela satisfação imediata, como um &quot;carpe diem moderno&quot; que ganhou notoriedade (se é que não foi &quot;causado&quot;) através de uma, hoje clássica, canção da banda The Strokes, chamada justamente &quot;You Only Live Once&quot; (de 2005).</summary><content type="html">
  &lt;h2 id=&quot;r8xm&quot;&gt;INTRODUÇÃO:&lt;/h2&gt;
  &lt;p id=&quot;e2tj&quot;&gt;A expressão &amp;quot;YOLO&amp;quot; (You Only Live Once), popularizada na última década, resgata o milenar conceito latino de carpe diem. No entanto, longe de ser apenas um lema de redes sociais, o movimento reflete uma mudança profunda na subjetividade contemporânea: a recusa de uma vida pautada exclusivamente pela produtividade em favor de uma busca radical pela satisfação imediata, como um &amp;quot;carpe diem moderno&amp;quot; que ganhou notoriedade (se é que não foi &amp;quot;causado&amp;quot;) através de uma, hoje clássica, canção da banda The Strokes, chamada justamente &amp;quot;You Only Live Once&amp;quot; (de 2005).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;KPTA&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;Nt3U&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/hgpPPrTFG5w?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;The Strokes - You Only Live Once (Legendado em Português)&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;1gm7&quot;&gt;Muitos autores que se aventuram pelas águas da &amp;quot;sociologia&amp;quot; olham para movimentos massivos e enxergam neles não apenas a soma de decisões individuais, mas tendências com uma causa (ou conjunto de causas) comum. Então, para esse pequeno ensaio, vou usar 3 referências: Zygmunt Bauman, conhecido pela obra &amp;quot;Modernidade Líquida&amp;quot;, Byung-Chul Han, autor de &amp;quot;Sociedade do Cansaço&amp;quot; e o dr. Jonathan Tam (youtuber).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;2qRE&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;V4Sm&quot;&gt;&lt;em&gt;🎶&amp;quot;SOME PEOPLE THINK THEY&amp;#x27;RE ALWAYS RIGHT, OTHERS ARE QUIET AND UPTIGHT&amp;quot;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;FMyn&quot;&gt;Ao analisarmos essa tendência em diálogo com o pensamento de Zygmunt Bauman e Byung-Chul Han, percebemos que o YOLO é tanto um sintoma da &amp;quot;liquidez&amp;quot; das relações quanto um grito de socorro contra a &amp;quot;sociedade do desempenho&amp;quot;. Em sua teoria da Modernidade Líquida, Bauman argumenta que as estruturas sociais (empregos, casamentos, identidades) deixaram de ser sólidas. Neste cenário, o compromisso a longo prazo é visto como uma armadilha. A satisfação das escolhas no movimento YOLO baseia-se na premissa de que nada é permanente. Se o futuro é incerto e as instituições não garantem mais segurança, o indivíduo sente-se compelido a consumir experiências aqui e agora. A escolha profissional deixa de ser uma &amp;quot;carreira para a vida&amp;quot; e passa a ser um item de consumo emocional; se não traz felicidade imediata, é descartada: uma característica bastante marcante da &amp;quot;geração z&amp;quot;.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Jsk0&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;N5aL&quot;&gt;&lt;em&gt;🎶&amp;quot;OTHERS, THEY SEEM SO VERY NICE, INSIDE THEY MIGHT FEEL SAD AND WRONG&amp;quot;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;kDEK&quot;&gt;Por outro lado, o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han oferece uma visão mais sombria sobre o que impele esse movimento. Em A Sociedade do Cansaço, Han descreve que passamos da &amp;quot;sociedade disciplinar&amp;quot; de Foucault para a sociedade do desempenho, onde o indivíduo explora a si mesmo na busca por uma auto-otimização infinita. O movimento YOLO surge como uma tentativa de ruptura com esse ciclo.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;nUvi&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;KnUS&quot;&gt;&lt;em&gt;🎶&amp;quot;TWENTY-NINE DIFFERENT ATTRIBUTES... ONLY SEVEN THAT YOU LIKE&amp;quot;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;RXRN&quot;&gt;Quando o sujeito percebe que o &amp;quot;multitasking&amp;quot; e a positividade tóxica levam ao burnout, ele tenta resgatar a sua humanidade através do hedonismo ou do ócio. Contudo, Han alerta que, muitas vezes, essa própria busca pela &amp;quot;vida plena&amp;quot; acaba se tornando uma nova cobrança: a pressão para que cada momento da vida seja instagrámavel e extraordinário. Assim, o YOLO corre o risco de se tornar apenas mais uma forma de desempenho. A satisfação absoluta com as escolhas, prometida pelo YOLO, esbarra na angústia da liberdade. Ao rejeitar as normas tradicionais do mercado de trabalho e da estabilidade, o indivíduo assume o peso total de sua própria felicidade. Se você vive apenas uma vez e é livre para fazer tudo, o erro torna-se imperdoável.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;6INW&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;mDPp&quot;&gt;&lt;em&gt;🎶&amp;quot;TWENTY WAYS TO SEE THE WORLD, AND TWENTY WAYS TO START A FIGHT&amp;quot;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;6aOo&quot;&gt;Desempenho, produtividade, meritocracia, eficiência, racionalização da produção e das relações tem, cada vez mais me parecido (independente do espectro político) um &amp;quot;tiro no pé&amp;quot; como meta mas até então eu não tinha muita noção do motivo... até me deparar com o vídeo &amp;quot;Why Korea Has The Hightest Suicide Rate in the World&amp;quot;, do dr. Jonathan Tam no YouTube...&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;Zvzu&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/ToV2wDsAyww?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;Why Korea Has The Hightest Suicide Rate in the World?&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;RNai&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;zBmh&quot;&gt;&lt;em&gt;🎶&amp;quot;I CAN&amp;#x27;T SEE THE SUNSHINE&amp;quot;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;qweo&quot;&gt;Tam apresenta um intrigante estudo de caso sobre como a modernização hiperacelerada da Coréia do Sul (hoje em evidência, inclusive na cultura pop com quadrinhos manhwa, doramas/kdramas, cinema, música kpop) como sendo mais agressiva que a do Japão, anterior campeão no ranking mundial de suicídios, como diretamente relacionada ao boom de suicídios graças justamente a uma fortíssima pressão por desempenho excelente pareada a uma desestruturação das redes de apoio humanas que dão sentido à batalha nossa de cada dia: sem a segurança do amor familiar (a Coréia do Sul também tem taxas de divórcio e abandono de idosos alarmantes), sem redes de apoio orgânicas compostas de relacionamentos formados sem o peso por cobrança e desempenho, a Coréia se torna modelo de como provocar um profundo desejo de morte no coração dos jovens adultos entre 20 e 40 anos, quando o peso por &amp;quot;produzir&amp;quot; e se &amp;quot;destacar&amp;quot; é maior (com o agravante de lá a fidelidade ao trabalho competir diretamente com a fidelidade familiar). Tudo isso intimamente ligado ao conceito de suicídio por &amp;quot;anomia&amp;quot; de Durkheim: quando uma sociedade &amp;quot;cresce&amp;quot; rápido demais anulando valores antigos sem ter tempo suficiente para formar novos valores - a instabilidade sobre o futuro é em boa parte econômica (para bem ou para mal) e essa instabilidade se torna emocional a ponto de haver tanto quem se mate ao ter seus bens congelados pelo governo (como no Brasil da era Collor) quanto quem ser torne ídolo/celebridade do kpop e, igualmente, se mate pela falta de autenticidade e instabilidade emocional geradas pela cobrança de desempenho.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;RnMB&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;qAsA&quot;&gt;&lt;em&gt;🎶&amp;quot;I&amp;#x27;LL BE WAITING FOR YOU, BABY... CAUSE I&amp;#x27;M THROUGH&amp;quot;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;Yavo&quot;&gt;Então, voltando ao YOLO... Para compreender o YOLO no mercado de trabalho — onde jovens abandonam carreiras estáveis em busca de propósito ou lazer, talvez precisemos de mais do que um diagnóstico social, mas de motivos individuais fortes para manter a nossa própria integridade mental. No mercado de trabalho, o YOLO muitas vezes mascara a falta de garantias trabalhistas com um discurso de &amp;quot;liberdade e flexibilidade&amp;quot;. Mas o Brasil não é a Coréia do Sul, nem o Japão, mas somos sabidamente o país mais ansioso do mundo e tenho razões para crer que o abandono da ideia de &amp;quot;vocação&amp;quot; tem tudo a ver com isso. Para que o YOLO resulte em satisfação real, e não apenas em um escapismo momentâneo, é necessário que o indivíduo reconheça que a vida, embora única, exige mais do que satisfação dos impulsos: exige DECISÕES que permitam a construção de sentidos que sobrevivam à transitoriedade do tempo. É nesse ponto que recorro, desta vez, não a um sociológo, mas a um neurologista...&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;iif8&quot;&gt;António Damásio é um neurologista português que escreveu um livro chamado &amp;quot;O Erro de Descartes&amp;quot;, fazendo referência ao filósofo francês racionalista René Descartes, o mesmo da frase &amp;quot;penso, logo existo&amp;quot;. René Descartes estabelece um dualismo metafísico: na visão geral, as pessoas acreditam que a relação entre corpo e mente seria pra Descartes a mesma entre o motorista e o veículo - o que o corpo é o veículo, e a mente, ou a alma, como você preferir chamar, seria o motorista desse veículo. Essa seria a primeira dualidade: mente e corpo. Mas, como Descartes era racionalista, isso acaba, supostamente, derivando uma série de outras dualidades, como por exemplo: a prevalência da razão acima da vontade, da razão acima da emoção, da razão como &amp;quot;o guia perfeito pras decisões que a gente deveria tomar&amp;quot;. E aqui eu quero pegar um gancho porque os contraexemplos que o Antônio Damásio traz, eles funcionam bem pra combater a ideia de que o processo de pensamento está separado de outras coisas como vontade, identidade, desejo, emoção, intuição, impulso, instinto, etc. Vou trazer aqui alguns exemplos:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;K4PC&quot;&gt;a) Imagine uma pessoa que sofre uma lesão cerebral: quem antes era uma pessoa de bem começa a se tornar alguém impulsivo e mau caráter... mesmo lembrando de quem era, mesmo supostamente com as suas funções cognitivas de pensamento preservadas.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;rzyK&quot;&gt;b) Imagine também uma pessoa que sofre um derrame e esquece da família, esquece de quem era, esquece até como fala, tem que reaprender tudo de novo. A pessoa vai construir uma nova identidade, ela não vai mais ser aquela primeira pessoa, que foi antes do episódio, antes do derrame.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;wIPC&quot;&gt;c) Imagine ainda alguém que sofreu uma lobotomia, perdeu uma parte do cérebro por causa de uma operação, e aparentemente se recuperou, lembra de quem é, sabe ler e escrever, sabe resolver problemas, mas não consegue mais entender qual é a sua própria vontade. Você pergunta pra ele se quer café ou chá, ele consegue ver os prós e contras como uma inteligência artificial, mas não consegue decidir. Você quer entrar na porta da direita ou da esquerda? A pessoa vê os prós e contras, mas não consegue decidir. Você quer que marque o almoço pra meio dia ou uma da tarde. A pessoa vê os prós e contras mas não consegue se DECIDIR. E muitas vezes não consegue DESEJAR, sofre um embotamento afetivo.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;x15r&quot;&gt;Aparentemente a cognição, o pensamento está lá, perfeito, mas a pessoa não consegue fazer nada. Ela perde a autodeterminação, ela perde a autonomia. Por que estou citando esses exemplos? Porque na minha vivência clínica enquanto psicólogo eu vejo pacientes que têm dificuldade de entender o que eles gostam e pacientes que têm dificuldade de entender o que eles querem. Dificuldade até de dizer isso, inclusive: dificuldade de elaborar. E, não raras vezes, a dificuldade de elaboração está ligada à pessoa ter parado de ouvir a intuição, ter parado de desejar, ter parado de fazer coisas que gostava, ter se desconectado das suas próprias emoções. E claro, se desconectar das suas emoções é um processo de dissonância cognitiva...&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;YILu&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;eqaJ&quot;&gt;&lt;em&gt;🎶&amp;quot;ONE STUBBORN WAY TO TURN YOUR BACK&amp;quot;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;1idC&quot;&gt;Apesar dos exemplos que Antônio Damásio apresenta serem mais drásticos (por serem de pessoas que sofreram lesão, acidentes, operações, lobotomia, &amp;quot;derrame&amp;quot;, etc), o princípio de que emoção e razão estão interligadas (inclusive, a nível fisiológico) se impõe. Como a gente tem uma noção mais ou menos clara de que algumas áreas do cérebro elas têm especializações, elas podem estar mais ligadas a processo de decisão, processo de entendimento emocional, processo de memória, mas isso não é puro, já que o cérebro é uma unidade, quando você danifica uma coisa, você danifica outras por tabela.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;VmKB&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;PrBj&quot;&gt;&lt;em&gt;🎶&amp;quot;THIS I&amp;#x27;VE TRIED AND NOW REFUSE&amp;quot;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;r4H7&quot;&gt;Emoções elas não estão dissociadas da razão, assim como os impulsos, assim como os instintos, assim como as intuições. E é necessário entender que nós não percebemos nem experienciamos o mundo apenas a partir da razão. Você pode desejar coisas que a sua razão está dizendo pra você que são inconvenientes. Ou você pode ver uma oportunidade ótima, que você não consegue julgar racionalmente se vai dar bom ou não, e você fica paralisado sem conseguir decidir porque a sua razão te sabota ao invés de te ajudar... porque nós não fomos feitos pra ser totalmente racionais. Existe uma outra vertente filosófica (que não é nem o empirismo que se opõe ao racionalismo, nem o racionalismo puro) chamada voluntarismo, que diz que existe uma prevalência da vontade sobre a razão na hora de estabelecer decisões. E essa vontade ela englobaria os nossos processos intuitivos, os nossos processos emocionais, invés de excluí-los, como se a razão devesse sempre dar a última palavra.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;TUdV&quot;&gt;Qual é o meu ponto aqui com toda essa conversa? Às vezes você pode ter muitas habilidades. E você pensa: &amp;quot;a minha habilidade, ela garante que se eu entrar nesse ramo x, onde essa habilidade vai ser usada, eu estou seguindo a minha vocação e eu vou estar satisfeito&amp;quot;. Isso por si só já me parece uma contradição de termos, porque a satisfação é emocional, ela não é racional. Você termina a tarefa e daí? Dane-se! Uma máquina também pode terminar muitas tarefas, às vezes até melhor do que a gente. Por que que você vai querer fazer alguma coisa?&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;8UeA&quot;&gt;A gente deveria olhar um pouquinho mais pra as nossas habilidades, não a partir da habilidade em si, a partir da vontade, a partir da intuição, a partir de o que que eu faço que tem significado afetivo pra mim e pode criar laços afetivos interessantes?&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;sjPA&quot;&gt;Veja, a habilidade, por exemplo, de falar em público: ela pode ser usada por um apresentador de circo, ela pode ser usada pra você ser um professor, ela pode ser usada pra você ser um filósofo, um palestrante, um advogado... E todos esses exemplos envolvem gente que fale bem em público. Mas isso não diz se você é introvertido, se é extrovertido, se você gosta disso ou não, se isso faz sentido pra você ou não, se você quer estar lidando com o público todos os dias ou eventualmente... Isso não diz muita coisa sobre você! ...E nem sobre a tarefa na verdade. A habilidade em si não determina a vocação. O que determina a vocação é o significado. E o significado é uma coisa afetiva. Tem a ver muito mais com o tipo de pessoa que você quer se tornar, o tipo de experiência que você quer vivenciar, e o tipo de relação que você quer estabelecer com as pessoas. Nada disso é racional.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;wmtG&quot;&gt;Então, por mais que você consiga escolher uma profissão baseada em habilidades, se você não prestar atenção em &amp;quot;até que ponto as tarefas para as quais eu posso usar essa habilidade estão de acordo com o tipo da minha vontade, o tipo de energia que eu disponho (se é mais pra fora, se é mais pra dentro), o tipo de emoção que isso vai me apresentar diariamente. E a gente sabe que emoção, vontade, tem uma certa relação com com desejo, com querer. E é importante a gente olhar um pouquinho pra essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Vyt2&quot;&gt;Existe uma grande quantidade de pessoas que acaba escolhendo profissões para as quais têm habilidade, mas não têm o tipo emocional adequado, e se frustra (se afasta ou até se mata) justamente porque não conseguiu observar que a decisão não podia ser pesada apenas pelo filtro da razão.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;zht3&quot;&gt;Nós somos uma unidade, nisso eu concordo com Antônio Damásio, uma unidade que precisa, ao decidir, respeitar a razão, a intuição, a emoção, o impulso, o instinto, tudo isso tem que estar integrado de alguma forma, pra que a gente não se arrependa depois. Mas se você já se arrependeu, não tem problema. Começa de novo. Faz direito dessa vez. Enquanto a vida, há esperança.&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;oZJL&quot; data-align=&quot;center&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;🎶&amp;quot;Sit me down, shut me up, I&amp;#x27;ll calm down and I&amp;#x27;ll get along with you&amp;quot;.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;AX6t&quot;&gt;&lt;br /&gt;📝REFERÊNCIAS:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;JcLI&quot;&gt;BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;OoMA&quot;&gt;HAN, Byung-Chul. Sociedade do Cansaço. Tradução de Enio Paulo Giachini. Petrópolis: Vozes, 2015.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;5hzl&quot;&gt;OLIVEIRA, Jean Paolo Martins de. O que eu aprendi sobre orientação vocacional com Antônio Damásio. Disponível em: &amp;lt;&lt;a href=&quot;https://www.instagram.com/reel/DU0pfSeCRmp/?igsh=YzZhN2o5djF2cG5k&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://www.instagram.com/reel/DU0pfSeCRmp/?igsh=YzZhN2o5djF2cG5k&lt;/a&gt;&amp;gt;. Acesso em 17 mar. 2026.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;V3UH&quot;&gt;TAM, Jonathan. Why Korea Has The Hightest Suicide Rate in the World. Disponível em: &amp;lt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=ToV2wDsAyww&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=ToV2wDsAyww&lt;/a&gt;&amp;gt;. Acesso em 17 mar. 2026.&lt;/p&gt;

</content></entry><entry><id>jean_paolo:sobre-testes-de-inteligencia-e-IAs</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@jean_paolo/sobre-testes-de-inteligencia-e-IAs?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=jean_paolo"></link><title>Um pequeno compilado sobre testes de inteligência e o desenvolvimento de inteligências artificiais...</title><published>2025-09-22T15:31:42.637Z</published><updated>2025-09-22T15:34:17.805Z</updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img1.teletype.in/files/c9/f9/c9f9640a-ae38-4d43-a58d-7201355523f4.png"></media:thumbnail><category term="psicologia" label="Psicologia"></category><summary type="html">&lt;img src=&quot;https://img1.teletype.in/files/43/7b/437befa2-819d-473b-a504-25561843de7d.png&quot;&gt;Testes de inteligência! Você sabia que o tipo de inteligência medida neles é apenas lógico-matemática? E boa parte destes testes se parece com um quebra-cabeças justamente porque podemos usar imagens para sondar identificação de padrões, posição e até fazer cálculos aritméticos sem usar números ou escrita (já que muitas pessoas são analfabetas, surdas-mudas ou sofrem de discalculia).</summary><content type="html">
  &lt;figure id=&quot;wEsP&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;video src=&quot;/file/4e9deac3b43378b090d4b.mp4&quot;&gt;&lt;/video&gt;
    &lt;figcaption&gt;https://t.me/jeanpsicologia/470&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;KJmW&quot;&gt;Testes de inteligência! Você sabia que o tipo de inteligência medida neles é apenas lógico-matemática? E boa parte destes testes se parece com um quebra-cabeças justamente porque podemos usar imagens para sondar identificação de padrões, posição e até fazer cálculos aritméticos sem usar números ou escrita (já que muitas pessoas são analfabetas, surdas-mudas ou sofrem de discalculia).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;OjBE&quot;&gt;Mas o que é inteligência? Normalmente associamos inteligência à capacidade de fazer coisas complicadas e é por isso que hoje trago a vocês a pergunta base para o chamado &amp;quot;Paradoxo de Moravec&amp;quot;: por que inteligências artificiais conseguem resolver equações complexas, lembrar, evocar e trabalhar com uma enormidade de dados numa velocidade que nenhum ser humano poderia e, mesmo assim, robôs não conseguem ser programados suficientemente bem para desviar de obstáculos móveis como qualquer criança de 2 anos faz? Isto inclusive desafia nossas definições do que seja fácil ou difícil.&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;ZMfM&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/jy0sGTbP3Qs?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;O Paradoxo de Moravec&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;MqIV&quot;&gt;Muita gente considera este paradoxo resultado de os seres humanos terem evoluído ao longo de milhões de anos se especializando lentamente em tarefas motoras enquanto que inteligências artificiais, mesmo aprendendo exponencialmente mais rápido que nós à medida que as alimentamos com bilhões de dados, estas mesmas inteligências artificiais não detém do análogo desenvolvimento que tivemos no quesito movimento.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;6bFd&quot;&gt;...Aliás, se uma máquina consegue evoluir cognitivamente o equivalente a milhões de anos em pouco tempo sendo alimentada por bilhões de dados, por que tem gente que acha impossível uma mente com bilhões de dados ter projetado em pouco tempo a existência das coisas? Taí uma coisa que eu nunca vou entender.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;xCHx&quot;&gt;Mas, voltando ao assunto, se inteligência é normalmente vista como &amp;quot;o que nem todos conseguimos fazer, o que não vemos todo dia, o ser capaz de fazer facilmente coisas que são difíceis para outros... Seria possível que estejamos de fato enganados já que o fácil pra máquina nos é difícil e o difícil pra nós é fácil pra máquina?&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;hqRY&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img1.teletype.in/files/43/7b/437befa2-819d-473b-a504-25561843de7d.png&quot; width=&quot;1280&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Hans Moravec&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;AkWj&quot;&gt;Muito do que foi desenvolvido pela ciência da computação foi retirado de modelos psicológicos de como o cérebro percebe sons, imagens e como trabalha com o input e o output de dados a ponto de escritores como Isaac Asimov terem escrito trabalhos notáveis de ficção científica com direito até a &amp;quot;psicólogos de robôs&amp;quot; (o que não está tão longe da realidade se você for trabalhar em áreas como aprendizado de máquina ou redes neurais).&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;5ec2&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;video src=&quot;/file/fcdd9dd275e735ef0416e.mp4&quot;&gt;&lt;/video&gt;
    &lt;figcaption&gt;https://t.me/jeanpsicologia/475&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;figure id=&quot;M4CJ&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img4.teletype.in/files/b0/5d/b05d3e49-92ba-46aa-a906-8249f6930fe6.png&quot; width=&quot;240&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Leia Online o livro &amp;quot;Eu, Robô&amp;quot;, de Isaac Asimov.&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;vjmJ&quot;&gt;👉&lt;a href=&quot;https://asdfiles.com/2Mkch~s&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://asdfiles.com/2Mkch~s&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;gMuT&quot;&gt;Apesar de todos os avanços, ainda tem um probleminha com as inteligências artificiais: se ninguém consegue competir com uma máquina e não há nada além dela mesma que garanta que o cálculo por ela realizado esteja certo (como acreditamos estar) como teremos certeza de que a máquina não está enganada?&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;EBH0&quot;&gt;Para outras questões problemáticas envolvendo inteligências artificiais há um Documentário da IBM transmitido pela Discovery Brasil chamado &amp;quot;Por Trás da Inteligência Artificial&amp;quot; que é bastante esclarecedor.&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;BMUE&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/W95YlM5-iPk?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;Documentário: &amp;quot;Por Trás da Inteligência Artificial&amp;quot;.&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;0plI&quot;&gt;Aliás, para entender a diferença entre a inteligência humana e a inteligência artificial, vale usar uma breve referência ao filósofo Bertrand Russell:&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;X0Uj&quot;&gt;&amp;quot;No universo de Russell não existem verdadeiramente objetos tais como livros ou casas, nem pessoas como Churchill ou Marxis, mas apenas dados sensoriais, que são os elementos dessas construções simbólicas ou lógicas. Se digo, por exemplo, &amp;quot;O autor de Waverley era escocês&amp;quot;, devo traduzir a frase numa sequência de sentenças logicamente depuradas, o que resultaria em:&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;iKwm&quot;&gt;1 - &amp;quot;X escreveu Waverley&amp;quot; não é sempre falsa;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;UtVo&quot;&gt;2 - Se X e Y escreveram Waverley, X e Y são idênticos;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;e18J&quot;&gt;3 - &amp;quot;Se X escreveu Waverley, X era escocês é sempre verdadeira.&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;Kxhq&quot;&gt;Isso, em linguagem ordinária, significa que ao menos uma pessoa escreveu Waverley; que no máximo uma pessoa escreveu Waverley e que quem quer que tem escrito Waverley era escocês. Essas proposições atômicas esclarecem o sentido da frase original, que é de uma complexidade lógica que só se revela na análise.¹&amp;quot;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;Cvj4&quot;&gt;¹ - &lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;: Coleção &amp;quot;OS PENSADORES&amp;quot; - História da Filosofia. Organizado e redigido por Bernadette Siqueira Abrão8 Revisto por Mirtes Ugeda Coscoda. São Paulo, 1999. Editora Nova Cultural.&lt;/p&gt;

</content></entry><entry><id>jean_paolo:Sobre-A-Natureza-do-Inferno</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@jean_paolo/Sobre-A-Natureza-do-Inferno?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=jean_paolo"></link><title>Sobre a Natureza do Inferno</title><published>2025-09-11T22:18:37.793Z</published><updated>2025-09-12T17:51:02.920Z</updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img1.teletype.in/files/86/2a/862a05e5-f5ef-414b-94a0-d90a62220f91.png"></media:thumbnail><category term="teologia" label="Teologia"></category><summary type="html">&lt;img src=&quot;https://external-content.duckduckgo.com/iu/?u=https%3A%2F%2Ftse2.mm.bing.net%2Fth%2Fid%2FOIP.F8pLchiotcyr5OpFZHFQaQHaEO%3Fpid%3DApi&amp;f=1&amp;ipt=316771f00bc510397d31a983e89c1faa86ccf099085dcf2192c77fbf4dd5edfc&amp;ipo=images&quot;&gt;A mais impopular de todas as doutrinas cristãs estaria de fato na centralidade da fé? E estando, sua realidade ontológica já pode ser afirmada? Afinal, argumentos de castigo eterno justificados a partir da chamada &quot;dignidade divina&quot; fazem sentido? Vamos falar um pouco sobre isso hoje em nove etapas antes de propôr uma conclusão...</summary><content type="html">
  &lt;figure id=&quot;ZwDi&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://external-content.duckduckgo.com/iu/?u=https%3A%2F%2Ftse2.mm.bing.net%2Fth%2Fid%2FOIP.F8pLchiotcyr5OpFZHFQaQHaEO%3Fpid%3DApi&amp;f=1&amp;ipt=316771f00bc510397d31a983e89c1faa86ccf099085dcf2192c77fbf4dd5edfc&amp;ipo=images&quot; width=&quot;474&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Eterno?&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;W3uq&quot;&gt;A mais impopular de todas as doutrinas cristãs estaria de fato na centralidade da fé? E estando, sua realidade ontológica já pode ser afirmada? Afinal, argumentos de castigo eterno justificados a partir da chamada &amp;quot;dignidade divina&amp;quot; fazem sentido? Vamos falar um pouco sobre isso hoje em nove etapas antes de propôr uma conclusão...&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;1)-O-Hades&quot;&gt;1) O Hades&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;t2G9&quot;&gt;Em primeiro lugar, é necessário lembrar que a Bíblia foi escrita em Hebraico (AT), Aramaico (AT) e Grego Koiné (NT). E o termo Hades que aparece no Novo Testamento (sim, porque não há &amp;quot;Hades&amp;quot; no Antigo Testamento), que pode ser traduzido tanto como &amp;quot;inferno&amp;quot; quanto como &amp;quot;morada dos mortos&amp;quot; e até mesmo como &amp;quot;sepultura&amp;quot;, é um termo GREGO. Ou seja, foi um termo que passou por uma &amp;quot;apropriação cultural&amp;quot; e que não era o idioma original nem dos antigos hebreus nem dos judeus. Não sendo termo de &amp;quot;natureza abrâamica&amp;quot; já nos coloca em algum lugar de dificuldade porque para entender &amp;quot;o que diabos devo entender de Hades&amp;quot;, com o perdão do trocadilho, precisaremos avaliar os campos semânticos tanto de Hades para os gregos quanto devemos investigar quais termos lhe seriam equivalentes em hebraico/aramaico (idiomas abrâamicos) e avaliar EM QUÊ ambos os campos semânticos convergem.&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;1.1)-Quais-passagens-bíblicas-distinguem-Hades-de-Geena-ou-Lago-de-Fogo?&quot;&gt;1.1) Quais passagens bíblicas distinguem Hades de Geena ou Lago de Fogo?&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;gA96&quot;&gt;As passagens bíblicas que distinguem Hades de Geena (ou Lago de Fogo) destacam as diferenças entre esses termos como diferentes realidades pós-morte:&lt;/p&gt;
  &lt;ul id=&quot;dB0C&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;JJSY&quot;&gt;Apocalipse 20:13-14 apresenta a distinção clara: &amp;quot;deu o inferno (no original, Hades) os mortos que nele havia, e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno (Hades) foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.&amp;quot; Aqui Hades é o lugar intermediário onde as almas aguardam o juízo, enquanto o lago de fogo representa a punição final e eterna após o juízo.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;vzyq&quot;&gt;Em Mateus 11:23, o termo grego &amp;quot;Hades&amp;quot; é usado para indicar o lugar dos mortos, contrastando com os vivos e o céu, mas não como um lugar de tormento eterno. Já a Geena, mencionada em passagens como Mateus 23:33 e Marcos 9:43-48, é simbolizada como fogo inextinguível e lugar de destruição eterna, não um local de espera.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;8MCW&quot;&gt;Lucas 16:19-26 conta a parábola do rico e Lázaro, onde o rico está no tormento no Hades, mas ainda existe uma separação permanente com o Lázaro no seio de Abraão, ilustrando o estado consciente das almas no Hades antes do juízo final.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;4Vzl&quot;&gt;Geena (do hebraico &amp;quot;Vale de Hinom&amp;quot;) simboliza um lugar de aniquilação total e destruição eterna, conforme Jesus usa para ilustrar a punição dos ímpios, enquanto Hades é o mundo invisível dos espíritos aguardando o julgamento.&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;p id=&quot;VQo0&quot;&gt;Estas passagens revelam que Hades refere-se a um estado temporário ou local intermediário dos mortos, enquanto Geena ou Lago de Fogo representa o local de punição eterna após o juízo final.&lt;a href=&quot;https://leituracrista.com/livros/o-que-respondi-volume-1/ha_diferenca_entre_inferno,_lago_de_fogo,_hades,_s.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;leituracrista+3&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;1.2)-Cristo-no-Hades&quot;&gt;1.2) Cristo no Hades&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;2Aaf&quot;&gt;Cristo no Hades, ou &amp;quot;Descendit ad Inferna&amp;quot; costuma ser encenado como &amp;quot;a ida do Jesus desencarnado ao infeno tomar as chaves metafísicas da morte e do inferno das mãos do diabo&amp;quot;... literalmente. Mas toda a cena parece teatral demais para se tratar realmente disso... Quer dizer, existe uma &amp;quot;chave da morte&amp;quot;? O inferno tem &amp;quot;portões&amp;quot; para serem trancados? O diabo &amp;quot;governa&amp;quot; o inferno como uma espécie de monarca déspota? Eu gosto de teatralidade, mas seu uso é para remeter a algo mais conceitual do que para encenar as coisas tal e qual elas de fato acontecem e eu pretendo me segurar nessa analogia.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;b8Sn&quot;&gt;Heber Carlos Campos, doutor em Teologia Sistemática, defende que houve uma &amp;quot;tomada de campo semântico&amp;quot; por parte da tradição grega que se sobrepôs, por razões culturais e religiosas associadas ao significado de &amp;quot;hades&amp;quot;, ao que provavelmente era o pensamento hebraísta por trás da tradução do termo: a carga cultural do judeu sobre a morte se encerra na sepultura, e ao converter o conceito para o grego, o grego que se deparasse com &amp;quot;hades&amp;quot; não interpretaria naturalmente estarem falando APENAS da sepultura já que sua cultura e identidade religiosas imprimiriam por cima do conceito sua própria visão metafísica sobre o pós-morte. Por mais que um judeu soubesse grego, não há sinônimos perfeitos entre idiomas diferentes. Então, onde o judeu mirou em &amp;quot;Cristo desceu à sepultura&amp;quot; o grego leu &amp;quot;Cristo desceu ao domínio de Hades&amp;quot;, que são duas afirmativas (que partem de suas metafísicas religiosas) completamente diferentes. O que nos leva à pergunta: o que é o &amp;quot;Hades&amp;quot; para o grego?&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Fonte:&quot;&gt;Referência:&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;5plL&quot;&gt;CAMPOS, Heber Carlos. “Descendit ad Inferna”: Uma Análise da Expressão “Desceu ao Hades”&lt;br /&gt;no Cristianismo Histórico. Disponível em: &amp;lt;https://www.monergismo.com/textos/comentarios/descida_inferna_heber.pdf&amp;gt;. Acesso em 22 out. 2010.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;2)-O-Inferno-Grego&quot;&gt;2) O Inferno Grego&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;5Iik&quot;&gt;&amp;quot;O conceito de &amp;quot;Hades&amp;quot; na mitologia grega refere-se principalmente ao reino dos mortos, ou mundo inferior, para onde as almas se dirigiam após a morte. É um lugar invisível aos vivos, situado nos confins do mundo, geralmente descrito como estando nas profundezas ou nos limites exteriores do oceano. Nesse reino, a alma se desprende do corpo e passa por um julgamento que determina seu destino, que poderia ser o Tártaro (prisão para almas amaldiçoadas), os Campos Elísios (morada dos virtuosos) ou o Campo de Asfódelos (terra dos mortos em geral). O deus Hades, soberano desse reino, é uma figura temida; seu nome muitas vezes era evitado por causar medo, e ele é acompanhado pelo cão de três cabeças, Cérbero, guardião da entrada do submundo. Hades não representa a morte em si, mas seu domínio e o destino dos mortos, sendo uma figura impiedosa (...). Cultos a ele eram raros, pois seu reino era separado da vida dos vivos e pouco relacionado ao cotidiano deles.&amp;quot;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;2.1)-Aspectos-principais-do-&amp;quot;Hades&amp;quot;-como-morada-dos-mortos:&quot;&gt;2.1) Aspectos principais do &amp;quot;Hades&amp;quot; como morada dos mortos:&lt;/h3&gt;
  &lt;ul id=&quot;v1SE&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;ezqa&quot;&gt;Localização: submundo invisível, situado nos confins da terra, além do oceano e do mundo dos vivos.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;Z9eI&quot;&gt;Função: lugar para onde vão as almas após a morte, onde ocorre o julgamento.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;iSHC&quot;&gt;Destinos possíveis: Tártaro (alma punida), Campos Elísios (alma virtuosa), Campo de Asfódelos (alma comum).&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;n8b1&quot;&gt;Guardiões: Cérbero, cão de três cabeças que impede a fuga dos mortos.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;Lito&quot;&gt;Figura do deus Hades: soberano do reino dos mortos (...).&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;h3 id=&quot;2.2)-Como-funcionava-o-julgamento-das-almas-ao-chegar-em-Hades&quot;&gt;2.2) Como funcionava o julgamento das almas ao chegar em Hades&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;emWy&quot;&gt;O julgamento das almas ao chegar em Hades funcionava da seguinte maneira: após a morte, a alma era conduzida ao reino de Hades, onde deveria oferecer um óbolo (moeda) ao barqueiro Caronte para atravessar o rio e entrar no submundo. Lá, as almas eram apresentadas a um tribunal presidido por três juízes principais — Éaco, Radamanto e Minos — que avaliavam a vida e ações dos mortos. O próprio deus Hades assistia ao julgamento, e suas sentenças eram irrevogáveis, sem possibilidade de intervenção mesmo por Zeus.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;eKum&quot;&gt;(...)&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Fonte:&quot;&gt;Fonte:&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;bqKL&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.perplexity.ai/search/me-explique-de-forma-panoramic-eT1.xu6OSfima7ptIU4xQA&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://www.perplexity.ai/search/me-explique-de-forma-panoramic-eT1.xu6OSfima7ptIU4xQA&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;cqnn&quot;&gt;O Hades grego vai, inclusive, servir de base imagética para boa parte das construções literárias do inferno, das quais, talvez a mais notável seja &amp;quot;A Divina Comédia&amp;quot;, de Dante Alighieri, com seus 3 tomos: Inferno, Purgatório e Paraíso, influenciando não só a literatura (e, talvez, teologia) de toda matriz de idiomas latinos como vai também deixar sua marca no imaginário coletivo mundial a respeito do Cristianismo como um dos grandes clássicos da literatura. Mesmo quem nunca o leu pode estar familiarizado com o conceito de &amp;quot;9 infernos&amp;quot; (no Budismo são 10 mundos e 6 reinos infernais, mas isso é só uma curiosidade gratuita para entrarmos no próximo tópico).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;EFVh&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;3)-O-Inferno-no-Budismo&quot;&gt;3) O Inferno no Budismo&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;YDa4&quot;&gt;Entender as palavras que costumeiramente traduzimos por &amp;quot;inferno&amp;quot; na Bíblia Sagrada e entender o pensamento grego sobre o que seria o &amp;quot;mundo dos mortos&amp;quot; está diretamente ligado ao problema da natureza do inferno mas citar o Budismo no mesmo artigo parece ser um distanciamento gratuito do ponto central do artigo, como numa &amp;quot;tergiversação&amp;quot;. Só peço aos leitores um pouco de paciência para que eu explique meus motivos:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;EJRC&quot;&gt;Ainda em meu tempo de faculdade tive um bom amigo que era budista e, em meio a uma de muitas conversas, tendo inclusive levado material de leitura para casa emprestado para entender como funcionava o pensamento dentro de uma religião oriental, meu colega me explicou que existe o conceito de &amp;quot;inferno&amp;quot; também no Budismo. Na sua vertente, enquanto um &amp;quot;estado de espírito&amp;quot; mas budismo é como igreja evangélica: tem muitas vertentes! Algumas delas, inclusive, entendem sim o inferno como um lugar, de forma parecida com o entendimento cristão.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;dpPb&quot;&gt;Vou tentar então sintetizar as duas versões do problema a seguir pela ótica budista (enquanto leigo, afinal, não sou especialista no assunto).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;aUi2&quot;&gt;Mais especificamente:&lt;/p&gt;
  &lt;ul id=&quot;s5El&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;RJeF&quot;&gt;No Budismo Mahayana, o inferno é entendido como estados de sofrimento que são consequências diretas do karma negativo e que podem se manifestar tanto em reinos metafísicos como em estados mentais de sofrimento intenso.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;Z1a4&quot;&gt;Algumas interpretações, como as de Vasubandhu (filósofo budista), consideram o inferno essencialmente como um estado psicológico, uma manifestação da mente atormentada e suas projeções.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;2bM1&quot;&gt;Também há a visão de que o próprio ciclo do samsara, no qual todos os seres experienciam sofrimento, pode ser interpretado como um estado infernal enquanto durar o apego e as ilusões mentais.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;Yg13&quot;&gt;Em certos ensinamentos budistas, o inferno não é um lugar eterno, mas um estado de sofrimento temporário, podendo ocorrer aqui e agora como tormentos mentais profundos, além de possíveis reinos metafísicos.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;MHzl&quot;&gt;Na tradição Theravada, o &amp;quot;Inferno&amp;quot; (Niraya) é reconhecido como um estado ou plano de existência literal onde seres podem renascer e sofrer intensamente devido ao karma negativo. (...) O inferno literal é um dos planos de renascimento condicionado pelo karma negativo.&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;h3 id=&quot;3.1)-Niraya,-O-&amp;quot;Inferno&amp;quot;-Budista&quot;&gt;3.1) Niraya, O &amp;quot;Inferno&amp;quot; Budista&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;0Ja0&quot;&gt;No Budismo Theravada, os textos canônicos que descrevem os infernos literais pertencem principalmente ao Cânone Páli, especialmente nos discursos conhecidos como Suttas. Entre eles, destacam-se:&lt;/p&gt;
  &lt;ul id=&quot;mkA6&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;keg6&quot;&gt;Os textos do Tipitaka, em particular o Dīgha Nikāya (Coleção dos discursos longos) e o Saṃyutta Nikāya (coleção de discursos conexos), que relatam várias descrições de reinos infernais, chamados de Niraya. Nestes textos, o inferno é retratado como um dos planos de renascimento, onde seres sofrem por karma negativo acumulado.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;6Q3v&quot;&gt;O Devadūta Sutta (do Majjhima Nikāya) também fala sobre seres enviados aos infernos para punição temporária devido a más ações.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;xUxU&quot;&gt;Além disso, comentários tradicionais como os de Buddhaghosa, que elaboram e interpretam os sutras, dão mais detalhes sobre esses reinos inferiores e suas características.&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;p id=&quot;QZT4&quot;&gt;O inferno literal no Theravada não é eterno, mas um estado passageiro condicionado pelo karma, que pode durar longos períodos e causar sofrimento extremo, mas do qual a alma pode renascer em outros planos.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;N0TI&quot;&gt;Portanto, o Theravada vê o Niraya como um dos seis reinos da existência cíclica (samsara) descritos nos textos canônicos, com referências claras no Tipitaka Páli e nos comentários tradicionais como os escritos por Buddhaghosa.&lt;a href=&quot;https://www.acessoaoinsight.net/glossario.php.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;acessoaoinsight+3&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Fonte:&quot;&gt;Fonte:&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;vBnZ&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.perplexity.ai/search/existe-algum-conceito-no-budis-J.xx792TTzuhjWxOyFoH5A&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://www.perplexity.ai/search/existe-algum-conceito-no-budis-J.xx792TTzuhjWxOyFoH5A&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Fuuz&quot;&gt;...É possível que um pensamento parecido com o budista exista em germe em alguns cristãos mais leigos, afinal, quem nunca se perguntou se é possível &amp;quot;sair&amp;quot; ou não do inferno ou ainda, quem nunca pensou que &amp;quot;Deus é bom demais para mandar alguém pro inferno&amp;quot; e preferiu olhar para a maldade cometida pelo ser humano como o próprio &amp;quot;inferno na Terra&amp;quot;? O ponto que quero trazer aqui é que se há &amp;quot;versões&amp;quot; de inferno mesmo em religiões que não compartilham a mesma matriz cultural originária, talvez estejamos diante de algo &amp;quot;parecido&amp;quot; com &amp;quot;a regra de ouro&amp;quot; no sentido de que pode ser arquetipicamente universal ou, ao menos, um conceito amplo em culturas civilizatórias dotadas de estrutura social e leis complexas, então, para além da curiosidade, talvez a ideia de inferno esteja mais entranhada na psique humana do que gostaríamos de admitir e, alterando levemente o famoso &amp;quot;argumento do desejo&amp;quot; de C. S. Lewis, &amp;quot;se eu encontrar dentro de mim terrores que nada neste mundo pode expressar...&amp;quot;, talvez isso seja um indicativo de alguma coisa.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;XAdR&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;4)-O-Inferno-e-o-Credo-Apostólico&quot;&gt;4) O Inferno e o Credo Apostólico&lt;/h3&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;CszP&quot;&gt;&amp;quot;&lt;em&gt;Creio em Deus Pai, Todo-poderoso&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;a2qe&quot;&gt;&lt;em&gt;Criador dos Céus e da Terra&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;BSoc&quot;&gt;&lt;em&gt;Creio em Jesus Cristo, Seu único Filho, nosso Senhor&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;xl2Q&quot;&gt;&lt;em&gt;O qual foi concebido por obra do Espírito Santo e nasceu da virgem Maria&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;NdGE&quot;&gt;&lt;em&gt;Padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;eoLQ&quot;&gt;&lt;em&gt;Desceu em Hades, ressurgiu dos mortos ao terceiro dia&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;goHy&quot;&gt;&lt;em&gt;Subiu ao céu e está assentado à mão direita de Deus Pai, Todo-poderoso&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;0zYd&quot;&gt;&lt;em&gt;De onde há de vir a julgar os vivos e os mortos&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;0aON&quot;&gt;&lt;em&gt;Creio no Espírito Santo, na santa igreja universal, na comunhão dos santos&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;cooE&quot;&gt;&lt;em&gt;Na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo, na vida eterna&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;dvD4&quot;&gt;&lt;em&gt;Amém!&amp;quot;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;kYd1&quot;&gt;Este é o Credo Apostólico Cristão desde o Concílio de Jerusalém datado entre 48-50 d.C. Nele temos o &amp;quot;problema do Hades&amp;quot; tal e qual foi explicado pelo professor Heber Carlos Campos e a diversidade cristã de interpretações sobre esse &amp;quot;Hades&amp;quot; realmente parece não só ter origem grega mas se basear na repetição se quisermos assumir &amp;quot;dúvida razoável&amp;quot;, afinal pra que a gradação &amp;quot;crucificado, morto e sepultado&amp;quot; precisaria culminar em &amp;quot;desceu em Hades&amp;quot; se esse &amp;quot;Hades&amp;quot; for entendido apenas como &amp;quot;sepultura&amp;quot;? Afinal, muitos ramos do Cristianismo acreditam em revelação progressiva e o próprio Jesus foi quem introduziu o conceito de &amp;quot;Inferno&amp;quot; (que posteriormente ecoaria sob diversas matizes nas cartas de Pedro Judas e no Apocalipse de São João). Não seria então esse &amp;quot;Hades&amp;quot; de fato o &amp;quot;Inferno&amp;quot;?&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;0bmZ&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;5)-O-Inferno-como-Desenvolvimento-Póstumo&quot;&gt;5) O Inferno como Desenvolvimento Póstumo&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;jloo&quot;&gt;Falar de &amp;quot;revelação progressiva&amp;quot; ou ainda de &amp;quot;sucessão apostólica&amp;quot; tende a nos levar a algo que a academia secular admite há muito tempo e o cristão devoto resiste em aceitar: dogmas são CONSTRUÍDOS... ou, como alguns cristãos preferem, são REVELADOS. Se assim é, além do problema de saber quais são os limites da extensão da revelação divina (que eu não pretendo tratar aqui) temos a vantagem de podermos rastrear historicamente de onde vieram as concepções atuais de Inferno. E o &amp;quot;Inferno&amp;quot; como desenvolvimento póstumo precisaria comparar o que era dito sobre no Cristianismo dos primeiros séculos até chegarmos no que hoje os cristãos entendem a respeito. As duas tarefas são bastante extensas e complexas, mas achei um breve documentário (infelizmente de viés único, secularizado) sobre o tema... Mas é melhor que nada e &amp;quot;se não tem tu, vai com tu mesmo&amp;quot;:&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;EC3v&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/GUU7wkjsoLg?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;ul id=&quot;nX7E&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;rq1D&quot;&gt;Documentário A História do Diabo | The History Of Devil. Disponível em: &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=GUU7wkjsoLg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=GUU7wkjsoLg&lt;/a&gt;. Acesso em 02 set. 2025.&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;p id=&quot;t2cJ&quot;&gt;O &amp;quot;plot&amp;quot; do documentário é simples: o inferno é uma construção cultural, logo não é real. Ora, Wittgenstein¹ vai defender que a linguagem é uma &amp;quot;construção cultural&amp;quot; ao defender que &amp;quot;não existe linguagem privada&amp;quot;¹ e nem por isso a linguagem deixa de existir. O problema do inferno ser &amp;quot;culturalmente construído&amp;quot; como &amp;quot;desenvolvimento póstumo&amp;quot; me parece ser outro: descrições incompatíveis do que seria o &amp;quot;Inferno&amp;quot;.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;MHKC&quot;&gt;¹ - WITTGENSTEIN, Ludwig. Tractatus Logico-Philosophicus. Tradução de José Arthur Giannotti. São Paulo: Biblioteca Universitária da USP, 1968.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;v4At&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;6)-O-Inferno-enquanto-Revelação-Metafísica&quot;&gt;6) O Inferno enquanto Revelação Metafísica&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;kjoe&quot;&gt;Qual a natureza do &amp;quot;inferno&amp;quot;? Ele pode ser experienciado? No budismo, sim, já que pode ser também visto como um &amp;quot;estado de espírito&amp;quot;, mas estamos (novamente) falando de Cristianismo e, pelo menos na boca da maior parte dos cristãos, o inferno é uma &amp;quot;certeza de fé&amp;quot;. E, por ser assim, trata-se de uma certeza &amp;quot;metafísica&amp;quot;. Pra dizer no português mais claro possível: é uma certeza sem evidência ou prova, é uma certeza por necessidade do sistema de pensamento e confiança no discurso, no caso, de Jesus, seguindo uma interpretação bastante literalista, o que não costuma ser problema... a menos que a linguagem usada seja imagética e simbólica e, portanto, não-literal. Então, vejamos alguns textos sobre o inferno no Novo Testamento (afinal, o inferno não é realmente uma doutrina veterotestamentária ou seria também credo judaico, o que não é o caso):&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;7Z8A&quot;&gt;Jesus comparou o inferno ao fogo (Mateus 25:41) , à escuridão exterior (Mateus 8:12) e relatou também que lá &amp;quot;vermes devoradores não morrem, e as chamas nunca se apagam&amp;quot; (Marcos 9:44). Mas como podemos ter &amp;quot;fogo&amp;quot;, &amp;quot;escuro&amp;quot; e ainda dotado de &amp;quot;vermes imortais&amp;quot; num mesmo lugar. Natural e nominalmente toda a construção da ideia de &amp;quot;Inferno&amp;quot; soa como uma &amp;quot;contradição de termos&amp;quot; já que &amp;quot;vermes&amp;quot;, &amp;quot;fogo&amp;quot; e &amp;quot;escuro&amp;quot; não combinam todos simultaneamente num mesmo lugar. Isso é admitido até mesmo por Luís Sayão, teólogo batista e hebraísta. Então, mesmo aceitando as &amp;quot;imagens terríveis&amp;quot; (certamente não se trata de um &amp;quot;lugar ou &amp;quot;estado de espírito&amp;quot; em que você gostaria de estar), não seria mais sensato admitirmos que &amp;quot;não sabemos o que de fato o inferno é&amp;quot;?&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Fonte:&quot;&gt;Fonte:&lt;/h4&gt;
  &lt;figure id=&quot;HBCa&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/ptF2HTYX_TY?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;N7Jw&quot;&gt;HolyCuts. O INFERNO É TEMPORÁRIO? – Luiz Sayão [Vídeo curto]. YouTube, 14 maio 2024. Disponível em: &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/shorts/ptF2HTYX_TY?utm_source=chatgpt.com&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://www.youtube.com/shorts/ptF2HTYX_TY&lt;/a&gt;. Acesso em: 5 set. 2025.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Z4Ab&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;7)-A-Natureza-do-Tempo-na-Eternidade&quot;&gt;7) A Natureza do Tempo na Eternidade&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;3uGR&quot;&gt;A natureza do tempo e da eternidade é um conceito que tentarei simplificar aqui da melhor maneira possível:&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;rgIU&quot;&gt;Tempo é &amp;quot;devir&amp;quot;.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;Htf0&quot;&gt;Devir é &amp;quot; vir-a-ser&amp;quot;.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;kb8b&quot;&gt;Vir-a-ser é &amp;quot;tornar-se algo&amp;quot;.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;kgmj&quot;&gt;Tornar-se algo é estar em &amp;quot;movimento&amp;quot;.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;ykDf&quot;&gt;Aquilo que é movido é posto em movimento por outro.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;wXdU&quot;&gt;Não existe passado infinito (se existisse, o hoje não chegaria).&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;1aRI&quot;&gt;O movimento, todavia, pode ser infinito se assim for movido, independente da extensão do espaço... &lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;j4ie&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;KljL&quot;&gt;Portanto:&lt;/p&gt;
  &lt;ol id=&quot;7VvY&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;5O8U&quot;&gt;O movimento exige uma CAUSA PRIMEIRA;&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;Chqk&quot;&gt;A causa primeira PRECISA ser ETERNA para CONTER o MOVIMENTO;&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;45Ub&quot;&gt;O tempo acontece DENTRO da ETERNIDADE;&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;hyl1&quot;&gt;ETERNO é que sempre É, mas infinito é aquilo que começa, mas nunca tem fim (por ser contínua e imparavelmente movido).&lt;/li&gt;
  &lt;/ol&gt;
  &lt;p id=&quot;Q4s9&quot;&gt;Exemplos:&lt;/p&gt;
  &lt;ul id=&quot;7ybM&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;q573&quot;&gt;O conjunto dos números inteiros é infinito, mas começa com zero...&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;Esse&quot;&gt;Aquilo que é eterno SEMPRE EXISTIU (existe e continuará existindo).&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;ycNK&quot;&gt;Tudo que existe ou sempre existiu ou começou a existir.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;GWu7&quot;&gt;Só que tudo que começa a existir foi criado/gerado por outro que lhe seja anterior.&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;p id=&quot;YW7A&quot;&gt;Simplificando: Eterno é que sempre houve-há-haverá; infinito é o que começa e não tem fim; e o tempo é um subconjunto dentro da eternidade.&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Fonte:&quot;&gt;Fonte:&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;yAGN&quot;&gt;OLIVEIRA. Jean Paolo Martins. A Diferença Entre Eterno E Infinito. Disponível em: &amp;lt;&lt;a href=&quot;https://teletype.in/@jean_paolo/a-diferenca-entre-eterno-e-infinito&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://teletype.in/@jean_paolo/a-diferenca-entre-eterno-e-infinito&lt;/a&gt;&amp;gt;. Acesso em: 11 set. 2025.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;qVf5&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;8)-Sobre-a-Justiça-Divina&quot;&gt;8) Sobre a Justiça Divina&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;HRnl&quot;&gt;Para prosseguir na argumentação em direção ao aspecto da &amp;quot;Justiça Divina&amp;quot;, entendendo que Deu é ETERNO, como já explicado no tópico anterior, nos resta entender como o conceito de &amp;quot;Justiça&amp;quot; funciona na visão da cosmovisão cristã. Em termos simples &amp;quot;Justiça é dar a cada um a recompensa moral que lhe cabe&amp;quot;. Em outras palavras:&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;9N4N&quot;&gt;O Bem é a Justiça, a Justiça é a Verdade e a Verdade simplesmente É.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;1qmm&quot;&gt;(t.me/FilosofiaEAfins/34597)&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;miow&quot;&gt;A &amp;quot;Justiça Divina&amp;quot; então, corresponde a Deus extender a causalidade dos atos a todas as pessoas.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;EqPl&quot;&gt;Eu, particularmente, dividi o argumento em 3 proposições:&lt;/p&gt;
  &lt;ol id=&quot;G3Uy&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;Jwd1&quot;&gt;PROPOSIÇÃO 1: Aquelas que não puderam agir ou não tinham controle/consciência de seus atos não podem ser julgadas (ex.: deficiente mental, bebê abortado, criança pequena, etc);&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;dq4J&quot;&gt;PROPOSIÇÃO 2: Aqueles que tomam parte dos méritos de Cristo herdam a &amp;quot;vida eterna&amp;quot; e&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;MH3P&quot;&gt;PROPOSIÇÃO 3: Quem rejeitar a salvação oferecida por Cristo recebem a paga de seus pecados.&lt;/li&gt;
  &lt;/ol&gt;
  &lt;p id=&quot;f7oI&quot;&gt;Obs.: Muito embora eu entenda que a &amp;quot;Proposição 1&amp;quot; é problemática se assumirmos uma hamartiologia muito rígida: já que costumeiramente entendemos que o pecado se tornou parte da &amp;quot;natureza humana&amp;quot; poderíamos assumir, se levarmos o &amp;quot;sistema de pensamento&amp;quot; às últimas consequências, que &amp;quot;Deus não seria injusto ao deixar no inferno cada um dos exemplares da proposição 1&amp;quot; da mesma forma que alguns pensam que &amp;quot;Deus manter pecadores no inferno sofrendo eternamente por pecados temporais é algo &amp;#x27;BOM&amp;#x27; &amp;quot;. Mas não creio em nenhuma dessas duas derivações e acho ambas INTRAGÁVEIS. Há algo disso em adaptações modernas do &amp;quot;Inferno de Dante&amp;quot; para o cinema (numa versão em anime, especificamente, há um local no inferno destinado a bebês abortados), na História do Catolicismo (quando surdos, por um tempo, foram considerados impossíveis de serem salvos já que não podiam &amp;quot;ouvir o evangelho&amp;quot;) e na hamartiologia calvinista já que, levada às últimas consequências em &amp;quot;redução ao absurdo&amp;quot; (coisa que, até onde sei, nem Calvino fez), vai nos obrigar a admitir que &amp;quot;se a eleição não têm reverberações sinérgicas&amp;quot;, Deus seria (probabilisticamente) justo ao mandar um bebê abortado para o inferno devido à sua onisciência antever que sua (ou suas) versão adulta (que nunca veio-a-ser) se tornaria alguém que rejeitaria a Cristo... ainda que essa admissão se dê apenas hipoteticamente.&lt;br /&gt;Como eu disse outrora: IN-TRA-GÁ-VEL! Razão esta porque eu, assim como C.S. Lewis, NEGO a doutrina da &amp;quot;depravação total&amp;quot; por algo que soaria mais como uma &amp;quot;depravação suficiente&amp;quot; (para responsabilização pelo pecado) já que a &amp;quot;totalidade da depravação&amp;quot; é uma tautologia que, creio, DESTRÓI o conceito de JUSTIÇA: sendo a Justiça uma retribuição, o pecado uma &amp;quot;depravação total da natureza&amp;quot; mesmo sem ser posta em ato, LOGO, seria &amp;quot;justo&amp;quot; um julgamento ANTES ou mesmo SEM o ato ser cometido, já que Justiça depende da causalidade e a causalidade é o próprio tempo.&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Fontes:&quot;&gt;Referências:&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;50Q8&quot;&gt;BACCHIOCCHI, Samuele, Ph. D. Inferno: Tormento Eterno ou Aniquilamento? Biblia.com.br, s.d. Disponível em: &lt;a href=&quot;https://biblia.com.br/perguntas-biblicas/inferno-tormento-eterno-ou-aniquilamentocd?utm_source=chatgpt.com&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://biblia.com.br/perguntas-biblicas/inferno-tormento-eterno-ou-aniquilamentocd&lt;/a&gt;. Acesso em: 5 set. 2025.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;ut45&quot;&gt;LEWIS, C. S. O Problema da Dor. Tradução de Francisco Nunes. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2021.&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;8.1)-Referências-Bíblicas&quot;&gt;8.1) Referências Bíblicas&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;VXC2&quot;&gt;Postas como verdadeiras as proposições 1, 2 e 3, tudo se resume em:&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;O5bg&quot;&gt;&amp;quot;Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor&amp;quot;. (_Romanos 6:23.)&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;VWxZ&quot;&gt;Mas aqui também podemos ser mais esquemáticos:&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;LaAH&quot;&gt;¹⁰ Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;WZaM&quot;&gt;¹¹ Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;U7bu&quot;&gt;¹² Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;1Fzj&quot;&gt;¹³ A sua garganta é um sepulcro aberto; com as suas línguas tratam enganosamente; peçonha de áspides está debaixo de seus lábios;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;zElU&quot;&gt;¹⁴ Cuja boca está cheia de maldição e amargura.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;627g&quot;&gt;¹⁵ Os seus pés são ligeiros para derramar sangue.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;KvJl&quot;&gt;¹⁶ Em seus caminhos há destruição e miséria;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;sMzu&quot;&gt;¹⁷ E não conheceram o caminho da paz.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;CFdH&quot;&gt;¹⁸ Não há temor de Deus diante de seus olhos.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;Mihu&quot;&gt;¹⁹ Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;P4Cx&quot;&gt;²⁰ Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;R8cf&quot;&gt;²¹ Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;tYCv&quot;&gt;²² Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que creem; porque não há diferença.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;ckz6&quot;&gt;²³ Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;kQm2&quot;&gt;²⁴ Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;VD3s&quot;&gt;²⁵ Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;p1KQ&quot;&gt;²⁶ Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;jDam&quot;&gt;Romanos 3:10-26&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;PrST&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;9)-Os-Argumentos-da-&amp;quot;Dignidade-Divina&amp;quot;&quot;&gt;9) Os Argumentos da &amp;quot;Dignidade Divina&amp;quot;&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;Ul07&quot;&gt;&amp;quot;A gravidade de um crime é proporcional à dignidade do ofendido. Quanto mais digno o ofendido, maior a gravidade da ofensa cometida pelo ofensor&amp;quot;.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;SQom&quot;&gt;Este é um argumento comum usado para designar porque um pecado contra Deus é visto como tendo maior gravidade do que um pecado contra o próximo, contra a natureza, contra si mesmo, etc. É simples de entender e exemplificar, afinal, nossa consciência nos diz que é pior roubar quando não há necessidade de sobrevivência, que é pior a violência cometida contra indefesos e que o mal planejado é pior do que o mal não intencionado. Mas eu tenho algumas objeções a esse tipo de argumento...&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;9.1)-Quando-Deus-&amp;quot;Releva&amp;quot;-o-Pecado&quot;&gt;9.1) Quando Deus &amp;quot;Releva&amp;quot; o Pecado&lt;/h3&gt;
  &lt;h4 id=&quot;&amp;quot;Há-pecado-que-não-é-para-a-morte&amp;quot;.1-João-5:17&quot;&gt;&amp;quot;Há pecado que não é para a morte&amp;quot;.1 João 5:17&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;SF6C&quot;&gt;É fato que &lt;em&gt;&amp;quot;Deus, não levando em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todo lugar se arrependam.&amp;quot; (Atos 17:30)&lt;/em&gt;. Mas, ao ler o contexto de 1 João 5 algumas coisas pairaram por bastante tempo na minha mente. Por exemplo: estou lendo a mesma Bíblia que diz que &lt;em&gt;Deus não tem o culpado por inocente (Naum 1:3)&lt;/em&gt; e que &lt;em&gt;abomina os que tramam contra o inocente (Salmo 15)&lt;/em&gt;?&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;vb0D&quot;&gt;&lt;em&gt;Voltando até o versículo 16 temos:&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;ukMq&quot;&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;Se alguém vir seu irmão cometer um pecado que não é para morte, pedirá, e Deus lhe dará a vida para aqueles que não pecam para a morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore. Toda injustiça é pecado; e há pecado que não é para a morte.&amp;quot; (1 João 5:14-17).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;ccmu&quot;&gt;Sabemos que a Bíblia classifica apenas um pecado como imperdoável (Mateus 12:31). Então, isso leva a pensar que os demais não necessariamente incorrem em &amp;quot;morte eterna&amp;quot; ou no &amp;quot;dano da segunda morte&amp;quot; de Apocalipse 20:14-15.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;3Gbu&quot;&gt;O que nos coloca diante da seguinte situação: ou todos os perdidos que cometeram pecados &amp;quot;que não são para morte&amp;quot; acabaram por cometer, por gradação, o &amp;quot;pecado para morte&amp;quot; ou não tiveram quem &amp;quot;pedisse a Deus&amp;quot; por sua salvação, certo?&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;B29E&quot;&gt;Mas vamos pensar só nos cristãos nesse caso, pois o texto está falando de cristãos (afinal, não se chamava de &amp;quot;irmão&amp;quot; quem não tivesse a mesma fé). Sendo o texto para cristãos ele revela:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;4HDF&quot;&gt;1 - A possibilidade do cristão cometer um pecado imperdoável contra Deus e;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;tTSQ&quot;&gt;2 - Os demais pecados não irão nos levar à morte eterna.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;zzXM&quot;&gt;Quando olho para textos que endossam a crença da onipotência divina como Jó 42:2 que dizem com palavras diferentes quase a mesma coisa: &amp;quot;Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido.&amp;quot; sempre me vem à mente qual o sentido de dizer coisas como &amp;quot;precisamos fazer a vontade de Deus&amp;quot;? Ora, se nada do que Deus planejou sai diferente do plano e isso inclui o &amp;quot;cálculo do livre-arbítrio&amp;quot; humano, nossas decisões erradas mas bem intencionadas ou desesperadas (e acredite, se você não teve uma ainda, vai ter...) têm alguma relevância?&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;3FHq&quot;&gt;Opa! Mas a matéria não era sobre sexo? Sim. E agora deixe-me dar um exemplo sobre sexo do contexto expresso acima: um rapaz cristão engravida a namorada mesmo sabendo que a igreja considera isso pecado de fornicação e decide se casar com a moça. Em primeiro lugar o pecado chamado &amp;quot;fornicação&amp;quot; é um pecado bastante nebuloso na Bíblia... Não vou tocar no âmbito dos pensamentos porque não se pode ler os pensamentos dos outros, mas se admitirmos que a situação da historinha dos namorados ocorreu numa relação exclusivamente monogâmica e todas as passagens usadas para falar contra relações fora do casamento na Bíblia se dão em relações em que há, no mínimo, um terceiro elemento (caracterizando prostituição ou devassidão e, no caso dos casais, adultério). Você pode checar isso em:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;2DOg&quot;&gt;&lt;em&gt;Dt 22:20-21; Jó 31.1; At 15:20,29; 1Cor 5:1-13; 6:9-10,13,15,18; Gl 5:19,21; Ef 5:5,8,11-12;1Tm 1:10; Hb 12.16; Ap 21.8.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;VhC3&quot;&gt;E antes que algum engraçadinho venha com essa ideia já vou avisando que não estou defendendo de forma alguma relacionamento sexual antes do casamento porque as pessoas são criaturas de hábitos, tendem a repetir os mesmos erros e conhecem muito mal suas próprias emoções e as do próximo, o que faz com que, na maioria das vezes, &amp;quot;um abismo chame outro&amp;quot; e torne tudo um grande círculo vicioso.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;qeHR&quot;&gt;Mas, na situação acima (que já observei em alguns casos na vida real), o ato foi isolado, motivado por certo descontrole, mas monogâmico... e produziu casamento. Eu posso dizer que isso aconteceu contra a vontade de Deus se eu o observar o casal unido e feliz?&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;uky1&quot;&gt;É uma pergunta séria. Nós cristãos costumamos dizer coisas polêmicas como &lt;em&gt;&amp;quot;O que Deus uniu não separe o homem&amp;quot; (Marcos 10:9)&lt;/em&gt; - ou &amp;quot;se separou é porque não foi Deus quem uniu&amp;quot; e coisas mais polêmicas ainda como o pastor Nelson Júnior em alguns vídeos em que declara que &amp;quot;o sexo já é o casamento&amp;quot; baseado na conversa de Jesus com a Samaritana em João 4:4-26. Quem tiver paciência, assista ao vídeo de 119 minutos:&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;05B8&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgyNc3u6d027Bv2v0m-U0YMlvvHhyLGqKSOGMlKyjnZBtv4oL2qj4bmDXdy6I1cE7OHrbi1kWxygKtyNZupS85oQ3mySJOxdU0qmsbvK6bRD0reAVWCrgB7VEZpY1_RpIJNxE-Bb6iycp4/s320/maxresdefault.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;T507&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://youtu.be/tEgn2sIXnxo&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://youtu.be/tEgn2sIXnxo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;HEPS&quot;&gt;&lt;em&gt;Obs.: Interrompemos nossa programação para informar que pastor Nelson Júnior viu que:&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;9tyI&quot;&gt;&lt;em&gt;a) Estava falando merda e deletou o vídeo;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;HubA&quot;&gt;&lt;em&gt;b) Usou uma música da Rihanna ou do David Guetta ao fundo do vídeo e levou um strike do youtube;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;qMXQ&quot;&gt;&lt;em&gt;c) Não conseguiu views o suficiente e mudou o formato dos vídeos do &amp;quot;Eu Escolhi Esperar&amp;quot;;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;6NxA&quot;&gt;&lt;em&gt;d) Deletou o vídeo de propósito pra me fazer passar por mentiroso;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Et43&quot;&gt;&lt;em&gt;e) Todas as alternativas anteriores.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;HPhk&quot;&gt;Quem não tiver (teve) paciência, adiante o vídeo para entre 26:04 a 26:50 e vai ver que não estou inventando coisas.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;5ZKH&quot;&gt;A punição para quem violasse uma virgem em Israel está bem clara em Deuteronômio 22:28-29 e era CASAMENTO:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;ZR8q&quot;&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;Se um homem achar uma moça virgem não desposada e, pegando nela, deitar-se com ela, e forem apanhados, o homem que se deitou com a moça dará ao pai dela cinqüenta siclos de prata, e porquanto a humilhou, ela ficará sendo sua mulher; não a poderá repudiar por todos os seus dias.&amp;quot;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;j7Y4&quot;&gt;Me chamem de maluco se quiserem mas eu não estou enxergando onde está o castigo aqui... Tipo: quis? fez? agora assume. Agora imagine um casal que quisesse ficar junto contra a vontade das famílias, por exemplo. Eles poderiam (como alguns até hoje o fazem) recorrer a isso como solução. Estou sendo claro?&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;cXf9&quot;&gt;Por que nas outras situações a má conduta sexual era punida com a morte e nessa não? E por que diante dessa situação nas igrejas as pessoas ficam discriminadas ou perdem a boa fama? Acho que um dos malefícios da era moderna sobre relacionamentos é que eles demoram demais pra evoluir. Como já dizia &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=WmDQzSuBGew&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;a filha do seu Faceta&lt;/a&gt;: &amp;quot;Papai, eu quero me casar!&amp;quot; mas ao invés de perguntar &amp;quot;Oh minha filha, ocê diga com quem!&amp;quot; as pessoas de hoje dizem: &amp;quot;faz faculdade primeiro&amp;quot;, &amp;quot;termina a pós&amp;quot;, &amp;quot;não paga aluguel, não! - tem que fazer a casa antes&amp;quot;, &amp;quot;compra um carro&amp;quot;, &amp;quot;arruma um emprego pra não depender só do dinheiro dele&amp;quot;, &amp;quot;muda de emprego&amp;quot;, &amp;quot;aprende outro idioma&amp;quot;, &amp;quot;vai fazer intercâmbio antes&amp;quot;, etc, etc... What a hell!&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;3cBO&quot;&gt;Relacionamentos muito longos fatalmente vão terminar em sexo antes do casamento se não se deixar que os pobres &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=MtzHD0DqmRk&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Juleo &amp;amp; Romieta&lt;/a&gt; se casem, véi! É óbvio! É um dos motivos principais pras pessoas se casarem!&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;0Ha2&quot;&gt;Vejam só, meu questionamento é o seguinte: essa situação específica pode ser interpretada como:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;7Xoo&quot;&gt;1 - &amp;quot;Pecado que não é pra morte&amp;quot;, a ponto de Deus &amp;quot;relevar&amp;quot; e dizer &amp;quot;casem que tá tudo bem&amp;quot; ou&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Ogsd&quot;&gt;2 - O sexo é a própria consumação do casamento, do mesmo modo que Jesus deu a entender e que motivou o vídeo do pastor Nelson (assistam completo porque há outras nuances, sendo esta apenas a principal pois, como disse o pastor Nelson, &amp;quot;sexo é uma união de sangue com consequências para toda a vida&amp;quot;).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;z1Qr&quot;&gt;Se prosseguirmos na mesma linha de raciocínio teremos a razão de a prostituição ser condenada: ela &amp;quot;quebra&amp;quot; a consumação do que se poderia, grosso modo, chamar de &amp;quot;casamentos anteriores&amp;quot; sendo o mesmo que adultério, na lógica que Jesus, como aplicado à Samaritana. Mais grave ainda: qualquer pessoa que já teve experiência sexual, se converte, &amp;quot;escolhe esperar&amp;quot; e casa de novo é, por definição de Jesus, adúltera! Mesmo sem casamento civil oficializado da ou das uniões sexuais anteriores. Agora resta saber qual a diferença prática entre fornicação e adultério, pois se em João 4:4-26 Jesus estava falando do casamento do Éden (sexo) e em Marcos 10:9 (o mesmo discurso se repete mais detalhado em Mateus 19:3-11) do casamento civil como é que ficam os fornicadores arrependidos, afinal, Deus fará vistas grossas a qualquer novo relacionamento que eles tenham desde que monogâmico e oficializado em cartório ou o casamento destes em si mesmo já lhes acrescenta o pecado de adultério?&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;QL17&quot;&gt;Parece uma petição de princípio um tanto forte vinda de um Deus que tolerou a poligamia escancarada por tanto tempo no Antigo Testamento - e não estou falando de Elcana e suas 2 esposas legalmente adquiridas e sustentadas por ele (1 Samuel 1:1 e 8), mas de Salomão e suas 1000 mulheres... sim, eu disse 1000 MULHERES (1 Reis 11:1 a 3).&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;ae9c&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhO6yVslABBWRK2WIBVjGuJbmz9Jwneuo3Q6J9Mw90GzlZROobA2jBewNrHpn0cC18xv5jIh3vopQQPenhpgDknFzt97i0rsRjrSNztWm95BiIB-ipzldmcKnbA2geFXcwpTP2KzsMVaU0/s1600/113-Salomao.jpg&quot; width=&quot;470&quot; /&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;LtKn&quot;&gt;Ora, o Deus do Antigo Testamento fulminava pessoas por muito menos que isso (leia Gênesis 38:1-10 e 2 Samuel 6:1-8). Me arrisco a dizer que Deus tem assuntos mais importantes pra pensar do que sexo antes do casamento e poligamia ou teria sido mais claro no que estava dizendo... Mas posso estar errado.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;0HUF&quot;&gt;Se alguém puder me ajudar a compreender melhor o assunto, fique à vontade pra comentar... Daqui até lá vou centrar minha opinião num saudável ceticismo até que alguém me prove que Deus não fez do sexo e do casamento outro entre tantos paradoxos bíblicos.&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Fonte:&quot;&gt;Fonte:&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;MoLN&quot;&gt;OLIVEIRA, Jean Paolo Martins de. Sexo e Casamento: Quando Deus releva o pecado... Ou quase. BLOG PROIBIDO PENSAR. Disponível em: &lt;a href=&quot;https://proibidopensar1.blogspot.com/2014/12/sexo-e-casamento-quando-deus-releva-o.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://proibidopensar1.blogspot.com/2014/12/sexo-e-casamento-quando-deus-releva-o.html&lt;/a&gt;. Acesso em: 08 set. 2025.&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;9.2)-O-Problema-do-&amp;quot;Ato-em-Si&amp;quot;&quot;&gt;9.2) O Problema do &amp;quot;Ato em Si&amp;quot;&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;jw3X&quot;&gt;Vamos falar sobre multivaloração de atos morais. Imagine atos morais numa escala em que, uma ponta, temos o pior ato possível, o mais depravado e cruel de todos, e, na outra ponta, a maior de todas as bondades. Acredito que o maior problema em multivalorar atos morais é que alguns atos morais não me parecem sujeitos a escalas por seus resultados serem concretos. Explico: Diferentemente de algo roubado que pode ser devolvido, se eu mato alguém, não posso devolver a vida ao morto. Logo, a punição do ato, ao menos em tese, DEVERIA ser uma perda equivalente. Vemos isso, na lei de Talião: &amp;quot;Olho por olho, dente por dente&amp;quot;. Se, eventualmente, hoje podemos devolver olhos ou dentes, e também evitamos pensar castigo em termos de &amp;quot;dor&amp;quot;, sobra ser &amp;quot;criativo&amp;quot; e podemos propôr, por exemplo, que seja tirada do agressor a possibilidade de repetir o ato (e há muitos modos de fazer isso).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;M5bP&quot;&gt;Qual ato poderia de fato &amp;quot;ofender&amp;quot; a Deus se ele, teoricamente, pode &amp;quot;desfazer&amp;quot; qualquer coisa? E, se não puder desfazer qualquer coisa ou...&lt;/p&gt;
  &lt;ol id=&quot;x1ZZ&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;yGR8&quot;&gt;Não será mais onipotente, Ou&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;n40c&quot;&gt;Não agirá conforme sua onipotência por não desejar usá-la numa situação específica.&lt;/li&gt;
  &lt;/ol&gt;
  &lt;p id=&quot;ODcx&quot;&gt;No exemplo 2, mantemos a onipotência funcional e onde ela deve estar: num paradoxo. Já a Palavra de Deus revelada nos propõe que Deus fará Justiça (Gênesis 18:25), mas que Ele é compassivo (Êxodo 34:6, Salmos 103:8, etc.) em &amp;quot;aguardar&amp;quot; o tempo certo para isso (Gênesis 15:16, Apocalipse 20:11-21:4). Mas não me parece que o logicamente adequado no sentido de &amp;quot;dar a recompensa e desfazer o mal&amp;quot; seja &amp;quot;torturar por toda eternidade devido à responsabilidade de um ato que pode ser desfeito&amp;quot;. A menos que &amp;quot;não possa ser desfeito&amp;quot; e voltamos ao problema da onipotência conforme posto em 1 e deveremos admitir, como taoístas, maniqueus e zoroastristas que, em certo sentido, o mal e o bem são coeternos (e, me corrijam se eu estiver errado, essa não me parece ser a versão cristã &amp;quot;oficial&amp;quot; nem sobre a natureza do mal nem sobre os modos de afirmar a onipotência de Deus).&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Fonte:&quot;&gt;Fonte:&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;7UD8&quot;&gt;ALLAN, Dennis. O que quer dizer &amp;quot;encher a medida dos pecados&amp;quot;? Disponível em: &lt;a href=&quot;https://www.estudosdabiblia.net/bd711.htm&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://www.estudosdabiblia.net/bd711.htm&lt;/a&gt;. Acesso em 08 set. 2025.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;fydP&quot;&gt;Claro que também me parece possível enquanto cristão afirmar uma &amp;quot;versão fraca&amp;quot; de onipotência onde a mesma seria apenas uma figura de linguagem para expressar que Deus faz o que não é possível a homem algum mas Deus teria sim limitações. Alguns candidatos a exemplos seriam um tipo de lógica metafísica inescapável como nos primeiros princípios; ontologicamente e materialmente, já que a escolha do material da obra determina o resultado necessariamente uma vez posto em ato) ou até mesmo seguindo uma linha &amp;quot;voluntarista&amp;quot; em que Deus simplesmente não faz algo não porque não possa, mas porque é caprichoso e não tem interesse nem vontade nenhuma de agir em certas direções. A &amp;quot;versão fraca&amp;quot; da onipotência parece mais adequada ao intelecto e à literatura bíblica e pode ser explicada de qualquer uma das 3 formas exemplificadas e parece preferível a uma onipotência &amp;quot;literal&amp;quot; já que há pelo menos uma coisa que qualquer cristão de qualquer tradição deve concordar para ser considerado cristão e é uma limitação à onipotência divina: &amp;quot;Deus não pode pecar&amp;quot;.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;z0mW&quot;&gt;Se Deus pode desfazer o mal, o Inferno precisa:&lt;/p&gt;
  &lt;ol id=&quot;zcZi&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;vuRi&quot;&gt;Ser algo &amp;quot;bom&amp;quot; - enquanto pode ser chamado de &amp;quot;bom&amp;quot; punir o mal, ou&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;YTzV&quot;&gt;Contar com a presença de Deus - já que enxergar o Inferno como &amp;quot;ausência de Deus&amp;quot; só faz sentido se o Inferno for &amp;quot;aniquilação&amp;quot; já que Deus, como formulado na teologia cristã, precisa ser onipresente e, ao contrário da onipotência, a onipresença não tem via de ser anulada por &amp;quot;vontade&amp;quot; como o é a onipotência, ao menos não nas 3 pessoas da trindade (Ex.: Jesus, ao encarnar a primeira vez, abandonou a onipresença para estar corporalmente em um lugar de cada vez... Aliás, a encarnação criou uma SÉRIE DE PARADOXOS EM DEUS sobre os quais eu talvez escreva um dia... Por exemplo, se seu colega ateu resolveu te perguntar &amp;quot;se Deus tem nariz&amp;quot; a resposta é SIM já que Jesus é Deus!), ou&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;P81r&quot;&gt;Ser, de FATO, ANIQUILAÇÃO.&lt;/li&gt;
  &lt;/ol&gt;
  &lt;h3 id=&quot;9.3)-A-Etimologia-da-Palavra-&amp;quot;Dignidade&amp;quot;&quot;&gt;9.3) A Etimologia da Palavra &amp;quot;Dignidade&amp;quot;&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;zD66&quot;&gt;Em sua origem, a palavra que hoje se tornou &amp;quot;dignidade&amp;quot;, do original &amp;quot;dignitas&amp;quot; proveniente de &amp;quot;dignus&amp;quot; tem no cerne de seu &amp;quot;campo semântico&amp;quot; as ideias de &amp;quot;mérito&amp;quot; e &amp;quot;propriedade&amp;quot;. Assim, poderíamos resumir a base da hamartiologia cristã nos diz que &amp;quot;Deus é digno, nós não&amp;quot;, uma vez que o pecado dos primeiros pais (Adão e Eva) é transmitido (ou seria &amp;quot;imputado&amp;quot;?) aos seus descendentes. Portanto, não haveria realmente nenhum &amp;quot;mérito&amp;quot; ou &amp;quot;propriedade&amp;quot; humanos partindo da ideia de que &amp;quot;todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus&amp;quot; (Romanos 3:23).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;u6k7&quot;&gt;Se a &amp;quot;dignidade&amp;quot; de fato é atributo divino, e não humano, estaria melhor representada pelo termo &amp;quot;autoridade&amp;quot; por ser Deus o &amp;quot;autor da vida, do universo e tudo mais&amp;quot;. Assim, para fins de seguir esta argumentação, vou assumir que o &amp;quot;núcleo&amp;quot; (o &amp;quot;core&amp;quot;) de &amp;quot;dignidade&amp;quot; é a &amp;quot;autoridade&amp;quot;.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;tsWQ&quot;&gt;Por conseguinte, o que chamamos de &amp;quot;dignidade humana&amp;quot; seria ontologicamente vazia e logicamente derivada da/subordinada à &amp;quot;dignidade divina&amp;quot; (a conclusão aqui se deriva da doutrina cristã do &amp;quot;Imago Dei&amp;quot;: Deus é &amp;quot;digno&amp;quot;; o ser humano é criado à &amp;quot;imagem e semelhança de Deus&amp;quot;; logo, a dignidade divina se extende ao ser humano na forma do que chamamos de &amp;quot;dignidade humana&amp;quot;), seja na vida, seja na morte conforme Eclesiastes 12:7: “e o pó retorna à terra como o era e o espírito retorna a Deus que o deu.&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Fonte:&quot;&gt;Fonte:&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;pSqE&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.perplexity.ai/search/qual-a-etimologia-da-palavra-d-ccCEkmrhSEGz2ct21grlwQ&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://www.perplexity.ai/search/qual-a-etimologia-da-palavra-d-ccCEkmrhSEGz2ct21grlwQ&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;XXbQ&quot;&gt;No Cristianismo, &amp;quot;do Senhor é a Terra e tudo quanto nela há&amp;quot; (Salmos 24:1), portanto, o homem &amp;quot;não tem propriedade&amp;quot;... ao menos não propriedade extrínseca. Mas pela mesma razão do argumento anterior, alguma &amp;quot;propriedade&amp;quot; pode ser extendida ao ser do homem se entendermos que Deus enquanto doador, sendo &amp;quot;autor&amp;quot; daquilo que doa ou, se tentarmos nos expressar com mais precisão, daquilo que &amp;quot;empresta&amp;quot; (afinal, qual o sentido de &amp;quot;doar&amp;quot; para &amp;quot;tomar de volta&amp;quot;?) temos como nossa propriedade (além de nossa morte) o nosso corpo. C. S. Lewis dizia que &amp;quot;Você não é um corpo que tem uma alma. Você é uma alma que tem um corpo&amp;quot;. Então, de algum modo impróprio, nossa vida não nos pertence porque não somos nossos próprios sustentadores nem causamos a nós mesmos (afinal, isso seria absurdo), mas em algum sentido nossas &amp;quot;almas&amp;quot; (enquanto &amp;quot;vida&amp;quot; manifesta no corpo) são &amp;quot;nossas&amp;quot; enquanto algo ali imiscuído revela nossa identidade.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;YZ2S&quot;&gt;Se aceita essa interpretação, a conclusão necessária é que todos os pecados são indignidades cujo salário é morte e, uma vez que todos pecaram, não resta ninguém entre os humanos que seja &amp;quot;digno em si&amp;quot;. Nossa consciência insiste em agravar ou abrandar julgamentos baseado nas condições do pecado cometido talvez por resquícios da Imago Dei em nós, não totalmente depravada como o querem alguns sistemas teológicos.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;yWpx&quot;&gt;Veja, biblicamente o próprio Jesus ilustrava em parábolas que Deus também reconhece esse senso de gravidade para o bem ou mal cometidos porque Deus nos recompensa e mesmo fora dos evangelhos esse tipo de &amp;quot;raciocínio econômico&amp;quot; também aparece nos ensinos apostólicos (Mateus 25:14-30; Lucas 12:45-48, Hebreus 11:6, etc). Se formos procurar problema de fato nesse entendimento de &amp;quot;dignidade&amp;quot;, o senso de &amp;quot;valor&amp;quot; de onde deriva essa &amp;quot;dignidade&amp;quot; é que pode ser problemático: Veja, se todo valor e autoridade &amp;quot;emana&amp;quot; de Deus, o ser humano é &amp;quot;eternamente despojado&amp;quot; - se o ser humano nada tem de valor em si e nada pode dar a Deus, por que Deus deveria &amp;quot;valorar&amp;quot; nossos pecados a ponto de nos responsabilizar? Não faz muito sentido cobrar de alguém que nada tem, especialmente se o que esse alguém tem de posse pode ser expropriado, reapropriado ou até anulado pelo &amp;quot;dono&amp;quot; em questão a qualquer hora. O que poderíamos ter para que Deus quisesse, já que Ele literalmente nos deu e nos dá tudo?&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;sorZ&quot;&gt;É por isso que eu estou utilizando a palavra &amp;quot;autor&amp;quot; - o autor autoriza, autua, escreve e se responsabiliza pelo que põe em ato ao (d)escrever. Levando um pouco para o lado do storytelling, podemos dizer que o autor é quem tem a liberdade de dizer &amp;quot;que mundo é aquele&amp;quot; que está sendo (d)escrito com suas regras, seus ambientes e seus personagens. Mas o personagem permanece com as características dadas e aprendidas e permanece dono de suas decisões mesmo quando o autor as determina. As responsabilidades não se anulam, só estão em níveis diferentes. Entretanto, a &amp;quot;vontade&amp;quot; do autor em direcionar a história &amp;quot;assim ou assado&amp;quot; é soberana do autor.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;5FJx&quot;&gt;O que nos leva à questão de se a gravidade de um mal ato é (ou não) realmente proporcional à dignidade do ofendido. Por mais que se entenda que &amp;quot;quanto mais digno o ofendido, maior a gravidade da ofensa cometida pelo ofensor&amp;quot;, não se segue que seria justo receber punição de DURAÇÃO ETERNA apenas porque o ofendido é eterno em &amp;quot;dignidade&amp;quot;. Tal alegação extraordinária só faria sentido se esta for a &amp;quot;vontade&amp;quot; arbitrária do autor. O que nos leva ao próximo problema, sobre a possibilidade (ou não) de resolver &amp;quot;o problema do mal&amp;quot;.&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;9.4)-A-Questão-do-Aniquilacionismo&quot;&gt;9.4) A Questão do Aniquilacionismo&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;N1nQ&quot;&gt;Como vimos anteriormente, temos 3 opções em relação ao inferno (seja ele o que for): ele tem que ser &amp;quot;bom&amp;quot; (o que pode ser questionado, já que aparenta ter em si uma desproporção ao ato punido); que Deus precisa estar lá (então, de modo direto ou indireto, seria ele a &amp;quot;causa&amp;quot; do sofrimento no inferno, o que parece ser difícil mas não impossível de aceitar no caso de um Deus onibenevolente) e a opção que me parece mais logicamente e etimologicamente adequada ao modo obscuro como a escritura monta o tema é justamente a terceira: resolver o problema do mal não seria, na verdade, eliminá-lo de uma vez por todas? Fazê-lo cessar? Impossibilitar que os &amp;quot;crimes&amp;quot; cometidos se repetissem?&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;C2ML&quot;&gt;Vejam, a linguagem usada pela Escritura não é única, mas muitas vezes é mais imagética que literal, daí termos inconsistências entre termos como &amp;quot;vermes&amp;quot;, &amp;quot;fogo&amp;quot; e &amp;quot;trevas&amp;quot;. Mas o desfecho para o problema do mal dado tanto no Apocalipse quanto pelo próprio Jesus é &amp;quot;fazer perecer tanto o corpo quanto a alma no inferno&amp;quot; (Mateus 10:28) e &amp;quot;perecer é cessar&amp;quot;. Sei que há propostas metafísicas diferentes para o entendimento do que seja a &amp;quot;segunda morte&amp;quot; (como a que diz que, ao serem lançado &amp;quot;a morte&amp;quot; e &amp;quot;o inferno&amp;quot; no lago de fogo tudo passaria a existir para sempre porque a &amp;quot;morte&amp;quot; enquanto &amp;quot;cessação&amp;quot; já não existiria) mas olhando para uma lógica simples &amp;quot;morrer não é viver para sempre sendo torturado&amp;quot;. Existe um adágio popular que diz que &amp;quot;a vida é sofrimento&amp;quot; e, filosoficamente, sabemos que &amp;quot;não existe vantagem alguma na inexistência&amp;quot;. Então, com que coerência podemos afirmar que &amp;quot;morte eterna&amp;quot; é &amp;quot;viver para sempre&amp;quot;? Eu, ao menos, não vejo como. Morte é morte, e morte não é vida.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;8oSs&quot;&gt;Entendo que o argumento aqui é uma faca de dois gumes, já que quem advoga um inferno eterno poderia dizer que Deus, em sua &amp;quot;misericórdia&amp;quot;, prefere deixar os perdidos sofrendo para sempre do que aniquilá-los já que &amp;quot;não existe vantagem alguma na inexistência&amp;quot;, mas eu continuo entendendo que a questão aqui não RESOLVE o &amp;quot;problema do mal&amp;quot; e torna Deus, ao menos no aspecto do juízo, ineficiente (Salmos 6:5, Salmos 115:17-18, Isaías 38:18-20).&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;Conclusão&quot;&gt;Conclusão&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;5aUu&quot;&gt;Resumindo a linha de raciocínio da argumentação, vejamos se a mesma faz sentido:&lt;/p&gt;
  &lt;ol id=&quot;kc5b&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;B9Sk&quot;&gt;Hades é sepultura.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;9jpY&quot;&gt;O Hades Grego é a raiz do entendimento de inferno como &amp;quot;lugar&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;F0Fs&quot;&gt;Outras religiões, a exemplo do budismo, podem entender o inferno como lugar ou estado de espírito.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;YKtD&quot;&gt;O Inferno / Hades no Credo Apostólico é (ou parece muito ser apenas) a sepultura.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;kd4p&quot;&gt;A doutrina cristã do inferno é um &amp;quot;desenvolvimento posterior&amp;quot; ao Cristianismo Primitivo e tem suas raízes no imaginário grego.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;LAZN&quot;&gt;As descrições bíblicas do inferno são imagéticas e não literais por usarem termos incompatíveis entre si.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;fQVX&quot;&gt;O tempo está dentro da eternidade, a eternidade está apenas na divindade e em tudo que existe Deus precisa estar presente enquanto sustentador.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;jlRm&quot;&gt;A Justiça Divina é eterna tanto em sua recompensa aos crentes em Cristo quanto no castigo dos pecados cometidos pelos &amp;quot;filhos da desobediência&amp;quot;.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;f3DR&quot;&gt;Da &amp;quot;dignidade&amp;quot; da Justiça Divina não só não se segue necessariamente a eternidade do inferno como o conceito de eternidade no inferno torna o mal algo eterno e o problema do mal insolúvel em última análise.&lt;/li&gt;
  &lt;/ol&gt;
  &lt;p id=&quot;DePB&quot;&gt;Vejam bem, eu NÃO SOU TEÓLOGO! Algo do que eu disse pode ter representado mal alguma das doutrinas citadas (Hamartiologia, Soteriorologia, Antropologia Bíblica, Escatologia, Metafísica Cristã) e, se assim o for, estou disposto a discutir e voltar atrás no que disse uma vez que eu seja convencido racionalmente de uma abordagem melhor. Assevero o mesmo a respeito dos idiomas originais em que os textos bíblicos sobre o assunto estão presentes: não sou hebraísta nem filólogo.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;VVKY&quot;&gt;Meu único objetivo em escrever este artigo foi, enquanto cristão, aclarar minhas próprias ideias a respeito da doutrina do inferno a partir do conhecimento que tenho hoje de storytelling, Filosofia e Lógica porque realmente me parece que o entendimento médio sobre o tema, ao menos se levarmos em consideração a apresentação que chegou a mim tem um número tão grande de inconsistências que não parece estar certo.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;7Bcx&quot;&gt;No mais, espero sinceramente que as descrições apresentadas sobre o entendimento comum das doutrinas das quais &amp;quot;a doutrina do inferno&amp;quot; depende e que tentei aqui contrargumentar não se trate de um &amp;quot;argumento espantalhado&amp;quot; e que a leitura desse artigo não induza ninguém a erro em matéria de fé, mas nos ajude a entender melhor em que a doutrina do inferno consiste ou, ao menos, o que de fato não podemos afirmar ou derivar dela.&lt;/p&gt;

</content></entry><entry><id>jean_paolo:Entre-Ansiedade-E-A-Despersonalizacao</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@jean_paolo/Entre-Ansiedade-E-A-Despersonalizacao?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=jean_paolo"></link><title>Psicologia Existencial E Timidez: Entre A Ansiedade E A Despersonalização</title><published>2025-08-23T02:07:43.561Z</published><updated>2026-04-13T14:06:25.045Z</updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img1.teletype.in/files/c3/5e/c35e3b4c-daee-471e-a166-2271bda49d04.png"></media:thumbnail><category term="psicologia" label="Psicologia"></category><summary type="html">&lt;img src=&quot;https://img1.teletype.in/files/4e/39/4e39f1e4-f5e3-4ea9-88fa-d8461c282257.png&quot;&gt;Esta é uma matéria diferente, separada em tópicos temáticos, escrita pelo psicólogo Jean de Oliveira, CRP-03/9178, abordando uma ligeira interseção entre música, psicologia, cristianismo e filosofia.</summary><content type="html">
  &lt;figure id=&quot;8sMc&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
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    &lt;figcaption&gt;10 DICAS PARA VENCER A TIMIDEZ&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;YPfK&quot;&gt;Esta é uma matéria diferente, separada em tópicos temáticos, escrita pelo psicólogo Jean de Oliveira, CRP-03/9178, abordando uma ligeira interseção entre música, psicologia, cristianismo e filosofia.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;K8Tl&quot;&gt;Boa leitura!&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;irD9&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;AQf7&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img1.teletype.in/files/c7/2c/c72c14ff-db70-4176-9096-5a8036a83d2a.jpeg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;https://t.me/JeanPsicologia&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;wn5J&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;2Pp1&quot;&gt;📝&lt;strong&gt;Sumário do&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;artigo:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;s3k5&quot;&gt;Obs.: Pra quem está lendo pelo Telegram é possível copiar o sub-título e pesquisar na opção &amp;quot;Buscar&amp;quot; dos 3 pontinhos da parte superior direita da tela indo direto pro tópico que mais interessar.&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;uSi6&quot;&gt;Parte 1 - Psicologia da Timidez e da Introversão&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;bSlk&quot;&gt;Parte 2 - Timidez na Bíblia Cristã: Uma faca de dois gumes&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;rnff&quot;&gt;Parte 3 - Timidez &amp;amp; O Sentido da Vida: Entre livros e música...&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;OpUZ&quot;&gt;Parte 4 - O Inferno São Os Outros?&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;HiU1&quot;&gt;Parte 5 - As lições de &amp;quot;Memento Mori&amp;quot; em Frank Sinatra e Titãs&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;Rj6T&quot;&gt;Parte 6 - Negando-se A Si Mesmo do Jeito Errado: Uma visão Cristã sobre a &amp;quot;despersonalização&amp;quot;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Parte-1---Psicologia-da-Timidez-e-da-Introversão&quot;&gt;Parte 1 - Psicologia da Timidez e da Introversão&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;SBkY&quot;&gt;Trabalhando como Psicólogo é comum que parte dos atendimentos não seja de fato visando corrigir ou controlar uma patologia mental, mas administrar um traço de personalidade eventualmente difícil ou problemático. E não, esse tipo de problema não se resolve com medicamentos.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;xfUA&quot;&gt;Um dos traços de personalidade que, 10 anos atrás, seria tido apenas como tímido ou &lt;a href=&quot;https://g.co/kgs/ei1MWT&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;distímico&lt;/a&gt; hoje em dia é tido como &amp;quot;ansioso&amp;quot;. De toda modo, é raro encontrar uma pessoa ansiosa que não seja tímida. Não digo isso universalmente, mas apenas em minha experiência clínica.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;CYzv&quot;&gt;E afinal, o que é a timidez? Talvez a melhor resposta já tenha sido dada na canção homônima de Biquíni Cavadão:&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;Crst&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://player.vimeo.com/video/218188632/?autoplay=false&amp;loop=false&amp;muted=false&amp;title=true&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;BIQUINI CAVADÃO TIMIDEZ 1986 (Video Original)&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;YL7U&quot;&gt;&amp;quot;Eu ensaio, mas nada sai... O seu rosto me distrai.&amp;quot;...Ou seja, basicamente, uma forma de &amp;quot;ansiedade social&amp;quot;.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;1WUg&quot;&gt;Diferente do &lt;a href=&quot;https://maisterapia.com.br/introversao-nao-e-timidez&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;introvertido&lt;/a&gt; (embora estas palavras sejam usadas como se fossem sinônimas) o que chamarei de &amp;quot;tímido ansioso&amp;quot; precisa de validação social (coisa que não interessa ao introvertido, cuja essência é avessa aos holofotes ou se meter na vida alheia).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;vemQ&quot;&gt;Como toda pessoa desejosa por validação, o &amp;quot;tímido ansioso&amp;quot; é um julgador que teme receber do próximo um julgamento tão pesado quanto o que ele faz de si mesmo. O que é esquisito já que, ao contrário do extrovertido que deliberadamente busca (apenas) validação social, o &amp;quot;tímido ansioso&amp;quot; tende a evitar agir e costuma estar cercado por pessoas que não o acham interessante justamente por não fazer nada de mais para ser notado.&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Parte-2---Timidez-na-Bíblia-Cristã:-Uma-faca-de-dois-gumes&quot;&gt;Parte 2 - Timidez na Bíblia Cristã: Uma faca de dois gumes&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;qXWl&quot;&gt;Aqui é importante relembrar a diferença entre aquele que é popularmente chamado de &amp;quot;tímido&amp;quot;, mas que é apenas introvertido, e o &amp;quot;tímido ansioso&amp;quot;, que é um julgador, como já descrevemos alguns passos atrás. Alertava Jesus nos Evangelhos:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Vrb4&quot;&gt;-&amp;quot;Não julgueis para que não sejais julgados, pois com a mesma medida com que medirem também lhes medirão os homens!&amp;quot; Mateus 7:1-2&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;bAze&quot;&gt;E que julgamento poderia ser pior do que o que fazemos de nós mesmos? Certa feita, assistindo a um episódio da série &amp;quot;Doctor Who&amp;quot;, num dado episódio, uma personagem &lt;a href=&quot;https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Transmorfo&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;metamorfa&lt;/a&gt; não conseguia controlar sua habilidade e acabava se tornando idêntica a qualquer pessoa que tocasse, e uma pergunta da mesma me chamou atenção:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;ANtI&quot;&gt;&amp;quot;Como abraçar alguém que tem o mesmo rosto que você?&amp;quot;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;kaUv&quot;&gt;No caso do background de construção da personagem, isso havia destruído seus relacionamentos. Óbvio que me chamou atenção.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Zo2D&quot;&gt;Voltando às da Escrituras Sagradas, há uma passagem extremamente pesada sobre &amp;quot;timidez&amp;quot; na Bíblia que vem de Apocalipse 21:8 na Tradução Almeida Corrigida Fiel - ACF (apesar deste versículo não conter a melhor das traduções, decidi usar o texto assim mesmo por conta do contexto do presente artigo):&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;7TOK&quot;&gt;&amp;quot;Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos que se prostituem, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.&amp;quot;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;vExe&quot;&gt;Outra passagem com tradução menos problemática sobre este tipo específico de &amp;quot;tímido&amp;quot; a que me refiro aparece ne Evangelho de Marcos:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;65FC&quot;&gt;&amp;quot;Então lhes perguntou: Por que sois assim tímidos? Ainda não tendes fé?&amp;quot; Marcos 4:40&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Pvjm&quot;&gt;Se o tipo ansioso de timidez é julgador por ser auto-referente e, ao mesmo tempo, incapaz de agir devido também a esse aspecto julgador, pode-se concluir, por conseguinte, que tais pessoas não confiam nem em si nem no próximo. E o que seria a fé senão um tipo de confiança?&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Parte-3---Timidez-&amp;-O-Sentido-da-Vida:-Entre-livros-e-música...&quot;&gt;Parte 3 - Timidez &amp;amp; O Sentido da Vida: Entre livros e música...&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;yH4l&quot;&gt;Viver a vida como quem não age, não cria laços, julga e se julga acaba por nos levar a um tipo de &lt;a href=&quot;https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Disson%C3%A2ncia_cognitiva&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;dissonância cognitiva&lt;/a&gt; entre o que queríamos fazer e o que de fato fazemos, como se o que as pessoas desejam de nós fosse mais importante do que quem de fato somos e a missão que temos, independente de se entender missão como a concretização de uma obra, a realização de um talento desenterrado ou um dom espiritual que Deus lhe entregou para servir ao próximo da maneira como Ele projetou para que fossemos.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;ID0N&quot;&gt;Inevitável passar por este tema sem parar para pensar na resposta para a pergunta de &amp;quot;qual é o sentido da vida?&amp;quot; ou, ao menos, &amp;quot;qual é o sentido da MINHA vida?&amp;quot; Eu mesmo tive de tatear a resposta e ainda me lembro do que escrevi:&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;SmQv&quot;&gt;Acredito que o sentido de viver seja dar forma à própria alma (self). A vida dura pouco, e é nesse pouco tempo que devemos nos tornar aquilo que de fato somos, assim como a semente deve se tornar a árvore. E isso já é demasiado cheio de empecilhos que nos podam para adicionarmos a isso vivermos como mentirosos numa vida que não é a nossa.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;zIgM&quot;&gt;As pessoas deveriam gastar mais tempo sendo o que de fato são (e não o que pensam ser, queriam ser, se sentem como se fossem nem o que te dizem pra ser). E isso é difícil porque é um processo que precisa acontecer através dos nossos relacionamentos humanos fundamentais de afeição, amizade, paixão e caridade. Tem um livro do C. S. Lewis sobre isso chamado &amp;quot;Os Quatro Amores&amp;quot;, que ilustra bem, com diversos exemplos da vida real e da ficção, como cada uma dessas coisas pode desde nos curar até causar profundo sofrimento.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;3GLo&quot;&gt;Acho que a única forma de ser mais claro que isso é com poesia:&lt;/blockquote&gt;
  &lt;figure id=&quot;IY9P&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://player.vimeo.com/video/689072236/?autoplay=false&amp;loop=false&amp;muted=false&amp;title=true&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;The Calling - Things Will Go My Way (legendado)&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;lYjI&quot;&gt;&amp;quot;Nada parece funcionar&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;iO8S&quot;&gt;E eu estou deprimido novamente&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;MNnf&quot;&gt;Eu me espremo para atravessar&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;o8xj&quot;&gt;a multidão de almas perturbadas&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;OhhD&quot;&gt;Apenas para descobrir que eu estou bem aqui atrás&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;uoQ1&quot;&gt;Fazendo o que me falam&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;LEQp&quot;&gt;Então segure a minha mão&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;vTxE&quot;&gt;E não deixe eu me entregar&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;vYqz&quot;&gt;Porque talvez algum dia, a seu tempo&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;CASY&quot;&gt;As coisas serão do meu jeito&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;7Yc2&quot;&gt;Por todas as mentiras que eu tenho provado&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;8G6u&quot;&gt;Apenas buscando a verdade&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;oYLk&quot;&gt;Por todos os sonhos que estou perseguindo&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;ru5C&quot;&gt;O que eu devo fazer&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;49v8&quot;&gt;Quando tudo está contra mim&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;2xjC&quot;&gt;E as respostas estão todas erradas?&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;4e4Q&quot;&gt;Eu espero que possa descobrir&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Zrge&quot;&gt;Que tudo valeu à pena todo o tempo&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;5hns&quot;&gt;Então me abrace agora&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;9IVF&quot;&gt;E diga que isso não é para sempre&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;GsUl&quot;&gt;Porque eu sei que algum dia, ao seu tempo&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;TZhD&quot;&gt;As coisas serão do meu jeito&amp;quot;.&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;pwIw&quot;&gt;&lt;strong&gt;Obs&lt;/strong&gt;.: A poesia acima é um trecho da canção 🎧&amp;quot;Things will go my way&amp;quot;, do The Calling.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Parte-4---O-Inferno-São-Os-Outros?&quot;&gt;Parte 4 - O Inferno São Os Outros?&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;cQBC&quot;&gt;Pessoas que vivem para si são egoístas, mas pessoas que vivem apenas &amp;quot;por e para os outros&amp;quot; são &amp;quot;outroístas&amp;quot;. Me perdoem o &lt;a href=&quot;https://g.co/kgs/onthjW&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;neologismo&lt;/a&gt; mas, para variar, a sabedoria está no meio, no equilíbrio, na justa medida. Já dizia o ditado popular:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;3jcG&quot;&gt;&amp;quot;Nem tanto ao céu, nem tanto ao mar.&amp;quot;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;9QBD&quot;&gt;Como então encontrar este equilíbrio? &lt;a href=&quot;https://g.co/kgs/1wHuyF&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Sartre&lt;/a&gt; afirmava que a verdadeira liberdade só nos é clara diante da morte. Neste ponto, devo concordar. Infelizmente, Sartre, &lt;a href=&quot;https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Peti%C3%A7%C3%B5es_francesas_contra_a_idade_de_consentimento&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;que não era nenhum homem santo&lt;/a&gt;, também concluiu de forma bastante problemática em uma de suas &lt;a href=&quot;https://biblioteca.pucrs.br/curiosidades-literarias/voce-sabe-de-onde-e-a-expressao-o-inferno-sao-os-outros/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;peças&lt;/a&gt; que...&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;BasW&quot;&gt;&amp;quot;O inferno são os outros.&amp;quot;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;lAH1&quot;&gt;Como nem negligenciar sua própria verdade nem cair no poço sem fundo da auto-indulgência?&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Parte-5---As-lições-de-&amp;quot;Memento-Mori&amp;quot;-em-Frank-Sinatra-e-Titãs&quot;&gt;Parte 5 - As lições de &amp;quot;Memento Mori&amp;quot; em Frank Sinatra e Titãs&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;MIAe&quot;&gt;Talvez você, que lê este artigo, não esteja familiarizado com o significado da expressão em latim &amp;quot;Memento Mori&amp;quot;, por isso farei uma pequena introdução ao conceito:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;lDlz&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;qn8t&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/4mdegKfaPaI?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;A ideia de memento mori: Vivendo com a consciência da morte&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;anEq&quot;&gt;&amp;quot;Memento Mori&amp;quot; basicamente significa &amp;quot; &amp;quot;lembra-te da morte&amp;quot;. Mas para quê?&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;He46&quot;&gt;Duas canções bastante famosas que nos dão um vislumbre de como a consciência da obviedade da morte põem em perspectiva como vivemos (se vivemos para nós mesmos, para os outros ou para a Verdade) são:&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;zu5k&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/LLazwzt3XyU?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;&amp;quot;Epitáfio&amp;quot;, da banda brasileira Titãs&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;eFvI&quot;&gt;Devia ter amado mais&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;5GmH&quot;&gt;Ter chorado mais&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;s6fl&quot;&gt;Ter visto o Sol nascer...🌄&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;vOpN&quot;&gt;Devia ter arriscado mais&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;M8A8&quot;&gt;E até errado mais&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;foOB&quot;&gt;Ter feito o que eu queria fazer...&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;9ih2&quot;&gt;Queria ter aceitado&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;jqTR&quot;&gt;As pessoas como elas são&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;DC63&quot;&gt;Cada um sabe a alegria&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;GHuJ&quot;&gt;E a dor que traz no coração&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;lGTq&quot;&gt;(O acaso vai me proteger&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;jI7P&quot;&gt;Enquanto eu andar distraído&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;LJrX&quot;&gt;O acaso vai me proteger&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;pKhE&quot;&gt;Enquanto eu andar...)&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;eL9b&quot;&gt;Devia ter complicado menos&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;q030&quot;&gt;Trabalhado menos&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;LnIT&quot;&gt;Ter visto o Sol se pôr&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;KxV0&quot;&gt;Devia ter me importado menos&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;GJyQ&quot;&gt;Com problemas pequenos&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;5g2z&quot;&gt;Ter morrido de amor...&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;S0Yv&quot;&gt;Queria ter aceitado&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;DLHB&quot;&gt;A vida como ela é&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;k4rO&quot;&gt;A cada um cabe alegrias&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;8lbx&quot;&gt;E a tristeza que vier&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;GzsK&quot;&gt;(O acaso vai me proteger&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;7m3M&quot;&gt;Enquanto eu andar distraído&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;TZ8O&quot;&gt;O acaso vai me proteger&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;9byL&quot;&gt;Enquanto eu andar...)&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;PIB2&quot;&gt;Devia ter complicado menos,&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;jqi5&quot;&gt;Trabalhado menos,&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;xQHm&quot;&gt;Ter visto o Sol se pôr... 🌅&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;04Cg&quot;&gt;&amp;amp;&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;XY9m&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/-mVjJ0u9VHc?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;&amp;quot;My Way&amp;quot;, de Frank Sinatra.&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;s9Vt&quot;&gt;E agora, o fim está próximo&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;mw3E&quot;&gt;E então eu encaro o último ato&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;HbUC&quot;&gt;Meu amigo, vou falar claro&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;eph0&quot;&gt;Vou expor meu caso, do qual estou certo:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;gYZa&quot;&gt;Eu vivi uma vida completa!&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;bpET&quot;&gt;Eu viajei por toda e qualquer estrada&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;A7Le&quot;&gt;E mais, muito mais que isso:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;12zn&quot;&gt;Eu fiz isso do meu jeito.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;suBu&quot;&gt;Arrependimentos, tenho alguns&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;5JAu&quot;&gt;Mas então novamente, muito poucos a citar&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;JpNR&quot;&gt;Eu fiz o que eu tive que fazer&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;6o8P&quot;&gt;E vi por completo, sem isenção&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;1gS1&quot;&gt;Planejei cada curso traçado&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;jNVw&quot;&gt;Cada passo cuidadoso ao longo do atalho&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;wv6z&quot;&gt;E mais, muito mais que isso:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;HDxG&quot;&gt;Eu fiz isto do meu jeito.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Xmrr&quot;&gt;Sim, houve momentos&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;LRX4&quot;&gt;(Tenho certeza que você soube)&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;i43S&quot;&gt;Quando eu mordi&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;APhV&quot;&gt;Mais do que podia mastigar&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;bjQc&quot;&gt;Mas por tudo isso&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;kDXk&quot;&gt;Quando havia dúvida&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;AFjK&quot;&gt;(Eu devorei e cuspi)&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;OCUe&quot;&gt;Enfrentei tudo isso e continuei de pé&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;iBts&quot;&gt;E fiz isso do meu jeito.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;uurc&quot;&gt;Eu amei, ri e chorei&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;F6a0&quot;&gt;Tive minhas conquistas, minha parte de perdas&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;EEM8&quot;&gt;E agora, enquanto as lágrimas cessaram&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;PDlY&quot;&gt;Eu acho tudo isso tão divertido&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;hlVk&quot;&gt;E pensar que fiz tudo aquilo&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;ZwUa&quot;&gt;E posso dizer: não de uma maneira tímida&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;6XcE&quot;&gt;Não, ah não, não eu!&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;n8X3&quot;&gt;Eu fiz isso do meu jeito.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;ezOL&quot;&gt;Pois o que é um homem, o que ele tem?&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;HcL8&quot;&gt;Se não a si mesmo, então não tem nada!&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;syGA&quot;&gt;Para dizer as coisas que ele sente de verdade&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;SG8F&quot;&gt;E não as palavras de alguém que se ajoelha&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;ELsR&quot;&gt;As lembranças mostram, eu levei os golpes,&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;K4Rz&quot;&gt;E fiz isso do meu jeito&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;UihR&quot;&gt;Sim, eu fiz tudo isso do meu jeito!&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;2geE&quot;&gt;&amp;quot;Epitáfio&amp;quot;, assim como &lt;a href=&quot;https://g.co/kgs/RdtF5p&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Memórias Póstumas de Brás Cubas&lt;/a&gt;, se propõe a analisar a vida da perspectiva de um morto que não pode mais escolher uma vida diferente da que teve. &lt;a href=&quot;https://g.co/kgs/TwUn4T&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Wittgenstein&lt;/a&gt;, em sua primeira fase, se &amp;quot;reviraria no túmulo&amp;quot; se pudesse ouvir esta canção e, de fato, só não o faz porque, em suas palavras:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;EnR9&quot;&gt;&amp;quot;A morte não é um fenômeno da vida; (portanto) não se vivencia a morte&amp;quot;.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;gMyL&quot;&gt;Graças a Deus, todavia, assim como é possível usar palavras para nomear coisas indizíveis e impossíveis de expressar por palavras, também podemos refletir sobre a vida da perspectiva de um morto.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;0ig4&quot;&gt;Já em &amp;quot;My Way&amp;quot;, um Frank Sinatra em fins de carreira (e não muito longe da morte, diga-se de passagem) medita sobre o fim de sua vida da perspectiva de alguém que buscou fazer aquilo que realmente acreditou e que procurou viver sem se curvar, trilhando o próprio caminho e não o de outra pessoa.&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Parte-6---Negando-se-A-Si-Mesmo-do-Jeito-Errado:-Uma-visão-Cristã-sobre-a-&amp;quot;despersonalização&amp;quot;&quot;&gt;Parte 6 - Negando-se A Si Mesmo do Jeito Errado: Uma visão Cristã sobre a &amp;quot;despersonalização&amp;quot;&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;KAfj&quot;&gt;Infelizmente, também é possível vivenciar a morte ainda vivos, seja pelo egoísmo de se negar a agir para e por algo maior do que você mesmo, seja pelo &amp;quot;outroísmo&amp;quot; de sofrer um severo processo do que na Psicologia chamamos de &lt;a href=&quot;https://g.co/kgs/A5QPyM&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&amp;quot;despersonalização&amp;quot;&lt;/a&gt;, simplesmente para se adequar ou atender a expectativa dos outros sobre você, negando quem de fato se é no sentido mais luciferino possível: ao contrário de negar a si mesmo e tomar a cruz da realidade buscando em Cristo a expiação de seus pecados; na despersonalização, o que se faz é negar a essência do que Deus te fez para ser, dos dons, talentos e situações onde a vida nos pôs, para se tornar mero joguete do que os outros, tão contingentes e de conhecimento tão limitado quanto você, queriam que fosses.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;q4Ll&quot;&gt;Esta é a idolatria: colocar algo, alguém, uma idéia, prazer ou grupo no lugar que deveria pertencer somente a Deus. Neste caso, o &amp;quot;acaso&amp;quot; não irá &amp;quot;te proteger enquanto você andar distraído&amp;quot;, só irá te impedir de acordar para a realidade. Mas a morte irá lembrá-lo de tudo que poderia ter feito e não fez. Isto é Memento Mori!&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;7csD&quot;&gt;Talvez seja uma boa hora para refletir em todas as vezes que a timidez te impediu de fazer o que é bom, belo, justo e verdadeiro porque talvez os grupos, sua família, amigos, chefe, etc. não aceitariam ou concordariam.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Enr4&quot;&gt;É certo o que diz a frase atribuída a &lt;a href=&quot;https://en.m.wikipedia.org/wiki/Clare_Boothe_Luce&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Clare Boothe Luce&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;XuAR&quot;&gt;&amp;quot;Nenhuma boa ação fica impune.&amp;quot;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;t8oy&quot;&gt;...Mas ao menos você terá a dignidade de se olhar no espelho e dizer, assim &amp;quot;como disse Frank: Eu fiz do meu jeito&amp;quot;.¹&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;c2jf&quot;&gt;&amp;quot;Você é o que você se torna e não o que você foi.&amp;quot; Jon Goom, músico. (trecho da letra da canção ♫&lt;a href=&quot;https://letras.mus.br/jon-gomm/passion-flower/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&amp;quot;Passionflower&amp;quot;&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;m7TC&quot;&gt;¹ - Referência à tradução direta do trecho da canção &lt;a href=&quot;https://letras.mus.br/bon-jovi/4924&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&amp;quot;It&amp;#x27;s My Life&amp;quot;&lt;/a&gt;, de Jon Bon Jovi, em referência a Frank Sinatra: &amp;quot;Like Frankie said: I did it my way&amp;quot;.&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;tmgb&quot;&gt;Caso queira ler mais artigos como este visite meu canal no Telegram, &lt;a href=&quot;https://t.me/jeanpsicologia/885&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;@JeanPsicologia&lt;/a&gt;:&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;bB11&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;lg58&quot;&gt;➡️&lt;a href=&quot;https://t.me/jeanpsicologia/885&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Canal do Telegram &lt;/a&gt;⬅️&lt;/p&gt;

</content></entry><entry><id>jean_paolo:Descartes-e-o-Misterio-Mente-Corpo</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@jean_paolo/Descartes-e-o-Misterio-Mente-Corpo?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=jean_paolo"></link><title>René Descartes e o Mistério da Relação Mente-Corpo</title><published>2025-08-23T01:48:58.622Z</published><updated>2025-10-10T16:16:59.647Z</updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img1.teletype.in/files/8b/ab/8babdc49-946f-4d2b-a252-da3c4546060f.png"></media:thumbnail><category term="psicologia" label="Psicologia"></category><summary type="html">&lt;img src=&quot;https://img1.teletype.in/files/87/ff/87ffb7c5-4a54-40f1-bed3-0e8ff7b25ec1.png&quot;&gt;Em sua obra, &quot;Discurso sobre o Método&quot;, René Descartes não só inaugura o método cartesiano enquanto Filosofia da Ciência a partir do &quot;cogito&quot; sendo considerado o &quot;pai da ciência moderna&quot; e de seus solipsismos, como também &quot;inaugura&quot; uma distinção que, se não é tão inovadora (por já existir desde o hinduísmo, em que o universo em todas as suas faces - incluindo os deuses, é, na verdade, a emanação da MENTE de um Deus uno), certamente será posta de forma bastante difícil de desvencilhar do pensamento epistemológico moderno e pós-moderno: a distinção, exposta na quarta parte de seu &quot;Discurso sobre o Método&quot;, entre res cogitans e res extensa:</summary><content type="html">
  &lt;figure id=&quot;Qje0&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img1.teletype.in/files/87/ff/87ffb7c5-4a54-40f1-bed3-0e8ff7b25ec1.png&quot; width=&quot;1109&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;O cérebro não é a mente&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;z6xl&quot;&gt;Em sua obra, &amp;quot;Discurso sobre o Método&amp;quot;, René Descartes não só inaugura o método cartesiano enquanto Filosofia da Ciência a partir do &amp;quot;cogito&amp;quot; sendo considerado o &amp;quot;pai da ciência moderna&amp;quot; e de seus solipsismos, como também &amp;quot;inaugura&amp;quot; uma distinção que, se não é tão inovadora (por já existir desde o hinduísmo, em que o universo em todas as suas faces - incluindo os deuses, é, na verdade, a emanação da MENTE de um Deus uno), certamente será posta de forma bastante difícil de desvencilhar do pensamento epistemológico moderno e pós-moderno: a distinção, exposta na quarta parte de seu &amp;quot;Discurso sobre o Método&amp;quot;, entre res cogitans e res extensa:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;4Q74&quot;&gt;a) Res cogitans (a mente): substância pensante, imperfeita, finita e dependente.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;pUYP&quot;&gt;b) Res extensa (a matéria): substância que não pensa, extensa, imperfeita, finita e dependente.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;bIJV&quot;&gt;Da distinção de Descartes se segue que &amp;quot;a matéria não é a mente&amp;quot; e &amp;quot;a mente não é a matéria&amp;quot;, embora ambas estejam unidas de modo misterioso. Por exemplo: se aceitarmos a ideia de que a mente não é nem propriedade, nem produto nem emanação do corpo, todos os objetos físicos só se movem por terem sido primeiramente &amp;quot;animados&amp;quot; (de &amp;quot;anima&amp;quot;) pela mente; isto vale, inclusive pra toda vez que você pensa e, decorrente disto, move um grupo ósseo-muscular qualquer do corpo.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;A4FF&quot;&gt;Passados 4 séculos após a obra de Descartes ter saltado da mente do filósofo para as páginas escritas e impressas, surge um outro livro de nome bastante revelador, desta vez pela mente (ou seria pela mão?) do médico neurologista português António Damásio, chamado &amp;quot;O Erro de Descartes&amp;quot;. Desta vez, ao contrário do que o nome da obra pode sugerir, não se trata de um livro de Filosofia ou de Metodologia da Ciência (como também é classificado o Discurso sobre o Método), mas como um compêndio de Descobertas científicas de como áreas do cérebro danificadas destruíam propriedades anteriormente presentes na mente e comportamento de pacientes com lesões por acidentes ou quadro neurodegenerativos levando à interpretação de que &amp;quot;Descartes errou&amp;quot; e que a mente seria um subproduto gerado a partir da matéria. Mas, claro, esta relação não seria explicada de forma tão simples nem pelo mais ferrenho cientificista após quase 30 anos do lançamento da obra de Damásio. Joel e Ian Gold (o primeiro, psiquiatra; e o segundo, neurocientista), diante do aumento incontestável dos DIAGNÓSTICOS de doenças mentais as mais variadas (desde coisas comuns como depressão e ansiedade até diagnósticos que no passado correspondiam a outra sintomatologia bem distinta, como é o caso do autismo, que saltou praticamente 30 vezes o número de diagnósticos em aproximadamente um século) responderam à pergunta &amp;quot;Que ideia científica está pronta para a aposentadoria?&amp;quot; com: &amp;quot;A doença mental nada mais é do que uma doença cerebral&amp;quot;. E embora não venha tanto ao caso, é difícil dizer se a dupla de homens da ciência estaria se referindo à percepção empírica da multifatorialidade de um mal estar na civilização num tempo de relacionamentos líquidos e cientificismo que relegou à ciência materialista o papel sacerdotal de cuidar da (alma?) humana condição ou se teriam noções filosóficas suficientes para notar um erro de lógica gravíssimo na base de TODO pensamento cientificista, a saber, a &amp;quot;falácia do nada mais/mais do que&amp;quot;, cujo erro consiste no seguinte raciocínio: &amp;quot;afirmações do tipo &amp;#x27;nada mais&amp;#x27; implicam o conhecimento de &amp;#x27;mais do que&amp;#x27;&amp;quot; (um bom exemplo pode ser retirado do livro &amp;quot;Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Um Ateu&amp;quot; onde um exemplo é dado contra o próprio ceticismo filosófico do filósofo alemão Immanuel Kant: &amp;quot;Kant disse saber que as informações que chegam ao seu cérebro nada mais são do que fenômenos. Mas, com o objetivo de saber isso, precisaria ser capaz de ver mais do que simplesmente o fenômeno&amp;quot;; sendo portanto a falácia &amp;quot;nada mais/mais do que&amp;quot; um tipo de raciocínio circular, falso e mal embasado tanto quanto Neil Armstrong dizer que &amp;quot;eu sei que não é possível ao homem ir à lua, eu já estive lá!&amp;quot;... isto, se admitirmos que ele realmente esteve lá, obviamente).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;PYiB&quot;&gt;Mas, se Descartes é considerado o &amp;quot;pai da ciência moderna&amp;quot;, como pode a ciência moderna dizer que Descartes errou ao mesmo tempo em que se admite que &amp;quot;doenças mentais nada mais são do que doenças cerebrais&amp;quot;? As duas afirmações não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo num mesmo sentido, ou a mente é material e resultado da &amp;quot;atividade do cérebro&amp;quot;, ou a mente não é física como parecem evidenciar o aumento de diagnósticos e, consequentemente, de medicalização dos afetos presentes nas chamadas &amp;quot;doenças mentais&amp;quot; não-morfológicas, as que são chamadas de &amp;quot;doenças mentais&amp;quot; que nenhum exame realmente atesta como &amp;quot;transtorno de ansiedade generalizada&amp;quot;, &amp;quot;depressão&amp;quot;, &amp;quot;ideação suicida&amp;quot;, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade e até alguns graus mais leves do chamado &amp;quot;espectro autista&amp;quot; que, aliás, recentemente passou a englobar uma miríade de diagnósticos distintos em um só conceito (há de se convir que o humor depressivo não pode ser confundido com condições físicas que o imitem, como o hipotireoidismo; problemas cognitivos decorrentes de má educação ou vício da preguiça não podem ser confundidos com incapacidade cognitiva decorrente de coágulo, acidente vascular encefálico/cerebral, câncer no cérebro ou lesão traumática; mesmo surtos psicóticos ocasionados por stress, ansiedade, trauma psicológico não podem ser comparados, por exemplo, a doenças neurodegenerativas como o &amp;quot;Mal de Alzheimer&amp;quot;, os problemas de socialização comuns não podem ser confundidos com uma lesão por lesão grave no córtex pré-frontal, enfim... o que todos os exemplos que cito tem em comum são: mesmos sintomas gerais, embora os primeiros casos não tenham origem física e os segundos tenham alteração morfológica notável).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Orp0&quot;&gt;Descartes costuma ser acusado de ter criado um sistema que divide desnecessariamente mente e corpo como um binômio, uma dualidade, comumente chamada por seus interpretadores de &amp;quot;fantasma na máquina&amp;quot;, já que a &amp;quot;máquina&amp;quot; ou &amp;quot;hardware&amp;quot; correspondente ao corpo seria regida por um suposto &amp;quot;homúnculo&amp;quot;/fantasma da alma (ou espírito, como queiram) correspondente à mente de um modo que nem mesmo Descartes foi capaz de explicar. Mas quanto do mundo nunca fomos capazes de fato de explicar e no entanto, assim é? Quaisquer investigação que se preze deveria entender que, diante das evidências em favor, descartado o completamente impossível, mesmo o mais improvável deve (ou, ao menos, PODE) ser verdade. Ademais, temos uma forma um tanto quanto &amp;quot;estranha&amp;quot; de entender as ciências da mente. No passado, Sócrates, São Tomás de Aquino e Kierkegaard já tratavam de temas Psicológicos como viés, vontade e angústia, apenas para citar alguns, com muito mais profundidade (e sem premissas mecanicistas) do que se faz com a nova &amp;quot;ciência&amp;quot; da Psicologia inaugurada em 1879.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;YPR3&quot;&gt;Para, de fato, entender de onde veio tamanho problema, se faz necessário conceitualizar corretamente o que se está investigando. A saber, a ciência não se baseia em si mesma, mas em um modelo metafísico cuja realidade é pressuposta &amp;quot;a priori&amp;quot; como verdade incontestável; porém, a menos que seja auto-evidente, por útil que seja, não pode ser considerado definitivo ou &amp;quot;intocável&amp;quot;. De fato, a impermanência é característica marcante da ciência moderna (a ponto de gerar certo desconforto, quando não &amp;quot;desconfiança&amp;quot; quanto a seu paradigma de interpretação da realidade ter se tornado preponderante no mundo atual). Trazendo para nossa conceituação um acadêmico da Semiótica, o doutor em Literatura Alexandre Linck, por exemplo, vai dizer que:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;vJ2O&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;KmSV&quot;&gt;&amp;quot;Se engana quem acha que a ciência é sempre a construção, a elaboração de dados objetivos (...). Galera precisa voltar a ler Thomas Kuhn, voltar a ler sobre o conceito de &amp;#x27;paradigma&amp;#x27; na ciência. (...): O &amp;#x27;paradigma&amp;#x27; é, antes de tudo, um produtor de modelos. Veja, um &amp;#x27;paradigma&amp;#x27; não é um modelo, o paradigma PRODUZ o modelo. Daí que, o paradigma, ele é sempre muito inacessível, ele muda a solavancos, ele opera a revoluções, e podem ser revoluções silenciosas, cabe dizer... Mas são revoluções. A gente faz ciência dentro de certos paradigmas, (...) dentro de certas limitações de ordem filosófica. Não por acaso, coisas que eram consideradas &amp;#x27;ciência&amp;#x27; deixaram de ser, outras que não eram passaram a ser... Isso é a história da ciência&amp;quot;.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;KM8N&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;pT3Z&quot;&gt;A questão do paradigma construtor de modelos talvez seja mais visível na Física Quântica, uma vez que modelos matemáticos discordantes e até contraditórios (o exemplo mais famoso é o do problema da &amp;quot;Interpretação de Copenhague&amp;quot; x o &amp;quot;Princípio da Incerteza&amp;quot; de Heisenberg para quem quiser pesquisar a respeito) são usados de forma eficaz inclusive na produção de sistemas eletrônicos simplesmente para dar as respostas de controle necessárias a produzir o resultado desejado, a física de Einstein nega a visão de cosmos de Newton, mas Newton continua sendo usado para calcular trajetórias e movimentos inclusive em perícia de acidentes de trânsito e balística, enquanto que Einstein nos deu a base matemática pra fazer o sistema de GPS funcionar.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;ZGRV&quot;&gt;Hoje, campo das chamadas &amp;quot;ciências da mente&amp;quot;, há uma influência direta (e contraditória), de um lado, do positivismo cientificista em entender a mente como algo dentro da esfera de estudo da matéria num cosmos de sistema fechado que oscila entre o deísmo e o naturalismo e, do outro, do materialismo &amp;quot;histórico&amp;quot; presente tanto no marxismo original quanto em suas variantes no sentido de pautar politicamente a pauta da saúde mental. Se por um lado, a primeira visão se faz determinista e medicamentosa patologizando afetos e comportamentos, por outro, se entende que o nominalismo impera no que tange aos assuntos mentais, de modo que, desde Foucault, tudo que é não-virtuoso e que o homem positivista tinha por &amp;quot;anormal&amp;quot; (como se vício ou virtude fossem temas de escrutínio estatístico) foi politicamente deslocado para a pauta da revolução em nome da construção de um novo homem (ideal também presente em Nietzsche) sob a forma do &amp;quot;não venha me rotular, eu construo meu destino, posso ser o que eu quiser e o governo deve oprimir a todos igualmente de modo a me conceder meu direito especial de negar a natureza da realidade objetiva&amp;quot; (coisa que, apesar dos pesares, o positivismo não faz), especialmente desconstruindo o conceito de &amp;quot;natureza humana&amp;quot;. Inclusive, parte do problema é historicamente apontado como decorrente do &amp;quot;divórcio teórico&amp;quot; entre a psicanálise e a psiquiatria na década de 1980 (Dunker, 2014). Ao se negar a explicar qual a natureza da mente ou, ao menos, afirmar, tal qual Sócrates, a própria ignorância do assunto, preferimos, uma vez mais, após abandonar os confessionários imitados por Freud em seu setting terapêutico, abandonamos agora também a psicanálise para buscar as métricas das &amp;quot;técnicas estatisticamente comprovadas&amp;quot; de como &amp;quot;mudar e ser feliz&amp;quot; conforme a moda de cada ano ou as mais modernas &amp;quot;pílulas mágicas&amp;quot; da indústria farmacêutica, com a bênção dos sacerdotes de jaleco, para fazer virtude brotar dos humores de hipócrates. Apartar o conceito de &amp;quot;mente&amp;quot; do(s) conceito(s) de alma me parece levar inevitavelmente para a medicalização e auto-afirmação como um binômio dialético que é insuficiente, em ambos os pólos, de entender o que somos e do que precisamos: virtude, solitude e silêncio.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;4hWG&quot;&gt;A confusão ainda deve imperar, dopar e matar alguns milhares de pessoas enquanto a Psicologia, a Psiquiatra e a Neurociência (para citar as atuais principais &amp;quot;ciências da mente&amp;quot;) se negarem (assim como a ciência cientificista) a responder adequadamente à pergunta mais básica sobre seu objeto de estudo: O que é a mente? ...Eu sugeriria começar por Bodhidharma para nossos teóricos começarem a entender, ao menos, o que a mente não é.&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;EPÍLOGO:&quot;&gt;EPÍLOGO:&lt;/h4&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;NyXE&quot;&gt;&amp;quot;DESCARTES: Alguém resolveu o problema de como a mente relaciona-se com o corpo? Tenho consciência de que não deixei resposta satisfatória a essa questão.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;2Wi1&quot;&gt;Pensei que talvez a resposta pudesse vir dos fisiologistas, que, no meu tempo, haviam descoberto, na base do cérebro, a primeira glândula sem duto, a glândula pineal. Pensei que, por flutuar livremente e não estar ligada ao restante do corpo como os outros órgãos, essa glândula poderia ser a sede da alma; mas já penso que isso foi um erro bobo, pois uma glândula, tenha ela dutos ou não, é algo puramente material, de forma alguma uma ponte entre mente e matéria. Ausência de dutos não é o mesmo que imaterialidade.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;gjp1&quot;&gt;Encontrou alguém, portanto, uma resposta melhor do que a minha para a misteriosa questão de como estes dois entes, absolutamente diferentes um do outro, o corpo e a mente, conseguem relacionar-se de modo tão perfeito que parecem ser um só?&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;IIeL&quot;&gt;SÓCRATES: Não. Mas houve quem achasse resposta melhor que a tua para outra pergunta: a questão acerca do porquê de ninguém ter encontrado uma resposta adequada a esta questão. Isso te interessaria?&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;Qjgi&quot;&gt;DESCARTES: Bastante.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;u8dc&quot;&gt;SÓCRATES: Seu nome é Gabriel Marcel, e viveu trezentos anos depois de ti. Era um católico francês, como tu. Ele dividiu todas as questões filosóficas em duas categorias: a primeira, que ele chamou “problemas”, e a segunda, que ele chamou “mistérios”. Com “mistérios” ele quis dizer questões que não só ainda não haviam sido esclarecidas ou respondidas, mas que em princípio jamais poderiam ser totalmente esclarecidas ou satisfatoriamente respondidas, como qualquer dos “problemas” poderia, e por causa disto: porque no “mistério” o interrogador “participa” da pergunta. Ele está envolvido, e não distanciado. Em outras palavras, a verdadeira pergunta é o próprio interrogador, de modo que ele não pode torná-la objeto, mas precisa vivê-la no ato mesmo de perguntá-la&amp;quot;(Sócrates encontra Descartes, p. 119-120).&amp;quot;¹&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;S3fR&quot;&gt;REFERÊNCIAS:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;OLDX&quot;&gt;ALMEIDA, Maíra Lopes; NEVES, Anamaria Silva. A População Diagnóstica do Autismo: Uma Falsa Epidemia? Revista Psicologia: Ciência e Profissão n. 40, Out-Dez 2020. Publicado em 09 nov. 2020. Disponível em: &amp;lt;https://www.scielo.br/j/pcp/a/WY8Zj3BbWsqJCz6GvqGFbCR&amp;gt;. Acesso em: 11 nov. 2023.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Mrkt&quot;&gt;AZEVEDO, Thiago (Mestre em Psicologia). Blog Universo da Psicologia. Disponível em: &amp;lt;https://universodapsicologia.com/transtornos-mentais-sao-transtornos-cerebrais-mas-nao-so&amp;gt;. Acesso em: 07 nov. 2023.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;6odZ&quot;&gt;BAKER, J. (2015). 50 ideias de Física Quântica que você precisa conhecer. São Paulo: Editora Planeta.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;SJzE&quot;&gt;BIERNARTH, André. Por que a solidão virou uma das grandes preocupações de saúde do século 21 (Canal BBC News Brasil). YouTube, 12 set. 2023 . Disponível em: &amp;lt;https://www.youtube.com/watch?v=jbPZTYHfcu4&amp;gt;. Acesso em 18 set. 2023.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;mtVm&quot;&gt;BRASIL PARALELO. A FACE OCULTA DE MICHEL FOUCAULT. YouTube, 04 out. 2023. Disponível em: &amp;lt;https://www.youtube.com/watch?v=3BLkGxsc5WE&amp;gt;. Acesso em: 12 nov. 2023.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;9c32&quot;&gt;DAMÁSIO, António. O Erro de Descartes: Emoção, Razão e o Cérebro Humano. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. 338p.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;ytjd&quot;&gt;DESCARTES, René. Discurso Sobre O Método (Tradução de Márcio Pugliesi e Norberto de Paula Lima). Curitiba-PR: Hemus Editora LTDA., 2000. 136p.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;semM&quot;&gt;GEISLER, N., &amp;amp; TUREK, F. Não Tenho Fé Suficiente para Ser Ateu. Editora Vida (Acadêmico), 2006. 424p.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;hR9m&quot;&gt;¹KREEFT, Peter. Sócrates Encontra Descartes [recurso eletrônico]; Tradução de Gabriel Melatti - Campinas, SP : Vide Editorial, 2012.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;D5hO&quot;&gt;LINK, Alexandre. Disseram que a psicanálise é pseudociência... DE NOVO? YouTube (Canal Cortes da Sarjeta), 22 ago. 2023. Disponível em: &amp;lt;https://www.youtube.com/watch?v=bHhofIfXp2U&amp;gt;. Acesso em: 12 nov. 2023.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;RUQ0&quot;&gt;MARTINS, Andrei. A INVENÇÃO DO EU. Canal: Casa do Saber. YouTube, 25 ago. 2019. Disponível em: &amp;lt;https://www.youtube.com/watch?v=pMmv2fhyV2w&amp;gt;. Acesso em: 08 ago. 2023.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;6m3d&quot;&gt;MOCELLIN, Rodrigo. A teoria dos 4 temperamentos não é bíblica e nem científica. YouTube, 20 abr. 2022. Disponível em: &amp;lt;https://www.youtube.com/watch?v=9MhZTQ13d8Y&amp;gt;. Acesso em: 27 mai. 2022.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;er1H&quot;&gt;MOCELLIN, Rodrigo. Depressão é doença? O que sugere estudo científico. YouTube, 30 jul. 2022. Disponível em: &amp;lt;https://www.youtube.com/watch?v=TDTnvmkfWKw&amp;gt;. Acesso em: 13 ago. 2022.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;rjTZ&quot;&gt;MOCELLIN, Rodrigo. Obesos, fumantes, mas felizes e prósperos. Por quê? YouTube, 23 mai. 2023. Disponível em: &amp;lt;https://www.youtube.com/watch?v=0aLU2sW3hzM&amp;gt;. Acesso em: 18 set. 2023.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;TvYs&quot;&gt;PASCAL, Blaise. Pensamentos (1669). Tradução Maria Ermantina Galvão. Editora Martin Claret, 2000.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;sxFk&quot;&gt;PUTINI, Júlia. &amp;quot;Estudo sugere que depressão não está relacionada com baixos níveis de serotonina, o &amp;#x27;hormônio da felicidade&amp;#x27;.&amp;quot; 23/07/2022 . Disponível em: &amp;lt;http://osdb.link/feuqb&amp;gt;. Acesso em: 01 mai. 2023.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;sOjd&quot;&gt;VAN LENTE, Fred; DUNLAVEY, Ryan. Filósofos em Ação: Volume Um. São Paulo: Gal Editora, 2008.&lt;/p&gt;

</content></entry><entry><id>jean_paolo:Entre-O-Desabafo-E-A-Epifania</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@jean_paolo/Entre-O-Desabafo-E-A-Epifania?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=jean_paolo"></link><title>Entre O Desabafo &amp; A Epifania: Explicando Cosmovisão, Religião, Ideologia e Capacidade de Mudança com Música...</title><published>2025-08-22T14:49:36.501Z</published><updated>2025-08-22T14:49:36.501Z</updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img3.teletype.in/files/24/d9/24d9d565-4bc3-40ee-a760-769404b49abc.png"></media:thumbnail><summary type="html">&lt;img src=&quot;https://img3.teletype.in/files/a6/af/a6afc051-3324-4738-88fb-f674f242c63f.png&quot;&gt;Postado originalmente em:</summary><content type="html">
  &lt;figure id=&quot;7M6x&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img3.teletype.in/files/a6/af/a6afc051-3324-4738-88fb-f674f242c63f.png&quot; width=&quot;480&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Blue pill x Red pill&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;MDiJ&quot;&gt;Postado originalmente em:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;JwHe&quot;&gt;🔊&lt;a href=&quot;https://t.me/joinchat/hA3KiMbX_oQ0OWEx&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Músicas p/ Viver Melhor📲&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;DhX2&quot;&gt;Acho que nunca mencionei antes nos canal que estou cursando Filosofia. Desde a polarização, tem se tornado cada vez mais difícil conversar com qualquer pessoa sobre qualquer assunto e não acho que as pessoas estão saindo disso melhores nem mais espertas. Mais um motivo pra estudar Filosofia nestes tempos estranhos.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;syhI&quot;&gt;Temos duas postagens no canal sobre a importância da discordância quando abordamos as canções &lt;a href=&quot;https://t.me/c/1567409470/341&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;🔗&amp;quot;Não Olhe pra Trás&amp;quot;&lt;/a&gt;, de Capital Inicial, e &lt;a href=&quot;https://t.me/c/1567409470/179&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;🔗&amp;quot;Lareira&amp;quot;&lt;/a&gt;, de Palankin.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;YUxf&quot;&gt;De fato, as pessoas tem motivos diferentes para ver a vida de modos diferentes e cosmovisões diferentes só convergem entre si parcialmente, isso quando há semelhanças o bastante pra isso.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;elGZ&quot;&gt;Em 10 anos de trabalho como psicólogo, a capacidade dos seres humanos de olharem para as mesmas questões sob prismas completamente diferentes ainda me assusta, especialmente pelo fato de raramente se tratar de fato de quem está certo ou errado ou de qual é a verdade da questão, mas da enorme carga afetiva que nossas ideias carregam. Alguém já discordou de você sem conseguir dizer o motivo e a conversa morreu ali mesmo?&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;ytLc&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/PeUiAHtdTAM?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;Catedral - Cotidiano&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;CZ4Z&quot;&gt;De fato, só o que conseguimos mostrar ao outro é o que conseguimos perceber de nosso próprio ângulo, seja ele amplo ou estreito. Usando aquela velha metáfora budista dos cegos descrevendo o elefante pelo toque, cada um tateando uma parte diferente: o que consigo dizer é a parte do elefante que eu alcanço.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Fh7K&quot;&gt;Algumas pessoas aceitam que os outros digam o que é melhor para elas enquanto outros só querem seguir o próprio caminho.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;nacI&quot;&gt;Fazendo parte do segundo grupo, tive uma pequena &amp;quot;epifania&amp;quot; sobre este tema na última vez que fui à igreja:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Ppzh&quot;&gt;Existe um &amp;quot;consenso forçado&amp;quot;, quase implícito, em algumas igrejas sobre como a música deve soar e quais &amp;quot;modos gregos&amp;quot; (entenda como &amp;quot;sonoridades&amp;quot; se não estiver acostumado com teoria musical) são adequados ao ambiente de culto. Não importa o quanto soe bem, o quanto os músicos sejam competentes, o quanto você goste de um determinado gênero musical: existe certo tabu sobre certas formas de melodia (geralmente cultural/regional em que a música só serve como &amp;quot;identificador tribal&amp;quot;, com poucas exceções). Pouco, muito pouco ou quase nada mudará nesse quesito, embora quando velhos músicos finalmente dão lugar a músicos mais jovens haja um respiro temporário de alívio... até que estes mesmos jovens se cansem e e envelheçam e repitam o ciclo anterior.&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;bl4r&quot;&gt;&amp;quot;Não há nada de novo debaixo do sol&amp;quot;. (Eclesiastes 1:9b)&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;srwL&quot;&gt;O problema das ideologias e das cosmovisões me parece ser da mesma espécie: igrejas em épocas e lugares diferentes se dedicaram a modos musicais diferentes a ponto de dessacralizar ou não mais suportar os demais, não sei dizer. Só sei que, ao voltar pra casa, raramente quero ouvir as mesmas canções da igreja, mesmo assim isso não me impede de voltar sempre e sempre, apesar de algum incômodo musical ocasional. A importância da vida espiritual é maior que isso, o todo é maior que a soma das partes.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;1gNO&quot;&gt;Paralelamente, o que me preocupa no contexto atual é que as pessoas discutem ideias não para aprender e &amp;quot;reter o que é bom&amp;quot; (1 Tessalonicenses 5:21), mas sempre no intento de convencer o outro do próprio ponto de vista. Parece que esquecemos que, mesmo que ninguém mude de ideia, as ideias são refinadas ao lidar com a própria sombra ou ao enfrentar uma ideia contraditória. A música em duas igrejas de tradições distintas pode ser igualmente maravilhosa a seu próprio modo.&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;04XE&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/--UABwqW9Sg?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;Salmo 104 cantado em hebreu antigo&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;beTK&quot;&gt;Da mesma forma, se duas pessoas conseguirem conversar de fato, olhando fundo para as próprias inconsistências, os dois lados tornarão seus próprios argumentos mais fortes ao lidar com as falhas flagradas um pelo outro (&amp;quot;o que se esconde não conserta&amp;quot;); e, feito isso, ainda respeitarão as convicções e ideias um do outro como &amp;quot;inimigos honrados&amp;quot; (falo das ideias), como no Bushido.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;67Y2&quot;&gt;Um dos lados ou mesmo os dois podem estar errados, o tempo há de revelar... O problema é quando a opinião ou a experiência individual se cauteriza a ponto de a discordância virar um &amp;quot;fim de papo&amp;quot;.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;hwz7&quot;&gt;Onde fica nossa busca pela verdade? Não quero &amp;quot;fins de papo&amp;quot;. Quero perguntar, quero entender e até discordar! Quero a Verdade (com V maiúsculo) e não vou conseguir se as pessoas ao redor se calarem (como normalmente se calam) diante de assuntos desconfortáveis.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;d2wq&quot;&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;Mas o objetivo da Filosofia não é apenas perguntar?&amp;quot;&lt;/em&gt; - alguém pode alegar.&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;quij&quot;&gt;&amp;quot;Não se encontra as respostas certas fazendo as perguntas erradas.&amp;quot;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;Afqb&quot;&gt;Existe uma enormidade de versões desta mesma frase com formatos ligeiramente diferentes na literatura, cinema, filosofia, educação, etc. Não vem ao caso agora de quem é a autoria ou qual a forma exata das palavras serem apresentadas, mas imagino que fazer perguntas sem se preocupar com as respostas seja infantil. Claro que as crianças são excelentes filósofas por natureza, mas não farão muita coisa da vida se não crescerem e usarem o que aprenderam...&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;GqMJ&quot;&gt;Cresça e ajude alguém a crescer também.&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;IaIA&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/UG2SXGaISEM?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;Palavrantiga (Marcos Almeida) - Rookmaaker&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;h4 id=&quot;🎵-Rookmaaker&quot;&gt;🎵 Rookmaaker&lt;/h4&gt;
  &lt;h4 id=&quot;👥Palavrantiga&quot;&gt;👥Palavrantiga&lt;/h4&gt;
  &lt;h4 id=&quot;💽-Esperar-é-Caminhar&quot;&gt;💽 Esperar é Caminhar&lt;/h4&gt;
  &lt;h4 id=&quot;📆-2010&quot;&gt;📆 2010&lt;/h4&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;nMyt&quot;&gt;Eu leio Rookmaaker, você Jean-Paul Sartre&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;pv4e&quot;&gt;A cidade foi tomada pelos homens&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;34Ka&quot;&gt;Na cidade dos homens tem gente que consegue ler&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;O83Q&quot;&gt;Mas os outros estão néscios pra Ti&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;rexE&quot;&gt;Eu canto Keith Green, você canta o quê?&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;UBmj&quot;&gt;A cidade está cheia de sons&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;t7EH&quot;&gt;Na cidade dos homens tem gente que consegue ouvir&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;tfEn&quot;&gt;Mas os outros estão surdos pra Ti&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;5Ml8&quot;&gt;Vem, jogando tudo pra fora&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;oRN0&quot;&gt;A verdade apressa minha hora&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;9b1B&quot;&gt;Vem, revela a vida que é nova&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;1LUp&quot;&gt;Abre os meus olhos agora&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;fuiU&quot;&gt;Eu fico com a escola de Rembrandt&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;y40q&quot;&gt;Você no dadaísmo de Berlim&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;3Jk0&quot;&gt;A cidade está cheia de tinta&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;9pZT&quot;&gt;Na cidade dos homens tem gente que consegue ver&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;xS00&quot;&gt;Mas os outros estão cegos pra Ti&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;85W9&quot;&gt;Eu monto o paradoxo no palco&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;gPun&quot;&gt;Você anda zombando da Cruz&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;OFj8&quot;&gt;A cidade está cheia de atores&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;nNEy&quot;&gt;Na cidade dos homens tem gente que consegue dizer&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;y0rh&quot;&gt;Mas os outros estão mudos pra Ti&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;NIQ0&quot;&gt;Toda vez que procuro pra mim algo pra ler&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;5LWt&quot;&gt;Ouvir, olhar e dizer&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;KqIU&quot;&gt;Senhor sabe o que eu quero&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;OOtD&quot;&gt;Não me furto a certeza: és a Vida que eu quero!&lt;/blockquote&gt;
  &lt;figure id=&quot;uxGd&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/LFx6U_M4lGs?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;EXPLICANDO AS MÚSICAS - ROOKMAAKER&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;h4 id=&quot;EPÍLOGO:&quot;&gt;EPÍLOGO:&lt;/h4&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;AxW6&quot;&gt;&amp;quot;– Mas eu gosto dos inconvenientes.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;848R&quot;&gt;– Nós, não. Preferimos fazer as coisas confortavelmente.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;Yh9t&quot;&gt;– Mas eu não quero conforto. Quero Deus, quero a poesia, quero o perigo autêntico, quero a liberdade, quero a bondade, quero o pecado.&amp;quot;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;Jr04&quot;&gt;👤 Huxley, Aldous.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;pYgq&quot;&gt;📖 Admirável Mundo Novo.&lt;/p&gt;

</content></entry><entry><id>jean_paolo:EL7oJV5lMWC</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@jean_paolo/EL7oJV5lMWC?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=jean_paolo"></link><title>Heráclito Em Nova Perspectiva: Uma Transposição Cristã do Princípio Dialético da Mudança</title><published>2025-08-22T14:30:01.134Z</published><updated>2025-08-22T14:30:01.134Z</updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img3.teletype.in/files/2a/20/2a20946f-26e0-4c44-b0b5-adde4dda8eef.png"></media:thumbnail><summary type="html">&lt;img src=&quot;https://img3.teletype.in/files/6b/1d/6b1d1efe-22ab-4d5d-bc04-5eb0f3041895.png&quot;&gt;Já faz algum tempo desde que compartilhei uma reflexão em que expresso uma crença baseada numa percepção de que &quot;o inverso nasce de seu oposto&quot; que apresentei metafisicamente como o &quot;O Uno (que) gera o Múltiplo&quot;, sem necessidade (em sentido aristotélico) de &quot;revoluções&quot; mas simplesmente por saturação e inversão, num determinismo (aberto, mas) causal.</summary><content type="html">
  &lt;figure id=&quot;8bbK&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img3.teletype.in/files/6b/1d/6b1d1efe-22ab-4d5d-bc04-5eb0f3041895.png&quot; width=&quot;580&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;&amp;quot;Um é tudo, tudo é um&amp;quot;.&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;figure id=&quot;R4DC&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/3kVkB07A_OA?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;&amp;quot;Unify divides, Division unifies&amp;quot;.&lt;br /&gt;30 Seconds To Mars em &amp;quot;Oblivion&amp;quot;&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;53J6&quot;&gt;Já faz algum tempo desde que compartilhei uma reflexão em que expresso uma crença baseada numa percepção de que &amp;quot;o inverso nasce de seu oposto&amp;quot; que apresentei metafisicamente como o &amp;quot;O Uno (que) gera o Múltiplo&amp;quot;, sem necessidade (em sentido aristotélico) de &amp;quot;revoluções&amp;quot; mas simplesmente por saturação e inversão, num determinismo (aberto, mas) causal.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;7Sft&quot;&gt;Heráclito tem similitudes com outro pensamento que tangencia a mesma visão metafísica: o budismo (como um todo), especialmente o Zen. Recuperei 3 citações marcantes (para mim): uma da coleção &amp;quot;Os Pensadores&amp;quot;, uma de James Sire em sua obra &amp;quot;O Universo Ao Lado: Um Catálogo Básico sobre Cosmovisão&amp;quot; e outra da canção &amp;quot;Como uma Onda&amp;quot;, de Tim Maia. O que as 3 têm em comum? A descrição do monismo budista que é essencialmente A MESMA presente tanto no pensamento de Heráclito, na famosa coletânea brasileira de Filosofia chamada &amp;quot;Os Pensadores&amp;quot; e, por fim, na (que talvez seja a mais) famosa canção de Tim Maia... Comparem:&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;HERÁCLITO&quot;&gt;HERÁCLITO&lt;/h4&gt;
  &lt;figure id=&quot;rivm&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img1.teletype.in/files/8e/37/8e37c554-614f-4002-baa3-2b32b32fdd69.png&quot; width=&quot;600&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Heráclito de Éfeso&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;wfw3&quot;&gt;Heráclito (c. 510-480 a.C.) transforma em solução o que aos outros era problema. Para ele, o mundo explica-se não apesar das mudanças de seus aspectos, muitas vezes contraditórios, mas exatamente por causa dessas mudanças e contradições. Por isso, em um de seus fragmentos, diz: &amp;quot;O combate é de todas as coisas o pai, de todas o rei&amp;quot;. Em outras palavras, todas as coisas opõem-se umas às outras, e dessa tensão resulta a unidade do mundo.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;rszP&quot;&gt;Essa oposição, esse combate, é uma guerra, e não, como pretendia Anaximandro, o equilíbrio de forças iguais. Tampouco é a harmonia dos contrários assegurada, como no entender dos pitagóricos, pela justa medida imposta por um ente supremo. Para Heráclito, a harmonia nasce da própria oposição: &amp;quot;o divergente consigo mesmo concorda; harmonia de tensões contrárias, como de arco e lira&amp;quot;.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;6GlE&quot;&gt;A divergência e a contradição não só produzem a unidade do mundo mas também a sua transformação. O mundo é um eterno fluir, como um rio; e é impossível banhar-se duas vezes na mesma água. Fluxo contínuo de mudanças, o mundo é como um fogo eterno sempre vivo, e &amp;quot;nenhum deus, nenhum homem o fez&amp;quot;.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;G1BL&quot;&gt;Mas só se compreende isso quando, ao deixar de lado a &amp;quot;falsa sabedoria&amp;quot; ditada pelos sentidos e pelas opiniões, chega-se ao logos, isto é, ao pensamento sensato. E o raciocínio adequado que abre as portas para o entendimento do princípio de todas as coisas. &amp;quot;Não de mim mas do logos tendo ouvido é sábio homologar tudo é um&amp;quot;, diz um de seus aforismos.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;fzCO&quot;&gt;ABRÃO, Bernardetta Siqueira (organizadora); COSCODA, Mirtes Ugeda (revisora). História da Filosofia, Coleção &amp;quot;OS PENSADORES&amp;quot;. São Paulo, 1999 . Editora Nova Cultural.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;h4 id=&quot;BUDISMO&quot;&gt;BUDISMO&lt;/h4&gt;
  &lt;figure id=&quot;2x45&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img2.teletype.in/files/97/81/9781665c-b092-4ba8-a3ee-ea437c6d009a.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;O Buda meditando&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;Hfd3&quot;&gt;&amp;quot;Sidarta se inclina e escuta o rio com atenção: Sidarta esforçou-se por aguçar os ouvidos. A imagem do pai, a sua própria imagem e a do filho, todas elas se confundiam. Também surgiam e diluíam-se em seguida as visões de Kamala, de Govinda, e muitas outras. Entremesclavam-se, tornavam-se rio e como tal fluíam em direção à meta, ávida, ansiosa, tristemente. E a voz do rio ressoava, cheia de saudade, cheia de doloroso pesar, cheia de insaciável desejo. O rio rumava em direção à sua foz. Sidarta percebia a pressa daquela corrente formada por ele mesmo, pelos seus, por todos os homens que já se lhe haviam deparado. Todas essas ondas e águas, carregadas de sofrimentos, precipitavam-se em busca de suas metas, que eram muitas, as cataratas, o lago, o estreito, o mar e, uma a uma, as metas eram alcançadas, mas a cada qual seguia outra; da água formava-se bruma, que subia ao céu, transformava-se em chuva, a cair das alturas, virava fonte, virava regato, virava rio e novamente iniciava a sua jornada, novamente fluía rumo à meta. Mas a voz sôfrega acabava de mudar. Ainda ressoava, plangente, inquiridora, porém se misturava com outras vozes, alegres e aflitas, boas e más, risonhas e entristecidas, centenas de vozes, milhares de vezes.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;zeON&quot;&gt;Por fim, todas as vozes, imagens e rostos se entrelaçaram: &amp;quot;E todo aquele conjunto, a soma das vozes, a totalidade das metas, das ânsias, dos sofrimentos, das delícias, todo o Bem e todo o Mal, esse conjunto era o mundo [...] a grandiosa cantiga dos milhares de vozes se resumia em uma só palavra, que era Om, a perfeição.&amp;quot; Nesse ponto Sidarta alcança a unidade interior com o Uno, e &amp;quot;a serenidade do saber&amp;quot; brilha em seu rosto.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;ibCH&quot;&gt;HESSE, Hermann. Siddhartha, trad. Hilda Rosner. New York: New Directions, 1951 . p. 122 .&lt;/blockquote&gt;
  &lt;figure id=&quot;Wsv8&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img1.teletype.in/files/81/ca/81caf75c-b784-4d68-a05d-ff79fdf9d941.png&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;SIRE, James W. O Universo ao Lado: Um catálogo básico sobre cosmovisão. Editora Monergismo, 2018.&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;DNGZ&quot;&gt;Nessa longa passagem, e ao longo do livro, o rio se torna uma imagem do cosmo. Quando observado de um lugar ao longo da margem, o rio flui (o tempo existe). Mas quando observado no seu todo - da nascente ao córrego, ao rio, ao oceano, ao vapor, à chuva, ao córrego -, o rio não flui (o tempo não existe). É uma ilusão produzida por quem está sentado na margem em vez de ver o rio a partir dos céus. O tempo também é cíclico; a história é produzida pelo fluir das águas a passar por um ponto na margem do rio. Ele é ilusório.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;Bbwu&quot;&gt;SIRE, James W. O Universo ao Lado: Um catálogo básico sobre cosmovisão [recurso digital]. Editora Monergismo, 2018.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;h4 id=&quot;&amp;quot;Como-Uma-Onda-no-Mar&amp;quot;&quot;&gt;&amp;quot;Como Uma Onda no Mar&amp;quot;&lt;/h4&gt;
  &lt;figure id=&quot;WJmJ&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img2.teletype.in/files/99/16/99167e40-56cd-4e1b-8adf-1651b37d643e.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Tim Maia&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;oThP&quot;&gt;Nada do que foi será&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;NaoL&quot;&gt;De novo do jeito que já foi um dia&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;z1Nv&quot;&gt;Tudo passa, tudo sempre passará&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;QY2d&quot;&gt;A vida vem em ondas como o mar&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;nNvb&quot;&gt;Num indo e vindo infinito&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;Ydf6&quot;&gt;Tudo que se vê não é&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;wN6Z&quot;&gt;Igual ao que a gente viu há um segundo&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;5IZL&quot;&gt;Tudo muda o tempo todo, no mundo&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;tcdH&quot;&gt;Não adianta fugir&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;mpAO&quot;&gt;Nem mentir pra si mesmo&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;5dF2&quot;&gt;Agora&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;wJCL&quot;&gt;Há tanta vida lá fora&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;abBX&quot;&gt;Aqui dentro, sempre&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;d0Uh&quot;&gt;Como uma onda no mar.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;3OGV&quot;&gt;Obviamente, nenhum cristão vai concordar que o mundo não foi por Deus criado, mas negar que &amp;quot;tudo é movimento&amp;quot; pode ser mais difícil.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;bEcs&quot;&gt;Vou partir do ponto de que a Lógica não é simplemente o &amp;quot;estudo dos entes de razão de segunda intenção&amp;quot;, porém, mais propriamente, uma &amp;quot;proto-linguagem&amp;quot; no sentido de que &amp;quot;corrije e prescreve como expressar o que pode ser comunicável a partir de estruturas formais (verbais ou não verbais)&amp;quot;. A razão aqui pode até ser considerada um &amp;quot;afeto&amp;quot; (enquanto &amp;quot;apego&amp;quot;) já que definições são muitas vezes arbitrárias e sujeitas a alguma &amp;quot;afetação&amp;quot;, além disso, aceito que &amp;quot;não existem sinônimos perfeitos&amp;quot; - só parece ser possível preencher validamente as formas sobre as quais a Lógica se debruça a partir da experiência com o mundo externo... e só estou trazendo isso à tona para poder melhor afirmar que &amp;quot;contradições se limitam à esfera da linguagem&amp;quot;. Se aceitarmos esse ponto, veremos que Heráclito talvez não estivesse realmente propondo algo muito diferente dos Pitagóricos, mas usando &amp;quot;contraditório e contrário&amp;quot; como sinônimos (coisa que, de fato, a maioria de nós faz no dia-a-dia organicamente) além de perceber (mais acertadamente?) que bem e mal são uma unidade relacional sinérgica interdependente mas não estão em harmonia, mas em conflito.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;080R&quot;&gt;De fato, se observarmos outra canção, desta vez extraída de um desenho animado infantil usado para explicar &amp;quot;onde o sol se esconde&amp;quot;, vamos parar na mesma demontração que pretendo fazer aqui. Com vocês, &amp;quot;O Show da Luna&amp;quot;:&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;b76N&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/IDmO6HUVs7c?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;O Show da Luna&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;mvvx&quot;&gt;&amp;quot;Gira, gira...&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;daK8&quot;&gt;A Terra gira (2x)&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;VtBd&quot;&gt;E o sol&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;V7uj&quot;&gt;parado está&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;V3Nx&quot;&gt;E a gente vai mudando...&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;0y4C&quot;&gt;Vai mudando de lugar&amp;quot;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;fKSA&quot;&gt;Vocês conseguem perceber que direções são relacionais e que, ao que parece, o pensamento humano não consegue ir além de &amp;quot;parado e em movimento&amp;quot; como &amp;quot;categorias metafísicas&amp;quot;? Ambos os primeiros princípios mais filosoficamente &amp;quot;atacados&amp;quot; na modernidade dependem dessas categorias: o princípio da causalidade (se-&amp;gt;então, no TEMPO) e o princípio da não-contradição (já escrevi um artigo bem longo aqui sobre este segundo só fazer sentido no &amp;quot;mundo sublunar&amp;quot;).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;7iJK&quot;&gt;Uma categoria de pensamento filosoficamente cristão a respeito de Deus é que &amp;quot;Deus é substância simples&amp;quot;... Mas ninguém nunca viu NADA simples! Tudo que captamos com os sentidos é feito de matéria e forma. Não havendo nada simples a ser notado pelos sentidos, também não temos nada realmente &amp;quot;parado&amp;quot;: a Terra parece parada e gira. O sol parece parado, mas a via láctea, onde ele se encontra, está em movimento (dizem...), portanto... O que de fato está parado?!&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;oc9s&quot;&gt;Budismo e Cristianismo têm algumas semelhanças interessantes: ambos tem alguma tradição antropológica em que o ser humano é metafisicamente vazio. Ambos falam de esvaziamento: o primeiro da mente pela yoga; o segundo, de Deus ao criar e encarnar. Ambos admitem (em graus diferentes) a necessidade de se abdicar dos desejos, etc. Nas diferenças, a mais gritante é a ausência da crença na transmigração da alma (que nem é uma condição sine qua non de todas as vertentes budistas), mas não é disso que quero falar, porque a transmigração no budismo é uma consequência lógica de uma metafísica em looping onde tudo que foi deve voltar a ser: incriado, impessoal, sem começo nem fim. Tirando a parte do impessoal, poderíamos dízer que estão dando ao &amp;quot;tudo é um&amp;quot; os mesmo atributos que cristãos dão a Deus.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;FBgJ&quot;&gt;Meu ponto é: a diferença metafísica entre Cristianismo e Budismo está em &amp;quot;onde a digressão causal deve parar&amp;quot;: num looping (no caso do monismo budista) ou na revelação (no Cristianismo).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;5wwl&quot;&gt;A ideia de unir essas passagens numa transposição cristã das ideias de Heráclito me ocorreu após ouvir uma música criada por IA! ...É, eu sei que buscar &amp;quot;sentido&amp;quot; numa letra criada por IA é um contrasenso já que &amp;quot;sintaxe não produz semântica&amp;quot;, mas aqui estou levando em conta que IA = IN e creio que podemos fazer algumas transposições inspiradas na canção &amp;quot;Transitório&amp;quot; (já destacada na Ágora em outro momento) por sintetizar o pensamento de Heráclito com alguns acréscimos sutis. Salvo engano, me parece mais uma letra criada majoritariamente por IN com &amp;quot;retoques&amp;quot; (pra não dizer &amp;quot;hallucinations&amp;quot;) de IA (irei sinalizá-los à medida que proponho uma nova interpretação de Heráclito transpondo os princípios do filósofo para um âmbito mais geral - inclusive, tangenciando conceitos budistas e cristãos que me parecem interseccionados em ambas as religiões). E não é em vão que estou relacionando Lógica com Linguagem...&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;zPw9&quot;&gt;Se, para Heráclito, a condição para que o Logos se revele é que &amp;quot;só se compreende isso quando, ao deixar de lado a &amp;#x27;falsa sabedoria&amp;#x27; ditada pelos sentidos e pelas opiniões, chega-se ao logos, isto é, ao pensamento sensato&amp;quot; o erro de Heráclito não foi constatar em tudo que percebeu o &amp;quot;movimento&amp;quot; mas em assumir que a sabedoria por ele afirmada vinha do Logos quando, na verdade, ela é inteiramente dependente dos sentidos! Tentaremos reler conceitos heraclitianos na canção &amp;quot;Transitório&amp;quot; aqui a partir desse prima (tenham em mente que isto tudo aqui é uma transposição proposital de conceitos, ok?). Vamos à análise e... Me desejem sorte!&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;TRANSITÓRIO&quot;&gt;&lt;/h4&gt;
  &lt;figure id=&quot;YwCH&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://t.me/udiopub/8834?embed=1&amp;userpic=1&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;LSfd&quot;&gt;TRANSITÓRIO&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;QPUU&quot;&gt;No sopro leve do vento&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;u4ZM&quot;&gt;Tudo vai passar&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;icXg&quot;&gt;As flores dançam no tempo&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;JM19&quot;&gt;Sabem desapegar&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;Ty8R&quot;&gt;A lua cheia já se esconde&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;b0sb&quot;&gt;Cede à madrugada&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;4czw&quot;&gt;Cada instante é um tesouro&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;RS8A&quot;&gt;Mesmo na jornada&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;RkHL&quot;&gt;Tudo muda&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;hKGk&quot;&gt;Tudo é movimento&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;UGNl&quot;&gt;O agora é ouro&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;6M31&quot;&gt;Um breve momento&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;WPIJ&quot;&gt;Entre o vazio e a eternidade&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;EIkq&quot;&gt;Canto a vida, celebro a transitoriedade&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;s30L&quot;&gt;No rio fluem histórias, não há como segurar&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;yNHH&quot;&gt;As águas vão e voltam, sempre a se transformar&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;JTZM&quot;&gt;Caminhos vêm e vão, cada passo é aprender&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;43R5&quot;&gt;Perder também é ganhar&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;08wj&quot;&gt;Renascer é viver&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;m6tV&quot;&gt;Tudo muda&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;1Bwy&quot;&gt;Tudo é movimento&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;GTMC&quot;&gt;O agora é ouro&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;r5Mq&quot;&gt;Um breve momento&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;4nqz&quot;&gt;Entre o vazio e a eternidade&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;482S&quot;&gt;Canto a vida, celebro a transitoriedade&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;Z3wP&quot;&gt;Deixa o sol se pôr,&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;GkZp&quot;&gt;Ele volta amanhã&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;1ENe&quot;&gt;Deixa o coração soltar&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;SkuZ&quot;&gt;O que não é (vão!)&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;Pq0D&quot;&gt;O sofrer é só nuvem que passa pelo céu&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;bx3J&quot;&gt;Descobre a luz além do véu&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;cpCj&quot;&gt;Tudo muda, tudo é tão presente&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;nDgp&quot;&gt;O futuro é sonho, o passado... ausente&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;TKNb&quot;&gt;Na impermanência há liberdade&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;6Wh8&quot;&gt;Canto a vida, celebro a transitoriedade&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;C89F&quot;&gt;Celebro (celebro) o agora&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;jatR&quot;&gt;Cada passo, cada história&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;Ibd6&quot;&gt;Tudo dança, tudo voa&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;79qz&quot;&gt;A vida é jazz e a gente...&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;0Bi2&quot;&gt;Ecoa&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;xxTx&quot;&gt;Tanto Cristianismo como Budismo nos convidam a alguma forma de &amp;quot;desapego&amp;quot;, seja para evitar o sofrimento não desejando seja prescrevendo &amp;quot;nunca permita que sua felicidade dependa de algo que você possa perder&amp;quot;. Ambos convidam a aproveitar o caminho, contemplar a beleza das flores e celebrar o agora (carpe diem, lembram?), ambos fazem referência a um véu que nos separou da realidade última (seja o véu de Maya ou o véu do templo, rasgado na morte de Cristo Jesus). Ambos tratam o sofrimento como transitório para o fiel. Para ambos, o tempo está entre o vazio e a eternidade. Parecem-se, inclusive, no ponto em que até para Deus foi justamente a impermanência posta na criação que gerou (para bem e para mal) a liberdade. Ambos alegam (por razões diferentes) que &amp;quot;perder é ganhar&amp;quot; e &amp;quot;renascer é viver&amp;quot;.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;FXsM&quot;&gt;A grande novidade do Cristianismo é a Graça de uma recompensa imerecida que quebra o ciclo do sofrimento (o samsara budista)porque Deus se esvaziou em nosso favor para que não precisássemos ser nada.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;65BK&quot;&gt;Mas, afinal, mesmo pra mim, que sou cristão, parece que Buda e Heráclito acertaram em perceber que a própria mudança é permanente.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;9fE6&quot;&gt;Meu desejo sincero é que eles também tenham experimentado isso na prática porque &amp;quot;o novo que se renova&amp;quot; nos ensinou que o &amp;quot;necessário é nascer de novo&amp;quot; não era literal, mas faz parte da mudança que todo homem deve passar antes de encontrar em paz com seu Criador.&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;Bdvl&quot;&gt;&lt;strong&gt;Obs.:&lt;/strong&gt; Escrito ao som de &amp;quot;The End&amp;quot;, de Audio Vex. Recomendo d+!&lt;/blockquote&gt;
  &lt;figure id=&quot;ezyZ&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/DFBmI1zfJCU?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;Audio Vex - The End&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;

</content></entry><entry><id>jean_paolo:PSICOLOGIA-E-VOLUNTARISMO</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@jean_paolo/PSICOLOGIA-E-VOLUNTARISMO?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=jean_paolo"></link><title>PSICOLOGIA E VOLUNTARISMO</title><published>2025-08-22T14:12:07.288Z</published><updated>2025-08-22T14:17:56.694Z</updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img3.teletype.in/files/63/4e/634e0dca-7a8b-4b74-87ba-875076a8ebf5.png"></media:thumbnail><category term="psicologia" label="Psicologia"></category><summary type="html">&lt;img src=&quot;https://img2.teletype.in/files/57/4c/574ca8b6-8578-4291-951a-f250ede46a63.png&quot;&gt;Trabalhando como psicólogo clínico desde 2012 e profundamente voltado à Filosofia como ferramenta intelectual também aplicada ao trabalho já propus aqui alguns ensaios anteriores sobre a relação entre temas da Psicologia e Filosofia que estão intimamente ligados abordando tópicos como Filosofia da Mente nos artigos A Mente (NÃO É) FÍSICA e René Descartes e O Mistério da Relação Mente-Corpo, a estreita relação entre o precário desenvolvimento do raciocínio lógico e diversos problemas de saúde mental em Primeiros Princípios da Lógica &amp; Saúde Mental,(...) etc. Hoje trataremos do tema do &quot;Voluntarismo&quot; na Psicologia.</summary><content type="html">
  &lt;figure id=&quot;DGqv&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img2.teletype.in/files/57/4c/574ca8b6-8578-4291-951a-f250ede46a63.png&quot; width=&quot;1280&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;&amp;quot;Onde há uma vontade, há um caminho&amp;quot;. Ditado Popular&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Introdução&quot;&gt;Introdução&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;EWQX&quot;&gt;Trabalhando como psicólogo clínico desde 2012 e profundamente voltado à Filosofia como ferramenta intelectual também aplicada ao trabalho já propus aqui alguns ensaios anteriores sobre a relação entre temas da Psicologia e Filosofia que estão intimamente ligados abordando tópicos como Filosofia da Mente nos artigos &lt;a href=&quot;/A-Mente-N%C3%83O-%C3%89-F%C3%ADsica-10-20&quot;&gt;A Mente (NÃO É) FÍSICA&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;/Ren%C3%A9-Descartes-e-o-Mist%C3%A9rio-da-Rela%C3%A7%C3%A3o-Mente-Corpo-11-12&quot;&gt;René Descartes e O Mistério da Relação Mente-Corpo&lt;/a&gt;, a estreita relação entre o precário desenvolvimento do raciocínio lógico e diversos problemas de saúde mental em &lt;a href=&quot;/Primeiros-Princ%C3%ADpios-da-L%C3%B3gica--Sa%C3%BAde-Mental-12-07&quot;&gt;Primeiros Princípios da Lógica &amp;amp; Saúde Mental&lt;/a&gt;, a dificuldade de estabelecer na modernidade um conceito adequado e perfeito para o fenômeno da inteligência em &lt;a href=&quot;/Um-pequeno-compilado-sobre-testes-de-intelig%C3%AAncia-e-o-desenvolvimento-de-intelig%C3%AAncias-artificiais-10-14-2&quot;&gt;Um Pequeno Compilado sobre Testes de Inteligência &amp;amp; Desenvolvimento de Inteligências Artificiais&lt;/a&gt; e até mesmo problemas contemporâneos como nossa má relação com a tecnologia em &lt;a href=&quot;/Culto-%C3%A0-tecnologia-e-o-esvaziamento-do-ser-05-27&quot;&gt;Culto À Tecnologia E O Esvaziamento do Ser&lt;/a&gt;, Filosofia da Linguagem aplicada aos relacionamentos amorosos em &lt;a href=&quot;/Amor-Sexo-Linguagem--A-Origem-dos-Mal-Entendidos-02-02&quot;&gt;Amor, Sexo, Linguagem &amp;amp; A Origem dos Mal-Entendidos&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;tCnb&quot;&gt;Este é mais um texto-ensaio de uma reflexão prática entre aspectos da Psicologia e Filosofia que se interseccionam. No texto de hoje, nos debruçaremos sobre o tema do &amp;quot;Voluntarismo&amp;quot; e sua relação com a Psicologia.&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;O-Que-é-&amp;quot;Voluntarismo?&amp;quot;&quot;&gt;O Que é &amp;quot;Voluntarismo?&amp;quot;&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;ycmb&quot;&gt;Tentando partir de uma visão mais ampla e sabendo que muitos (assim como eu, outrora) fazem uso do termo &amp;quot;voluntarismo&amp;quot; eventualmente com um significado mais atrelado à sua bolha virtual por uma espécie de polarização filosófica, resolvi fazer uma rápida pesquisa no Copilot lançando mão de um questão de &amp;quot;campo semântico&amp;quot;:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;P1pA&quot;&gt;&lt;strong&gt;QUESTÃO: &lt;/strong&gt;Em Filosofia existem diferentes versões de &amp;quot;voluntarismo&amp;quot; que seriam incompatíveis entre si presentes em diferentes sistemas filosóficos ou &amp;quot;voluntarismo&amp;quot; seria apenas a qualidade de pressupor a primazia da vontade sobre o intelecto em quaisquer sistemas filosóficos (mesmo entre os de cosmovisões incompatíveis entre si)?&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;TuQM&quot;&gt;Excelente pergunta — e ela toca num ponto sutil e fascinante da história da filosofia. O termo voluntarismo não é monolítico; ele designa uma família de doutrinas que compartilham a ideia central de que a vontade tem primazia sobre o intelecto, mas essa primazia é interpretada de formas divergentes e até incompatíveis em diferentes sistemas filosóficos.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;h3 id=&quot;*-Visões-distintas-de-voluntarismo&quot;&gt;* Visões distintas de voluntarismo&lt;/h3&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;C8Ta&quot;&gt;Aqui estão algumas versões principais:&lt;/blockquote&gt;
  &lt;h4 id=&quot;1.-Voluntarismo-teológico-(Escolástica-medieval)&quot;&gt;1. Voluntarismo teológico (Escolástica medieval)&lt;/h4&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;fuTN&quot;&gt;Autores: Duns Scotus, Guilherme de Ockham&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;2ZXF&quot;&gt;Tese: A vontade de Deus é superior ao seu intelecto. Deus escolhe o que é bom, e não o reconhece como tal por meio da razão.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;b1e8&quot;&gt;Implicação: A moralidade depende da vontade divina, não da razão universal.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;wfef&quot;&gt;Incompatibilidade: Contrasta com o intelectualismo de Tomás de Aquino, que afirma que Deus age conforme a razão.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;h4 id=&quot;2.-Voluntarismo-metafísico-(-Schopenhauer)&quot;&gt;2. Voluntarismo metafísico ( Schopenhauer)&lt;/h4&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;EBo1&quot;&gt;Tese: A vontade é a essência do mundo, uma força irracional que precede e fundamenta o intelecto.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;R45v&quot;&gt;Implicação: O intelecto é um produto secundário da vontade.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;KxwF&quot;&gt;Incompatibilidade: Diverge radicalmente do racionalismo cartesiano ou do idealismo alemão, que colocam a razão ou a consciência como fundamento.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;h4 id=&quot;3.-Voluntarismo-ético-(Fichte,-Nietzsche)&quot;&gt;3. Voluntarismo ético (Fichte, Nietzsche)&lt;/h4&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;eXZ4&quot;&gt;Tese: A ação moral e a construção do eu são guiadas pela vontade, não pela razão teórica.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;OQen&quot;&gt;Implicação: A liberdade e a autodeterminação são expressões da vontade.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;uZdf&quot;&gt;Incompatibilidade: #Nietzsche, por exemplo, rejeita qualquer moral racionalista ou universalista.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;h4 id=&quot;4.-Voluntarismo-epistemológico&quot;&gt;4. Voluntarismo epistemológico&lt;/h4&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;KnXd&quot;&gt;Tese: Podemos escolher acreditar em certas proposições por um ato de vontade, mesmo sem evidência racional suficiente.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;KQVf&quot;&gt;Exemplo: William James defende que a fé pode ser uma escolha legítima em contextos onde a razão não oferece respostas conclusivas.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;h3 id=&quot;*-⚔️-Compatibilidade-entre-sistemas?&quot;&gt;* ⚔️ Compatibilidade entre sistemas?&lt;/h3&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;rS4I&quot;&gt;Embora todos esses sistemas compartilhem a primazia da vontade, eles são filosoficamente incompatíveis em muitos aspectos:&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;CW9i&quot;&gt;A natureza da vontade varia: divina, irracional, moral, existencial.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;yu56&quot;&gt;O papel do intelecto é tratado de forma distinta: subordinado, ilusório, complementar.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;yXMf&quot;&gt;As implicações éticas, metafísicas e teológicas são profundamente diferentes.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;5nrG&quot;&gt;Portanto, o voluntarismo não é uma doutrina única, mas sim um motivo filosófico recorrente que aparece em sistemas com cosmovisões incompatíveis entre si.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;30Sg&quot;&gt;Fonte:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;5Avu&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://copilot.microsoft.com/shares/JfJPUrBkz42Bv4MGwKbJK&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://copilot.microsoft.com/shares/JfJPUrBkz42Bv4MGwKbJK&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;gg0W&quot;&gt;Agora que sabemos o que é &amp;quot;voluntarismo&amp;quot; em acepções um pouco mais amplas, podemos notar que o que todas têm em comum é uma noção de &amp;quot;primazia&amp;quot; oub &amp;quot;anterioridade&amp;quot; em relação à razão.&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Voluntarismo-e-Terapia-Cognitivo-Comportamental&quot;&gt;Voluntarismo e Terapia Cognitivo-Comportamental&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;jBR3&quot;&gt;Para saber mais:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;OAXm&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.perplexity.ai/search/quais-as-bases-filosoficas-da-Ml7ICr.FT2eK8kvfKGs_CA&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://www.perplexity.ai/search/quais-as-bases-filosoficas-da-Ml7ICr.FT2eK8kvfKGs_CA&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Pd4y&quot;&gt;Entre as vertentes da Psicologia que contam com maior rigor &amp;quot;científico&amp;quot;, no sentido comum do termo, por dar conta de demonstrar resultados replicáveis e se submeter a validação estatística de seus pressupostos observáveis, a Terapia Cognitivo-Comportamental é uma abordagem Psicológica que parece beber de uma fonte antagônica ao Voluntarismo já que parte do núcleo epistemológico de que &amp;quot;a percepção leva ao pensamento, que leva à reação emocional&amp;quot;; logo, sua abordagem psicoterápica se propõe a elaborar racionalmente suas ações, condicionamentos, pensamentos (esquemas cognitivos, traumas, pensamentos intrusivos, etc.) e, por conseguinte, sua VONTADE.&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Voluntarismo-e-Psicanálise&quot;&gt;Voluntarismo e Psicanálise&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;p5gC&quot;&gt;Para saber mais:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Qpv2&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.perplexity.ai/search/quais-as-bases-filosoficas-da-ugDrPIevRNyZJbx4WkU0NA&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://www.perplexity.ai/search/quais-as-bases-filosoficas-da-ugDrPIevRNyZJbx4WkU0NA&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;I75f&quot;&gt;A Psicanálise pode ser considerada, até certo ponto, a vertente espelhada e oposta à abordagem Cognitivo-Comportamental já que, na Psicanálise, estabelece um primado do irracional ante o racional e da vontade ante o intelecto. A Psicanálise talvez seja a mais importante escola filosófica voluntarista dentro das abordagens psicológicas.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;0E7O&quot;&gt;Não pretendo entrar no mérito se a abordagem é ou não científica porque, assim como na mitologia, o ferramental psicanalítico é simbólico, portanto qualitativo (ou mais &amp;quot;subjetivo&amp;quot; que &amp;quot;objetivo&amp;quot; se você acredita nessa dicotomia); inclusive, vemos quem se beneficie dessa abordagem e de fato melhore, embora seja difícil estimar quantitativamente eficácia geral daqui que, por método, tem baixa replicabilidade: a Psicanálise se detem em universos mentais individuais e particulares e o máximo de universalidade que temos na prática vem de variantes que trabalham, por exemplo, noções arquetípicas, como na Psicologia Analítica Jungiana. Assim sendo, nos deteremos apenas no aspecto do voluntarismo dentro da Psicanálise.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;2eGd&quot;&gt;O voluntarismo psicanalítico aparece tanto na primeira quanto na segunda teorias psicodinâmicas de Freud tanto nos postulados das instâncias do &amp;quot;inconsciente&amp;quot; (que é um conceito auto-contraditório na forma como foi originalmente pensado e como é amplamente divulgado até os dias de hoje) e também do &amp;quot;ID&amp;quot; que é basicamente &amp;quot;puro desejo&amp;quot;. Para mais além da contradição que é &amp;quot;afirmar conscientemente que há uma esfera da mente totalmente inconsciente que só é (convenientemente) acessível através da terapia psicanalítica&amp;quot;, temos ainda, no mínimo, caso de contradição performática no pressuposto de que &amp;quot;ao entender as próprias motivações inconscientes (ou &amp;quot;subconscientes&amp;quot;, se quisermos evitar a contradição lógica) o ser humano se torna capaz de gerenciar melhor a vontade e se libertar de seus traumas&amp;quot; - a contradição performática está em justamente pressupor que, com o ferramental psicoterapêutico adequado, seria possível ao ego &amp;quot;gerenciar&amp;quot; melhor a vontade (de modo mais racional, certo?).&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Voluntarismo-e-Psicologia-Positiva&quot;&gt;Voluntarismo e Psicologia Positiva&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;d6rw&quot;&gt;Para saber mais:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;UV99&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.perplexity.ai/search/quais-as-bases-filosoficas-da-xNZHs92LSVuLNB1yWFGnAw&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://www.perplexity.ai/search/quais-as-bases-filosoficas-da-xNZHs92LSVuLNB1yWFGnAw&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;TDkU&quot;&gt;Eu tenho uma impressão informal de que a Psicologia Positiva é um tipo de amálgama de #Budismo + #Estoicismo. A união do ideal de imperturbabilidade presente na ataraxia estóica somado à necessidade de olhar para a vida com &amp;quot;bons olhos&amp;quot; esvaziados do desejo, como no Budismo.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;E20y&quot;&gt;Se assumirmos que a mente interpreta a realidade a partir de sua vontade, o silenciamento da vontade seria o caminho mais óbvio para reinterpretar as emoções. Então, a liberdade real é de fazer algo independentemente das &amp;quot;paixões da vontade&amp;quot;.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;fYKs&quot;&gt;Temos &amp;quot;memes&amp;quot; budistas na internet com monges varrendo o chão seguidos da palavra &amp;quot;enjoy&amp;quot; (&amp;quot;aproveite&amp;quot;) e acho q é um exemplo legal dado o número de pessoas que, na minha prática profissional, comprovadamente DETESTA cuidar da própria casa, mudar a mente para fazer o que se DEVE me parece um ótimo conselho.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;VKEn&quot;&gt;A base da Psicologia Positiva poderia ser sintetizada num clichê de perfil de whatsapp ou numa frase de parachoque de caminhão que dissesse &amp;quot;Eu nunca perco: ou eu ganho ou eu aprendo&amp;quot;. E trata-se de desenvolver uma capacidade (bastante difícil na prática) de submeter a vontade à realidade e ser grato por isso. Nessa acepção, a Psicologia Positiva nos ensina a retroceder alguns passos antes de falar e agir, nos convida a ouvir primeiro e aceitar de modo &amp;quot;afável&amp;quot; o outro (tal qual no Budismo). Há ecos cristãos aqui enquanto intersecção entre Budismo, Estoicismo e Cristianismo (já que as 3 tradições tem em comum uma noção que fica clara) até mesmo nas palavras de Jesus Cristo em Mateus 6:22-34:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;d6y1&quot;&gt;&amp;quot;A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; Se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo será tenebroso.&amp;quot;&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Voluntarismo,-Intelectualismo-e-Monismo-Hipostático&quot;&gt;Voluntarismo, Intelectualismo e Monismo Hipostático&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;tOy4&quot;&gt;Particularmente, sou tanto um &amp;quot;monista lógico&amp;quot; (por acreditar que a lógica é o instrumento único que dispomos para basear a linguagem a nossa interpretação algorítmica da realidade) quanto um &amp;quot;pessimista lógico&amp;quot; (por crer que a lógica sozinha não dá conta de explicar a experiência do real pela via da representação através da linguagem, havendo de fato algo pessoal e incomunicável que é um &amp;quot;não-nada&amp;quot;, realmente existente, paradoxalmente referível, demonstrável até, mas inacessível e não-compartilhável de um indivíduo aos demais inclusive no sentido original do termo &amp;quot;místico&amp;quot;).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;MyTt&quot;&gt;Justamente por ser um &amp;quot;monista lógico&amp;quot; não acredito que a distinção entre &amp;quot;razão&amp;quot; e &amp;quot;vontade&amp;quot; seja real. Creio tratar-se de uma &amp;quot;distinção de razão&amp;quot; já que &amp;quot;se posso inteligir o que desejo, ainda que não tenha por claro qual seja o tal desejo, ainda assim sei que desejo justamente algo que me falta&amp;quot;. Parafraseando C.S. Lewis : &amp;quot;Se eu encontrar dentro de mim desejos que nada neste mundo pode satisfazer eu só posso concluir que eu não fui feito para este mundo&amp;quot;. Cada desejo possui uma satisfação real, mas expressa (ao menos aparentemente) de modo distinto nos seres humanos em comparação aos demais seres vivos: se uma planta precisa de luz, solo e água essas necessidades existem de forma concreta num mundo em que plantas também existem; se um animal precisa de, por exemplo, comida e água, existem de fato coisas como água e alimento; mas, no caso do ser humano, é possível desejar algo que só exista como consequência de outra conduta ou mesmo como um mero estado interno (exs.: satisfação, felicidade, alegria, amor, etc.) ou ainda desejar algo que não te seja possível neste mundo (exs.: se teletransportar de lugar, voar sem maquinário, tornar-se outro ser diferente de si mesmo, etc.) e até mesmo desejar coisas incompatíveis entre si (por exemplo, quando uma mulher alegadamente diz: que ama a um homem pelo que ele é e, ao mesmo tempo, age continuamente atrás daquilo que o homem tem enquanto posses materiais, ou quando dizem querer um homem &amp;quot;forte&amp;quot; porém &amp;quot;sensível&amp;quot; ou, mais universalmente, quando almejamos a santidade e, ao mesmo tempo, há uma força simultânea e oposta dentro de nós que deseja o pecado e nos tensiona e faz &amp;quot;coxear&amp;quot; entre esses dois pensamentos). Razão e vontade operam de modo razoavelmente independente na mente se o quisermos pensar assim (seja na imaginação ou no intelecto) mas me parece haver algo como uma &amp;quot;união hipostática&amp;quot; que prende a ambos, intelecto e vontade, como dois lados de uma mesma moeda em que &amp;quot;o que quero posso inteligir, ainda que sem um referente claro porque o que é desejável, existe em algum dos níveis da realidade&amp;quot;. Parece haver algum grau natural de paraconsistência no modo como o pensamento humano se manifesta na realidade dado o problema referido aqui.&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Voluntarismo-e-Trabalho-Psicoterapêutico&quot;&gt;Voluntarismo e Trabalho Psicoterapêutico&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;1QOy&quot;&gt;Como ilustrado nos exemplos anteriores, a média das abordagens psicológicas parte de algum grau de intelecção que se supõe agir sobre a volição: admite-se em algum grau que &amp;quot;a compreensão reoriente a vontade&amp;quot;. Nesse sentido, há inclusive um desejo por parte do paciente de que algo dito e orientado pelo psicoterapeuta lhe mude a conduta, o sentimento ou a vontade e há ainda na prática um certo grau de decepção e desistência da terapia quando o terapeuta foca em mostrar os erros no pensamento do paciente e a necessidade de mudar sua compreensão (no sentido de &amp;quot;metanóia&amp;quot;) planejando e assumindo as responsabilidades pelos próprios atos de forma consciente. O #paradoxo da Psicologia está justamente em pressupor a mudança da vontade a partir do intelecto e a contradição está, ao mesmo tempo (num mesmo sentido) pressupor a primazia natural da vontade sobre a razão.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;iwVT&quot;&gt;Minha tentativa de dissolver esses problemas está justamente em observar uma &amp;quot;falsa dualidade&amp;quot; entre vontade e intelecto: sendo ambos interdependentes e observando que a linguagem e o pensamento englobam naturalmente problemas não passíveis de resolução (ex.: a capacidade de pensar e expressar o &amp;quot;nada&amp;quot; mesmo o &amp;quot;nada&amp;quot; não existindo), o pensamento humano me parece naturalmente paraconsistente devido tanto à polissemia no quesito &amp;quot;linguagem&amp;quot; quanto no quesito &amp;quot;desejo&amp;quot; já que podemos sustentar desejos incompatíveis entre si numa tensão entre &amp;quot;o que é x o que poderia ser&amp;quot;, fenômeno este que, acredito eu, não pode ser realmente negado (apenas artificialmente, na mente).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;1oQ3&quot;&gt;Afinal de contas, na prática, parece tanto ser impossível mudar a quem não tenha a real vontade de fazê-lo quanto também parece ser possível (ao menos por algum tempo e, mais proeminentemente, na juventude) &amp;quot;educar o desejo&amp;quot; até certo ponto.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;TkCA&quot;&gt;A clínica psicológica exige uma capacidade de equilibrar a necessidade emocional humana de conexão e acolhimento com doses regulares de razoabilidade. Ao contrário do que pensava Descartes, a razão é uma das coisas mais mal distribuídas entre os seres humanos. Todavia, se o conhecimento não é para todos e não é garantia de &amp;quot;salvar&amp;quot; ninguém, a que(m) se presta de fato a psicoterapia e qual é seu real alcance em mudar e/ou moldar a ação, o sentimento e o pensamento do outro apenas pela técnica? Estaria a razão em clínica psicoterápica &amp;quot;eternamente&amp;quot; submissa a uma implacável vontade curvada ante o anárquico e multifacetado totem da ditadura do desejo? A isto ainda não ouso tentar responder.&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Referências:&quot;&gt;Referências:&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;YOdX&quot;&gt;DESCARTES, René. Discurso Sobre O Método (Tradução de Márcio Pugliesi e Norberto de Paula Lima). Curitiba-PR: Hemus Editora LTDA., 2000.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;rAzJ&quot;&gt;HAN, Byung-Chul. Filosofia do zen-budismo. Tradução de Lucas Machado – Petrópolis, RJ : Vozes, 2019.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;GrBX&quot;&gt;KREEFT, Peter. Sócrates Encontra Descartes [recurso eletrônico]; Tradução de Gabriel Melatti - Campinas, SP : Vide Editorial, 2012.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;HZCr&quot;&gt;LEWIS, C. S. Cristianismo puro e simples. Traduzido por Gabriele Greggersen. 1a ed. — Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2017.&lt;/p&gt;

</content></entry><entry><id>jean_paolo:Libertarianismo-Digital</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@jean_paolo/Libertarianismo-Digital?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=jean_paolo"></link><title>Libertarianismo Digital: Um discurso em 3 partes</title><published>2024-11-28T18:16:40.103Z</published><updated>2024-11-28T18:19:37.208Z</updated><category term="internet" label="Internet"></category><summary type="html">&lt;img src=&quot;https://img1.teletype.in/files/cc/c5/ccc58391-8263-4301-9dd0-d046f1bcea27.png&quot;&gt;Com a recente apoteose dos novos modelos de inteligência artificial sendo incorporados a desde aplicativos de uso comum (como Whatsapp) até uso empresarial em larga escala, os sistemas de computador passaram a ser alimentados com dados pessoais íntimos dos usuários, à ponto de essas empresas poderem traçar o perfil psicológico de seus usuários e manipulá-los com técnicas de engenharia social seja para condicioná-los à compra de certos produtos ou para modificar seu comportamento em nome de pautas políticas e sociais... E isso é poder demais para estar nas mãos de quaisquer pessoas! Dito isso, o &quot;Libertarianismo Digital&quot; é um movimento de conscientização individual sobre o tamanho da &quot;pegada virtual&quot; que deixamos na Internet.</summary><content type="html">
  &lt;figure id=&quot;jDt1&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img1.teletype.in/files/cc/c5/ccc58391-8263-4301-9dd0-d046f1bcea27.png&quot; width=&quot;474&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;https://youtu.be/8gOEZ9Y3ZL8&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;h3 id=&quot;PARTE-1---Breve-História-da-Internet-e-Princípios-do-Libertarianismo-Digital&quot;&gt;PARTE 1 - Breve História da Internet e Princípios do Libertarianismo Digital&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;b71v&quot;&gt;Com o final da Guerra Fria, toda a infraestrutura que se tornaria a Internet que conhecemos passou a ser direcionada para finalidades cada vez menos militares, como: conexão entre universidades, serviços de armazenamento e compartilhamento de dados entre bancos, abertura para empresas e anúncios, desenvolvimento e circulação de informações para pessoas comuns, etc. E, com a popularização dos &amp;quot;softwares de trabalho&amp;quot;, criou-se uma expectativa de que, aquilo que antes era usado apenas em ambiente empresarial, poderia oferecer soluções domésticas para compras, vendas, comunicação e aprendizagem.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;zvoa&quot;&gt;No início da Internet, no final dos anos 1990 e início dos anos 2000, ter o acesso à informação livre e descentralizada passou a ser visto como meio de inserir pessoas no mercado de trabalho e, talvez, até mesmo como estratégia de &amp;quot;ascensão social&amp;quot; pelo conhecimento livremente compartilhado.&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;w0ow&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/8gOEZ9Y3ZL8?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;Os PILARES do Libertarianismo&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;7qiv&quot;&gt;Libertarianismo é uma corrente de pensamento que não acredita na eficácia de se gerir a sociedade através de leis impostas verticalmente por governos centralizados, preferindo que as pessoas resolvam seus próprios problemas a partir de livre associação.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;XlvW&quot;&gt;Quando falamos de &amp;quot;libertarianismo digital&amp;quot; estamos somando um modo de pensar que é basicamente apolítico com uma estratégia de responsabilização das pessoas ao lidar com as tecnologias a que somos expostos.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;QeZk&quot;&gt;Pensemos, por exemplo, em dois fenômenos recentes na Internet: Os anúncios baseados em rastreadores (cookies) e as redes sociais.&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;Iu6O&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img1.teletype.in/files/41/41/41419ed6-9a1c-4d92-8520-7cea4e03a21c.png&quot; width=&quot;474&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Exemplos de redes sociais&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;BgRp&quot;&gt;Todos sabemos o que são redes sociais: Instagram, Tik Tok, Kwai, YouTube e Facebook são só alguns dos exemplos mais famosos. Essas &amp;quot;redes sociais&amp;quot; podem ser descritas como &amp;quot;páginas da internet&amp;quot; a que você tem acesso a partir de uma chave/senha pessoal (também chamada de &amp;quot;login&amp;quot;) e que lhe permite conversar, ver e postar vídeos, áudios, textos e, eventualmente, até arquivos e documentos. A íntima relação entre &amp;quot;redes sociais&amp;quot; e &amp;quot;anúncios baseados em rastreadores&amp;quot; está diretamente relacionada ao fenômeno das &amp;quot;lojas virtuais&amp;quot; que nos permitiram fazer compras online tanto dentro quanto fora do país já que um dos pioneiros entre as redes sociais em misturar essas duas coisas foi o Facebook, ao associar termos digitados nas conversas e perfis de seus usuários a ofertas de produtos e páginas tanto de lojas quanto de governos que pretendiam manipular a opinião das pessoas através de suas postagens na plataforma investindo grandes somas de dinheiro nas redes sociais.&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;fzWn&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img2.teletype.in/files/db/c5/dbc5584d-a285-4bd2-847d-8f906feec2cb.png&quot; width=&quot;474&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Facebook x Google&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;2UEF&quot;&gt;Do mesmo modo, apesar de ser um empresa maior do que uma rede social (e já ter mantido diferentes redes sociais ao longo dos anos, desde sua fundação), a Google, a mais conhecida ferramenta de pesquisa online, aderiu à mesma prática com a diferença de que a empresa Google é MAIOR que a empresa Facebook/Meta de Mark Zuckerberg, por deter, a partir de prática desleal, sabotagem de empresas rivais e monopólio de mercado, a maior parte da fatia de vendas de celulares no mundo graças a seu sistema operacional proprietário: o Android, cujo único desafiante à altura é da empresa de produtos superfaturados de tecnologia: a Apple. Todavia, como a maioria das pessoas é POBRE, os produtos, serviços e soluções oferecidas pela Google ganha em números absolutos no quesito &amp;quot;quantidade de usuários&amp;quot;.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Sk0p&quot;&gt;Esse conluio entre &amp;quot;redes sociais&amp;quot;, comércio e governos terminou por levantar a suspeita dos libertários se esse modelo de negócio não estaria sendo usado para fomentar uma (direta ou indireta) &amp;quot;lavagem cerebral&amp;quot; em proporções globais já que cada celular produzido por &amp;quot;big techs&amp;quot; (os grandes monopólios de tecnologia) é, potencialmente, um dispositivo de vigilância e monitoramento pessoal.&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Referências:&quot;&gt;Referências:&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;uJOj&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.perplexity.ai/search/encontre-referencias-sobre-a-h-3UfQFOZGQN.8Y2ZJaeA1uQ&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://www.perplexity.ai/search/encontre-referencias-sobre-a-h-3UfQFOZGQN.8Y2ZJaeA1uQ&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;nj0F&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img3.teletype.in/files/ed/26/ed26a9ad-4c6a-455b-bdbd-b5ca7e528e1d.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;ChatGPT: a Inteligência Artificial mais conhecida atualmente.&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;NRZO&quot;&gt;Com a recente apoteose dos novos modelos de inteligência artificial sendo incorporados a desde aplicativos de uso comum (como Whatsapp) até uso empresarial em larga escala, os sistemas de computador passaram a ser alimentados com dados pessoais íntimos dos usuários, à ponto de essas empresas poderem traçar o perfil psicológico de seus usuários e manipulá-los com técnicas de engenharia social seja para condicioná-los à compra de certos produtos ou para modificar seu comportamento em nome de pautas políticas e sociais... E isso é poder demais para estar nas mãos de quaisquer pessoas!&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;L5G7&quot;&gt;Dito isso, o &amp;quot;libertarianismo digital&amp;quot; é um movimento de conscientização individual sobre o tamanho da &amp;quot;pegada virtual&amp;quot; que deixamos na Internet e o quanto de nossas informações pessoais realmente queremos (ou não) compartilhar com terceiros, sejam eles pessoas, empresas ou governos.&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Referências:&quot;&gt;Referências:&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;DiOx&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.perplexity.ai/search/encontre-referencias-sobre-a-h-q2zv2RlfSju2Wq_8UhDeTA&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://www.perplexity.ai/search/encontre-referencias-sobre-a-h-q2zv2RlfSju2Wq_8UhDeTA&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;FIM-DA-PARTE-1&quot;&gt;FIM DA PARTE 1&lt;/h4&gt;
  &lt;hr /&gt;
  &lt;h3 id=&quot;PARTE-2---Como-a-Internet-nos-Adoece?&quot;&gt;PARTE 2 - Como a Internet nos Adoece?&lt;/h3&gt;
  &lt;figure id=&quot;IWhE&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/tqJ4OOhWOiQ?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;FEITOSA-SANTANA, Claudia. CELULAR FAZ MAL? O QUE A NEUROCIÊNCIA DIZ. YouTube, 04 mar. 2020. Disponível em: &amp;lt;https://www.youtube.com/watch?v=tqJ4OOhWOiQ&amp;gt;. Acesso em: 18 set. 2023.&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;C03V&quot;&gt;Traçar onde fica a linha que separa o &amp;quot;uso saudável e o nocivo da internet&amp;quot; vai depender do quanto nos lembramos de como a internet funcionou no passado. Entretanto, alguns talvez não tenham idade pra saber, então aí vai:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;onoi&quot;&gt;&lt;strong&gt;a) No começo era tudo GRÁTIS&lt;/strong&gt;, menos a conexão: Em parte, porque a Internet de &amp;quot;acesso livre a todos&amp;quot; começou com o princípio libertário de descentralização e livre compartilhamento conhecido como &amp;quot;copiar não é roubo&amp;quot; - afinal, quando você copia uma coisa ela se multiplica e quem a tinha antes não a perde... logo, ninguém foi roubado! Acesso a sites, livros, games, filmes, música, era TUDO GRÁTIS! Bem... quase tudo. Afinal, assim como hoje &amp;quot;recarregamos os dados móveis&amp;quot; e pagamos o &amp;quot;provedor&amp;quot; da internet, no princípio você só pagava a linha telefônica para acessar a internet. Com o passar dos anos, algumas empresas de telefonia passaram a disponibilizar &amp;quot;planos de dados&amp;quot; dependendo do quanto de internet sua casa ou estabelecimento demandava até que, aos poucos, essa lógica do &amp;quot;pague pra usar&amp;quot; passou a incluir música, leitura, filmes, jogos, etc. Até chegarmos nos dias de hoje onde a lógica do comércio nos pôs uma pedra no caminho chamada &amp;quot;leis internacionais de copyright&amp;quot; ou, como chamamos no Brasil, &amp;quot;direitos autorais&amp;quot;, o que quer dizer, na prática, que se o AUTOR não detiver PLENO direito pela obra (que pode ter sido retida legalmente por uma empresa que pode ser uma editora, gravadora, produtora ou similar) ainda que ele te autorize a distribuir o material, isso ainda seria &amp;quot;crime&amp;quot;. Verdade seja dita, essas leis são anteriores à Internet, mas empresas e governos que investiram muito em infraestrutura de internet voltaram atrás na ideia inicial de que essas leis não seriam estendidas à Internet. Os piores efeitos disso ainda estariam por vir, como...&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;FGP2&quot;&gt;&lt;strong&gt;b) A espetacularização da vida (ou vitrinização da informação): &lt;/strong&gt;Vejam, o que estou chamando de &amp;quot;espetacularização da vida/vitrinização da informação&amp;quot; é o princípio de que tudo na internet deve ser atrativo, chamativo, colorido e perfeito, como numa vitrine onde você expõe um produto esperando vender. E vejam, não tem nada de mal nas coisas serem bonitas, o problema é quando elas só PARECEM bonitas sem ser.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;XC0Y&quot;&gt;O caso mais clássico talvez seja o Instagram, onde mesmo PESSOAS usam filtros pra parecer o que não são passando a vender sua imagem seguindo a mesma ideia de quem vende um produto prometendo mais do que o produto de fato pode fazer. A simplicidade da Internet baseada em textos desapareceu quase completamente, mas essa simplicidade tinha justamente o objetivo de não PRENDER nossa atenção sem necessidade. Verdade seja dita de novo: sim, também existiam sites horríveis no princípio da Internet e hyperlinks também podiam chamar atenção ligando várias partes da Internet entre si, mas você tinha mais controle sobre o tempo que iria usar online, seja porque a Internet era mais lenta (e os pulsos de linha telefônica eram caros), porque os serviços de busca não eram tão bons, porque os sites não eram tão esteticamente chamativos ou mesmo porque não existia o terceiro maior problema da Internet...&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;AUOe&quot;&gt;&lt;strong&gt;c) Rolagem infinita:&lt;/strong&gt; Sim, antigamente os sites ACABAVAM à medida que se rolava para baixo! Seja porque os computadores eram mais fracos e não podiam carregar grandes quantidades de mídia de uma vez só ou porque essa função ainda não havia sido criada.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;bW1E&quot;&gt;De fato, a maior parte das pessoas fica presa nas redes sociais porque essa função, além de ter &amp;quot;tomado de assalto&amp;quot; as redes sociais, passou a ser usada paralelamente aos algoritmos: identificações de padrões estatísticos de comportamento registrados pelas empresas que EXIGEM LOGIN para que você acesso aos serviços delas. O que nos leva ao quarto maior problema da lista...&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Referências:&quot;&gt;Referências:&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;KnTr&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.perplexity.ai/search/encontre-referencias-sobre-a-h-EtMBrXFAT5qT3M_L8vggyQ&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://www.perplexity.ai/search/encontre-referencias-sobre-a-h-EtMBrXFAT5qT3M_L8vggyQ&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;DnBt&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img3.teletype.in/files/62/96/6296efe5-46ca-41b4-a097-c0610d9129fa.png&quot; width=&quot;474&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Cookies? 🍪🍪🍪&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;ChWV&quot;&gt;&lt;strong&gt;d) Cookies de rastreamento: &lt;/strong&gt;Vocês já se depararam alguma vez com a mensagem abaixo?&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;U1wA&quot;&gt;&amp;quot;We use cookies and other technologies to improve your website experience, manage personal preferences, analyze traffic and website behavior, and serve relevant marketing and promotional content. Blocking some types of cookies may negatively impact your experience and limit the services we can provide.&amp;quot;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;ScTx&quot;&gt;...Traduzindo:&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;m0wi&quot;&gt;&amp;quot;Usamos cookies e outras tecnologias para melhorar sua experiência no site, gerenciar preferências pessoais, analisar o tráfego e o comportamento do site e fornecer conteúdo de marketing e promoções relevantes. Bloquear alguns tipos de cookies pode afetar negativamente sua experiência e limitar os serviços que podemos fornecer.&amp;quot;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;UQpp&quot;&gt;...Basicamente, &amp;quot;cookies&amp;quot; são pequenos arquivos de texto que são armazenados pelo navegador da internet em seu computador ou dispositivo móvel quando você visita um site. Esses arquivos contêm informações, como preferências de configuração e dados de autenticação, que permitem que os sites identificam e reconheçam os visitantes e suas ações anteriores no site. Os cookies são usados para várias finalidades, como prever a navegação de um usuário, personalizar a experiência do site e rastrear informações como a origem da visita, o tempo de permanência no site e as páginas visitadas e até Ela tá quantas pessoas você sabe determinado produto a partir do seu link de afiliado (para quem ganha dinheiro divulgando lojas e produtos). Embora muitos cookies sejam inofensivos e ajudem a melhorar a experiência do usuário, alguns podem ser usados para fins questionáveis, como rastrear o comportamento do usuário em vários sites e compartilhar essas informações com terceiros sem o consentimento do usuário.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;DGEm&quot;&gt;É por essas e outras que se você não clica em &amp;quot;sair&amp;quot; quando faz login vai continuar conectado ao entrar novamente no mesmo site/aplicativo. Também é graças a esse sistema que golpistas conseguem &amp;quot;roubar&amp;quot; seu acesso às suas contas de sites e apps sem necessariamente roubar sua senha. Mas a pior parte é que, sendo os cookies uma ferramenta principalmente usada para COLETAR DADOS, a sua navegação na internet fica mais pesada e visualmente &amp;quot;suja&amp;quot;: você verá muitos sites exibindo excesso de propagandas com itens relacionados à seu &amp;quot;histórico&amp;quot; da Internet numa tentativa de forçar seu consumo quando, para a maioria desses serviços, esse conteúdo não precisaria realmente ser exibido (e nem seria realmente necessário solicitar login).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;9g4c&quot;&gt;Pra quem não sabe, ou não lembra, a Internet conseguia muito bem parar em pé sem isso há poucos anos. Então, cabe perguntar: por que mudou?&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Referências:&quot;&gt;Referências:&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;lUrH&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.perplexity.ai/search/encontre-referencias-sobre-a-h-SOpT1XKWT1GNQVW2umqYuw&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://www.perplexity.ai/search/encontre-referencias-sobre-a-h-SOpT1XKWT1GNQVW2umqYuw&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;FIM-DA-PARTE-2&quot;&gt;FIM DA PARTE 2&lt;/h4&gt;
  &lt;hr /&gt;
  &lt;h3 id=&quot;PARTE-3---Saindo-da-&amp;quot;Bolha-Virtual&amp;quot;:-Minimalismo-Digital,-Dicas-&amp;-Alternativas&quot;&gt;PARTE 3 - Saindo da &amp;quot;Bolha Virtual&amp;quot;: Minimalismo Digital, Dicas &amp;amp; Alternativas&lt;/h3&gt;
  &lt;figure id=&quot;r2gf&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/AE4q09Vez9g?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;LEE, Denis. Bolha Virtual. YouTube, 27 fev. 2012. Disponível em: &amp;lt;https://youtu.be/AE4q09Vez9g&amp;gt;. Acesso em: 19 nov. 2024.&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;h4 id=&quot;👨‍👩‍👧‍👦PARA-TODOS:&quot;&gt;👨‍👩‍👧‍👦PARA TODOS:&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;cGbt&quot;&gt;☑ Compartimentação - Não usar uma única conta de e-mail ou único cadastro para login (em sites que necessitem de login).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;QhJg&quot;&gt;☑ Evitar serviços que pedem login ou usam cookies (de acordo com sua necessidade).&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;FvWr&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/0xssCfBiUds?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;Ative a legenda ☝&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;m5lo&quot;&gt;☑ Voltar a ler e escrever 📝📚📖&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;qOsC&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/RmEIKXv7czc?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;📲 Ative a legenda ☝&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;jHJs&quot;&gt;☑ Aprender a Customizar seu celular (entenda seu uso: separe o que você realmente precisa no seu dia-a-dia do que você não precisa)📱&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;kklr&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/IhJmm2t5Hwg?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;🚴 Ative a legenda ☝&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;2FQ7&quot;&gt;☑ Melhore sua rotina (Atividade Física &amp;amp; Uso consciente de tecnologias)&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;DO0P&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img4.teletype.in/files/f9/ee/f9ee22f2-b50f-4d6d-bb27-0aa0f07d8581.png&quot; width=&quot;474&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Logotipo do Whatsapp&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;h4 id=&quot;COM-WHATSAPP:&quot;&gt;COM WHATSAPP:&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;umf1&quot;&gt;&lt;strong&gt;☑ Compartimentação: &lt;/strong&gt;Testar outro serviço de mensagens para emergências. Ex.: Telegram, Signal, Element, etc.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;bWxv&quot;&gt;&lt;strong&gt;☑ Smartwatches Android:&lt;/strong&gt; Só dá pra adquirir via importações, mas mesmo com as taxas do governo sai mais barato do que um smartphone (e, pela tela pequena, corre-se mesmo risco de você ou seu filho &amp;quot;se viciar&amp;quot; no uso), Embora não tenha uma vida útil de uso menor que um smartphone: em torno de 2 a 5 anos.&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;l2Vv&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/k69CZHwJBtM?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;Exemplo de Smartwatch Full Android. Preço inicial: R$ 230,00 + taxa de importação. Modelos comuns saem por menos de R$ 400,00 e suportam tudo que a versão do Android do aparelho em questão suporta.&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;figure id=&quot;PQIE&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img4.teletype.in/files/72/ee/72ee5455-53d1-4af3-817b-ba06f076e5db.png&quot; width=&quot;474&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Opções para quem não quer usar o WhatsApp&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;h4 id=&quot;SEM-WHATSAPP:&quot;&gt;SEM WHATSAPP:&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;ysnX&quot;&gt;&lt;strong&gt;☑ Compartimentação: &lt;/strong&gt;Não ficar preso é o único serviço de comunicação ou app de mensagens instantâneas (ex.: Whatsapp).&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;8cUc&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/WNDFwghMmdo?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;Symbian in 2022&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;D0JM&quot;&gt;&lt;strong&gt;☑ Reutilizar celular antigo (Nokia Symbian): &lt;/strong&gt;Graças a desenvolvedores independentes, o sistema operacional encerrado pela Nokia em 2015 ainda permite navegação em sites, pesquisa, e-mail, downloads e acesso ao YouTube. É necessário seguir os tutoriais em inglês mas o processo em si não é difícil: &lt;a href=&quot;http://nnproject.cc/tls/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://nnproject.cc/tls&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;mIfO&quot;&gt;&lt;strong&gt;☑ Celular limitado (feature phones): &lt;/strong&gt;Um &amp;quot;feature phone&amp;quot; é um &amp;quot;aparelho secundário&amp;quot; que roda apenas aplicativos essenciais do dia-a-dia e não é necessariamente focado nem otimizado para redes sociais. Pode ser uma alternativa para quem não quiser acessar redes sociais ou whatsapp fora de casa, no trabalho ou escola, por exemplo.&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;ROIl&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img1.teletype.in/files/c6/4d/c64d6854-5dbe-4a8f-86d1-a4923429624c.png&quot; width=&quot;474&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Exemplo de &amp;quot;feature phone&amp;quot; rodando KaiOS&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;ZGkN&quot;&gt;&lt;strong&gt;☑ Dumbphones:&lt;/strong&gt; Dumbphones são basicamente celulares comuns que fazem apenas ligações e SMS.&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;COM-REDES-SOCIAIS:&quot;&gt;COM REDES SOCIAIS:&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;1TRK&quot;&gt;☑ Desativar notificações&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;t447&quot;&gt;☑ Escolher permissões de apps&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;rnWL&quot;&gt;☑ Desativar sensores e localização&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;11bO&quot;&gt;☑ Escolha melhor o que vai ver e postar&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;SEM-REDES-SOCIAIS:&quot;&gt;SEM REDES SOCIAIS:&lt;/h4&gt;
  &lt;figure id=&quot;kBU3&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://t.me/jeanpsicologia/581?embed=1&amp;userpic=1&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;https://t.me/jeanpsicologia/581&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;trMe&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;ZIc4&quot;&gt;☑ 10 Argumentos pra você deletar suas redes sociais &lt;a href=&quot;https://archive.org/details/dez-argumentos-para-voce-deletar-agora-suas-redes-sociais/page/n6/mode/1up&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;(👉📙 LIVRO)&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;bqcX&quot;&gt;☑ Usar o site ao invés do app: Pode ser uma alternativa viável, especialmente em celulares com pouco armazenamento interno. Basta entender que todo serviço online que tem um &amp;quot;site de acesso&amp;quot; não necessita realmente de um aplicativo para ser usado. Ex.: Serviço de e-mail e aplicativos de nuvem em geral como Gmail e Notion pra citar alguns exemplos &amp;quot;famosos&amp;quot;.&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;EXTRAS---Desistindo-das-soluções-do-Google:&quot;&gt;EXTRAS - Desistindo das soluções do Google:&lt;/h3&gt;
  &lt;figure id=&quot;tylU&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img4.teletype.in/files/fd/d8/fdd8e4a2-22c8-4396-82a4-796f20088829.png&quot; width=&quot;474&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;☝Serviços do Google&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;h4 id=&quot;🤔💭-Por-que-desistir-do-serviço-do-Google❓&quot;&gt;🤔💭 Por que desistir do serviço do Google❓&lt;/h4&gt;
  &lt;figure id=&quot;NTpb&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://t.me/xerifetechyoutube/4323?embed=1&amp;userpic=1&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;https://t.me/xerifetechyoutube/4323 - Governo americano processa Google por acusação de monopólio &lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;mqd2&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;mGGW&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/O8g3y1hxrX4?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;Fim do Google Drive Ilimitado&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;h4 id=&quot;1-Substitutos-para-Play-Store:&quot;&gt;1-Substitutos para Play Store:&lt;/h4&gt;
  &lt;figure id=&quot;Nnm9&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img3.teletype.in/files/e1/31/e131c07b-54c5-41fd-9e38-e8118c2de8b0.png&quot; width=&quot;474&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Você sabia que a Google Play Store não é nem de longe a única loja de aplicativos disponível para celulares Android?&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;MAdT&quot;&gt;...Vejamos algumas outras alternativas a seguir.&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;a)-Aurora-Store:-https://f-droid.org/pt-BR/packages/com.aurora.store&quot;&gt;a) Aurora Store: &lt;a href=&quot;https://f-droid.org/pt_BR/packages/com.aurora.store/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://f-droid.org/pt_BR/packages/com.aurora.store&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;
  &lt;figure id=&quot;NFAv&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img4.teletype.in/files/76/84/7684d673-45eb-44b0-9661-980fd53eefbf.png&quot; width=&quot;474&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Aurora Store&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;h4 id=&quot;b)-F-droid:-https://f-droid.org&quot;&gt;b) F-droid: &lt;a href=&quot;https://f-droid.org/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://f-droid.org&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;
  &lt;figure id=&quot;ZK74&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img1.teletype.in/files/07/be/07be8d3e-679d-43aa-a3cd-b8a2a1c0c408.png&quot; width=&quot;474&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;F-droid&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;h4 id=&quot;2-Substitutos-para-Google-Drive:&quot;&gt;2-Substitutos para Google Drive:&lt;/h4&gt;
  &lt;figure id=&quot;E3ve&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/FKQvDa-KOQo?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;We Transfer permite o envio de arquivos online até 2 GB gratuitamente!&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;h4 id=&quot;a)-We-Transfer:&quot;&gt;a) We Transfer:&lt;/h4&gt;
  &lt;h4 id=&quot;☑-https://wetransfer.com&quot;&gt;☑ &lt;a href=&quot;https://wetransfer.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://wetransfer.com&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;
  &lt;h4 id=&quot;b)-Sendgb.com-(envia-até-5gb-grátis):&quot;&gt;b) Sendgb.com (envia até 5gb grátis):&lt;/h4&gt;
  &lt;h4 id=&quot;☑-https://www.sendgb.com&quot;&gt;☑ &lt;a href=&quot;https://www.sendgb.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://www.sendgb.com&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;
  &lt;h4 id=&quot;3-Substitutos-para-Gmail/E-mail:&quot;&gt;3-Substitutos para Gmail/E-mail:&lt;/h4&gt;
  &lt;figure id=&quot;9OJq&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/0iVHPdx2Szc?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;Pare de usar o Gmail!&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;h4 id=&quot;a)-Proton-Mail:&quot;&gt;a) Proton Mail:&lt;/h4&gt;
  &lt;h4 id=&quot;☑-https://proton.me/pt-br/mail&quot;&gt;☑ &lt;a href=&quot;https://proton.me/pt-br/mail&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://proton.me/pt-br/mail&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;
  &lt;h4 id=&quot;b)-Tuta-Mail:&quot;&gt;b) Tuta Mail:&lt;/h4&gt;
  &lt;h4 id=&quot;☑-https://tuta.com/pt-br&quot;&gt;☑ &lt;a href=&quot;https://tuta.com/pt-br&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://tuta.com/pt-br&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;
  &lt;h4 id=&quot;4-Substitutos-para-pesquisa-do-Google:&quot;&gt;4-Substitutos para pesquisa do Google:&lt;/h4&gt;
  &lt;figure id=&quot;IyOx&quot; class=&quot;m_custom&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/c_v2_vTogS8?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;Frogfind - Um buscador que funciona em qualquer aparelho com acesso à internet (mesmo os mais antigos)!&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;h4 id=&quot;a)-http://frogfind.de/?lg=en-us&quot;&gt;a) &lt;a href=&quot;http://frogfind.de/?lg=en-us&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://frogfind.de/?lg=en-us&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;
  &lt;h4 id=&quot;b)-http://frogfind.com&quot;&gt;b) &lt;a href=&quot;http://frogfind.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://frogfind.com&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;
  &lt;h4 id=&quot;5-Substituto-para-assistir-YouTube-(quase-sem-anúncios):&quot;&gt;5-Substituto para assistir YouTube (quase sem anúncios):&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;APa0&quot;&gt;Para quem não quer assistir aos vídeos do YouTube pelo app oficial, recheado de anúncios e propagandas, basta acessar o nome do vídeo através do buscador Bing pelo seu navegador favorito e pronto! A única propaganda que você vai ver é a inicial, todo o resto do vídeo vai seguir sem interrupções. Você não precisa do app do YouTube para assistir aos vídeos.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;pjEJ&quot;&gt;Esta é apenas a &amp;quot;entrada&amp;quot; do buraco do coelho... Se quiser saber mais sobre o tema, fique à vontade para pesquisar mais sobre &amp;quot;libertarianismo digital&amp;quot;, &amp;quot;história da internet&amp;quot;, &amp;quot;minimalismo digital&amp;quot;, &amp;quot;criação de sites&amp;quot;, &amp;quot;linguagens de programação&amp;quot; e &amp;quot;efeitos comportamentais do uso de internet, mídia e jogos&amp;quot;.&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;FIM-DA-PARTE-3&quot;&gt;FIM DA PARTE 3&lt;/h4&gt;
  &lt;hr /&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Lista-de-fontes:&quot;&gt;Lista de fontes:&lt;/h4&gt;
  &lt;figure id=&quot;h9UA&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://t.me/JeanPsicologia/669?embed=1&amp;userpic=1&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;https://t.me/JeanPsicologia/669&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;5ayX&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;pOce&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://t.me/JeanPsicologia/1514?embed=1&amp;userpic=1&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;https://t.me/JeanPsicologia/1514&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;hr /&gt;
  &lt;h4 id=&quot;Mais-Informações-em:&quot;&gt;Mais Informações em:&lt;/h4&gt;
  &lt;p id=&quot;e5CZ&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://clubedeautores.com.br/livros/autores/jean-paolo-martins-de-oliveira&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://clubedeautores.com.br/livros/autores/jean-paolo-martins-de-oliveira&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h4 id=&quot;FIM?&quot;&gt;FIM?&lt;/h4&gt;

</content></entry><entry><id>jean_paolo:brechas-no-principio-da-nao-contradicao</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@jean_paolo/brechas-no-principio-da-nao-contradicao?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=jean_paolo"></link><title>O Princípio da Não-Contradição enquanto Experiência do Real</title><published>2024-08-22T17:35:41.901Z</published><updated>2024-08-30T01:34:46.027Z</updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img1.teletype.in/files/84/ea/84ea599f-6067-4c13-bfbf-1148e20ad0de.png"></media:thumbnail><category term="filosofia" label="Filosofia"></category><summary type="html">&lt;img src=&quot;https://img1.teletype.in/files/88/fb/88fb88ba-7bb6-415c-ad10-52c4634c7922.jpeg&quot;&gt;Numa era cheia de &quot;psicologismos&quot; creio ser importante voltarmos à Filosofia da Mente num esforço real de entender COMO pensamos. Em certa medida, a História da Filosofia passou, por diversas vezes, pelo tema de &quot;como experimentamos a realidade&quot;. todavia, o óbvio, de tanto deixar de ser dito, foi esquecido à ponto de termos de reforçar a tautologia de que &quot;se percebemos o real é porque o real EXISTE&quot;. O que nos leva à questão: se entendemos a realidade na MENTE a partir dos &quot;primeiros princípios&quot;, estes mesmos princípios também DEVEM estar (d)escritos na própria realidade ontológica das coisas? O presente artigo pretende descrever e testar algumas razões que podem nos levar a pensar que SIM.</summary><content type="html">
  &lt;figure id=&quot;w2MR&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img1.teletype.in/files/ce/64/ce645014-1096-4c2b-a807-6897ba4c2ee6.jpeg&quot; width=&quot;1280&quot; /&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;h2 id=&quot;SHz8&quot;&gt;&lt;strong&gt;INTRODUÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt;
  &lt;p id=&quot;PMNZ&quot;&gt;Numa era cheia de &amp;quot;psicologismos&amp;quot; creio ser importante voltarmos à Filosofia da Mente num esforço real de entender COMO pensamos. Em certa medida, a História da Filosofia passou, por diversas vezes, pelo tema de &amp;quot;como experimentamos a realidade&amp;quot;. todavia, o óbvio, de tanto deixar de ser dito, foi esquecido à ponto de termos de reforçar a tautologia de que &amp;quot;se percebemos o real é porque o real EXISTE&amp;quot;. O que nos leva à questão: entendemos a realidade na MENTE a partir dos &amp;quot;primeiros princípios&amp;quot;; então, estes mesmos princípios também DEVEM estar (d)escritos na própria realidade ontológica das coisas?&lt;br /&gt;O presente artigo pretende descrever e testar algumas razões que podem nos levar a pensar que SIM.&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;6Mo3&quot; class=&quot;m_original&quot; data-caption-align=&quot;center&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img2.teletype.in/files/9a/0d/9a0dcdd5-4fd2-4436-8f58-c22ecdaf3da8.jpeg&quot; width=&quot;1280&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;https://www.dio.me/articles/tautologia-contradicao-e-contingencia&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;H5Mm&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;9WHF&quot;&gt;&lt;strong&gt;DISCLAIMER&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;
  &lt;figure id=&quot;vnt8&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img2.teletype.in/files/98/77/98777443-26ad-43f6-9a6a-85d815640284.jpeg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;Ni4J&quot;&gt;&lt;br /&gt;Este artigo é uma construção coletiva do grupo de Telegram &amp;quot;Ágora de Filosofia &amp;amp; Afins&amp;quot; sendo, portanto, um documento escrito &amp;quot;por muitas mãos&amp;quot; e organizado por um dos administradores do grupo como forma de ordenar ideias para uma apresentação abrangente do assunto, sinalizadas as citações de origem nas discussões do grupo sempre que necessário; todavia não é falso dizer que as linhas gerais representam uma tentativa do organizador de sistematizar uma intuição individual sobre o tema, podendo nem sempre corresponder à mesma opinião dos queridos colegas que ajudaram a pensar estes temas  - inclusive no espectro oposto (eu os saúdo!).&lt;br /&gt;Este artigo terá 2 versões que, espero, passem a DIVERGIR entre si com o TEMPO: esta versão que apelidei de &amp;quot;versão Parmênides&amp;quot; será o texto original tal qual ficou quando me dei por satisfeito (seja por tê-lo terminado ou por minhas limitações intelectuais e de tempo não me permitirem ir mais além), e a &amp;quot;&lt;a href=&quot;https://telegra.ph/O-Princ%C3%ADpio-da-N%C3%A3o-Contradi%C3%A7%C3%A3o-enquanto-Experi%C3%AAncia-do-Real-08-26&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;versão Heráclito&lt;/a&gt;&amp;quot; será fixada como artigo do telegra.ph na Ágora me permitindo atualizá-la à medida em que eu acabe sendo corrigido por pessoas mais inteligentes que eu que, sabe lá Deus por qual motivo aleatório, tenham se interessado em ler este artigo (ou para que eu mesmo possa fazer correções posteriores em minha forma de pensar mediante motivos fortes o bastante para reconsiderar a direção dos argumentos aqui expostos até que a morte me obrigue a pôr um ponto final na perspectiva que tive sobre o tema em questão).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;ZNfU&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h2 id=&quot;Hz7L&quot;&gt;1. SOBRE VERDADE, LÓGICA, PRIMEIROS PRINCÍPIOS E INTELIGÊNCIA&lt;/h2&gt;
  &lt;h3 id=&quot;fEGl&quot;&gt;a) VERDADE&lt;/h3&gt;
  &lt;figure id=&quot;Ltiw&quot; class=&quot;m_original&quot; data-caption-align=&quot;center&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img3.teletype.in/files/65/ba/65badf96-97ad-493d-8d68-7b3e8c7f7b04.jpeg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;https://telegra.ph/file/fffb550b89f9549729608.jpg&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;6GHI&quot;&gt;Muitas vezes nos deparamos com pessoas dizendo frases como “Não existe verdade absoluta”, ou “Minha verdade é diferente da sua!”, ou ainda “Cada qual tem sua verdade e não podemos questionar isso...” Será?&lt;br /&gt;E se eu dissesse para vocês que existe uma ciência que se ocupa de “estudar a verdade” e outra responsável por estudar a “estrutura do conhecimento”? Estou falando, respectivamente, da Lógica e da Epistemologia. Vocês sabiam que essas ciências são usadas em áreas desde programação de computadores, passando pela matemática, até a validação de estudos nas bancas examinadoras de trabalhos científicos nas Universidades? O que então elas têm a dizer sobre o que é a verdade? Vejamos juntos:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;UMts&quot;&gt;    •&lt;strong&gt;Verdade Provável&lt;/strong&gt; (aquela que depende do &amp;quot;quê&amp;quot; da situação) - São as verdades da coerência, as possíveis-prováveis (tudo que é provável é possível, mas nem tudo que é possível é provável). Contudo, verdade não é apenas o que é coerente, abrangente, provável ou que funciona para se executar uma tarefa ou explicar algo (o nome pra isso é “teoria” no primeiro caso e “hipótese” no segundo). A chamada &amp;quot;verdade provável&amp;quot; é construída a partir de dados experimentais, preditivos, indutivos e sempre depende de algum estudo estatístico ou método de medição. O que é muito útil, mas apresenta algumas limitações: precisa de constante reciclagem, é passível de mudança súbita mediante novas descobertas, etc. Um caso clássico é quando um candidato é apontado como favorito na disputa eleitoral e perde. Supondo que não houve desonestidade na pesquisa, a explicação fica simples: toda pesquisa é feita com uma “amostra” da população ou de “alguns casos” envolvendo o objeto de estudo (que pode ser uma doença, uma tendência de mercado, ou até mesmo uma opinião convicta baseada nas experiências pessoais de sua vida). Como a pesquisa, no exemplo eleitoral acima, apresentou um resultado equivocado, a explicação mais provável é que tenham entrevistado, por acaso (ou por falha metodológica), uma amostra de pessoas que era favorável ao candidato derrotado, mas que não representava a maioria dos eleitores.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;MivA&quot;&gt;    •&lt;strong&gt;Verdade Substancial&lt;/strong&gt; (aquela que depende do &amp;quot;quem&amp;quot; da situação) - É a verdade de um fato concreto ou daquilo que é, ou que ocorreu unicamente com alguém em alguma época e em algum lugar. Filmes como Matrix ilustram como pode haver um disparate entre a realidade e o que nós achamos ser real. Se eu digo: &amp;quot;Hoje, dia 30 de setembro de 2006, às 16h e 21min, eu, Jean, sinto frio.&amp;quot; - trata-se de algo verdadeiro pra mim se eu realmente estiver sentindo frio (coisa que só eu sei), mas não é verdadeiro se estiver se referindo a, por exemplo, você, ou a alguém que esteja no Equador na mesma data e hora, ou de alguém que esteja muito bem agasalhado e tomando chá quente sentado diante de uma lareira. É o famoso &amp;quot;cada um, cada um&amp;quot;. Essa é a categoria de “verdade” onde ficam enquadradas nossas opiniões e experiências pessoais, mas o fato de cada um ter a sua não quer dizer que todos estão certos ao mesmo tempo num mesmo sentido nem muito menos que não existam verdades inquestionáveis.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;6Jsg&quot;&gt;    •&lt;strong&gt;Verdade Inegável&lt;/strong&gt; (verdade inquestionável) - De tão verdadeira, não pode, sob hipótese alguma, ser refutada ou negada. É através dela que definimos a realidade e está diretamente ligada à linguagem (50%) e à estrutura do pensamento (50%). Sem ela não poderíamos sequer construir um simples pensamento. Ex.: Se eu observo um triângulo e quero explicar pra alguém o que é um triângulo eu digo que “triângulo é todo objeto que tem 3 lados”; se falo de uma bola, esta nunca poderá ser quadrada; se falo que 2+2=4 isso nunca será 2+2=5; se falo de um morto, ele não pode mais estar vivo; se me refiro a um homem casado, ele não pode mais estar solteiro. São todas verdades inegáveis porque a própria definição daquilo que eu afirmo não permite outro significado nem nenhuma outra interpretação senão a descrição precisa e exata das coisas.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Gxy9&quot;&gt;    •&lt;strong&gt;Verdade Necessária&lt;/strong&gt; (verdade absoluta) - Ou verdade ontológica, é uma verdade que não só é impossível de ser negada como é também impossível de não existir, já que dela implica a existência de todas as outras categorias. Lembrando que “intenção, crença ou desejo não são verdades absolutas” (afinal, atire a primeira pedra... quem nunca falou algo que achava estar certo e errou? Ou ainda, quem de nós nunca mudou de ideia sobre algo que antes gostava? Ou mesmo, quem de nós nunca acreditou numa mentira?). Se o mundo existe e podemos pensar sobre ele, do mesmo modo como para cada desejo existe uma forma de satisfação, se eu digo algo como “não existe verdade” é o mesmo que dizer: “a verdade não corresponde à realidade”, mas isso também é uma tentativa de explicar algo que correspondente à verdade (pois é o mesmo que tentar explicar a realidade dizendo que a realidade não existe!). Logo, essa frase é falsa! O ser humano pensa através de comparações, isso nos mostra que “verdade é a correta descrição do assunto sobre o qual se fala”. A “verdade necessária”, da qual decorre todo o conhecimento e que todos nós usamos para compor cada pensamento nosso, é sempre que: “alguma coisa existe, portanto alguma coisa é Verdade Absoluta”... Ainda que você não saiba ou não queira saber que Verdade é essa.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;1hGE&quot;&gt;Sugestões de livros para saber mais:&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://g.co/kgs/3exEwb&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://g.co/kgs/3exEwb&lt;/a&gt; - Enciclopédia de Apologética Norman Geisler&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://bityl.co/6Hm2&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://bityl.co/6Hm2&lt;/a&gt; - Curso de Filosofia Régis Jolivet&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;A3pL&quot;&gt;    📝Texto originalmente publicado em:&lt;br /&gt;    &lt;a href=&quot;https://proibidopensar1.blogspot.com/2010/09/tipos-de-verdade.html?m=1&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://proibidopensar1.blogspot.com/2010/09/tipos-de-verdade.html?m=1&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;vRz8&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;hMgX&quot;&gt;b) LÓGICA&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;BWfy&quot;&gt; (1) Lógica é a arte de organizar um conjunto de relações válidas entre conceitos/axiomas, argumentos e proposições/conclusões tanto sobre entes reais quanto sobre entes abstratos, de modo a derivar conclusões/descobertas válidas a partir dessas relações.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;kGJQ&quot;&gt;&lt;br /&gt; (2) Só porque é possível separar formas lógicas de seus objetos, disso não decorre que a lógica opere sempre e unicamente a nível abstrato. Por exemplo, ao propôr que as formas estão manifestas nas coisas (ao invés de &amp;quot;emanar&amp;quot; de um mundo das ideias como supunha Platão), pelo menos no que tange à representação de coisas concretas, Aristóteles &amp;quot;une&amp;quot; os conceitos de &amp;quot;forma/essência&amp;quot; à &amp;quot;matéria&amp;quot; - são passíveis de distinção, mas nem sempre distinguíveis. Ex.: A Beleza tem origem metafísica tal qual um bolo: nenhum dos dois existe na natureza, tiveram de ser originados na mente até serem atualizados/efetivados numa coisa material. Nestes casos, temos hilemorfismo: a própria ideia da coisa EXIGE uma forma corpórea (ao contrário de noções puramente abstratas e auto-evidentes, que não carecem de &amp;quot;corpo&amp;quot; pra existir, como os &amp;quot;primeiros princípios&amp;quot;).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;umyx&quot;&gt; (3) Derivar que a Lógica possa operar sem prejuízo a despeito das coisas é uma forma de nominalismo e está sujeita a &amp;quot;alucinações&amp;quot; (análogas a alucinações de IAs). Este é o &amp;quot;gap&amp;quot; entre &amp;quot;o que se diz/se pode dizer de um ente&amp;quot; (Linguagem) e &amp;quot;o ente tal e qual&amp;quot; (Ontologia).*&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;PK4c&quot;&gt; (4) Lógica e Metafísica são sinônimos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;GIdg&quot;&gt; (5) Entes físicos e abstratos existem, mas não são de mesma ordem. Assim sendo, existir em uma ordem não implica necessariamente em existir na outra. Ex.: O que existe na imaginação pode não ter sido atualizado na matéria (&amp;quot;inventado&amp;quot; ou &amp;quot;criado&amp;quot;) e o que existe na matéria pode ainda não ter sido conhecido na mente como mistérios, &amp;quot;cisnes negros&amp;quot;, outros mundos desconhecidos(habitáveis talvez?), etc.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;c7Sm&quot;&gt; (6) Sendo a lógica, ainda que parcialmente, derivada de entes reais, disso decorre que &amp;quot;contradições reais não são impossíveis&amp;quot; (embora esta demonstração TALVEZ careça de prova... aliás, assim como exemplos não são demonstrações, provas e demonstrações também não são sinônimos).¹&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Hj21&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;J2Pm&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img4.teletype.in/files/f3/4c/f34c96dd-14aa-45c1-b2cc-131b2dce0f45.jpeg&quot; width=&quot;694&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;https://cmapspublic2.ihmc.us/rid=1KNHKPZPS-RJ4WMQ-1QZQ/L%C3%B3gica%20Proposicional.cmap&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;5oVg&quot;&gt; *&lt;strong&gt;Obs.:&lt;/strong&gt; Os itens (2) até o (6) não são consenso. Para prosseguir a argumentação deste artigo estamos pressupondo estes itens por motivos que, espero, fiquem claros ao longo do texto. Se entendermos a filosofia como &amp;quot;amor à sabedoria&amp;quot;, o conhecimento por presença será composto de coordenadas como forma/proporção e matéria de modo a permitir o movimento num espaço geométrico com relações entre elementos distintos, no mesmo conjunto de realidade, que se afetam mutuamente e se comunicam de algum modo (linguagem). Todavia, a essência da linguagem não é material por ser um fenômeno. Entes reais que não são materiais &amp;quot;são entes de razão&amp;quot; e podem ser inteligidos (quando suas características são divididas na mente) ou imaginados (quando suas características são somadas/sobrepostas). &amp;quot;Entes reais de primeira intenção&amp;quot; são captados pelos sentidos externos (referem a um ente real), &amp;quot;entes reais de segunda intenção&amp;quot; são metafísicos. Alguns entes reais são auto-evidentes (primeiros princípios). E nem todo &amp;quot;ente metafísico&amp;quot; é um &amp;quot;ente real&amp;quot; pois sua potencialidade pode não-ser (ex.: coisas MATERIALMENTE impossíveis, como &amp;quot;fogo congelado&amp;quot; ou LOGICAMENTE absurdas como um &amp;quot;quadrado de 3 lados&amp;quot;) ou simplesmente porque sua potência não foi atualizada (possibilidades que não aconteceram e que, portanto, não existem ontologicamente, mas existem metafisicamente por não serem intrinsecamente impossíveis).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;GH7E&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;RsAY&quot;&gt;c) PRIMEIROS PRINCÍPIOS&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;pSky&quot;&gt;Os primeiros princípios são os limites da cognição humana, são basicamente a descrição de como nossos pensamentos operam a nível de como computamos a informação. Algo como as três leis da robótica nos livros do Asimov. O que caracteriza os &amp;quot;primeiros princípios&amp;quot; é que você os usa até ao tentar negá-los.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;apR0&quot;&gt;&lt;strong&gt;(A) Princípios Fundamentais da Lógica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;2r8R&quot;&gt; (1) &lt;strong&gt;Princípio da Identidade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;d6ya&quot;&gt; * &amp;quot;A é A.&amp;quot;&lt;br /&gt; * Todo objeto é idêntico a si mesmo em todos os momentos.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;48A8&quot;&gt; (2) &lt;strong&gt;Princípio da Não-Contradição&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;eLAu&quot;&gt; * &amp;quot;Não é possível que A seja A e não-A ao mesmo tempo e no mesmo aspecto.&amp;quot;&lt;br /&gt; * Uma proposição não pode ser verdadeira e falsa simultaneamente.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;YZbr&quot;&gt; (3) &lt;strong&gt;Lei do Terceiro Excluído&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Ppvo&quot;&gt; * &amp;quot;Ou A é A ou não-A.&amp;quot;&lt;br /&gt; * Para qualquer proposição, ela é verdadeira ou falsa. Não há um terceiro estado intermediário.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;nZGx&quot;&gt;&lt;strong&gt;(B) Silogismos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;fLRj&quot;&gt;Um tipo comum de argumento lógico é o silogismo, que consiste em três frases:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;ujac&quot;&gt; * &lt;strong&gt;Premissa maior:&lt;/strong&gt; Uma declaração geral que estabelece um princípio.&lt;br /&gt; * &lt;strong&gt;Premissa menor:&lt;/strong&gt; Uma declaração que aplica o princípio a um caso específico.&lt;br /&gt; * &lt;strong&gt;Conclusão: &lt;/strong&gt;A dedução lógica das premissas.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Sj7M&quot;&gt; Exemplo:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;7mFE&quot;&gt; * Premissa maior: Todos os humanos são mortais.&lt;br /&gt; * Premissa menor: Sócrates é um humano.&lt;br /&gt; * Conclusão: Portanto, Sócrates é mortal.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;E4N0&quot;&gt;&lt;strong&gt;(C) Leis do Silogismo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;7PSB&quot;&gt;* É OBRIGATÓRIO que tenha EXATAMENTE 3 termos para ser válido. &lt;br /&gt;* Se A implica B e B implica C, então A implica C.&lt;br /&gt; * Os princípios lógicos podem ser combinados para construir argumentos válidos.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;kmMr&quot;&gt; &lt;strong&gt;Premissas e Conclusões&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;yAzC&quot;&gt; * Premissas: Declarações que fornecem as bases para uma conclusão.&lt;br /&gt; * Conclusão: A afirmação inferida das premissas.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;GSph&quot;&gt; &lt;strong&gt;Validade e Sanidade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;mWNM&quot;&gt; * Validade: Um argumento é válido se a conclusão seguir logicamente das premissas.&lt;br /&gt; * Sanidade: Um argumento é sadio se as premissas forem verdadeiras e o argumento for válido.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;L3iV&quot;&gt;&lt;strong&gt;(D) Regras do Quadrado lógico&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;pSLe&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img2.teletype.in/files/55/d1/55d16d5f-9786-48ea-a924-962a8f683e51.jpeg&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Imagem de https://is.gd/gmS2eV&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;6OLd&quot;&gt;Na lógica aristotélica, existe ainda uma diferença de compatibilidade entre proposições relacionadas na forma de &amp;quot;contrárias&amp;quot;, &amp;quot;subcontrárias&amp;quot; e &amp;quot;contraditórias&amp;quot;:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;AHBG&quot;&gt;(1) &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Contraditórias&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; (se uma é verdadeira, a outra é falsa);&lt;br /&gt;(2) &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Contrárias&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; (não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo no mesmo sentido, mas podem ser falsas ao mesmo tempo pois comportam mais de 2 possibilidades entre si);&lt;br /&gt;(3) &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Subcontrárias&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; (não podem ser falsas ao mesmo tempo, mas podem ser verdadeiras ao mesmo tempo).&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;787T&quot;&gt;d) INTELIGÊNCIA&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;2Mrt&quot;&gt;Inteligência é a capacidade de associar entes reais ou abstratos através da mente. Todavia, da inteligência nem sempre se segue a Verdade, seja por confusão, premissas falsas, erro sincero, corrupção da inteligência, enviesamento, pecado, etc, apenas para citar alguns entre tantos exemplos de como a inteligência pode nos induzir ao erro se não for exercitada em sua vontade de encontrar e se harmonizar com a Verdade.&lt;/p&gt;
  &lt;h2 id=&quot;iEuC&quot;&gt;2. O QUE É O PRINCÍPIO DA NÃO-CONTRADIÇÃO?&lt;/h2&gt;
  &lt;figure id=&quot;qUgJ&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://i.ytimg.com/vi/j0jmTWZAr6E/maxresdefault.jpg&quot; width=&quot;1280&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Imagem de https://i.ytimg.com/vi/j0jmTWZAr6E/maxresdefault.jpg&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;2Pyx&quot;&gt;&lt;br /&gt;A lógica tradicional (&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/47510&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/47510&lt;/a&gt;) se estrutura a partir dos &amp;quot;primeiros princípios (&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/44654&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/44654&lt;/a&gt;)&amp;quot; que, para São Tomás, se sintetizam no &amp;quot;princípio da não contradição (&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48666&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48666&lt;/a&gt;)&amp;quot; que pode ser explicado pela velha fórmula de Parmênides (&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/47791&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/47791&lt;/a&gt;): &amp;quot;O Ser É, O Não-Ser não É.&amp;quot;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;nbKd&quot;&gt;Mas paradoxos (&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/30973&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/30973&lt;/a&gt;) acontecem em sistemas baseados na lógica tradicional. Então, como tenho influências de pensamento oriental (&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/44681&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/44681&lt;/a&gt;), fui avaliar um pouco sobre &amp;quot;lógicas paraconsistentes (&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48920&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48920&lt;/a&gt;)&amp;quot; após a nota de falecimento do filósofo Newton da Costa (&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48919&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48919&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;R2lj&quot;&gt;Se a lógica tradicional está fundada no &amp;quot;princípio da não-contradição&amp;quot;, as lógicas paraconsistentes lidam com sistemas em que se admite P ^ ¬P ao mesmo tempo (simplificando MUITO a coisa toda). Na prática, normalmente quando temos uma afirmação &amp;quot;A&amp;quot; e sua negação &amp;quot;não A&amp;quot;, então uma delas tem que ser verdadeira e a outra falsa.  Mas, na lógica paraconsistente,  &amp;quot;A&amp;quot; e &amp;quot;não A&amp;quot; podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. Só que aqui isso não é absurdo e é possível entender esses casos. Por ex.:&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;MJVQ&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img4.teletype.in/files/f3/94/f394ad4d-7fd3-41b9-8bc9-ff42588a8147.jpeg&quot; width=&quot;340&quot; /&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;FwmS&quot;&gt;Na frase &amp;quot;Esta frase é falsa&amp;quot;, se a frase for verdadeira, então ela é falsa.  E se ela for falsa, então ela é verdadeira. Essa frase cria um PARADOXO que a Lógica Clássica não consegue resolver mas que na lógica paraconsistente se &amp;quot;resolve&amp;quot; aceitando que a frase pode ser &amp;quot;verdadeira&amp;quot; e &amp;quot;falsa&amp;quot; ao mesmo tempo. Resolvendo de verdade o problema no nível da linguagem mas não no nível lógico quando comparado com a ontologia da lógica tradicional.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Icb8&quot;&gt;Eu já disse na &lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Ágora,&lt;/a&gt; em outro momento, que a lógica pode, mas não deveria, ser separada da ontologia (&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/43572&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/43572&lt;/a&gt;) (até porque, o axioma dado por Parmênides em &amp;quot;O Ser É, O Não-Ser não É&amp;quot; precisa ser lido à luz de &amp;quot;O Ser o Pensar são Um&amp;quot;). Então, à primeira vista, o &amp;quot;problema do discurso falso (&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/41794&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/41794&lt;/a&gt;)&amp;quot; e o &amp;quot;problema do uno e dos múltiplos (&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/47366&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/47366&lt;/a&gt;)&amp;quot; estão em níveis diferentes com um &amp;quot;gap&amp;quot; entre sua correspondência (&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/44804&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/44804&lt;/a&gt;), então &amp;quot;ou o Ser e o Pensar NÃO SÃO UM&amp;quot; na ontologia ou o &amp;quot;Ser e o Não-Ser&amp;quot; não se aplicam à linguagem (e esta segunda acepção me parece mais adequada). Vide, o problema do &amp;quot;nada&amp;quot;, mais adiante no texto.&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;48TU&quot; class=&quot;m_original&quot; data-caption-align=&quot;center&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img1.teletype.in/files/c8/5a/c85a76c1-d8d4-40ac-b3c2-4394200e972e.jpeg&quot; width=&quot;334&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;SIRE, James W. O Universo ao Lado: Um catálogo básico sobre cosmovisão. Editora Monergismo, 2018.&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;auXK&quot;&gt;E SE as cosmovisões e sistemas filosóficos que são construídos nem sempre estiverem encaixando &amp;quot;verdades compatíveis&amp;quot; entre si, mas sim encaixando &amp;quot;convenções e impressões&amp;quot; às verdades?&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;cVsi&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;lyXi&quot; class=&quot;m_original&quot; data-caption-align=&quot;center&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img4.teletype.in/files/bf/f0/bff012de-f270-4c49-b5fa-617eb8be5021.jpeg&quot; width=&quot;4096&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;O que as religiões dizem x O que eu aoredito&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;kU2v&quot;&gt;Normalmente se encara um &amp;quot;paralogismo&amp;quot; em Lógica/Filosofia como &amp;quot;um raciocínio errado feito de boa fé&amp;quot; (o oposto de &amp;quot;sofisma&amp;quot;, que já se propõe desde o princípio a enganar), mas não entendo que seja assim: acredito que paralogismos são inconsistências resultantes do &amp;quot;volume de dados&amp;quot; considerado a partir de incompatibilidades reais entre &amp;quot;o que É&amp;quot; e &amp;quot;o que se DIZ&amp;quot; (assim como no exemplo que mencionei de uma &amp;quot;possível&amp;quot; incompatibilidade plena entre o &amp;quot;princípio da identidade&amp;quot; e o &amp;quot;princípio da não-contradição&amp;quot;) e digo isso, inclusive a partir da minha experiência de &amp;quot;travar&amp;quot; diante do tema: foram tantos os pontos que precisei manter coesos entre si que, nas primeiras tentativas de escrever e organizar este artigo, eu TRAVEI! É como se, na realidade, tivéssemos dois sistemas distintos atuando ao mesmo tempo, mas NEM SEMPRE em conjunto: o &amp;quot;ser&amp;quot; o &amp;quot;logos&amp;quot; estariam em níveis diferentes, entendem? Os paralogismos seriam apenas a atitude de &amp;quot;abraçar duas verdades nem sempre conciliáveis nos dois níveis&amp;quot; (ontológico e cognitivo).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;htll&quot;&gt;Por acreditar que a complexidade do tema merece um pouco mais de contexto, segue abaixo a transcrição do exato diálogo inicial na Ágora que me levou a escrever o presente artigo:&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;OyRT&quot;&gt;2024/7/1&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;SQME&quot;&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; - Bom dia pessoal! Espero que estejam todos bem!&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;Ftn4&quot;&gt; Me permitam confessar uma coisa e, quem puder me auxiliar, estou pedindo ajuda num tema:&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;y4OX&quot;&gt; Faz alguns dias, resolvi que iria escrever um artigo de meu próprio punho sobre como enxergo o &amp;quot;princípio da não-contradição&amp;quot; dentro do meu sistema filosófico de pensamento (é uma questão pessoal minha, eu acredito que eu tenha que fazer isso, meu &amp;quot;daemon&amp;quot; me incomoda a fazê-lo) e aí... eu &amp;quot;travei&amp;quot;.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;OamI&quot;&gt; (...)&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;LGBW&quot;&gt; Eu não sei se estou falando besteira e &amp;quot;viajando na maionese&amp;quot;, mas parece que o &amp;quot;princípio da não-contradição&amp;quot; e o &amp;quot;princípio da identidade&amp;quot; não são totalmente compatíveis entre si.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;ZlKH&quot;&gt; Minha primeira impressão sobre isso foi justamente ter notado na prática, em mim e nos outros, uma tendência a avaliar alguns assuntos a partir de sistemas de pensamento diferentes. Exs.:&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;Xk2V&quot;&gt; 1) Wittgenstein tem 2 abordagens (aparentemente) incompatíveis para a teoria da linguagem: a da primeira e da segunda fase;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;hiku&quot;&gt; 2) Kierkergaard, em &amp;quot;O Conceito de Angústia&amp;quot;), aponta que existem contradições presentes na lógica que não se verificam na realidade (e vice-versa);&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;kA4i&quot;&gt; 3) Um mesmo hardware pode ter em si 2 (ou até mais) sistemas operacionais instalados em si e esses sistemas DE FATO tem habilidades específicas em que uma tarefa pode ser feita em um e não pode ser feita em outro;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;QqRf&quot;&gt; 4) Na Física, tanto a interpretação de Copenhague quanto a de Bohm coexistem e são usadas para resolver problemas reais mas partem de pressupostos diferentes e, ainda assim, são intercambiáveis para resolver problemas pontuais.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;6nhM&quot;&gt; ...Tipo, como assim?! Partindo de premissas diferentes chegar a um mesmo lugar &amp;quot;ok&amp;quot;, mas premissas &amp;quot;incompatíveis&amp;quot;... soa ABSURDO!&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;xj8Y&quot;&gt; E SE as cosmovisões e sistemas filosóficos que são construídos nem sempre estiverem encaixando &amp;quot;verdades compatíveis&amp;quot; entre si, mas sim encaixando &amp;quot;convenções e impressões&amp;quot; às verdades? ⏬&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;Unzr&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48921&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48921&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;WY3h&quot;&gt;(...)&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;fAwP&quot;&gt; O que me levou a estudar lógica, em primeiro lugar, foi a necessidade de não ser enganado, mas a isca que me fisgou foram os paradoxos... E paradoxos existem nos dois sistemas, só que a lógica paraconsistente os ASSUME.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;S8Pv&quot;&gt; Essa mensagem vai ser editada para linkar as referências que estou usando dentro do texto (recomendo que quem se propuser a me ajudar RELEIA o texto após eu inserir os links das referências ao longo do texto).&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;CygH&quot;&gt; Alguém se propõe a comprar essa briga e me ajudar?&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;srk4&quot;&gt; (...)&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;sKAY&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48922&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48922&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;k7Pz&quot;&gt;&lt;strong&gt;Evandro:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;- Realmente, é hard a sua dúvida. Eu sou descrente em contradições reais, mas apenas aquelas que uma &amp;quot;lógica&amp;quot; ad hoc resolve não resolver, mas apenas &amp;quot;assume&amp;quot; que V e F coexistam sob o mesmo aspecto, de modo que &amp;quot;uma coisa possa ter e não ter o mesmo atributo, sob o mesmo aspecto/sentido/significado, em ato. Pois acredito que a coisa possa ter e não ter o mesmo atributo/predicado, no mesmo aspecto, P em ato e não-P em potência, simultaneamente, mas segundo aspectos distintos de ato e potencia. Ficou prolixo, mas foi para ficar mais claro. Indo mais a fundo, creio que ela resolve assumir na linguagem o que não resolve onto-logicamente, ou seja, assume (finge) que há contradição ao abstrair a ontologia do ato e potencia para fins estritos. Mas continuará dentro da &amp;quot;doutrina do ato e potência&amp;quot; e da logica classica, inescapavelmente por &amp;quot;conhecimento por presença&amp;quot;, ou seja, como um suposto velado condutor dos raciocínios reais de sua logica (sintática), para-constistente. O operador da paraconsistência maqueia, ou mantém em segundo plano, os princípios clássicos por conveniência pragmática. Uma vez, assisti um colóquio do Newton da Costa onde ele exemplificou que a logica paraconsitente poderia ser utilizada em sistema de radares em que o objeto detectado fosse ambíguo e os dados incompletos para saber se o objeto era um míssíl ou aeronave. O que se dá é que sempre estamos na prática tendo que trabalhar ou lidar com informações incompletas e estas lógicas são ferramentas que tentam contornar tais coisas, embora não seja somente isso, pois acabam ganhando vida propria como uma matematica abstrata ao quadrado ao cubo...O caso dos paradoxos frasais são apenas jogos de linguagem que não usam referentes reais, e em seu lugar outro signo de modo circular autorecorrente.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;azLh&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48925&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48925&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;mUXV&quot;&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; - Evandro, quais motivos você considera que pesam contra a existência de &amp;quot;contradições reais&amp;quot;?&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;GYn8&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48926&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48926&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;RjXr&quot;&gt;&lt;strong&gt;Evandro:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;- O motivo é que a não contradicão é deduzida da identidade&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;SmWP&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48927&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48927&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;vcrK&quot;&gt;&lt;em&gt;O que é não pode não ser, sob o mesmo aspecto, porque é o que é.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;pvnn&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48928&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48928&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;JeEA&quot;&gt;&lt;strong&gt;Elbandollo:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;- No exemplo 3, vc usa o hardware para fazer uma analogia.&lt;br /&gt; Entretanto, vc percebe que, quando escolhe trabalhar com um S.O. vc exclui a possibilidade de trabalhar com o outro (ou outros)?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;wKWb&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt; Tratando da lógica, vc entende que pode usar princípios da lógica difusa para tentar explicar seus argumentos, não é?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;zhIb&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48929&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48929&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;5wWJ&quot;&gt;&lt;strong&gt;Evandro:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;- Única exceção à contradição é o Ser necessário, pois nem tem como dizer que não-Ser.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;xRxo&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48930&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48930&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;YdYX&quot;&gt;&lt;em&gt;Mas no mundo sublunar, o princípio não contradição é absoluto&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;lyaW&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48931&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48931&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;8l5H&quot;&gt;&lt;em&gt;sublunar é metafora que dividiam o mundo sublunar e o dos astros, rsts&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;aZDl&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48932&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48932&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;neR4&quot;&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; - Ok. Acho que estou chegando a algum lugar agora.&lt;br /&gt; No áudio eu mencionei o problema de &amp;quot;conceitos guarda-chuva&amp;quot;. Se admitirmos que &amp;quot;a Identidade É&amp;quot; esse princípio não seria um &amp;quot;conceito guarda-chuva&amp;quot; já que &amp;quot;algo existir&amp;quot; não necessariamente quer dizer &amp;quot;o que algo é&amp;quot;?&lt;br /&gt; Acho que pode ter algo aí. Até o presente momento penso que derivar a &amp;quot;não-contradição&amp;quot; do &amp;quot;princípio da identidade&amp;quot; PODE não ser uma dedução necessária, mas acidental e a posteriori.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;jl6f&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48933&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48933&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;yGgM&quot;&gt;&lt;strong&gt;Evandro:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;- é de se pensar melhor... vou meditar melhor sobre isso que levantou...&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;xJ3Q&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48934&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48934&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;dDsY&quot;&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; - Creio que estou &amp;quot;destravando&amp;quot;. Se o princípio da não-contradição tem exceção no Ser necessário então ele TEM EXCEÇÃO. Taí. Meio que é isso.&lt;br /&gt; Vou continuar meditando e verei onde isso vai dar.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;7WpN&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48935&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48935&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;z5QR&quot;&gt;Lógica difusa pode ser um caminho, mas confesso que ainda não estou bem conceitualmente familiarizado com os desdobramentos. Tenho que ler mais a respeito.&lt;br /&gt; Poderia dar continuidade ao comentário ou mesmo sugerir obras de referência sobre Lógica difusa?&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;NqYz&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48936&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48936&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;XLHL&quot;&gt;&lt;strong&gt;Elbandollo:&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;- As obras referentes a esse assunto podem ser pesquisadas na internet, mas ela basicamente se simplifica na ideia do quanto algo é ou nao.&lt;br /&gt; Por exemplo....&lt;br /&gt; Para avaliar se uma atitude é boa ou má. Dai parte-se do questionamento do &amp;quot;quão bom isso é sem ser tao mal&amp;quot;. Em outras palavras, podemos dizer que existem variâncias entre o que é completamente bom e o que é completamente mal.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;xcl7&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48937&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48937&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;0NhM&quot;&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; - Acredito que minha analogia dos sistemas operacionais acabou não sendo das melhores. Eu poderia ter utilizado a analogia de como aplicativos e programas podem ser escritos em mais de uma linguagem com propriedades diferentes e atuando de forma simultânea para executar uma tarefa, mas só me ocorreu fazer essa correção depois do seu comentário.&lt;br /&gt; ...Outra analogia que teria sido melhor seria se eu tivesse mencionado a questão das máquinas virtuais, pois você consegue &amp;quot;emular&amp;quot; um sistema operacional dentro de outro sistema operacional. 🤷🏻‍♂&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;Ci2D&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48939&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48939&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;v4y3&quot;&gt;&lt;strong&gt;Evandro:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;- vou tentar resumir a tese assim: seja qual for a lógica assumida, o princípio de não contradição vai ser o balizador das inferências internas respectivas, de modo a não validar uma mudança de regras assumidas por ser contraditório. O lógico não pode começar assumindo regras de inferencia paraconsistentes A e terminar ou no meio do caminho alterar de regra A para não-regra A de inferência, pois será contraditório.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;b7kw&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48940&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48940&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;Cswk&quot;&gt;&lt;em&gt;Mas temos que atentar que para averiguar essa exceção usamos o proprio princípio, ou não?&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;cWsX&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48941&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48941&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;yWh1&quot;&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; - Boa! Isso situaria o problema que conversamos como um problema das &amp;quot;lógicas informais&amp;quot; por conta da polissemia. Já dentro da criação de sistemas lógicos, em qualquer sistema que se realizasse seria preciso um &amp;quot;princípio de não-contradição&amp;quot;.&lt;br /&gt; Mas a nível psicológico tenho alguns problemas com isso justamente porque o princípio da não-contradição se estabelece a partir da diferenciação entre o &amp;quot;eu&amp;quot; e o &amp;quot;outro&amp;quot;, portanto psicologicamente &amp;quot;a posteriori&amp;quot;.&lt;br /&gt; É um ponto passivo na Psicologia a crença que a criança se entende como &amp;quot;parte da mãe&amp;quot; e a vai se individualizando num processo &amp;quot;a posteriori&amp;quot;.&lt;br /&gt; O Joe Rogan alega ter tido uma experiência mística nesse sentido quando entrou um tanque de privação sensorial: na ausência de sentidos ele diz que se viu como &amp;quot;em unidade com um TODO maior&amp;quot;.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;icTv&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48942&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48942&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;uiow&quot;&gt;&lt;strong&gt;Evandro:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;- Talvez o principio de não-contradição é adequado à tudo que é contingente, mas não ao único Ser necessário, sem que isso seja uma exceção real, mas simplesmente por ser incabível aplicar ao que não pode não ser contingencialmente.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;QbNa&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48943&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48943&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;dsI7&quot;&gt;&lt;em&gt;Ele não pode não ser absolutamente e portanto sob nenhum aspecto. E o princípio já começa subtentendo aspectos contigentes, me parece.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;KLYk&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48944&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48944&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;VxFD&quot;&gt;&lt;em&gt;só uma última pontuação pra esclarecer: &amp;quot;Conhecimento por presença&amp;quot; é esse tipo de suposto envolvente que temos que assumir mesmo quando não temos consciencia ou quando negamos ou assumimos diversamente, vamos dizer &amp;quot;só da boca pra fora&amp;quot;, mas na fenomenologia concreta levamos em conta sempre sua presença. Por exemplo, a doutrina da causalidade e a do ato e da potencia é um suposto presente sempre a meu sentir e, naturalmente, a não-contradição.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;wzp8&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48947&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48947&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;oF0c&quot;&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; - Deixa eu tentar organizar algumas coisas aqui pois me parece que temos uma hierarquia entre os primeiros princípios.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;rO1R&quot;&gt; Metafísicos (O Ser):&lt;br /&gt; 1 - Princípio da Identidade = Ser&lt;br /&gt; 2 - Princípio da necessidade existencial = O Ser necessário É&lt;br /&gt; 3 - Princípio negativo da modalidade = Um ser necessário não pode causar um ser necessário&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;sr9X&quot;&gt; Transicionais (Potência ao Ato):&lt;br /&gt; 4 - Princípio do Terceiro Excluído = Ou Existir Ou Inexistir&lt;br /&gt; 5 - Princípio da Causalidade = Inexistência não pode causar existência&lt;br /&gt; 6 - Princípio da Necessidade = Apenas um Ser necessário pode causar um ser contingente&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;vK5m&quot;&gt; Acidentais (Não têm existência necessária):&lt;br /&gt; 7 - Princípio da Não-Contradição = Existir é não inexistir&lt;br /&gt; 8 - Princípio da Contingência: O contingente deriva sua existência do Ser necessário&lt;br /&gt; 9 - Princípio da Existência = A existência existe&lt;br /&gt; 10 - Todo ser contingente é causado por um Ser Necessário&lt;br /&gt; 11 - Princípio da analogia = O efeito guarda alguma semelhança com sua causa&lt;br /&gt; 12 - Princípio da contingência existencial = o ser contingente existe&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;0vBC&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48949&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48949&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;ovqk&quot;&gt;&lt;strong&gt;Evandro:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;- &amp;quot;Existência é o resultado de se ter o ser, não é ato, mas fato&amp;quot;. Nesse enfoque, o ato de ser de um ente é um fato participado do puro Ato, limitado pela sua natureza. O princípio de não-contradição é necessário para algo ser (árvore de Porfírio), só por isso não colocaria como acidental, mas metafísico mesmo, no 2, como necessário para algo existir. Ter aptidão para existir tem de ser não-contraditorio consigo mesmo (sua essência). Algo é impossível ou possível de existir; se possível, é inexistente ou existente, se existente, é necessário ou contingente.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;CJOp&quot;&gt;&lt;em&gt; PS: minha opinião é que a classificação do modo da árvore Porfírio ganha destaque devido a diferenciar as coisas da forma mais apodítica e certa que é por contradição e não por meros contrários, e isso implica no uso desde o início da não-contradição para predicar e chegar às diferenças específicas (espécies). A divisão primordial é por contradição (no sentido da não-contradição) e não por contrários. Mas ainda em formação essa sugestão intuitiva...&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;HgWR&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48950&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48950&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;VZRZ&quot;&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; - Entendi. Aceito o critério de que &amp;quot;o princípio de não-contradição é adequado à tudo que é contingente, mas não ao único Ser necessário, sem que isso seja uma exceção real (...) por ser incabível aplicar ao que não pode ser contingencialmente.&amp;quot;&lt;br /&gt; Não estava claro pra mim o que fazer com o princípio de não-contradição sendo que é ele que (com o perdão da expressão imperfeita) &amp;quot;divide&amp;quot; o Ser nos entes.&lt;br /&gt; Trocando em miúdos: &amp;quot;se existem entes, existe o princípio da não-contradição&amp;quot; porque coisas passam a existir (além e) a partir do Ser. O Ser deixa de ser tudo que há para abarcar também os entes.&lt;br /&gt; ...Vou reler isso tudo para verificar se ainda tem alguma coisa para amarrar.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;E5fl&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48951&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48951&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;eHub&quot;&gt;Logo de cara, o problema que parece permanecer é justamente alguma distância entre o &amp;quot;Logos&amp;quot; e o &amp;quot;Ser&amp;quot;.&lt;br /&gt; Admitindo que o princípio da não-contradição estabelece metafisicamente a divisão das coisas (ontologicamente) de um lado, por outro ângulo, a linguagem pode incorporar (e, de fato, incorpora) as contradições na forma de loopings / paradoxos.&lt;br /&gt; Já postei anteriormente na Ágora que imagens/gestalts também podem ser paradoxais (inclusive, suspeito de que em vários aspectos sensíveis, tanto no &amp;quot;prazer pelo mal&amp;quot; quanto nos sentidos mesmo, como em loopings visuais ou musicais).&lt;/blockquote&gt;
  &lt;figure id=&quot;6bYQ&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/33166?embed=1&amp;userpic=1&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;EXem&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48952&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48952&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;xe6H&quot;&gt;&lt;strong&gt;Evandro:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;- Será que essas aporias não se resolvem se mostrar-se necessária uma divisão extra para comportar o que não se previa? Mas fico em reserva mental quanto às questões psicológicas ou de gestalt pois não me inteirei delas para responder a você que entende melhor por ser da área👍&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;3Fs3&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48953&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48953&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;3PZx&quot;&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; - Ajudou muito!&lt;br /&gt; Vou retomar a escrita e verei se consigo inserir essa categoria extra.&lt;br /&gt; Valeu!&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;nNiv&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48954&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/48954&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;x4wi&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;wVzi&quot;&gt;Dado o contexto, é importante citar que, &amp;quot;paradoxos frasais&amp;quot; são apenas jogos de linguagem operando de modo circular num mecanismo de autorreferência. Então... o que viria a ser um &amp;quot;paradoxo real&amp;quot; ou, como costuma ser dito, uma &amp;quot;contradição real&amp;quot;? Se os princípios pelos quais entendemos a experiência da realidade residem &amp;quot;in res&amp;quot; (nas coisas) isso parece derivar que &amp;quot;contradições reais&amp;quot; ou (ao menos) &amp;quot;paradoxos reais&amp;quot; também existem nas coisas (e não apenas nas ideias ou na linguagem). Seria isso verificável? Tentaremos responder a esta pergunta construindo uma rede de (talvez) exemplos de &amp;quot;exceções&amp;quot; ao princípio da não-contradição no capítulo a seguir.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;HFm3&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h2 id=&quot;ulHX&quot;&gt;3. EXISTEM EXCEÇÕES AO PRINCÍPIO DA NÃO-CONTRADIÇÃO?&lt;/h2&gt;
  &lt;figure id=&quot;VF2B&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img2.teletype.in/files/94/5b/945b3b26-a587-4b52-abf0-faecf80e7c42.jpeg&quot; width=&quot;1200&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Vamos pensar um pouco...&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;Z8sM&quot;&gt;&lt;br /&gt;Explicada nossa base lógica e delimitado o que é o &amp;quot;princípio da não-contradição&amp;quot;, entraremos ao tema das violações ao princípio da não-contradição e, por conseguinte, se há possibilidades ou ocorrências de &amp;quot;contradições reais&amp;quot; (não apenas na linguagem mas na realidade ou na experiência do real. Analisemos uma lista por mim elencada de possíveis candidatos a &amp;quot;exceções&amp;quot; a este princípio separados por categorias (sinalizadas por §)... e façam suas apostas!&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;DvcN&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/48945?embed=1&amp;userpic=1&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;h2 id=&quot;LVZc&quot;&gt;§EXCEÇÕES METAFÍSICAS?&lt;/h2&gt;
  &lt;figure id=&quot;sbJl&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img2.teletype.in/files/5f/24/5f24c614-273d-4759-a9dc-4ca441eb1462.jpeg&quot; width=&quot;1280&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;https://fastcompanybrasil.com/wp-content/uploads/2023/07/imaginacao-radical_Juliana-de-Faria.jpg&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;h3 id=&quot;jEBI&quot;&gt;A) Imaginação&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;yjVJ&quot;&gt;&lt;strong&gt;TESE&lt;/strong&gt;: Talvez a maior violação do princípio da não-contradição seja justamente a possibilidade de suprimi-lo através da imaginação. Tomemos a ideia tomista de &amp;quot;substância simples&amp;quot; (homogênea e não divisível em partes), esta pode ser admitida como &amp;quot;logicamente necessária&amp;quot; na cadeia causal e, ainda assim, ser uma manifestação da imaginação por não encontrar referente material. Se algo imaginado pode violar, por exemplo, as leis da física, também pode violar o princípio da não-contradição, o que parece advogar que OU a metafísica da imaginação tem primazia (é &amp;quot;a priori&amp;quot;) em relação ao princípio da não-contradição OU que a imaginação opera isoladamente à margem do mesmo. Um exemplo disso seria a própria divindade. Vide o tópico &amp;quot;Imaginação&amp;quot; mais à frente, na lista de § EXCEÇÕES PSICOLÓGICAS.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;6N98&quot;&gt;&lt;strong&gt;ANTÍTESE&lt;/strong&gt;: A imaginação opera à margem do princípio da não-contradição porque atua pela sobreposição e combinação de imagens dos sentidos. Portanto, opera a partir de referente(s) material em apenas 2 dimensões (apesar da impressão de operar em mais dimensões), o que explica a aparente violação do princípio da não-contradição. A imaginação é uma &amp;quot;sobreposição de decalques da realidade&amp;quot; e não deve ser entendida nem como metafísica nem como violando o princípio da não-contradição já que IAs também &amp;quot;alucinam&amp;quot; e justapõem coisas incompatíveis usando de sobreposição. Por justaposição é possível abstrair coisas impossíveis das coisas possíveis. É um erro de raciocínio justamente por ser uma atuação à margem do princípio da não-contradição.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;DTsd&quot;&gt;&lt;strong&gt;TRÉPLICA&lt;/strong&gt;: Então por que diabos conseguimos imaginar coisas que não existem na realidade a ponto de serem criadas na realidade e de modo funcional?&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;U73e&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;a8Fb&quot;&gt;B) O Problema do Mal (e do pecado) enquanto forma negativa&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;l0WO&quot;&gt; (Fonte: &lt;a href=&quot;https://archive.ph/2uvwG&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://archive.ph/2uvwG&lt;/a&gt; )&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;pnNo&quot;&gt;Deus é o autor do pecado? Teria Ele criado &amp;quot;O Mal&amp;quot;? Teólogos normalmente respondem a esta pergunta com variações de um argumento que remete historicamente a Santo Agostinho em que Agostinho delineia que &amp;quot;o mal não existe&amp;quot; ou que &amp;quot;o mal é a ausência de um bem, mais propriamente, a ausência de Deus&amp;quot;... Bem parecido com aquilo que Aristóteles dizia a respeito do ser humano &amp;quot;pender para o bem&amp;quot;, &amp;quot;buscar o bem&amp;quot;, etc. São duas afirmações que a gente pode até considerar como complementares. Mas, depois de muitos anos usando esse tipo de argumento, me parecia sempre que faltava algo, e não parecia explicar as coisas direito, como se você estivesse descrevendo uma TV apenas do ponto de vista da tela e não conseguisse falar do que tem dentro ou atrás dela.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;y23c&quot;&gt;Minha primeira ressalva sobre esta definição do mal é: Como &amp;quot;o Mal&amp;quot; pode ser definido como apenas a ausência de um/do bem se a ausência de alguns bens pode produzir virtudes? Veja, por exemplo, a temperança, a paciência ou o domínio próprio, nenhuma dessas virtudes se desenvolve sem ausência de algo bom, sem privação. Na realidade, desenvolvemos virtudes basicamente a partir da ausência de algo. Não posso definir &amp;quot;o Mal&amp;quot; simplesmente como &amp;quot;a falta de um bem&amp;quot;. Como &amp;quot;o Mal&amp;quot; poderia gerar uma virtude? Aliás, se o/um mal pode gerar uma virtude, ele é mesmo &amp;quot;Mal&amp;quot;? Estas questões, inclusive, foram descritas desde o primeiro texto desta série. No segundo texto descrevi como a relação entre a existência do Mal e a do livre-arbítrio (ou &amp;quot;capacidade de escolha&amp;quot;, como você preferir chamar) é uma relação de causa e efeito.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;WUAC&quot;&gt;Porém, o que eu queria demonstrar aqui (...) é basicamente o seguinte: será que realmente todo ser humano pende para o bem a ponto de inclusive fazer o mal buscando a realização de algo bom? Pe. Fábio de Melo, por exemplo cita que &amp;quot;o ódio é uma forma muito estranha de amar&amp;quot;. Seria isso verdade? Me parece que as três alegações aqui referidas, a de Pe. Fábio de Melo, a de Aristóteles e especialmente a de Santo Agostinho meio que &amp;quot;beberam da mesma fonte&amp;quot;, de alguma forma... e eu desacredito de todas elas!&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Yl53&quot;&gt;Veja, como explicar, por exemplo a perversidade, o prazer em destruir e fazer mal simplesmente por fazer, &amp;quot;espalhar a ausência do bem&amp;quot;. Tem uma música do &lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Silverchair&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Silverchair&lt;/a&gt; bem interessante chamada &amp;quot;&lt;a href=&quot;https://t.me/silverchair_discography/149&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Too much of Not Enough&lt;/a&gt;&amp;quot;, literalmente &amp;quot;O excesso da insuficiência&amp;quot;, ou &amp;quot;O excesso da falta&amp;quot;. &amp;quot;Excesso&amp;quot; e &amp;quot;falta&amp;quot; são termos complicados de se usar na mesma frase porque criam paradoxo. E me parece que a realidade foi erigida a partir de um paradoxo.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;sJj9&quot;&gt;Para entender melhor o tema talvez precisemos abordar levemente a questão do &amp;quot;Paradoxo do Discurso&amp;quot; ou, como prefiro chamar, &amp;quot;O Erro de Parmênides&amp;quot;:&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;odeZ&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img4.teletype.in/files/33/29/3329ddf3-d861-497f-a34b-1cd02fcaf122.jpeg&quot; width=&quot;715&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;SEGATTO, AI. Wittgenstein e o problema da harmonia entre pensamento e realidade [online]. São Paulo: Editora UNESP, 2015. ISBN 978-85-68334-62-1. Available from SciELO Books &amp;lt;http://books.scielo.org&amp;gt;.&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;pHHY&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;UIs9&quot;&gt;&amp;quot;(...) Parmênides enuncia no fragmento II de seu poema as duas vias possíveis de investigação: “é, e não é possível que não seja; não é, e é necessário que não seja”.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;zZ3d&quot;&gt;(...) No fragmento III do poema, Parmênides avaliza essa necessidade ao fazer as condições ontológicas do ser coincidirem com as condições lógicas de inteligibilidade do ser: “é o mesmo que há para pensar e para ser”.4 Da conjunção do que é posto nos dois fragmentos, segue-se que sobre o não-ser nada se pode pensar e dizer, nem mesmo que não é. Quem pensa e diz, pensa e diz o que é. Um discurso, portanto, ou diz algo, diz o que é, sendo necessariamente verdadeiro, ou não diz nada, não tem sentido e não pode sequer ser chamado de discurso. O aparente beco sem saída que resulta daí é conhecido pelo nome de paradoxo do discurso falso: não parece possível que um discurso seja, ao mesmo tempo, falso e significativo.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;8rML&quot;&gt;(...) Pressionado pela concepção de Parmênides, que ameaça “acabar com qualquer espécie de discurso”, o Estrangeiro de Eleia, personagem que conduz o diálogo platônico, admite a presença do não-ser no discurso e é esse o primeiro passo para a desmontagem do paradoxo: Se [o não-ser] não se misturar [com a opinião e com o discurso], a conclusão forçosa é que tudo é verdadeiro; misturando-se, torna-se possível haver opinião falsa e também discurso falso, pois pensar e dizer que não é: eis o que, a meu ver, constitui falsidade no pensamento ou no discurso. (Platão, 1980 , p. 88-9 [ 260 b-c])&amp;quot;.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;XeQY&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;LEZj&quot;&gt;Fonte: SEGATTO, AI. Wittgenstein e o problema da harmonia entre pensamento e realidade [online]. São Paulo: Editora UNESP, 2015 . ISBN 978-85-68334-62-1 . Available from SciELO Books &amp;lt;&lt;a href=&quot;http://books.scielo.org&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://books.scielo.org&lt;/a&gt;&amp;gt;. Acesso em: 22 ago. 2024.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;40SU&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;izbt&quot;&gt;Por que este trecho é importante? Porque toda explicação que se dá sobre alguma coisa é basicamente uma &amp;quot;narrativa&amp;quot; ou, como diria Wittgenstein, uma &amp;quot;figuração&amp;quot; da realidade, e essa figuração pode não corresponder muito precisamente à realidade porque existe numa escala de aproximação entre aquilo que se diz e aquilo que existe.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;1fVw&quot;&gt;Que &amp;quot;o ser é e o não ser não é&amp;quot; é inquestionável, mas a falha de lógica em Parmênides ao propor uma noção de realidade cuja conclusão é de que é impossível mentir (porque tudo que se pode falar &amp;quot;é&amp;quot;, e portanto existe) é do mesmo tipo que dizer que &amp;quot;o frio não existe, no entanto, pode te matar&amp;quot; e também que &amp;quot;o Mal não existe&amp;quot; (porque é apenas a &amp;quot;ausência do bem&amp;quot;) embora estejamos cercados de um tão grande número de testemunhas de aflições e injustiças no mundo. Nenhuma destas afirmações pode realmente ser levada à sério porque esbarram no mesmo problema de definição imprecisa ou insuficiente. Dito de outro modo: discurso falso.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;DilI&quot;&gt;Talvez seja um reflexo de como nós, modernos e pós-modernos, fomos influenciados a pensar nos termos do Existencialismo: o Existencialismo erra ao dizer que &amp;quot;a existência precede a essência&amp;quot; porque não existe nada sem forma. Ora, aquilo que tem forma tem propósito e aquilo que tem propósito tem essência. O que dizer então sobre uma possível &amp;quot;essência negativa&amp;quot;? Explicarei esse conceito mais adiante.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;PU68&quot;&gt;Sabendo que o discurso falso é possível e que mesmo criações imaginárias podem ser definidas com maior ou menor aproximação de seu conceito e, mesmo assim, ser entes inexistentes em realidade, este importante problema de filosofia da linguagem nos impulsiona na direção da Metafísica para que possamos de fato entender e separar os conceitos imaginários, sem referente na realidade, das coisas que existem e devem ser descritas a partir das limitações da linguagem de modo a se aproximar da forma mais completa e concisa possível de seu referente. Palavras como &amp;quot;mal&amp;quot;, na realidade abarcam uma série de conceitos dentro de si, sendo, na verdade, conjuntos semânticos agrupados em conteúdos dotados de matizes e gradações.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Ist7&quot;&gt;Na Ontologia, que é um braço da Metafísica (basicamente a doutrina do ser) procuramos explicar as coisas que existem olhando para todas as suas características, para a inteireza das coisas; sendo mais preciso, para a totalidade do ser. Ao tentarmos explicar as coisas, nossa linguagem pode ora ser pragmática e explicar bem algo e, no entanto, ainda assim pode ser uma explicação incompleta; e ora pode estar faltando algo importante ali configurando uma descrição insuficiente!&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;m6lI&quot;&gt;Anos atrás, como comentário ao vídeo &amp;quot;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=6nEzpwxZmn8&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;DEUS É O AUTOR DO PECADO&lt;/a&gt;?&amp;quot; do canal &amp;quot;Dois Dedos de Teologia&amp;quot;, do YouTube, escrevi o seguinte:&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;sck9&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img3.teletype.in/files/64/1b/641b61e4-32e3-4299-831c-96f221045827.jpeg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;https://www.youtube.com/watch?v=6nEzpwxZmn8&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;X2IK&quot;&gt;E quanto ao mal ser ou não ser a ausência do bem: dizer que o frio não existe &amp;quot;pois é apenas ausência de calor&amp;quot; nunca salvou ninguém de morrer de frio. O problema do Mal é similar. O mal não é simplesmente a ausência do bem ou deixar de fazê-lo, o Mal é o malfazer em toda sua forma, do mesmo modo que o zero não é a mesma coisa que -16.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Iz6R&quot;&gt;É mais fácil entender o paradoxo da Soberania de Deus x Autonomia do Homem assumindo que Deus criou o mal ontológico (seja lá o que isso queira dizer) do mesmo modo que um autor cria uma história de terror e não pode ser responsabilizado pelos horrores descritos nos atos dos vilões do enredo, muito embora o autor tenha PROVOCADO tudo aquilo que escreveu na história.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;D0eB&quot;&gt;&amp;quot;O mal é o mal fazer em toda a sua FORMA&amp;quot;, e aqui eu quero usar &amp;quot;forma&amp;quot; no sentido platônico-aristotélico pois aquilo que tem forma também tem essência.&lt;br /&gt;Vamos fazer uma comparação, por exemplo, com o conjunto dos números inteiros: no conjunto dos números inteiros temos números positivos, negativos e o zero. Zero não é a mesma coisa que -16. Zero é ausência (e, ainda assim, tem valor quando é colocado à direita). A &amp;quot;ausência&amp;quot; de que Santo Agostinho fala quando define que &amp;quot;o Mal não existe&amp;quot; equivale a dar ao Mal um valor de &amp;quot;não-ser&amp;quot;, ou seja, um &amp;quot;não-X&amp;quot; em lógica: zero = não existe. Se entendermos &amp;quot;o Mal&amp;quot; como uma &amp;quot;caixa semântica&amp;quot; onde depositamos todos &amp;quot;os males&amp;quot;, teremos algo mais próximo de uma escala negativa em relação aos bens na mesma relação de sentido em que temos +1 e -1 um, menos dois, menos três... menos dezesseis, etc.  Portanto, de igual modo, teremos uma escala das coisas que compõem o &amp;quot;bem&amp;quot; e essa escala não é igualmente proporcional em todas as coisas nem pessoas. Algumas pessoas são piores do que outras, outras são melhores; igualmente as coisas. Se a escala de números inteiros positivos cresce, também a de números inteiros negativos decresce. Já o zero é outra coisa...&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;9WDq&quot;&gt;Foi então que eu tive contato com a Metafísica de Plotino através do livro homônimo de Jean-Marc Narbonne e, para minha surpresa, parece que concordamos em muita coisa!&lt;br /&gt;Todas as citações numeradas abaixo pertencem ao livro em questão e foram retiradas diretamente de seus apêndices:&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;qVSc&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img4.teletype.in/files/72/6e/726e187c-4ea8-48a6-ae30-39bacb9c7c90.jpeg&quot; width=&quot;704&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;NARBONNE, Jean Marc. A Metafísica de Plotino [Tradução Mauricio Pagotto marsola]. São Paulo: Paulus, 2014.&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;2nIJ&quot;&gt;[19] O mal é ou não uma verdadeira substância (οὐσία)? Plotino retornará mais tarde a essa questão, pronunciando-se de modo inequívoco pela substancialidade do mal: “Assim como o falso é o contrário do verdadeiro, assim a realidade substancial do mal é contrária à realidade substancial da natureza divina. De sorte que estabelecemos que não é universalmente verdadeiro que não haja nada de contrário à substância” (6, 46-48 , comparar com 53-54 ). O mal, portanto, é uma substância, mas uma substância paradoxalmente não-substancial (cf. 3, 38), na medida em que ela é a negação radical, mas essencial e não acidental, de tudo aquilo que decorre da definição e do limite, e, por consequência, da substancialidade. Mais que de uma substância, poderíamos então falar de uma anti-substância, isto é, de uma natureza (φύσις: 3, 32; 6, 33), de um algo (τι: 3, 31) que existe em si e cuja realidade é a negação de toda essência.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;kH3P&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;jMOT&quot;&gt;O tópico 21, inclusive, me chamou a atenção pelo fato de aparentemente convergir com uma opinião minha de que racionalidade vezes irracionalidade = irracionalidade, portanto, por exemplo, a filosofia irracionalista (Nietzsche, Schopenhauer, Emil Cioran &amp;amp; Cia) não seria filosofia, mas anti-filosofia:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;q73K&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;kxVk&quot;&gt;[21] “se o semelhante se conhece pelo semelhante, também o indeterminado se conhece pelo indeterminado. Assim, portanto, a razão, acerca daquilo que é indeterminado, poderá ser determinada, mas a intuição daquilo que é indeterminado será indeterminada. E se algo é contido pela razão e pelo pensamento (...), então ela, que quer ser um pensamento, não será um pensamento, mas uma espécie de não-pensamento”. Em I 8 [51], 1, 12 ss., Plotino parece, entretanto, defender a ideia de que os opostos são objeto de um saber único, de modo que o conhecimento do Bem implica então indiretamente aquele de seu contrário, o Mal.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;PaA5&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;k2K5&quot;&gt;Os tópicos 25 e 26 explicam exatamente minha contrariedade com alguns conceitos aristotélicos, como a definição do que seja o &amp;quot;bem&amp;quot; em Aristóteles:&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;QkNU&quot;&gt;[25] É a teoria de Aristóteles: “Uma outra característica das substâncias é não terem nenhum contrário. Com efeito, se considerarmos a substância primeira, qual poderia ser seu contrário, por exemplo, para o homem individual ou para o animal individual? Não há, com efeito, nenhum contrário” (Categorias, I, 5, 3b 25-28).&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;VxWY&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;OmNc&quot;&gt;[26] A reserva que Plotino faz aqui provém do fato que os contrários são normalmente as coisas mais distantes no mesmo gênero. Mas como chamar as coisas que não possuem em comum nem mesmo o gênero? São ainda contrários? Seriam mais contraditórios, caso se tome a terminologia de Met., 1055 b 1-2, em que Aristóteles esclarece que “a contradição não admite nenhum intermediário, enquanto que para os contrários isso pode existir”. Mas Plotino talvez tenha em mente a passagem de Met., V 10, 1018 a 25 ss., em que Aristóteles inclui nos contrários as coisas que diferem não somente no mesmo gênero, nem no mesmo sujeito ou na mesma potência, mas aquelas “cuja diferença é máxima... absolutamente”.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;l5nT&quot;&gt;Mesmo minha comparação matemática entre os números negativos e o zero (em uma análise mais metafísica dos números, por acreditar que as leis da matemática são análogas às leis do pensamento correto) também está presente em Plotino:&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;m5gZ&quot;&gt;[35] “Plotinus on Matter and Evil”, Phronesis, 6, 1971 , p. 160 : “A metafísica de Plotino pode ser relacionada a uma série descendente de números que vão da infinidade a zero. O Uno é a infinidade e a matéria é o zero. Ainda que zero não seja nada, não é ‘absolutamente não-existente’ e pode, paradoxalmente, ter efeitos positivos”.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;z3ng&quot;&gt;O tópico 40, inclusive, me parece passível de encaixe dentro da interpretação da tradição cristã de que o mal começa com a rebelião de um ser celeste:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;JOwY&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;5dd8&quot;&gt;[40] Cf. I 8 [51], 12: “– O que seria ele, se alguém dissesse que o vício e o mal que estão na alma não são uma privação completa de bem, mas apenas uma certa privação de bem? – Se é assim, e que a alma tem uma parte de bem e é privada de uma outra parte, ela terá uma disposição e não haverá mal sem mistura, e não teremos ainda descoberto o mal primeiro e sem mistura; a alma terá o bem em sua própria substância, e o mal como uma espécie de acidente”.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;JXxe&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;ErQz&quot;&gt;Já o tópico 41 me parece bastante similar às palavras de Cristo ao dizer que &amp;quot;aquilo que entra no organismo não contamina o homem mas sim o que sai do seu coração&amp;quot; (Mateus 15: 11-20 ):&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Kezx&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;9oax&quot;&gt;[41] Plotino critica de modo severo essa tese em sua oposição aos gnósticos: “Por que seria necessário que a alma esclareça [a obscuridade], se isso não fosse necessário de modo universal? Pois, necessariamente, estaria ou em conformidade ou em oposição à natureza. Se estivesse em conformidade com a natureza, será sempre do mesmo modo. Mas se estivesse em oposição à natureza, haverá também espaço para aquilo que é contrário à natureza nos seres de lá, e os males existiriam antes do mundo daqui, não sendo o mundo a causa dos males, mas os seres de lá que o serão para o que é daqui, de modo que os males não virão daqui para a alma, mas da alma para cá” (II 9 [33], 12, 32-38).&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;ifR0&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;GU0M&quot;&gt;Termino por deixar a própria definição de Plotino do que seria o mal:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;FHdL&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;EvsN&quot;&gt;[50] Tecnicamente, o mal é uma paripóstase (παρυπόστασις), “isto é, uma contra-existência, uma réplica invertida do bem, uma sombra do real, um relativo segundo”, logo, algo que não possui existência por si mas que é “a presença, nas criaturas, de tudo aquilo que é falta” (D. Isaac, “Notice” à Trois études sur lá Providence, op. cit., p. 13 e 15). Como escreve Proclo, o mal é um subcontrário do bem, “porque ele é, em si, privação, mas não privação total, e porque é tomando do bem ao mesmo tempo seu estado, sua potência e sua atividade que ele assume seu destino de contrário; e ele não é nem privação total nem contrário, mas subcontrário ao bem, o que significa, para aqueles que estão habituados a não ouvir de modo vazio essa palavra, uma espécie de paripóstase da realidade” (De mal. subs., 54, 24-31 ; Budé, op. cit., p. 101).&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;olDN&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;I6Ev&quot;&gt;Fonte: NARBONNE, Jean Marc. A Metafísica de Plotino [Tradução Mauricio Pagotto marsola] . São Paulo: Paulus, 2014.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;vOuN&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;krXn&quot;&gt;Aparentemente, Plotino e eu concordamos que o mal tem a forma exata daquilo que é a falta do bem, e isso é algo existente, mas sua essência é negativa. Como o buraco da fechadura que indica o formato exato da chave que ali deveria entrar. O mal, portanto, existe da mesma maneira que existe um discurso falso. Claro que &amp;quot;o ser é e o não ser não é&amp;quot;, mas existe uma escala negativa entre aquilo que é e a forma que ali deveria estar mas não está.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;66NZ&quot;&gt;&lt;br /&gt;Este é meu parecer: que o mal tem forma e essência, mas negativas, tendo o exato formato daquilo que ali falta: onde falta amor existem perversidades, não é simplesmente a ausência do amor, é a forma exata e negativa do que não está lá: uma contraparte. O mal é um subcontrário do bem. E ele não é nem privação total, nem contrário. Privação mas sem ser zero. É um número negativo. E porque carrega do bem seu estado, sua potência e sua atividade, o mal assume destino contrário ao bem.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;I8Hk&quot;&gt;Gosto de fazer essas reflexões metafísicas análogas à matemática para entender assuntos mais complexos porque os modelos que usamos para pensar estão dentro da matemática: Zero é nada. É inexistência. Já o mal tem existência, forma e substância negativas. ...Me lembra uma música da banda cristã &amp;quot;Oh, Sleeper&amp;quot; em que é narrado um diálogo entre Deus e o diabo. Enquanto o diabo faz seus desafios, Deus lhe responde (em 0h Sleeper - &amp;quot;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=tIupM9Ttx90&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Son of The Morning&lt;/a&gt;&amp;quot;):&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;flS6&quot;&gt;&amp;quot;Se você visse as coisas como Eu vejo, você perceberia que é a Minha Graça que você respira&amp;quot;.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;gpg8&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;sbTG&quot;&gt;...Como se Deus ecoasse Plotino ao dizer que a forma do mal pega emprestado do bem seu estado, sua potência e sua atividade e assume seu destino contrário.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;dvlJ&quot;&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;https://archive.ph/2uvwG&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://archive.ph/2uvwG&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Bgco&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;7uJR&quot;&gt;C) Pecado&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;xwoE&quot;&gt;&lt;strong&gt;TESE&lt;/strong&gt;: O &amp;quot;pecado original&amp;quot; teria originado uma &amp;quot;contradição real&amp;quot; entre o desejo e seu referente (aquilo que é capaz de satisfazê-lo), então, da mesmas forma que C.S. Lewis estabeleceu que &amp;quot;se eu encontrar em mim mesmo desejos que nada neste mundo pode satisfazer, eu só posso concluir que não fui feito para este lugar&amp;quot;, argumento este que encontra seu lugar na Teologia para explica a repulsa pela finitude e o desejo pela eternidade no coração do homem. Mas, pensando o argumento de forma negativa, seria também possível dizer que posso encontrar em mim desejo(s) tão vicioso(s) que pode(m) pedir satisfação sem nunca a encontrar, o que seria uma &amp;quot;contradição&amp;quot; no sentido de que &amp;quot;não é possível satisfazer aquilo que busca satisfação numa impossibilidade&amp;quot;. Sendo a impossibilidade justamente a &amp;quot;satisfação no não-ser&amp;quot; isso não deveria ser possível de ser desejado... e, no entanto, é possível através do pecado. Aqui chamo &amp;quot;satisfação no não-ser&amp;quot; o desejo de &amp;quot;fechar-se a si mesmo sem mais nada&amp;quot; ou cessando de existir ou cessando de ter acesso aos meios para se satisfazer um desejo que nega os meios para se satisfazer o desejo (&amp;quot;pecado&amp;quot; enquanto separação de Deus entendendo Deus = Ser). Em Atos 17:27-28:&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;qLAC&quot;&gt; &amp;quot;(...) para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós; pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração.&amp;quot;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;QqBJ&quot;&gt;Pelo menos para o cristão, não é possível ser feliz sem Deus, sem se submeter à Sua vontade, à Sua Teleologia. O desejo deve se alinhar à causa final e não o contrário.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;dmQs&quot;&gt;Portanto, como já bem disse Santo Agostinho:&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;mIMg&quot;&gt;&amp;quot;Tu nos criaste para Ti mesmo e nossa alma está sem sossego até que encontre repouso em Ti&amp;quot;.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;KNDG&quot;&gt;&lt;strong&gt;ANTÍTESE:&lt;/strong&gt; O que está havendo aqui é uma derivação do problema da imaginação. Uma imaginação viciosa sobrepõem coisas possíveis extraídas da realidade sensível para devanear com uma satisfação que a realidade não oferece causando uma sensação psicológica constante de insatisfação e &amp;quot;desejo(s) sem fim&amp;quot; que não nega necessariamente o princípio da não-contradição já que, mesmo na sobreposição, cada desejo buscado só pode ser experimentado sequencialmente, um de cada vez. A esse vício da insaciedade temos muitas propostas de auto-controle que visam remediá-lo nas mais variadas tradições filosóficas e religiosas: a meditação, a psicoterapia, a oração, o auto-flagelo, o estoicismo, a negação do desejo, etc.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;4aSG&quot;&gt;&lt;strong&gt;TRÉPLICA: &lt;/strong&gt;No entanto, ainda assim as pessoas desejam coisas contraditórias entre si, como &amp;quot;ser feliz prejudicando o próximo&amp;quot;, &amp;quot;buscar a paz através da guerra&amp;quot;, &amp;quot;aceitação das diferenças calando e perseguindo os diferentes&amp;quot;, &amp;quot;fazer a diferença individualmente e esperando que o Estado resolva tudo por nós&amp;quot;, &amp;quot;desejam o fim do sofrimento e se matam (pois não há vantagem na inexistência), etc.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;L4DS&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h2 id=&quot;QNEx&quot;&gt;§EXCEÇÕES ONTOLÓGICAS?&lt;/h2&gt;
  &lt;h3 id=&quot;mSdt&quot;&gt;A) A natureza do tempo&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;dxM5&quot;&gt;Em &amp;quot;O Conceito de Angústia&amp;quot;, Kierkegaard, ao contrapor o temporal e o eterno diz:&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;ZgRb&quot;&gt;&amp;quot;E, não havendo terceiro, não há a rigor nenhuma síntese, pois uma síntese, que é uma contradição, não se pode completar como síntese sem um terceiro; pois, o fato de a síntese ser uma contradição, enuncia afinal justamente que não há síntese&amp;quot;.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;KWpg&quot;&gt;Colocando em outros termos: de onde veio a impressão de que duas formas contraditórias formariam uma síntese entre si se, a rigor, duas formas contraditórias não podem ser e não-ser ao mesmo tempo num mesmo sentido? A dialética, portanto OU seria, na realidade, uma síntese entre &amp;quot;contrários&amp;quot; e nunca entre contraditórios ou seria sempre FALSA (já que uma contradição equivale à oposição entre ser e não-ser, entre &amp;quot;o que há&amp;quot; e &amp;quot;o que não há&amp;quot;, e não deveria ser acessível à intelecção assim como o conceito de &amp;quot;nada&amp;quot; já que não temos acesso ao que não há e sim ao que &amp;quot;poderia ser&amp;quot;, ou seja, aquilo que É na imaginação). A Lógica sozinha não explica o movimento, a passagem da potência ao ato, porque não engloba realmente o movimento; então, a um só tempo, a lógica pressupõe o movimento mas não o comporta. Momento/instante, movimento, tempo e eternidade são categorias simultâneas que não podem ser essencialmente distinguidas pelo aspecto quantitativo, mas apenas pelo salto qualitativo.&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;LbvC&quot;&gt;B) Atomismo Empírico de David Hume x Paradoxos de Zenão x Segunda Via de São Tomás de Aquino&lt;/h3&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;iM82&quot;&gt;&lt;strong&gt;TESE&lt;/strong&gt;: O Atomismo é contrário à experiência. Outra objeção séria ao empirismo cético de Hume é que ele é baseado no atomismo empírico injustificado. Hume acreditava que todas as sensações eram atomicamente separadas. &amp;quot;Um evento segue o outro, mas nunca se pode observar a ligação entre eles. Parecem conjuntos, mas nunca conectados&amp;quot; (ibid., 7.2.85). Mas não é assim que os experimentamos. Nós os encontramos como um fluxo contínuo. Não recebemos uma série destacada de fotos instantâneas, antes vemos um filme contínuo do mundo externo. Somente quando a pessoa supõe incorretamente que tudo é atomicamente desconectado e separado é que surge o problema de conectá-los.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;figure id=&quot;xHb7&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img1.teletype.in/files/c1/78/c178b8da-90ad-4f47-94c4-e3f95b6ac5b6.jpeg&quot; width=&quot;1280&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/28471&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;4RYb&quot;&gt;HUME, David. In: GEISLER, Norman L. Enciclopédia de apologética: respostas aos críticos da fé cristã. Tradução: Lailah de Noronha. São Paulo: Editora Vida, 2002. p. 861-867.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;Xybd&quot;&gt;&lt;strong&gt;ANTÍTESE&lt;/strong&gt;: No entanto, percebemos uma difusa transição entre coisas incompatíveis na realidade. Usemos &amp;quot;luz e trevas&amp;quot; como exemplo: &amp;quot;elas não podem ser num mesmo lugar, ao mesmo tempo e no mesmo sentido&amp;quot;; porém, entre uma e outra, há gradações visíveis todos os dias entre amanhecer e anoitecer (e amanhecer de novo) num processo constante em que &amp;quot;não se vê o momento em que luz se torna em trevas ou trevas em luz&amp;quot; (nem se poderia). Entretanto, nossa experiência acessa a gradação que leva de um estado ao outro. O tempo é como caracterizamos os movimentos de gradação captados pela experiência.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;MJZd&quot;&gt;&lt;strong&gt;TRÉPLICA&lt;/strong&gt;: Então, o MOVIMENTO da potência ao ato na transição/síntese entre momentos de propriedades contraditórias é acessível pela experiência. Logo, teríamos de admitir OU que AQUI existe uma &amp;quot;contradição real&amp;quot; OU que &amp;quot;contradições são ilusórias&amp;quot;.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;UqXk&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h2 id=&quot;t1ao&quot;&gt;§EXCEÇÕES LÓGICAS?&lt;/h2&gt;
  &lt;h3 id=&quot;GR9s&quot;&gt;A) O Problema do Discurso Falso&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;9K4C&quot;&gt;Versão curta do argumento a verdade e a falsidade se misturou no discurso para formar opinião, logo existe um &amp;quot;GAP&amp;quot; entre o &amp;quot;Ser&amp;quot; e o &amp;quot;pensar&amp;quot;. Vide novamente em § Metafísicas: &amp;quot;O Problema do Mal (e do pecado) Enquanto Forma Negativa&amp;quot;.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;TFTw&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;WJON&quot;&gt;B) O NADA é um &amp;quot;paradoxo&amp;quot; ou uma &amp;quot;contradição&amp;quot;?&lt;/h3&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;iAJ7&quot;&gt;O NADA não existe. Mas conseguimos pensar no nada... sem realmente conseguir pensar nele. E até demos um nome pra ele: Nada! Ao contrário de &amp;quot;tudo&amp;quot;, que só não pode ser medido, o &amp;quot;nada&amp;quot; é uma abstração, uma palavra sem referente, uma ideia que sequer deveria poder existir... Mas existe enquanto ideia! Portanto, o NADA, enquanto ideia, não é nada, mas algo. Portanto, o NADA existe... e existe justamente por &amp;quot;não existir&amp;quot;, já que &amp;quot;não existir&amp;quot; é seu referente!&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;QYYh&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;JmGK&quot;&gt;C) O vazio é um &amp;quot;paradoxo&amp;quot; ou uma &amp;quot;contradição&amp;quot;?&lt;/h3&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;IHnY&quot;&gt;Para existir movimento é necessário espaço, mas parece que o espaço é vazio: se tudo estivesse ocupado não haveria movimento. Marcelo Gleisler (que é físico) chegou a pontuar que na Física Quântica, não temos exatamente um &amp;quot;vazio&amp;quot;, mas um &amp;quot;vácuo&amp;quot; onde oscilações de de energia (&amp;quot;feita de quê?&amp;quot;, eu pergunto) compõem matéria subatômica misteriosamente sempre em movimento (&amp;quot;se movendo em quê?&amp;quot;, eu pergunto) de modo a permitir que as ondas de luz viagem por um meio material que não é exatamente &amp;quot;material&amp;quot; e cujas partículas subatômicas que &amp;quot;aparecem&amp;quot; também desaparecem a partir desse &amp;quot;vácuo&amp;quot; em micro-frações de segundo... o tempo todo! Traduzindo: coisas saindo do &amp;quot;vazio&amp;quot;! Se o vácuo no espaço existe, e ele não é o NADA (porque O nada não existe), então o vazio É algo! (uma &amp;quot;forma negativa&amp;quot;)&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;eVva&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/39102&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/39102&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;Ua0g&quot;&gt;Vide a referência a seguir:&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;1ckj&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/CCGT4NzClWo?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;GLEISLER, Marcelo. O NADA EXISTE? Uma Breve História do Vazio. YouTube, 22 de junho de 2018. Disponível em: &amp;lt;https://youtu.be/CCGT4NzClWo&amp;gt;. Acesso em: 23 abr. 2023.&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;R0Rf&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;Lj7L&quot;&gt;D) Paradoxo&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;ZLfp&quot;&gt;&lt;strong&gt;TESE:&lt;/strong&gt; Um paradoxo é uma afirmação aparentemente contraditória ou absurda que, no entanto, pode ser verdadeira ou levantar questões lógicas válidas. Paradoxos muitas vezes desafiam nossas suposições intuitivas ou revelam limitações na linguagem ou no pensamento.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;FXa4&quot;&gt;&lt;strong&gt;Características&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Wcnt&quot;&gt; (1) Os paradoxos geralmente apresentam afirmações que parecem se contradizer.&lt;br /&gt; (2) Apesar de sua aparente contradição, os paradoxos podem conter uma verdade ou levantar questões lógicas importantes.&lt;br /&gt; (3) Os paradoxos podem nos forçar a repensar nossas suposições e explorar novas perspectivas.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;hO8G&quot;&gt;&lt;strong&gt;Tipos Comuns&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;5a6L&quot;&gt; &lt;strong&gt;Paradoxo da Mentira:&lt;/strong&gt; &amp;quot;Esta afirmação é falsa.&amp;quot; Se a afirmação for verdadeira, ela deve ser falsa. Se for falsa, ela deve ser verdadeira.&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Paradoxo da Predestinação:&lt;/strong&gt; Se o destino é fixo, temos livre arbítrio para tomar nossas próprias decisões?&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Paradoxo do Navio de Teseu:&lt;/strong&gt; Se todas as partes de um navio são gradualmente substituídas, em que ponto ele deixa de ser o mesmo navio?&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Paradoxo do Barbeiro:&lt;/strong&gt; Um barbeiro faz a barba para todos que não fazem a barba sozinhos. Ele deve fazer a barba para si mesmo?&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Paradoxo de Zenão:&lt;/strong&gt; Aquiles, o corredor mais rápido, nunca pode alcançar uma tartaruga mais lenta, porque sempre que Aquiles chega onde a tartaruga estava, ela já se moveu um pouco mais.&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Paradoxo de Russell:&lt;/strong&gt; O conjunto de todos os conjuntos que não se contêm a si mesmos se contém?&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;RO3h&quot;&gt;&lt;strong&gt;-&amp;gt;Paradoxos de linguagem&lt;/strong&gt; (frases autorreferentes, &amp;quot;paradoxo do mentiroso&amp;quot;)&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;FSNw&quot;&gt;Os paradoxos podem ser ferramentas valiosas para:&lt;/p&gt;
  &lt;ul id=&quot;vPfL&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;cOyi&quot;&gt; Descobrir falácias lógicas ou limitações na linguagem.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;SwwB&quot;&gt; Questionar suposições e estimular o pensamento crítico.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;hWjG&quot;&gt; Explorar conceitos filosóficos complexos, como identidade, causalidade e conhecimento.&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;Dm9c&quot;&gt;&lt;strong&gt;ANTÍTESE:&lt;/strong&gt; Mas esse tipo de paradoxo só se dá por autorreferência (&amp;quot;x deve conter x&amp;quot;, &amp;quot;x deve causar a x&amp;quot;, &amp;quot;x deve fazer sobre x&amp;quot;) que só faz sentido com quantidades (igual aos paradoxos de Zenão), mas não se pode atestar nem na ontologia nem na fenomenologia do real (Aquiles nunca iria perder pra uma tartaruga, um barbeiro que faz a barba de todos os barbeiros pode SIM se barbear a si mesmo, as partes do meu corpo são ao mesmo tempo tanto &amp;quot;partes&amp;quot; quanto &amp;quot;eu&amp;quot;).&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;wWGo&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/49025&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/49025&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;2gvl&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h2 id=&quot;3uwN&quot;&gt; §EXCEÇÕES MATEMÁTICAS?&lt;/h2&gt;
  &lt;h3 id=&quot;jtNj&quot;&gt; A) Divisão por zero&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;Fm9A&quot;&gt;Existem propostas diferentes para lidar com o problema da divisão por zero. Vou citar apenas duas antes de expôr um argumento que, na verdade, nem é meu, mas de meu pai enquanto professor de matemática:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;KH1Q&quot;&gt;  1) &lt;strong&gt;Divisão por zero é impossível:&lt;/strong&gt; A razão dada para tal é que a própria ideia essencial de dividir é a de &amp;quot;distribuir de igual modo&amp;quot;. Distribuir algo pelo nada nesta interpretação é = aniquilar. No conjunto dos números reais, portanto, esta proposta de operação não tem significado sendo uma operação inválida.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;T4xZ&quot;&gt;  2) &lt;strong&gt;Divisão por zero tende ao infinito:&lt;/strong&gt; Esta interpretação é explicada pela mesma lógica do paradoxo de Aquiles x Tartaruga: quanto maior a quantidade de casas decimais de uma divisão por um divisor menor que 1 mais próximos ficamos de uma escala infinita que TENDE para zero.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;YQdC&quot;&gt;  3) &lt;strong&gt;A &amp;quot;aposta&amp;quot; matemática do meu pai&lt;/strong&gt; para o problema da &amp;quot;divisão por zero&amp;quot; é uma conjectura em 3 partes que se seguem:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;eIig&quot;&gt;   - Matematicamente, a divisão por zero é válida se, E SOMENTE SE, tanto numerador quanto denominador (divisor e dividendo) forem zero; neste caso, aliás, ao fazer a operação oposta para verificar o resultado, qualquer número é válido como resultado já que qualquer número multiplicado por zero é igual a zero.&lt;br /&gt;   - Mas, quando dividimos um número por outro estamos procurando quantas vezes o DIVISOR cabe no DIVIDENDO! Portanto, É VERDADE dizer que, sendo o zero DIVISOR &amp;quot;CABERÁ&amp;quot; em QUALQUER dividendo, mesmo sem determinar quantas vezes (pelo menos entre os números inteiros positivos), PORÉM, se o zero for o DIVIDENDO ou o resultado da operação é a &amp;quot;aniquilação&amp;quot; ou o &amp;quot;infinito&amp;quot;, dando duas respostas igualmente válidas e potencialmente contraditórias enquanto resposta ao mesmo problema!&lt;br /&gt;   - Logo, o problema filosófico do zero &amp;quot;caber&amp;quot; em qualquer número inteiro positivo é que: se o ZERO = &amp;quot;CONJUNTO VAZIO&amp;quot; (não parece ilógico dizer que), então &amp;quot;qualquer coisa que comporta &amp;#x27;algo&amp;#x27; também, potencialmente, NÃO COMPORTAR coisa nenhuma&amp;quot; ao mesmo tempo e no mesmo sentido!&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;cAdi&quot;&gt;B) Múltiplos caminhos possíveis levando ao mesmo resultado num cálculo &lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;84xu&quot;&gt;...Eu sei que tem, mas vou deixar esse exemplo pra o leitor achar seus próprios exemplos e avaliar se esta é uma exceção real válida ou não.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;sD9Y&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h2 id=&quot;lGLI&quot;&gt;  §EXCEÇÕES FÍSICAS?&lt;/h2&gt;
  &lt;h3 id=&quot;SbrA&quot;&gt; A) Cores&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;iH8G&quot;&gt; &lt;strong&gt;TESE&lt;/strong&gt;: Quando se trata da manifestação das cores dependendo unicamente da luz, a SOMA de todas as CORES é o BRANCO e as 3 cores primárias são VERDE, vermelho e azul, mas quando se trata de pigmentações, a soma de todas as cores é o PRETO (assim como o engrossamento/pigmentação de um pigmento químico) e as cores primárias passam a ser AMARELO, vermelho e azul. Então, em ALGUMA SITUAÇÃO BRANCO = PRETO e AMARELHO = VERDE.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;56wp&quot;&gt; &lt;strong&gt;ANTÍTESE&lt;/strong&gt;: O que está acontecendo aqui mais parece uma confusão de categorias. O que se aplica fisicamente ao espectro da luz e o que ocorre quimicamente com o meio em que a luz percorre de modo que as cores primárias na luz pura se divida de uma forma e as cores primárias de pigmentos se comportem de forma distinta seria melhor entendido analogamente ao problema de um meio &amp;quot;distorcer&amp;quot; a luz &amp;quot;como quando a luz faz um objeto semisubmerso parecer &amp;quot;quebrado&amp;quot; já que o comprimento de onda de luz varia conforme o meio onde se dispersa ou até mesmo avaliando o fenômeno da visão já que seres humanos não enxergam amarelo, mas sim verde, vermelho e azul por conta dos bastonetes presentes em nossos olhos serem dedicados a captar luz e a forma de estimulação desses bastonetes é que nos dá a impressão das demais cores. Ainda há a possibilidade da própria impressão sobre a mistura química de pigmentos ser relativa à quantidade de luz a que o material é exposto já que não raras vezes o que parece &amp;quot;preto&amp;quot; à primeira vista na verdade acaba sendo um tom muito escuro de azul, marrom ou vermelho sob luz suficiente para se enxergar melhor.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;9XRi&quot;&gt; &lt;strong&gt;TRÉPLICA&lt;/strong&gt;: Cores existem sem que ninguém as veja? Seria a divisão dos tons de cores arbitrária em si mesma?&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;Gwhw&quot;&gt; B) Luz&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;YrQG&quot;&gt; &lt;strong&gt;TESE&lt;/strong&gt;: Se como vimos no capítulo 2 deste artigo, na lógica aristotélica, existe ainda uma diferença de compatibilidade entre proposições relacionadas na forma de &amp;quot;contrários&amp;quot;, &amp;quot;subcontrários&amp;quot; e &amp;quot;contraditórios&amp;quot;, então:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;sG8F&quot;&gt;  * Luz  e  escuridão  são contraditórias (uma não pode estar onde a outra está);&lt;br /&gt;  * Luz e sombra são contrárias (existe um gradiente entre ambas, mas estas se opõem);&lt;br /&gt;  * Sombra  e  penumbra  são  subcontrárias (posso ter as duas ao mesmo tempo, além de que elas &amp;quot;se parecem&amp;quot; sem ser da mesma espécie, respectivamente &amp;quot;não-luz&amp;quot; e &amp;quot;luz fraca&amp;quot;).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;gB05&quot;&gt; &lt;strong&gt;ANTÍTESE&lt;/strong&gt;: Argumentar que o comportamento geral da luz seria um análogo no mundo físico ao princípio da não-contradição é apenas isso: uma analogia. Não demonstra uma contradição real.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;WyCs&quot;&gt; &lt;strong&gt;TRÉPLICA&lt;/strong&gt;: Não exatamente. O princípio da não-contradição também pode ser entendido como necessário e, ainda assim, a posteriori. Se entendermos que Deus é UNO mas que a partir da criação a &amp;quot;divisão&amp;quot; é inaugurada, então o &amp;quot;princípio da não-contradição&amp;quot; passa a ser inaugurado pelo ato da criação. Derivar a &amp;quot;não-contradição&amp;quot; do &amp;quot;princípio da identidade&amp;quot; PODE não ser uma dedução necessária, mas acidental experienciada a posteriori (apesar de ser mesmo universal). Então, coisas na experiência concreta talvez não sejam meros análogos, mas &amp;quot;peças&amp;quot; de realidade que juntamos numa &amp;quot;rede neural&amp;quot; para inteligir o que chamamos de &amp;quot;formas&amp;quot; ou &amp;quot;essências&amp;quot;. Os princípio lógicos então estariam presentes &amp;quot;in res&amp;quot; e as &amp;quot;estruturas lógicas&amp;quot; estariam TANTO &amp;quot;na mente&amp;quot; quanto &amp;quot;nas coisas&amp;quot;.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Ol9s&quot;&gt;Confira &amp;quot;tabela&amp;quot; dos 12 Primeiros Princípios (no início do artigo).&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;3aUm&quot;&gt; C) DECAIMENTO QUÂNTICO&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;cidu&quot;&gt; No mundo quântico, os sistemas são descritos por funções de onda. Quando uma função de onda representa um sistema em um estado excitado (com energia mais alta), ela pode decair espontaneamente para uma função de onda de menor energia. Esse processo de decaimento é mediado por interações com o campo eletromagnético, que leva à emissão de fótons ou outras partículas. A questão do decaimento é que não parece ser possível determinar ao mesmo tempo velocidade e posição de uma partícula ao mesmo tempo a ponto de &amp;quot;SE tivermos um, ENTÃO não teremos o outro&amp;quot; (já que, o ato de medição parece &amp;quot;artificializar&amp;quot; o resultado em que o ato de medir já altera o estado inicial do sistema a ser observado do mesmo modo que um &amp;quot;raciocínio cíclico&amp;quot; começa pressupondo o que pretende provar).&lt;br /&gt; Assim sendo, no problema do decaimento quântico temos um sistema com estados superpostos e a observação faz com que o sistema se &amp;quot;decomponha&amp;quot; em um estado definitivo. Enquanto isso, as lógicas paraconsistentes são sistemas lógicos que permitem contradições sem levar a inconsistências. Elas são diferentes da lógica clássica, que proíbe contradições (por exemplo, a afirmação &amp;quot;P&amp;quot; e &amp;quot;não P&amp;quot; ao mesmo tempo). Trocando em miúdos: a lógica tradicional não lida com estados sobrepostos (aparentemente), enquanto que as lógicas paraconsistentes permitem que os cálculos do sistema quântico permaneçam em estados superpostos.&lt;br /&gt; Mas o problema maior, creio eu, é que: se, por um lado, as lógicas paraconsistentes fornecem uma estrutura formal para expressar e raciocinar sobre sistemas quânticos - que parecem descrever fenômenos na realidade com a superposição de estados contraditórios, assim como na imaginação - então, onde estaria de fato a contradição: no fenômeno real ou na interpretação do fenômeno?&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;fn3S&quot;&gt; D) O Problema dos 3 Corpos&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;k9M0&quot;&gt; &lt;strong&gt;TESE&lt;/strong&gt;: O problema ou &amp;quot;dilema&amp;quot; dos 3 corpos é um problema clássico na física que envolve a previsão do movimento de três corpos celestes em interação gravitacional. É um problema complexo que não possui uma solução analítica geral. É chamado de &amp;quot;dilema&amp;quot; porque não há uma solução analítica geral para o problema, o que significa que não é possível prever com precisão os movimentos dos corpos no longo prazo. A complexidade do &amp;quot;dilema dos três corpos&amp;quot; surge da natureza caótica do sistema: Pequenas perturbações nas condições iniciais podem levar a mudanças significativas nos resultados a longo prazo decorrentes das interações gravitacionais entre três corpos, o que significa que mudanças infinitesimais nas posições e velocidades dos corpos podem ser amplificadas ao longo do tempo sem possibilidade aparente de previsão confiável (ou seja, é o contrário da &amp;quot;psicohistória&amp;quot;, conceito presente na obra &amp;quot;&lt;a href=&quot;https://redecanais.mov/browse-fundacao-videos-1-date.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Fundação&lt;/a&gt;&amp;quot;, de Isaac Asimov, mas isso é uma dica literária Sci-Fi gratuita de minha parte).&lt;br /&gt; A relação entre o problema dos 3 corpos e as lógicas paraconsistentes surge do fato de que o sistema gravitacional de 3 corpos pode exibir comportamentos aparentemente contraditórios. Por exemplo: as órbitas dos corpos podem ser caóticas e imprevisíveis, o que pode levar a situações onde duas previsões diferentes sobre o movimento dos corpos podem ser &amp;quot;verdades prováveis&amp;quot; ao mesmo tempo. Lógicas paraconsistentes podem ser usadas para modelar esses comportamentos contraditórios e fornecer uma estrutura lógica para raciocinar sobre eles. Isso permite que os físicos explorem as complexidades do problema dos 3 corpos e desenvolvam soluções aproximadas mais precisas.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;I92K&quot;&gt; &lt;strong&gt;ANTÍTESE&lt;/strong&gt;: Mas a questão de não haver (ainda) solução analítica para o &amp;quot;dilema dos 3 corpos&amp;quot; não pode ser usada pra advogar a existência de &amp;quot;contradições reais&amp;quot;, trata-se apenas de uma situação cuja previsibilidade depende de dados que (ainda) não dispomos ou, ao menos, de uma tentativa de contornar logicamente um problema derivado de dados incompletos (Obs.:  Este argumento também pode ser usado na questão do porque se preferir lógicas paraconsistentes para avaliar problemas de mecânica quântica).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;PSLm&quot;&gt; &lt;strong&gt;TRÉPLICA&lt;/strong&gt;: Mas é justamente essa a questão! Se estamos usando um sistema de pensamento que suprime (ainda que parcialmente) o princípio da não-contradição para lidar com um problema para o qual temos dados incompletos... bom, a vida é um dado incompleto! Variações de lógicas paraconsistentes seriam usadas o tempo todo (involuntariamente) ao se compôr sistemas de pensamento para se adequar à falta de informações que temos sobre a realidade (ou seria a realidade que é parcial, substancialmente incompleta, como afirma Slavoj Zizek*?), mas sem uma formulação explícita (nem todos podemos ser Newton da Costa).&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;qOLJ&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/Xv3qRcYII3U?autoplay=0&amp;loop=0&amp;mute=0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;
    &lt;figcaption&gt;ZIZEK, Slavoj. Video Games &amp;amp; Quantum Physics. YouTube (Canal: The Radical Revolution), 18 set. 2023. Disponível em: &amp;lt;https://www.youtube.com/watch?v=Xv3qRcYII3U&amp;gt;. Acesso em: 15 jan. 2024.&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;F7k3&quot;&gt;Obs.: Zizek tem um trecho viral na internet (acima) em que usa videogames como exemplo de que a realidade pode comportar &amp;quot;contradições reais&amp;quot; se a criação estiver &amp;quot;incompleta&amp;quot;, como nos videogames, já que há partes não programadas, incompletas ou mesmo que não permitem interação (cenários pra onde não se pode ir, cutscenes, NPCs, etc).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Tlo2&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h2 id=&quot;MMnY&quot;&gt; §EXCEÇÕES MORAIS?&lt;/h2&gt;
  &lt;h3 id=&quot;OxbP&quot;&gt; A) Hipocrisia&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;ySOX&quot;&gt; * É a prática de defender ou afirmar crenças ou valores que se contradizem com as próprias ações ou comportamentos.&lt;br /&gt; * Envolve uma falta de integridade ou autenticidade.&lt;br /&gt; * Está geralmente associada a julgamentos negativos ou desaprovação social.&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;zizD&quot;&gt; B) Contradição Performativa/Performática&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;S4xj&quot;&gt; * Ocorre quando uma ação ou declaração nega ou subverte seu próprio significado ou intenção declarada.&lt;br /&gt; * É uma forma de ironia ou expressão paradoxal.&lt;br /&gt; * Pode ser usada para fins humorísticos, críticos ou analíticos.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;NPCP&quot;&gt;   &lt;strong&gt;Diferenças Principais:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;CdjF&quot;&gt;   * &lt;strong&gt;Intencionalidade:&lt;/strong&gt; A hipocrisia geralmente envolve uma intenção consciente de enganar ou iludir os outros. A contradição performativa, por outro lado, pode ser intencional ou não.&lt;br /&gt;   * &lt;strong&gt;Motivação:&lt;/strong&gt; A hipocrisia é frequentemente motivada pelo desejo de parecer virtuoso ou superior a outras pessoas. A contradição performativa pode ser motivada por uma variedade de fatores, incluindo humor, crítica ou reflexão filosófica.&lt;br /&gt;   * &lt;strong&gt;Julgamento Social:&lt;/strong&gt; A hipocrisia é geralmente vista negativamente, enquanto a contradição performativa pode ser vista de forma mais ambígua ou até mesmo apreciada.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;mfOl&quot;&gt;   &lt;strong&gt;Exemplos:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;oCjG&quot;&gt;   * &lt;strong&gt;Hipocrisia&lt;/strong&gt;: Um político que faz campanha contra a corrupção, mas se envolve em práticas corruptas.&lt;br /&gt;   * &lt;strong&gt;Contradição Performativa&lt;/strong&gt;: Um comediante que faz uma piada sobre &amp;quot;como odeia comédia&amp;quot;.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;QXLD&quot;&gt; &amp;quot;Contradição performática/performativa&amp;quot; é um termo usado para descrever situações em que as ações e o comportamento de uma pessoa contradizem diretamente as afirmações ou opiniões que ela expressa. É como se alguém dissesse acreditar em uma coisa, mas se comportasse de maneira oposta na prática. Um exemplo clássico disso é um professor que professa &amp;quot;a importância da tolerância e da inclusão&amp;quot;, mas age de maneira discriminatória ou preconceituosa. Nesse caso, a contradição é evidente entre as palavras e as ações da pessoa, resultando em uma hipocrisia vista como contraditória. Outro exemplo interessante é o filósofo que afirma que &amp;quot;a linguagem é inútil para transmitir o verdadeiro conhecimento&amp;quot;, mas que utiliza a linguagem para expressar essa opinião. A contradição performática não apenas mina a credibilidade e a sinceridade das convicções expressas, mas também desafia a noção de que as palavras e as ações de uma pessoa devem estar alinhadas em um sentido coerente e lógico.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;5J7h&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h2 id=&quot;Z0iS&quot;&gt; §EXCEÇÕES PSICOLÓGICAS?&lt;/h2&gt;
  &lt;p id=&quot;4JjI&quot;&gt;&lt;strong&gt;Obs&lt;/strong&gt;.: Os argumentos presentes nos tópicos de &amp;quot;A&amp;quot; até &amp;quot;G&amp;quot; são variações do problema da &amp;quot;imaginação&amp;quot; conforme descrito anteriormente nas (possíveis) &lt;strong&gt;&amp;quot;§EXCEÇÕES METAFÍSICAS&amp;quot;&lt;/strong&gt;(?) ao princípio da não-contradição.&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;d2yU&quot;&gt; A) IMAGINAÇÃO:&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;LCdw&quot;&gt;Vide tópico anterior sobre &amp;quot;Imaginação&amp;quot; na parte das possíveis &lt;strong&gt;&amp;quot;§EXCEÇÕES METAFÍSICAS&amp;quot;&lt;/strong&gt; do princípio da não-contradição.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;om0I&quot;&gt; &lt;strong&gt;&lt;u&gt;O que é imaginação?&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;jjUx&quot;&gt; Imaginação é a capacidade da mente de criar imagens, ideias e conceitos mentais. Envolve a capacidade de formar novas ideias, recordações e experiências a partir de informações armazenadas na memória. A imaginação é essencial para o pensamento criativo, resolução de problemas, planejamento e antecipação. É também a base de muitas formas de arte, como escrita, pintura e música.&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;BSsu&quot;&gt; 1-A matéria pode existir sem a mente (Realismo).&lt;br /&gt; 2-A mente, ao que parece, precisa da matéria para existir (Aristotelismo).&lt;br /&gt; 3-As leis da Física se aplicam a corpos formados por muitas partes/substâncias compostas.&lt;br /&gt; 4-O Materialismo alega que a &amp;quot;matéria criou a mente&amp;quot;.&lt;br /&gt; 5-A mente consegue imaginar coisas impossíveis para a matéria fazer (pois a matéria não é &amp;quot;substância simples&amp;quot;).*&lt;br /&gt; 6-Um ser formado de &amp;quot;substância simples&amp;quot; não se subdivide em partes, logo também não estaria sujeito às leis da Física (Tomismo).&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;jybc&quot;&gt; &lt;strong&gt;Conclusão:&lt;/strong&gt; A matéria não pode ter criado a mente.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;Ok0T&quot;&gt; Ex.: Os poderes mitológicos dos deuses ou dos super-heróis das revistas em quadrinhos só poderia ser explicado se estes fossem formados de algo análogo ao conceito de &amp;quot;substância simples&amp;quot;, do tomismo.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;JqoP&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/33862&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/33862&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;Z8Oc&quot;&gt; Fonte: Super-Heróis e a Física. Disponível em: &amp;lt;&lt;a href=&quot;https://archive.ph/QRtWE&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://archive.ph/QRtWE&lt;/a&gt;&amp;gt;.&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;4mrN&quot;&gt; B) SONHOS&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;mfwz&quot;&gt; &lt;strong&gt;&lt;u&gt;O que são sonhos?&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;FLAE&quot;&gt; Sonhos são experiências mentais vívidas que ocorrem durante o sono. Eles são tipicamente caracterizados por imagens, pensamentos e emoções que não estão presentes na realidade desperta. Os sonhos podem variar muito em conteúdo, de agradáveis ​​a assustadores, e podem ser influenciados por pensamentos, experiências e emoções da vigília. A função exata dos sonhos ainda é desconhecida, mas acredita-se que desempenhem um papel no processamento emocional, consolidação de memória e criatividade.&lt;br /&gt; No entanto, pessoas frequentemente (e ao longo da História) têm experienciado o que chamamos de &amp;quot;sonhos premonitórios&amp;quot;, em que um evento futuro se manifesta ao sonhador antes de sua ocorrência com intervalo de dias, meses, anos e até possivelmente eras se considerarmos fenômenos conhecidos como &amp;quot;epifanias&amp;quot; e &amp;quot;profecias&amp;quot;. Além disso, sonhos parecem não seguir as leis da Física da mesma forma que a imaginação (com a única diferença que a imaginação é predominantemente voluntária enquanto o sonho é predominantemente involuntário) trazendo o mesmo tipo de problema de superposições enquanto potenciais &amp;quot;suspensões&amp;quot; ao princípio da não-contradição.&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;4wyi&quot;&gt; C) DESEJOS&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;ZaAO&quot;&gt; &lt;strong&gt;&lt;u&gt;O que são &amp;quot;desejos&amp;quot;?&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;pp3K&quot;&gt; Os desejos são anseios ou aspirações fortes por algo ou alguém. São impulsos motivacionais que nos levam a buscar a satisfação de necessidades ou vontades. Os desejos podem ser conscientes (&amp;quot;sei de onde vêm&amp;quot;) ou inconscientes (&amp;quot;não sei de onde vêm&amp;quot;) e podem variar em intensidade e duração. Eles podem ser influenciados por fatores biológicos, psicológicos e sociais e podem desempenhar um papel significativo em moldar nosso comportamento e tomada de decisão. O mesmo argumento apresentado no tópico da TRÉPLICA sobre o PECADO enquanto possibilidade de suspensão real ao princípio da não-contradição também pode ser usado para defender que &amp;quot;desejos podem incorporar contradições entre si&amp;quot; (desejar ao mesmo tempo e num mesmo sentido coisas incompatíveis e inconsistentes entre si). Os exemplos para este caso estão na &lt;strong&gt;TRÉPLICA &lt;/strong&gt;do item &lt;strong&gt;&amp;quot;Pecado&amp;quot;&lt;/strong&gt;, no tópico &lt;strong&gt;&amp;quot;§EXCEÇÕES METAFÍSICAS&amp;quot;&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;8tHf&quot;&gt; D) ALUCINAÇÕES&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;ngQ2&quot;&gt; &lt;u&gt;&lt;strong&gt;O que são &amp;quot;alucinações&amp;quot;?&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;JOCn&quot;&gt; Alucinações são percepções sensoriais que ocorrem na ausência de qualquer estímulo externo real. Elas podem envolver qualquer um dos cinco sentidos e são tipicamente vívidas e detalhadas. As alucinações podem ser causadas por uma variedade de fatores, incluindo distúrbios mentais, uso de drogas, privação sensorial e certas condições médicas. Em alguns casos, as alucinações podem ser um sintoma de um problema subjacente que requer atenção médica. Vide tópico anterior sobre &amp;quot;Imaginação&amp;quot; na parte das possíveis exceções &amp;quot;METAFÍSICAS&amp;quot; do princípio da não-contradição.&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;uQw7&quot;&gt; E) DELÍRIOS&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;0r1F&quot;&gt; &lt;strong&gt;Imaginação&lt;/strong&gt;: Envolve a criação criativa de imagens ou ideias mentais, não necessariamente baseadas na realidade.&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Sonho&lt;/strong&gt;: Experiências mentais vívidas que ocorrem durante o sono, influenciadas por pensamentos e emoções da vigília.&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Delírio&lt;/strong&gt;: Crenças firmes e irracionais que não são baseadas na realidade, muitas vezes acompanhadas de alucinações.&lt;br /&gt; Alucinação: Percepções sensoriais que ocorrem sem um estímulo externo real, podendo ser causadas por vários fatores, incluindo distúrbios mentais ou uso de drogas.&lt;br /&gt; Vide tópico anterior sobre &amp;quot;Imaginação&amp;quot; na parte das possíveis exceções &amp;quot;METAFÍSICAS&amp;quot; do princípio da não-contradição.&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;PsCM&quot;&gt; F) DISFORIA DE GÊNERO&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;1FYz&quot;&gt; &lt;strong&gt;&lt;u&gt;O que é &amp;quot;disforia de gênero&amp;quot;?&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;7UaP&quot;&gt; Disforia de gênero é um sentimento intenso de desconforto ou angústia que pode ocorrer quando o sexo BIOLÓGICO de uma pessoa não corresponde à sua &amp;quot;identidade de gênero&amp;quot;. Indivíduos com &amp;quot;disforia de gênero&amp;quot; podem sentir uma forte necessidade de viver como o gênero que corresponde à sua VONTADE interna, mesmo que isso não esteja de acordo com seu sexo biológico.&lt;br /&gt; Vide tópico anterior sobre &amp;quot;Imaginação&amp;quot; na parte das possíveis exceções &amp;quot;METAFÍSICAS&amp;quot; do princípio da não-contradição.&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;5mQu&quot;&gt; G) (des)CONTINUIDADE DO EGO&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;XPWo&quot;&gt; Este tópico na verdade permeia não só a Psicologia como as religiões orientais já que lida com o ancestral problema do &amp;quot;uno x múltiplo&amp;quot;. Por exemplo: Para os Orientais, (hindus e budistas) Maya não é &amp;quot;ilusão&amp;quot;, mas sim o manifestado - são sinônimos. O &amp;quot;manifestado&amp;quot;, cada vez que se manifesta já não existe mais, pois na realidade não existe continuismo entre &amp;quot;pontos&amp;quot; e sim fluidez. Assim, o ser que é o manifestado, não tem continuidade ou, como diria Tim Maia, inspirado por Heráclito e Buda: &amp;quot;tudo muda o tempo todo no mundo&amp;quot; (Tim Maia em &amp;quot;Como uma Onda&amp;quot;). O &amp;quot;manifestado&amp;quot;, por assim dizer, deixa de existir cada vez que se manifesta. Os ocidentais, chamam isso de &amp;quot;não ser&amp;quot;, enquanto os orientais chamam de &amp;quot;Ser&amp;quot; (&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/44613&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/44613&lt;/a&gt;). Isso porque, para os orientais &amp;quot;tudo é um&amp;quot;, &amp;quot;contradições são ilusórias&amp;quot; e &amp;quot;o ego é vazio&amp;quot;. O &amp;quot;manifestado&amp;quot; não se vê como parte do todo, &amp;quot;não se distingue dele. Sendo a identidade (que exige continuidade) também uma ilusão, o objetivo da vida é se dissolver no todo, isto é: parar de se manifestar. (&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/44614&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/44614&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt; Em suma, O &amp;quot;princípio da não-contradição&amp;quot; só é notado a partir da diferenciação entre o &amp;quot;eu&amp;quot; e o &amp;quot;outro&amp;quot; portanto estando, psicologicamente, &amp;quot;a posteriori&amp;quot;, já que a visão Oriental de &amp;quot;Consciência&amp;quot; permeou o desenvolvimento da Psicologia Moderna.&lt;br /&gt; É um ponto passivo na Psicologia a crença que a criança se entende como &amp;quot;parte da mãe&amp;quot; e a vai se individualizando num processo &amp;quot;a posteriori&amp;quot; e experiências místicas envolvendo &amp;quot;tanques de privação sensorial&amp;quot; podem eventualmente produzir, pela ausência de estímulos sensoriais, uma sensação de &amp;quot;unidade com um TODO maior&amp;quot;.&lt;br /&gt; Entre os principais efeitos psicológicos descritos após experiências com &amp;quot;tanques de privação sensorial&amp;quot; temos, por exemplo:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;czd8&quot;&gt;☑ Alucinações visuais e auditivas: Pessoas podem experimentar visões e sons não existentes, que podem ser agradáveis ou perturbadores.&lt;br /&gt;☑ Pensamentos e sentimentos alterados: O isolamento e a falta de estímulos podem levar a pensamentos confusos, distorcidos ou até mesmo psicóticos. Os indivíduos podem sentir ansiedade, medo, euforia ou depressão.&lt;br /&gt;☑ Despersonalização e desrealização: As pessoas podem se sentir desconectadas de seus próprios corpos ou do mundo ao seu redor.&lt;br /&gt;☑ Aumento da sugestionabilidade: Os indivíduos podem se tornar mais propensos a sugestões e influências externas.&lt;br /&gt;☑ Relaxamento e redução do estresse: Para algumas pessoas, o tanque de privação sensorial pode fornecer uma sensação profunda de relaxamento e redução do estresse.&lt;br /&gt;☑ Clareza mental e insights: Alguns indivíduos relataram experimentar maior clareza mental e insights após a experiência.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;2eEt&quot;&gt;  Sobre a incidência de relatos de sensação de &amp;quot;unidade&amp;quot; com &amp;quot;todas as coisas&amp;quot;:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;dFP9&quot;&gt;  A incidência de relatos de sensação de &amp;quot;unidade&amp;quot; com &amp;quot;todas as coisas&amp;quot; em experiências com tanques de privação sensorial é difícil de quantificar, pois as pesquisas sobre o assunto são limitadas. No entanto, alguns estudos sugerem que este efeito é relativamente comum.&lt;br /&gt;  Por exemplo, um estudo de 1968 realizado por John C. Lilly (publicado em &amp;quot;Scientific American&amp;quot;) descobriu que 63% dos participantes relataram experimentar uma sensação de &amp;quot;dissolução do ego&amp;quot; ou &amp;quot;fusão com o universo&amp;quot; durante experiências em tanques de privação sensorial.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;embR&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h2 id=&quot;aivB&quot;&gt; §DIREITO?&lt;/h2&gt;
  &lt;p id=&quot;4EGY&quot;&gt;&lt;strong&gt;TESE&lt;/strong&gt;: Não me parece absurdo afirmar que, no Direito, dadas as brechas de coerência entre leis e leis e também dadas as decisões a ser tomadas quase sempre envolverem dados insuficientes, o uso de &amp;quot;lógica difusa&amp;quot; aparenta ser o padrão. Ex.: em alguns casos de disputas judiciais em que não haja prova material mas apenas testemunhal, por vezes, pessoas implicadas são mantidas de fora dos relatos a ser julgados seja para preservá-los seja porque os mesmos negam conhecimento ou participação no caso.&lt;br /&gt;Este caso não é plenamente uma &amp;quot;violação&amp;quot; ao princípio da não-contradição, sendo uma espécie de &amp;quot;suspensão parcial&amp;quot; da certeza do mesmo para formular uma decisão enquanto &amp;quot;aposta provável&amp;quot;, como na estatística. Por ser uma &amp;quot;aposta&amp;quot;, a lógica difusa &amp;quot;contorna&amp;quot; o problema das contradições ao lidar apenas com o gradiente entre os contrários.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;sp3p&quot;&gt;&lt;strong&gt;ANTÍTESE&lt;/strong&gt;: Na verdade, o Direito Romano é baseado em retórica, sujeito a sofismas. Ainda se usa de &amp;quot;lógica tradicional&amp;quot; mas um dos lados, quando não os dois em questão, podem estar mentindo.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;YBHw&quot;&gt;&lt;strong&gt;TRÉPLICA&lt;/strong&gt;: Mas a admissão de ouvir dois lados potencialmente contraditórios dando o mesmo direito e valor de verdade a ambos os lados do argumento não em si já o uso de uma lógica paralela que não lida com Verdades Formais?&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;0vC4&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h2 id=&quot;EWhw&quot;&gt;4. LÓGICA TRADICIONAL X LÓGICAS PARACONSISTENTES&lt;/h2&gt;
  &lt;p id=&quot;cQ1X&quot;&gt;Nesta categoria, não lidaremos necessariamente com candidatas a &amp;quot;exceções lógicas&amp;quot; ao princípio da não-contradição mas, tão somente, com exemplos de abordagens em &amp;quot;lógica moderna&amp;quot; em que o princípio da não-contradição, de fato, não é empregado de forma dualista e inflexível. Ou seja, em termos &amp;quot;técnicos&amp;quot;, nessas lógicas alternativas o princípio da não-contradição &amp;quot;não trivializa&amp;quot;. É possível que alguns dos exemplos do capítulo: &amp;quot;3. EXISTEM EXCEÇÕES AO PRINCÍPIO DA NÃO-CONTRADIÇÃO?&amp;quot; façam mais sentido ao serem relidos APÓS a leitura do capítulo atual, todavia a disposição dos capítulos tal qual se vê se deu porque eu pretendi preservar a maneira como os assuntos me vieram à mente.&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;aWB3&quot;&gt; A) Paradoxos e Lógicas Paraconsistentes&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;ctt8&quot;&gt;  Os paradoxos expõem as limitações do princípio da não-contradição, que é um dos pilares da lógica clássica. Lógicas paraconsistentes são sistemas lógicos que relaxam ou rejeitam o princípio da não-contradição para lidar com paradoxos de forma mais satisfatória.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;1eVM&quot;&gt;  &lt;strong&gt;Princípio da Não-Contradição&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Pe6N&quot;&gt;  O princípio da não-contradição afirma que duas proposições contraditórias não podem ser ambas verdadeiras ao mesmo tempo. Em outras palavras, uma proposição não pode ser verdadeira e falsa simultaneamente.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;ayrr&quot;&gt;  &lt;strong&gt;Lógicas Paraconsistentes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;u8Hf&quot;&gt;  As lógicas paraconsistentes permitem que proposições contraditórias sejam verdadeiras simultaneamente em certos contextos. Isso é conseguido relaxando ou rejeitando o princípio da não-contradição.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;vHwN&quot;&gt; &lt;strong&gt;Exemplos de Lógicas Paraconsistentes:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;ul id=&quot;3k3o&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;Y4E9&quot;&gt;  &lt;strong&gt;Lógica de Valoração Verdadeira:&lt;/strong&gt; Permite que proposições contraditórias sejam verdadeiras, mas atribui valores de verdade diferentes a elas.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;ZIlj&quot;&gt;  &lt;strong&gt;Lógica Relevante:&lt;/strong&gt; Rejeita o princípio da não-contradição, permitindo que proposições contraditórias sejam ambas verdadeiras se não estiverem relacionadas.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;DDlW&quot;&gt;  &lt;strong&gt;Lógica Dialética:&lt;/strong&gt; Permite que proposições contraditórias sejam verdadeiras em diferentes estágios de um diálogo ou debate.&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;p id=&quot;h9f9&quot;&gt; &lt;strong&gt;Importância das Lógicas Paraconsistentes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;PoKe&quot;&gt; As lógicas paraconsistentes são valiosas para:&lt;/p&gt;
  &lt;ul id=&quot;2mRw&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;vIqM&quot;&gt;  Modelar fenômenos do mundo real que exibem contradições, como a mecânica quântica.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;Qfj2&quot;&gt;  Resolver paradoxos e evitar antinomias na filosofia e na ciência.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;9Pou&quot;&gt;  Explorar e desenvolver novas abordagens para o raciocínio e a argumentação.&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;p id=&quot;gjn0&quot;&gt; É importante notar que as lógicas paraconsistentes não invalidam o princípio da não-contradição para todos os contextos. Elas simplesmente oferecem sistemas lógicos alternativos que lidam com contradições de forma diferente.&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;Ru3c&quot;&gt;B) Lógica Difusa&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;FhpT&quot;&gt; A lógica difusa é um sistema lógico que lida com conceitos vagos e imprecisos, ao contrário da lógica clássica, que é baseada em valores binários (verdadeiro/falso).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;qpsG&quot;&gt;&lt;strong&gt; Princípios:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;ol id=&quot;lcjX&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;SbUq&quot;&gt;&lt;strong&gt;Graus de Verdade:&lt;/strong&gt; Em vez de valores booleanos (verdadeiro/falso), a lógica difusa atribui graus de verdade aos valores lógicos, variando de 0 (completamente falso) a 1 (completamente verdadeiro).&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;dY0S&quot;&gt;&lt;strong&gt;Funções de Pertinência:&lt;/strong&gt; Funções matemáticas são usadas para representar a pertinência (compatibilidade) de um elemento a um conjunto difuso.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;7y6Y&quot;&gt;&lt;strong&gt;Operadores Difusos:&lt;/strong&gt; Operadores lógicos (como AND, OR, NOT) são modificados para trabalhar com graus de verdade, permitindo o raciocínio com informações imprecisas.&lt;/li&gt;
  &lt;/ol&gt;
  &lt;p id=&quot;869u&quot;&gt; &lt;strong&gt;Aplicações:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;ZEer&quot;&gt; A lógica difusa é amplamente utilizada em áreas como:&lt;/p&gt;
  &lt;ul id=&quot;tkJh&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;mDMi&quot;&gt;  Controle de sistemas (por exemplo, sistemas de controle de temperatura, robótica);&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;sXPx&quot;&gt;  Tomada de decisão (por exemplo, sistemas de suporte à decisão, análise de risco);&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;rwcb&quot;&gt;  Processamento de linguagem natural (por exemplo, tradução de idiomas, reconhecimento de fala);&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;d5RG&quot;&gt;  Sistemas de Especialização (por exemplo, sistemas de diagnósticos médicos, sistemas de recomendação)&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;p id=&quot;zRyT&quot;&gt; &lt;strong&gt;Exemplo:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;RruN&quot;&gt;  Considere o conceito de &amp;quot;alta temperatura&amp;quot;. Na lógica clássica, uma temperatura é alta ou não alta. No entanto, na lógica difusa, podemos definir uma função de pertinência para representar o grau em que uma temperatura é considerada alta, levando em consideração fatores como faixa de conforto desejada e tolerância individual.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;g2n2&quot;&gt;&lt;strong&gt; Benefícios:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;ul id=&quot;d5Ei&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;kciC&quot;&gt;  Permite lidar com incertezas e imprecisões inerentes ao mundo real.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;F1Uz&quot;&gt;  Fornece uma forma mais realista de raciocinar sobre sistemas complexos.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;3wIw&quot;&gt;  Melhora a tomada de decisão em situações com informações incompletas ou vagas.&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;h3 id=&quot;9leg&quot;&gt;&lt;strong&gt;C) Uma proposta ontológica&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;G6pN&quot;&gt; Acredito que aqui deve ficar claro porque as proposições (2) a (6) apresentadas no início do artigo, no primeiro capítulo, parte B, sobre Lógica, me parecem razoáveis se admitirmos que Lógica e Metafísica são sinônimos já que a Lógica estaria convertendo no pensamento aquilo que é adquirido a partir da experiência hilemórfica da realidade ontológica via &amp;quot;conhecimento por presença&amp;quot;. O que, &amp;quot;trocando em miúdos&amp;quot; quer dizer que a Lógica opera &amp;quot;através da linguagem&amp;quot; mas não a &amp;quot;partir da linguagem&amp;quot;. Se Aristóteles tinha ou não isso em mente quando escreveu o &amp;quot;Órganon&amp;quot; e a &amp;quot;Metafísica&amp;quot; não nos é mais possível saber, mas não me parece uma opção indefensável  entendermos que a lógica aristotélica se limitava a dizer &amp;quot;o que existe&amp;quot; (verdade) e o que &amp;quot;não existe&amp;quot; (falsidade); portanto, uma &amp;quot;contradição real&amp;quot; seria a &amp;quot;ausência de um ente não presente&amp;quot; (&amp;quot;não ser&amp;quot;), enquanto que as lógicas proposicionais tem mais valores além de &amp;quot;verdadeiro&amp;quot; e &amp;quot;falso&amp;quot; para dar conta do que é &amp;quot;indeterminado&amp;quot; ou &amp;quot;condicional&amp;quot; lidando assim, no primeiro aspecto com o que não sabemos sobre aquilo que existe, e, No segundo aspecto com as sutilezas de linguagem e o &amp;quot;GAP&amp;quot; entre o que &amp;quot;pode ser dito&amp;quot; e o que &amp;quot;É&amp;quot;.&lt;/p&gt;
  &lt;h3 id=&quot;xzV9&quot;&gt;D) Estudo(s) de caso (extras)&lt;/h3&gt;
  &lt;p id=&quot;XQPt&quot;&gt; Este tópico extra foi colocado por último no artigo, após eu ter chegado à vívida impressão de que a maior parte dos erros de raciocínio derivam exatamente de não usarmos o princípio da não-contradição o tempo inteiro! A seguir, proponho uma série de situações de julgamento com suspensão parcial do princípio da não-contradição:&lt;/p&gt;
  &lt;ul id=&quot;Hfdy&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;gAgj&quot;&gt;Quando não pensamos claramente não estamos usando o princípio da não-contradição;&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;br3p&quot;&gt;Quando não pensamos as coisas em suas devidas categorias não estamos usando o princípio da não-contradição;&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;oqzf&quot;&gt;Quando confundimos uma coisa com outra não estamos usando o princípio da não-contradição.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;yjsc&quot;&gt;Quando não conseguimos discernir a(s) diferença(s) entre 2 ou mais entes não estamos usando o princípio da não-contradição.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;xxfb&quot;&gt;Quando enxergamos um conjunto enquanto &amp;quot;uno&amp;quot; (guardem essa palavra!) e não como &amp;quot;a soma de muitas partes&amp;quot; não estamos usando o princípio da não-contradição (?).&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;p id=&quot;WwzR&quot;&gt; Conversando no trabalho com um amigo a respeito de como o gosto musical das pessoas parece ter piorado ao longo do tempo e como, mesmo assim, boa parte das canções imorais e/ou de gosto duvidoso acaba descrevendo o comportamento que as pessoas assumem na realidade, nós dois, meu colega e eu, partindo da mesma pergunta chegamos a duas conclusões diferentes na seguinte forma:&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;uOpL&quot;&gt;1) Meu amigo interpretava que &amp;quot;as pessoas ouvem esse estilos popularescos de música de conteúdo duvidoso porque é disso que elas gostam realmente&amp;quot;;&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;JZzZ&quot;&gt;2) Eu, por outro lado, argumentei que &amp;quot;o gosto das massas é moldado pela constante repetição desses estilos musicais populares através da mídia&amp;quot;.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;OeoQ&quot;&gt;3) Contudo, me parece mais acertado dizer que a verdade sobre esta questão é uma mistura dessas duas afirmações, aparentemente não-conciliáveis, já que nem meu amigo nem eu temos a totalidade das informações a esse respeito.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;L7tE&quot;&gt; &lt;strong&gt;Conclusão&lt;/strong&gt;: Assim como as partes com &amp;quot;programação não finalizada&amp;quot; num videogame deixam fases incompletas e cenários com os quais não dá pra interagir podem existir (e, de fato, existem em muitos games) &amp;quot;contradições reais&amp;quot; parecem não ser impossíveis num universo incompleto (assim como o princípio da não-contradição parece enfraquecer num universo proposicional de informações incompletas, pois este cenário acaba exigindo valores intermediários entre &amp;quot;verdadeiro&amp;quot; e &amp;quot;falso&amp;quot;).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;3qKf&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h2 id=&quot;BAJJ&quot;&gt;5. É O SEMELHANTE OU O DIFERENTE O &amp;quot;FUNDO&amp;quot; DA REALIDADE?&lt;/h2&gt;
  &lt;p id=&quot;hTTN&quot;&gt; &lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;46Gz&quot;&gt;No diálogo &amp;quot;Parmênides&amp;quot;, Platão estabelece uma conversa entre Zenão de Eléia, discípulo de Parmênides, o próprio Parmênides velho e uma versão jovem de Sócrates, avaliando se o contexto metafísico deduzido partir dos números e da geometria desenhava um perfil filosófico mais pendente para o &amp;quot;uno&amp;quot; ou para o &amp;quot;múltiplo&amp;quot; enquanto &amp;quot;sub-instância&amp;quot; da realidade. No final das contas, para qualquer pessoa que tenha lido a obra, ficará claro que &amp;quot;o problema do uno x múltiplo&amp;quot; é o &amp;quot;GAP&amp;quot; entre o &amp;quot;princípio da identidade&amp;quot; e o &amp;quot;princípio da não-contradição&amp;quot;, e a escolha da resposta para esse dilema filosófico divide as cosmovisões Ocidentais e Orientais em duas grandes vertentes.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;rp0p&quot;&gt;De toda forma, é estranho discriminar situações em que o princípio da não-contradição &amp;quot;enfraquece&amp;quot; sabendo que é ATRAVÉS do princípio da não-contradição que isso se verifica! Logo, eu não posso negar que de fato existe apenas UMA Lógica: afinal &amp;quot;as coisas OU existem OU não existem&amp;quot;; e isso não é apenas uma proposição já que as &amp;quot;coisas materialmente verdadeiras&amp;quot; são existentes e as &amp;quot;coisas materialmente falsas&amp;quot; (contraditórias às primeiras) são aquelas que não existem materialmente, por isso afirmo que Lógica e Metafísica são a mesma coisa: os princípios lógicos são materialmente verificáveis.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;oI1L&quot;&gt;Por outro lado, a representação da realidade pela linguagem admite diferentes &amp;quot;linguagens lógicas&amp;quot;, o que leva o problema das contradições para o campo gnosiológico já que &amp;quot;contradições reais&amp;quot; dependem de &amp;quot;coisas materialmente não existentes existirem&amp;quot;, o que faz sentido potencial, mas não materialmente como ato... Se &amp;quot;coisas materialmente não existentes&amp;quot; podem &amp;quot;existir potencialmente&amp;quot; ou ser imaginadas, o que se pode dizer sobre o problema fica restrito aos &amp;quot;entes de razão&amp;quot;. O que me leva a crer que a existência de &amp;quot;contradições reais&amp;quot; é uma &amp;quot;tautologia&amp;quot;, pois nem pode ser provada nem refutada: não se pode conhecer o conjunto de todas as coisas a ponto de afirmar se o universo está (ou não) completo.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;k2uo&quot;&gt;Entretanto, impossibilitada a prova, mas assumindo que coisas idealizadas, tidas como impossíveis, podem ser manifestas/criadas implica que &amp;quot;o inexistente vir à existência em ato&amp;quot; é uma conjectura razoável o bastante para eu afirmar que &amp;quot;as regras pelas quais as coisas passam de potência ao ato são essencialmente paradoxais. E aqui estou diferenciando &amp;quot;paradoxo&amp;quot; de &amp;quot;contradição&amp;quot; porque &amp;quot;na contradição o contraditório é o não-existente&amp;quot; enquanto que no paradoxo, a contrariedade e seu antagonista são afirmados ao mesmo tempo e de modo interdependente (uma &amp;quot;unidade-dualidade&amp;quot;, um &amp;quot;uno-múltiplo&amp;quot;, um &amp;quot;absurdo real&amp;quot;). Brincando de pensar nos limites do universo, batemos de cara numa &amp;quot;parede gnosiológica de Schrödinger&amp;quot;, &amp;quot;real e abstrata ao mesmo tempo&amp;quot;, por não podermos discernir &amp;quot;a divisão da alma e do espírito&amp;quot;. O que é pode (ao mesmo tempo e no mesmo sentido) não-ser (ao menos) enquanto &amp;quot;potência&amp;quot; ou, como dito no decorrer do filme Mr. Nobody: &amp;quot;tudo permanece em aberto enquanto não se decidir nada&amp;quot;.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;AcpX&quot;&gt;Apesar de estar presente desde os antigos gregos e também na construção das escolas de pensamento orientais (Budismo, Zen, Taoísmo, etc), o &amp;quot;problema do uno e do múltiplo&amp;quot; parece ter sua resposta mais &amp;quot;exótica&amp;quot; dentro do Cristianismo através da revelação e sistematização da noção de &amp;quot;trindade&amp;quot;: Deus é UNO e é MÚLTIPLO AO MESMO TEMPO. Ao mesmo tempo que Deus é Pai, Filho e Espírito Santo, cosubstanciais (UNO) mas PESSOAS DIFERENTES (o Pai não é o Filho, o Filho não é o Espírito, o Espírito não é o Filho nem o Pai). O trecho bíblico abaixo já foi usado em outro momento do artigo mas me parece necessário relembrar e expandir:&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;5rTk&quot;&gt;&amp;quot;O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós; pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração. Sendo, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem. Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos.&amp;quot;&lt;br /&gt;(Atos dos Apóstolos 17:24-31)&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;GCl0&quot;&gt;Me parece que, o mesmo Cristianismo que &amp;quot;homologou&amp;quot; o princípio da não-contradição como algo de uso comum se alicerçou sobre um tipo de &amp;quot;lógica paraconsistente&amp;quot; através, pelo menos, do conceito da trindade. E se o &amp;quot;fundo&amp;quot; da realidade for, afinal, um paradoxo? Não sei vocês mas, particularmente, eu estou em paz com isso (&lt;a href=&quot;https://t.me/FilosofiaEAfins/39909&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://t.me/FilosofiaEAfins/39909&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;FFfJ&quot;&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;h2 id=&quot;mmCP&quot;&gt;REFERÊNCIAS&lt;/h2&gt;
  &lt;p id=&quot;V1if&quot;&gt;AGOSTINHO. Confissões. Tradução de J. Oliveira Santos. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2005.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;XXXG&quot;&gt;ARISTÓTELES. A Metafísica. Tradução de Giovanni Reale. São Paulo: Editora Loyola, 2002.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;92x8&quot;&gt;BRISOLARA, Daniel. Alvin Plantinga: &amp;quot;Evolução versus Naturalismo&amp;quot;. 26 dez 2014. Disponível em: &amp;lt;&lt;a href=&quot;https://dcgolgota.blogspot.com/2014/12/alvin-plantinga-evolucao-versus.html?m=1&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://dcgolgota.blogspot.com/2014/12/alvin-plantinga-evolucao-versus.html?m=1&lt;/a&gt;&amp;gt;. Acesso em: 28 jul 2024.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;AaaG&quot;&gt;DORMAEL, Jaco Van. Mr. Nobody. [Filme]. Bélgica: Pan Européenne, 2009.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;66CN&quot;&gt;GLEISLER, Marcelo. O NADA EXISTE? Uma Breve História do Vazio. YouTube, 22 de junho de 2018. Disponível em: &amp;lt;&lt;a href=&quot;https://youtu.be/CCGT4NzClWo&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://youtu.be/CCGT4NzClWo&lt;/a&gt;&amp;gt;. Acesso em: 23 abr. 2023.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;KeTW&quot;&gt;JOLIVET, Régis. Curso de Filosofia.  Editora Agir - 4.ª Edição. Disponível em: &amp;lt;&lt;a href=&quot;https://www.consciencia.org/cursofilosofiajolivet.shtml&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://www.consciencia.org/cursofilosofiajolivet.shtml&lt;/a&gt;&amp;gt;. Acesso em: 19 jun. 2022.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;XRgK&quot;&gt;KIERKEGAARD, Søren. O conceito de angústia: uma simples reflexão psicológico-demonstrativa direcionada ao problema dogmático do pecado hereditário / Søren Aabye Kierkegaard; tradução de Álvaro Luiz Montenegro Valls. Petrópolis, RJ: Vozes ; 2017 (Vozes de Bolso).&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;iyyt&quot;&gt;LEWIS, Clive Staples. Cristianismo Puro e Simples. Tradução de  Álvaro Oppermann e Marcelo Brandão Cipolia.  São Paulo: Martins Fontes, 2005.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;ZQCv&quot;&gt;LILLY, J. C. (1968). The tank as a research tool. Scientific American, 219(4), 126-137.&lt;/p&gt;
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  &lt;p id=&quot;isxo&quot;&gt;LUTZ. Lógica: Pare Tudo Que Você Está Fazendo e Vá Aprender Lógica! - Victor Victorelli | Lutz #259. YouTube, 11 jul. 2024. Disponível em: &amp;lt;&lt;a href=&quot;https://youtu.be/s7DNkX6jHsI&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://youtu.be/s7DNkX6jHsI&lt;/a&gt;&amp;gt;. Acesso em: 26 ago. 2024.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;dWP3&quot;&gt;MARTINS, Andrei. A INVENÇÃO DO EU. Canal: Casa do Saber. YouTube, 25 ago. 2019. Disponível em: &amp;lt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=pMmv2fhyV2w&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=pMmv2fhyV2w&lt;/a&gt;&amp;gt;. Acesso em: 08 ago. 2023.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;XAwk&quot;&gt;NARBONNE, Jean Marc. A Metafísica de Plotino [Tradução Mauricio Pagotto marsola]. São Paulo: Paulus, 2014.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Z528&quot;&gt;NGHIEM, Minh Dung. Música, Inteligência e Personalidade. 1. ed. São Paulo: Vide Editorial, 2009.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;8dcu&quot;&gt;OLIVEIRA, Jean. A Importância do Mistério no Sentido da Vida Cristã. Disponível em: &amp;lt;&lt;a href=&quot;https://archive.ph/xwBKu&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://archive.ph/xwBKu&lt;/a&gt;&amp;gt;. Acesso em: 28 jul 2024.&lt;/p&gt;
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  &lt;p id=&quot;xOCU&quot;&gt;OLIVEIRA, Jean. Primeiros Princípios da Lógica &amp;amp; Saúde Mental. Disponível em: &amp;lt;&lt;a href=&quot;https://archive.ph/YQakc&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://archive.ph/YQakc&lt;/a&gt;&amp;gt;. Acesso em: 28 jul 2024.&lt;/p&gt;
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  &lt;p id=&quot;xGXi&quot;&gt;OLIVEIRA, Jean. Tipos de Verdade. Disponível em: &amp;lt;&lt;a href=&quot;https://archive.ph/8DyPk&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://archive.ph/8DyPk&lt;/a&gt;&amp;gt;. Acesso em: 28 jul 2024.&lt;/p&gt;
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  &lt;p id=&quot;Jokq&quot;&gt;PASCAL, Blaise. Pensamentos (1669). Tradução Maria Ermantina Galvão. Editora Martin Claret, 2000.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;ERG1&quot;&gt;PLATÃO. Parmênides: O Uno e o Múltiplo, as Formas Inteligíveis. [s.l.]: [s.n.], [s.d.]. Tradução de Carlos Alberto Nunes. Versão Eletrônica e Digitalização: Membros do Grupo de Discussão Acrópolis (Filosofia): &amp;lt;&lt;a href=&quot;http://br.egroups.com/group/acropolis&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://br.egroups.com/group/acropolis&lt;/a&gt;&amp;gt;.&lt;/p&gt;
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  &lt;p id=&quot;Ommw&quot;&gt;VAN LENTE, Fred; DUNLAVEY, Ryan. Filósofos em Ação: Volume Dois. São Paulo: Gal Editora, 2010.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;dG4w&quot;&gt;VICTORELLI, Victor. Para que serve a Lógica | Minha participação no Lutz Podcast. YouTube, 31 jul. 2024. Vídeo online. Disponível em: &amp;lt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=VaRPX3AhIF4&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=VaRPX3AhIF4&lt;/a&gt;&amp;gt;. Acesso em: 02 ago 2024.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;3yty&quot;&gt;VICTORELLI, Victor. A estrutura de um bom argumento | Minha participação no Lutz Podcast. YouTube, 09 ago. 2024.   Disponível em: &amp;lt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=zzGNuHi0mJU&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=zzGNuHi0mJU&lt;/a&gt;&amp;gt;. Acesso em: 09 ago. 2024.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;ai8r&quot;&gt;WITTGENSTEIN, Ludwig. Tractatus Logico-Philosophicus. Tradução de José Arthur Giannotti. São Paulo: Biblioteca Universitária da USP, 1968.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;ifz0&quot;&gt;ZIZEK, Slavoj. Video Games &amp;amp; Quantum Physics. YouTube (Canal: The Radical Revolution), 18 set. 2023. Disponível em: &amp;lt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=Xv3qRcYII3U&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=Xv3qRcYII3U&lt;/a&gt;&amp;gt;. Acesso em: 15 jan. 2024.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;

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