<?xml version="1.0" encoding="utf-8" ?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:tt="http://teletype.in/" xmlns:opensearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/"><title>Psicólogo Lucas Chagas</title><subtitle>Cristão, psicólogo para adolescentes e especialista em Análise Comportamental.</subtitle><author><name>Psicólogo Lucas Chagas</name></author><id>https://teletype.in/atom/lucaschagaspsi</id><link rel="self" type="application/atom+xml" href="https://teletype.in/atom/lucaschagaspsi?offset=0"></link><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@lucaschagaspsi?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=lucaschagaspsi"></link><link rel="next" type="application/rss+xml" href="https://teletype.in/atom/lucaschagaspsi?offset=10"></link><link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" title="Teletype" href="https://teletype.in/opensearch.xml"></link><updated>2026-04-03T23:35:36.753Z</updated><entry><id>lucaschagaspsi:scrolling-no-cerebro</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@lucaschagaspsi/scrolling-no-cerebro?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=lucaschagaspsi"></link><title>Scrolling: o efeito silencioso dos vídeos curtos no cérebro</title><published>2025-12-07T18:22:18.212Z</published><updated>2025-12-11T20:23:24.209Z</updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img3.teletype.in/files/ea/64/ea64a1e6-a300-4259-9766-2584be8598b2.png"></media:thumbnail><category term="pesquisas" label="Pesquisas"></category><tt:hashtag>adolescência</tt:hashtag><tt:hashtag>cérebro</tt:hashtag><tt:hashtag>estudos</tt:hashtag><tt:hashtag>scrolling</tt:hashtag><tt:hashtag>psicologia</tt:hashtag><summary type="html">&lt;img src=&quot;https://img2.teletype.in/files/1f/6a/1f6a64b0-cb6d-42dc-8409-8f324c61e31a.png&quot;&gt;Um estudo recente de meta-análise, abrangendo 71 pesquisas e quase 100 mil pessoas, revela como formatos populares como TikTok, Instagram Reels e YouTube Shorts podem, com o tempo, alterar a forma como pensamos, sentimos e nos concentramos.</summary><content type="html">
  &lt;p id=&quot;Nohg&quot;&gt;Um estudo recente de meta-análise, abrangendo 71 pesquisas e quase 100 mil pessoas, revela como formatos populares como TikTok, Instagram Reels e YouTube Shorts podem, com o tempo, alterar a forma como pensamos, sentimos e nos concentramos.&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;E0gy&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img2.teletype.in/files/1f/6a/1f6a64b0-cb6d-42dc-8409-8f324c61e31a.png&quot; width=&quot;1200&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;&lt;em&gt;Scroolling &lt;/em&gt;é o comportamento de ficar vendo vídeos de maneira contínua, rolando o &lt;em&gt;feed &lt;/em&gt;do TikTok ou Instagram.&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;Q1Ly&quot;&gt;Os resultados mostram que o uso intenso desses vídeos está associado a uma piora na atenção sustentada e no controle inibitório, ou seja: quem consome demais tende a se distrair mais facilmente, achar difícil manter o foco e agir por impulso, que são sintomas também presente em pessoas com TDAH.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;AOsK&quot;&gt;Com o tempo, o cérebro se habitua a estímulos rápidos e recompensas imediatas, o que pode tornar tarefas como estudar, ler, ouvir uma aula ou completar algo que exige paciência muito mais difíceis.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;muW1&quot;&gt;Além dos efeitos cognitivos, o estudo aponta correlações com aumento de estresse, ansiedade, pior qualidade do sono, isolamento e diminuição da sensação geral de bem-estar.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;ZXx9&quot;&gt;Para a surpresa de muitos os vídeos curtos não afetam de maneira considerável a autoestima ou imagem corporal, como acontecia em conteúdos estáticos no Instagram, segundo a variação dos dados, mas o impacto sobre humor, sono e regulação emocional é consistente.&lt;/p&gt;
  &lt;h2 id=&quot;UD2x&quot;&gt;Não só os adolescentes são afetados&lt;/h2&gt;
  &lt;p id=&quot;5fel&quot;&gt;Embora muitos acreditem que jovens teriam o cérebro “mais vulnerável”, os dados da meta-análise mostram que adultos e adolescentes foram afetados da mesma forma, o problema está no formato dos vídeos e no modo como usamos as telas.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;j8oY&quot;&gt;Porém é importante ressaltar que os estudos não são longitudinais e que eles não demonstram impactos sobre a formação do cérebro adolescente ao longo do tempo. Mas, como o cérebro adolescente ainda está sob um processo de amadurecimento, o córtex pré-frontal deve sofrer maior prejuízo já que ele além de imaturo durante a adolescência, também é o mais afetado pela exposição excessiva dos vídeos curtos.&lt;/p&gt;
  &lt;h2 id=&quot;xo3o&quot;&gt;Por que isso merece atenção das famílias&lt;/h2&gt;
  &lt;p id=&quot;x72d&quot;&gt;Para adolescentes — cuja capacidade de controlar impulsos, regular emoções e manter o foco está em formação, o uso intenso desses vídeos atua como um “treinamento” para o cérebro, favorecendo gratificações imediatas em vez de esforço, persistência e paciência, devido ao processo de reforçamento contínuo. Com isso o adolescente entra em surto quando tais atividades são interrompidas pela cobrança de outras atividades, pelo efeito chamado de extinção comportamental que produz o sentimento de raiva e frustração.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;o8co&quot;&gt;Para pais e responsáveis, o desafio é perceber que não se trata apenas de “tempo perdido”: trata-se de impactos que podem comprometer aprendizagem, motivação, saúde mental e qualidade de vida.&lt;/p&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(199, 50%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;h2 id=&quot;VQlx&quot;&gt;O que dá para fazer e começar já&lt;/h2&gt;
    &lt;ul id=&quot;PcsN&quot;&gt;
      &lt;li id=&quot;g4Z0&quot;&gt;Estimule alternância: momentos com vídeos curtos, OK. Mas combine com atividades mais calmas, que exigem foco, paciência e envolvem sentido pessoal (ler, criar, estudar, conversar, praticar esporte).&lt;/li&gt;
      &lt;li id=&quot;VmnN&quot;&gt;Estabeleça horários e limites: especialmente perto da hora de dormir ou antes de estudar, crie “espaços livres de tela” para preservar sono, foco e tranquilidade mental.&lt;/li&gt;
      &lt;li id=&quot;Rx9n&quot;&gt;Converse abertamente: pais e adolescentes juntos podem refletir sobre o impacto da “&lt;em&gt;scrollagem&lt;/em&gt;” no humor, no rendimento, nas relações; essa consciência já é um passo importante.&lt;/li&gt;
      &lt;li id=&quot;ndOF&quot;&gt;Incentive a autorregulação: cultivar o hábito de decidir parar, mesmo quando o feed rola, ajuda o cérebro a não se acostumar apenas com recompensas imediatas.&lt;/li&gt;
    &lt;/ul&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;tt-tags id=&quot;hdbR&quot;&gt;
    &lt;tt-tag name=&quot;adolescência&quot;&gt;#adolescência&lt;/tt-tag&gt;
    &lt;tt-tag name=&quot;cérebro&quot;&gt;#cérebro&lt;/tt-tag&gt;
    &lt;tt-tag name=&quot;estudos&quot;&gt;#estudos&lt;/tt-tag&gt;
    &lt;tt-tag name=&quot;scrolling&quot;&gt;#scrolling&lt;/tt-tag&gt;
    &lt;tt-tag name=&quot;psicologia&quot;&gt;#psicologia&lt;/tt-tag&gt;
  &lt;/tt-tags&gt;

</content></entry><entry><id>lucaschagaspsi:adolescencia-ate-30</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@lucaschagaspsi/adolescencia-ate-30?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=lucaschagaspsi"></link><title>Adolescência até os 30 anos: o que o novo estudo científico revela</title><published>2025-11-26T14:29:05.962Z</published><updated>2025-11-26T14:29:05.962Z</updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img2.teletype.in/files/1c/8a/1c8abe62-b8ae-4cde-87d4-08d083b0dff3.png"></media:thumbnail><category term="pesquisas" label="Pesquisas"></category><tt:hashtag>adolescência</tt:hashtag><tt:hashtag>ciência</tt:hashtag><tt:hashtag>neurociência</tt:hashtag><tt:hashtag>psicologia</tt:hashtag><summary type="html">&lt;img src=&quot;https://img2.teletype.in/files/9c/bb/9cbb2696-ce92-4307-8b59-5b7d8a484b8f.png&quot;&gt;Um novo estudo trouxe uma perspectiva surpreendente sobre a fase da adolescência. Ela não termina na juventude, como se acreditava, mas se estende até os 30 anos.</summary><content type="html">
  &lt;p id=&quot;ptI3&quot;&gt;&lt;strong&gt;Um novo estudo da Universidade de Cambridge&lt;/strong&gt; trouxe uma perspectiva surpreendente sobre o desenvolvimento do cérebro humano: a fase da adolescência não termina na juventude, como tradicionalmente se acreditava, mas se estende até o início dos 30 anos. A pesquisa, publicada na &lt;em&gt;Nature Communications&lt;/em&gt;, analisou exames de cerca de 4.000 pessoas e identificou cinco fases distintas do cérebro, com pontos de virada aos 9, 32, 66 e 83 anos.&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;L105&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img2.teletype.in/files/9c/bb/9cbb2696-ce92-4307-8b59-5b7d8a484b8f.png&quot; width=&quot;1200&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Adolescentes de 30 anos já são uma realidade segundo o novo estudo de Cambridge.&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;h2 id=&quot;p55U&quot;&gt;O que significa essa “adolescência prolongada”&lt;/h2&gt;
  &lt;ul id=&quot;Kx09&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;NfZh&quot;&gt;&lt;strong&gt;Infância (0–9 anos):&lt;/strong&gt; rápido crescimento e excesso de conexões neurais.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;bPhj&quot;&gt;&lt;strong&gt;Adolescência (9–32 anos):&lt;/strong&gt; fase de maior eficiência das redes neurais, mas também de maior vulnerabilidade a transtornos mentais.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;71vg&quot;&gt;&lt;strong&gt;Vida adulta (32–66 anos):&lt;/strong&gt; período de estabilidade, com queda gradual da eficiência cerebral.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;ohnb&quot;&gt;&lt;strong&gt;Envelhecimento inicial (66–83 anos):&lt;/strong&gt; o cérebro passa a funcionar em “redes independentes”.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;uG5i&quot;&gt;&lt;strong&gt;Envelhecimento avançado (83+ anos):&lt;/strong&gt; mudanças mais acentuadas, com maior risco de declínio cognitivo.&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(199, 50%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;8eDc&quot;&gt;O dado mais marcante é que &lt;strong&gt;a adolescência se estende até os 32 anos&lt;/strong&gt;, reforçando que o cérebro continua em processo de reorganização e ganho de eficiência muito além da juventude. Isso ajuda a explicar por que muitos adultos jovens ainda enfrentam desafios emocionais e comportamentais típicos da adolescência.&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;h2 id=&quot;Sirb&quot;&gt;Implicações práticas da descoberta&lt;/h2&gt;
  &lt;ul id=&quot;gCuX&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;7obJ&quot;&gt;&lt;strong&gt;Maior risco de transtornos mentais:&lt;/strong&gt; a fase prolongada coincide com o período em que surgem quadros de ansiedade, depressão e outros transtornos.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;sgfN&quot;&gt;&lt;strong&gt;Pico de desempenho cerebral:&lt;/strong&gt; o auge da eficiência neural ocorre no início dos 30 anos, o que pode influenciar escolhas profissionais e pessoais.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;eyzL&quot;&gt;&lt;strong&gt;Transição mais longa para a vida adulta:&lt;/strong&gt; a neurociência confirma o que já se observa socialmente: a entrada plena na vida adulta é cada vez mais tardia.&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;h2 id=&quot;RA30&quot;&gt;O impacto da adolescência tardia&lt;/h2&gt;
  &lt;p id=&quot;aYLF&quot;&gt;A ciência mostra que a adolescência é mais longa do que imaginávamos. Se o cérebro ainda está em fase de “adolescência” até os 30 anos, &lt;strong&gt;comportamentos como impulsividade, busca por identidade e instabilidade emocional não devem ser vistos apenas como imaturidade, mas como parte de um processo neurobiológico legítimo&lt;/strong&gt;. Para a psicologia, isso reforça a importância de acolher e compreender os jovens adultos em sua fase de transição, oferecendo suporte emocional e comportamental adequado. Afinal, reconhecer que o cérebro ainda está em formação até os 30 anos é essencial para promover saúde mental e desenvolvimento pleno.&lt;/p&gt;
  &lt;tt-tags id=&quot;OQM0&quot;&gt;
    &lt;tt-tag name=&quot;adolescência&quot;&gt;#adolescência&lt;/tt-tag&gt;
    &lt;tt-tag name=&quot;ciência&quot;&gt;#ciência&lt;/tt-tag&gt;
    &lt;tt-tag name=&quot;neurociência&quot;&gt;#neurociência&lt;/tt-tag&gt;
    &lt;tt-tag name=&quot;psicologia&quot;&gt;#psicologia&lt;/tt-tag&gt;
  &lt;/tt-tags&gt;

</content></entry><entry><id>lucaschagaspsi:voce-nao-gritou-por-raiva</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@lucaschagaspsi/voce-nao-gritou-por-raiva?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=lucaschagaspsi"></link><title>Não! Você não gritou porque estava com raiva</title><published>2024-11-21T19:44:01.781Z</published><updated>2024-11-21T19:44:01.781Z</updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img4.teletype.in/files/73/c0/73c0328e-eabf-4597-9b52-a321fc1f7724.png"></media:thumbnail><category term="behaviorismo" label="Behaviorismo"></category><tt:hashtag>psicologia</tt:hashtag><tt:hashtag>psicólogo</tt:hashtag><tt:hashtag>análisedocomportamento</tt:hashtag><tt:hashtag>emoções</tt:hashtag><tt:hashtag>sentimentos</tt:hashtag><summary type="html">&lt;img src=&quot;https://img3.teletype.in/files/23/eb/23eb7127-c42f-4dbb-98ac-cca92551d712.png&quot;&gt;Apesar de fácil de explicar, atribuir a causa de nossos comportamentos às emoções é um erro científico.</summary><content type="html">
  &lt;p id=&quot;Zn0z&quot;&gt;Apesar de fácil de explicar, atribuir a causa de nossos comportamentos às emoções é um erro que deve ser restrito somente às telas de cinemas.&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;5UZ5&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img3.teletype.in/files/23/eb/23eb7127-c42f-4dbb-98ac-cca92551d712.png&quot; width=&quot;1200&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Assim como a raiva, é comum as pessoas associarem a causa do comportamento as emoções&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;SNtC&quot;&gt;Certa vez conversando com uma paciente ela me relatou que estava se sentindo mal porque durante uma discussão com seu namorado ela acabara gritando com ele. Sem mais informações sobre o contexto, logo perguntei a ela por que ela fez aquilo e de prontidão ela me respondeu: &lt;em&gt;&amp;quot;— Nossa, eu estava com muita raiva&amp;quot;&lt;/em&gt;. Bom, eu já ouvi milhares de justificativas como essas, desde ter chorado porque estava triste até explicações absurdas de ter agredido alguém porque estava nervoso.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Bskm&quot;&gt;Essas explicações sobre a causalidade de nossas ações dominaram o discurso da humanidade até hoje e é uma das principais barreiras entre o autoconhecimento e o autocontrole de cada um de nós. Essa crença é tão forte que ela foi retratada até num filme de animação famoso da Disney, o Divertida Mente onde os protagonistas do filme são as emoções que controlam as ações da garota chamada Riley e se você tem dúvidas disso eles a controlam diretamente do Centro de Controle da garota.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;pW5V&quot;&gt;Se a teoria abarcada pelo filme estiver correta, logo entendemos que as emoções controlam a Riley, mas afinal o que controla as emoções dela? Pensa aí, se minha paciente gritou com seu namorado porque estava com raiva, o que causou a raiva dela? Se foi a raiva por si só, me basta então somente controlar a raiva dela, certo? Errado!&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;JET0&quot;&gt;A verdade é que as emoções não explicam por que nos comportamos como nos comportamos, para nós analistas do comportamento as emoções não podem ser alteradas diretamente e no fundo você sabe que isso é verdade, porque arrisco dizer que quando você estava triste a frase de alguém dizendo &lt;em&gt;&amp;quot;não fica assim&amp;quot;&lt;/em&gt; não mudou muita coisa por si só, né!?&lt;/p&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(236, 74%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;i7hD&quot;&gt;&lt;strong&gt;As emoções são produtos de uma contingência.&lt;/strong&gt; Para você entender isso melhor vou te dizer o contexto do que aconteceu com minha paciente, ela me contou que antes de gritar com o namorado ele disse a ela que tinha dado carona a uma colega da faculdade que ele suspeitava que estava a fim dele. Agora tudo muda, né? Entendendo que o antecedente da raiva de minha paciente foi esse relato do namorado dela, as formas de evitar sua raiva naquele momento seria ele omitir a informação, ou melhor, ele não ter oferecido carona a sua colega. Ou seja, a causa do comportamento de gritar com o namorado não foi a raiva sentida por ela e sim o evento ambiental que causou também um sentimento de raiva, o relato da carona indevida.&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;p id=&quot;KjG5&quot;&gt;&lt;strong&gt;As emoções não acontecem do nada&lt;/strong&gt; e eu sei que é difícil compreender isso porque geralmente esses sentimentos são percebidos quase ao mesmo tempo em que as emissões dos comportamentos são feitas e pior, muitas vezes não conseguimos identificar suas reais causas, ou seja, os antecedentes. Mas nada como bons treinos de análise comportamental para te ajudar a identificar melhor essas causas. Então aqui vão três perguntas simples que vão te ajudar:&lt;/p&gt;
  &lt;ul id=&quot;TcPw&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;27Dt&quot;&gt;O que aconteceu antes de você sentir isso?&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;4oGs&quot;&gt;Se o que aconteceu antes não tivesse acontecido, ainda assim você teria sentido o que sentiu?&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;t3ID&quot;&gt;O que aconteceu depois de você ter agido &amp;quot;pela emoção&amp;quot;?&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;p id=&quot;tZck&quot;&gt;Bom, por mais que seja mais fácil explicar pelas emoções as causas de nossas ações vimos aqui que tal explicação vira uma explicação cíclica igual o cachorro correndo atrás do próprio rabo. Mas você aprendeu que as causas de nossas emoções estão na contingência, ou seja, na relação entre o que aconteceu no ambiente e com o comportamento emitido. Agora que você aprendeu isso, tente fazer suas análises comportamentais e compartilhe aqui comigo suas avaliações.&lt;/p&gt;
  &lt;tt-tags id=&quot;DygP&quot;&gt;
    &lt;tt-tag name=&quot;psicologia&quot;&gt;#psicologia&lt;/tt-tag&gt;
    &lt;tt-tag name=&quot;psicólogo&quot;&gt;#psicólogo&lt;/tt-tag&gt;
    &lt;tt-tag name=&quot;análisedocomportamento&quot;&gt;#análisedocomportamento&lt;/tt-tag&gt;
    &lt;tt-tag name=&quot;emoções&quot;&gt;#emoções&lt;/tt-tag&gt;
    &lt;tt-tag name=&quot;sentimentos&quot;&gt;#sentimentos&lt;/tt-tag&gt;
  &lt;/tt-tags&gt;

</content></entry><entry><id>lucaschagaspsi:genz-sendo-demitida</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@lucaschagaspsi/genz-sendo-demitida?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=lucaschagaspsi"></link><title>Jovens estão sendo demitidos com pouco tempo no mercado de trabalho</title><published>2024-10-02T19:29:35.178Z</published><updated>2024-10-02T19:39:47.875Z</updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img4.teletype.in/files/b3/a5/b3a56afe-a6d4-42b8-b7bf-d61b56c710b1.png"></media:thumbnail><category term="trabalho" label="Trabalho"></category><summary type="html">&lt;img src=&quot;https://img2.teletype.in/files/59/28/59280ca0-70b1-409c-a6e4-5d39d4df22ea.png&quot;&gt;1 em cada 6 contratantes demitiram recém-formados da Geração Z ainda esse ano, é o que mostra a pesquisa realizada como 966 líderes de recrutamento.</summary><content type="html">
  &lt;p id=&quot;t06i&quot;&gt;1 em cada 6 contratantes demitiram recém-formados da Geração Z ainda esse ano, é o que mostra a pesquisa realizada como 966 líderes de recrutamento.&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;gsTh&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img2.teletype.in/files/59/28/59280ca0-70b1-409c-a6e4-5d39d4df22ea.png&quot; width=&quot;1200&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Jovens recém formados estão enfrentando dificuldades no mercado de trabalho.&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;1dfu&quot;&gt;Não é de hoje que a Geração Z tem levado a fama no mercado de trabalho de serem difíceis de trabalhar e de gerenciar, porém uma &lt;a href=&quot;https://www.intelligent.com/1-in-6-companies-are-hesitant-to-hire-recent-college-graduates/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;nova pesquisa da Intelligent&lt;/a&gt; amplia ainda mais esse abismo. Isso porque 1 em cada 6 líderes de contratação demitiram um jovem esse ano do mercado de trabalho, sendo eles recém-formados. Uma das principais queixas dos empregadores é que está faltando aos jovens habilidades básicas para o trabalho, as chamadas habilidades sociai&lt;em&gt;s&lt;/em&gt;. A pesquisa também demonstrou que:&lt;/p&gt;
  &lt;ul id=&quot;HnK3&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;cZzE&quot;&gt;75% das empresas relataram insatisfação com algumas ou todas as contratações dos recém-formados.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;zHbd&quot;&gt;6 em cada 10 contratantes demitiram um jovem recém-formado contratado ainda nesse ano.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;p36T&quot;&gt;1 em cada 6 gerentes de contratação disseram que &amp;quot;pensam duas vezes&amp;quot; antes de contratar um Gen Z.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;XxF9&quot;&gt;1 em cada 7 empresas não pretendem contratar jovens recém-formados no próximo ano.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;KuPc&quot;&gt;9 em cada 10 gerentes de RH dizem que esses jovens precisam passar por treinamento de etiqueta.&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(236, 74%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;h2 id=&quot;ODYu&quot;&gt;🔍 Zoom in&lt;/h2&gt;
    &lt;p id=&quot;CrgI&quot;&gt;Para entender melhor esse cenário a pesquisa investigou os pormenores dessa resistência por parte dos contratantes e revelou que uma das principais queixas dos empregadores são as inabilidades profissionais dos jovens contratados. Mais de um quinto dos líderes entrevistados relatam que os jovens não conseguem administrar bem seu tempo de trabalho, já cerca de 20% relatam que eles se atrasam para iniciar o trabalho, 19% dizem que eles não se vestem profissionalmente, enquanto 19% acham que muitas vezes eles não usam a linguagem adequada no trabalho, 18% notam atrasos deles nas reuniões e 17% acreditam que eles são muito difíceis de serem gerenciados.&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;p id=&quot;f5uy&quot;&gt;O panorama é tão crítico que &lt;u&gt;3 em cada 4 empresas relataram problemas com as contratações&lt;/u&gt; dos recém-formados, ou seja apenas 25% das contratações foram bem-sucedidas entre as empresas questionadas. As razões pelas quais as contratações foram malsucedidas são diversas, 50% relatam que foi por falta de motivação ou inciativa, 39% por comunicação inábil, 46% falta de profissionalismo, 38% por dificuldade com feedback e 34% com dificuldade em resolução de problemas.&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;cUMo&quot; class=&quot;m_column&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img1.teletype.in/files/c3/10/c310c96c-daa6-4100-91e6-9753329a7c50.jpeg&quot; width=&quot;2210&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Pesquisa realizada pela Inteligent.com&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;Yj2n&quot;&gt;Os dados apontam para a importância dos Gen Z em desenvolver habilidades profissionais para lidarem com a realidade do mercado de trabalho. A realidade com o &lt;em&gt;boom&lt;/em&gt; da tecnologia e expectativas do trabalho autônomo podem contribuir para a retração das habilidades sociais necessárias para o mercado, além da imersão cultural no sentimentalismo tóxico que prejudica competências como a resiliência nos jovens da geração atual.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;mEsS&quot;&gt;Por outro lado, os jovens têm se queixado das altas demandas de trabalho com pouca remuneração o que impacta diretamente na motivação apontada na pesquisa com uma falta nos contratados o que faz muito sentido tendo em vista que os trabalhos com mais liberdade tem sido os mais almejados o que tem levado muitos jovens a se alocarem no mercado digital ou no trabalho presencial com prestação de serviços pontuais como motoristas de aplicativo e entregas.&lt;/p&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(236, 74%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;vaKy&quot;&gt;Os desafios da Geração Z no mercado de trabalho são inúmeros, e é necessário que os jovens recém-formados identifiquem melhor suas forças e fraquezas e busquem o treino de habilidades sociais seja em grupo ou terapia individual para melhor lidarem com a frustração, inabilidade, gerenciamento das emoções e habilidades comunicativas. Já o mercado precisa entender melhor o perfil dos jovens e alinhar sua demanda com as expectativas da geração atual fornecendo melhores atrativos e condições de emprego.&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;

</content></entry><entry><id>lucaschagaspsi:instagram-contas-teen</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@lucaschagaspsi/instagram-contas-teen?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=lucaschagaspsi"></link><title>Instagram lança &quot;Contas Teen&quot; para proteger adolescentes na rede</title><published>2024-09-18T02:37:43.242Z</published><updated>2024-10-02T13:58:19.584Z</updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img1.teletype.in/files/c7/9f/c79f94f0-217f-4526-bf69-dfb385c2d1a4.png"></media:thumbnail><category term="rede-social" label="Rede Social"></category><summary type="html">&lt;img src=&quot;https://img3.teletype.in/files/a6/1b/a61b2c49-a0fd-4c22-b4a1-af277263ca44.png&quot;&gt;Novidade anunciada pela Meta fornece novas ferramentas de segurança, controle de tela e supervisão dos pais de adolescentes.</summary><content type="html">
  &lt;p id=&quot;M0iy&quot;&gt;Novidade anunciada pela Meta fornece novas ferramentas de segurança, controle de tela e supervisão dos pais de adolescentes.&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;yJag&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img3.teletype.in/files/a6/1b/a61b2c49-a0fd-4c22-b4a1-af277263ca44.png&quot; width=&quot;1200&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Adolescentes com menos de 16 anos vão precisar de permissão dos pais para flexibilizar as configurações em suas contas.&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;4wFM&quot;&gt;O Instagram anunciou nessa segunda-feira (17) as novas &lt;strong&gt;Contas de Adolescentes&lt;/strong&gt; que trazem uma série de recursos que permitem aos adolescentes melhor gerenciamento de segurança e conteúdo na rede social, além de melhor supervisão dos pais sobre o acesso dos filhos. Adam Mosseri diretor do Instagram comentou em seu perfil sobre as novidades: Adam Mosseri diretor do Instagram comentou em seu perfil sobre as novidades:&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;FMnZ&quot;&gt;Projetadas com base nas maiores preocupações dos pais, as contas de adolescentes vão aplicar automaticamente as nossas configurações mais rigorosas sobre quem pode entrar em contato com os adolescentes e os conteúdos que eles veem.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;W2e2&quot;&gt;Os novos recursos são ativados automaticamente a todos os adolescentes menores de 16 anos e os pais podem decidir se os adolescentes podem flexibilizar o rigor de algum desses novos recursos:&lt;/p&gt;
  &lt;ul id=&quot;gfh1&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;1HRn&quot;&gt;&lt;strong&gt;Contas privadas:&lt;/strong&gt; Nas contas privadas por padrão somente quem é aceito como seguidor do adolescente conseguem ver e interagir com o conteúdo.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;z1v6&quot;&gt;&lt;strong&gt;Restrições de mensagens:&lt;/strong&gt; Os adolescentes só receberão mensagens de contas que ele segue ou de quem já é conectado.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;YvpS&quot;&gt;&lt;strong&gt;Restrições de conteúdo sensível:&lt;/strong&gt; O conteúdo entregue aos adolescentes passará pelo controle de conteúdo mais rígido, que limita conteúdos delicados, como violência, que chegam ao Explorar e no Reels, por exemplo.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;XqIX&quot;&gt;&lt;strong&gt;Interações limitadas:&lt;/strong&gt; Adolescentes só poderão ser marcados por quem eles seguem. Também será ativado automaticamente o recurso anti-&lt;em&gt;bullying&lt;/em&gt;, e as palavras ocultas serão filtradas em comentários e solicitação de mensagens.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;ja9L&quot;&gt;&lt;strong&gt;Lembretes de limite de tempo:&lt;/strong&gt; Notificações serão enviadas ao adolescente após 60 minutos de uso do aplicativo por dia para sair da rede social.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;EJye&quot;&gt;&lt;strong&gt;Modo noturno:&lt;/strong&gt; O modo noturno será ativado entre 22h e 7h, silenciando as notificações do aplicativo e respondendo automaticamente as mensagens.&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;p id=&quot;c2L4&quot;&gt;Os pais dos adolescentes maiores de 16 terão os recursos disponíveis opcionalmente, precisando apenas ativar a supervisão parental. Depois disso eles poderão aprovar quaisquer alterações dessas configurações como farão os pais dos adolescentes mais novos, bem como deixar os recursos livres para seus filhos. A Meta prometeu que em breve os pais poderão também controlar esses recursos diretamente.&lt;/p&gt;
  &lt;section style=&quot;background-color:hsl(hsl(236, 74%, var(--autocolor-background-lightness, 95%)), 85%, 85%);&quot;&gt;
    &lt;p id=&quot;ZK6u&quot;&gt;Os recursos do Instagram chegam de forma acertada e coerente com a maturação dos adolescentes, dando mais controle de segurança e conteúdo a eles e maior supervisão aos pais sobre com quem seus filhos estão conversando, limites de tela na rede social e exibição de tópicos de conteúdo colocando sobre a família o papel de supervisionar e monitorar seus filhos.&lt;/p&gt;
  &lt;/section&gt;
  &lt;p id=&quot;VFMR&quot;&gt;A novidade está sendo liberada primeiramente aos adolescentes dos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Austrália e está prevista para chegar ao Brasil em janeiro de 2025.&lt;/p&gt;

</content></entry><entry><id>lucaschagaspsi:genZ-quer-menos-sexo-em-filmes-series</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@lucaschagaspsi/genZ-quer-menos-sexo-em-filmes-series?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=lucaschagaspsi"></link><title>Geração Z quer menos sexo em filmes e séries</title><published>2024-09-06T20:18:07.502Z</published><updated>2024-12-14T06:19:48.664Z</updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img2.teletype.in/files/90/bc/90bc0a03-8ecb-4d51-bea2-9d8047da300e.png"></media:thumbnail><category term="sexualidade" label="Sexualidade"></category><summary type="html">&lt;img src=&quot;https://img3.teletype.in/files/22/70/2270c8db-b9a9-4f78-8582-5f4c217ebb69.jpeg&quot;&gt;Um recente estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) descobriu que os adolescentes e jovens americanos (de 10 a 24 anos) querem ver menos sexo em filmes e séries.</summary><content type="html">
  &lt;p id=&quot;mJSP&quot;&gt;Um recente estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) descobriu que os adolescentes e jovens americanos (de 10 a 24 anos) querem ver menos sexo em filmes e séries.&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;Id9h&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img3.teletype.in/files/22/70/2270c8db-b9a9-4f78-8582-5f4c217ebb69.jpeg&quot; width=&quot;1920&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;A série Sex Education retrata sobre educação sexual na adolescência&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;Glbp&quot;&gt;Em um estudo feito com mais de 1.500 jovens telespectadores a leve maioria, 51% dos entrevistados, relataram que querem ver mais conteúdo sobre relacionamentos platônicos e amizades. Além disso &lt;u&gt;47% disseram que o sexo não é necessário para a maioria das séries e filmes&lt;/u&gt;. E isso é um dado relevante quando observamos o quanto a sexualização da atual geração tem sido difundida, desde dancinhas eróticas nas redes sociais até a artigos juvenis ensinando como fazer sexo anal.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;Ccpa&quot;&gt;Em uma das matérias básicas de Análise do Comportamento aprendi um conceito chamado &lt;strong&gt;estímulo incondicionado&lt;/strong&gt;, ele se refere a uma alteração no ambiente que é capaz de produzir uma mudança em nosso corpo sem que precisemos de treino prévio para isso (resposta incondicionada). E aqui está por exemplo o contato físico nas genitálias que elicia a excitação sexual.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;bZr0&quot;&gt;Porém a associação de ver corpos nus atraentes e nos produzir a mesma resposta passa por um treino comportamental individual, muitas vezes impulsionado pela indústria pornográfica e cinematográfica e pelas experiências pessoais. Isso se dá quando apresentamos o estímulo neutro, por exemplo a visualização das cenas de sexo, com o comportamento de fricção da genitália, produzindo assim um novo estímulo sexual.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;cwD3&quot;&gt;Porém a pesquisa nos apresenta que esses estímulos condicionados (cenas sexuais nas séries e filmes) à excitação sexual provavelmente estão perdendo seu valor estimulante. Isso pode estar acontecendo pelo próprio excesso de exposição à conteúdos sexuais, que pode ser facilmente observado pela facilidade de acesso de conteúdos pornográficos ou &lt;em&gt;soft porn&lt;/em&gt; presentes nas redes sociais.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;e5JQ&quot;&gt;É tanta exposição sexual que nem a Geração Z aguenta mais ver.&lt;/p&gt;

</content></entry><entry><id>lucaschagaspsi:os-temperamentos-cientifico</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@lucaschagaspsi/os-temperamentos-cientifico?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=lucaschagaspsi"></link><title>Os 4 Temperamentos é científico?</title><published>2024-09-18T03:40:10.624Z</published><updated>2024-12-15T00:52:43.977Z</updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img4.teletype.in/files/35/f8/35f8e733-0aaf-4197-98c6-c839b7d9d641.png"></media:thumbnail><tt:hashtag>psicologia</tt:hashtag><tt:hashtag>personalidade</tt:hashtag><tt:hashtag>temperamentos</tt:hashtag><tt:hashtag>emoções</tt:hashtag><tt:hashtag>comportamento</tt:hashtag><summary type="html">&lt;img src=&quot;https://img4.teletype.in/files/fe/e5/fee5666c-25de-4423-a4d4-ac9811b1de64.png&quot;&gt;A nova moda que está se espalhando depois da onda de coaching no Brasil é a teoria dos quatro temperamentos. A teoria propõe representar o padrão comportamental das pessoas, ou seja, é uma teoria da personalidade. E muito embora seja amplamente divulgada por coaches, terapeutas e cristãos a teoria nos desafia a responder a pergunta: “Há uma validação científica sobre a teoria dos temperamentos?”</summary><content type="html">
  &lt;p id=&quot;YMEt&quot;&gt;A nova moda que está se espalhando depois da onda de &lt;em&gt;coaching&lt;/em&gt; no Brasil é a teoria dos quatro temperamentos. A teoria propõe representar o padrão comportamental das pessoas, ou seja, é uma teoria da personalidade. E muito embora seja amplamente divulgada por &lt;em&gt;coaches&lt;/em&gt;, terapeutas e cristãos a teoria nos desafia a responder a pergunta: &lt;em&gt;“Há uma validação científica sobre a teoria dos temperamentos?”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;figure id=&quot;hfCC&quot; class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://img4.teletype.in/files/fe/e5/fee5666c-25de-4423-a4d4-ac9811b1de64.png&quot; width=&quot;1200&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Melancólico, sanguíneo, fleumático e colérico são temperamentos&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p id=&quot;BZ7T&quot;&gt;Então, embora seja amplamente divulgada agora nas redes sociais, a teoria é mais velha que o rascunho da bíblia 😂, remonta à antiguidade por volta do século V a.C., e a sua autoria tem sido atribuída ao médico grego Hipócrates (sim, o pai da medicina), onde acreditava-se que a predominância dos fluídos corporais (sangue, bile amarela, bile negra e fleuma) influenciava o comportamento e até mesmo a personalidade das pessoas.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;tGBC&quot;&gt;De lá para cá a teoria foi ganhando diversas contribuições e atualizações até chegar ao modelo atual onde quatro temperamentos representam as personalidades, e para cada um deles os comportamentos predominantes de cada um. Esses são os temperamentos e suas características básicas, segundo a teoria:&lt;/p&gt;
  &lt;ul id=&quot;3NCy&quot;&gt;
    &lt;li id=&quot;VafW&quot;&gt;O &lt;strong&gt;melancólico&lt;/strong&gt; 😩 me lembra muito o burro do Ursinho Pooh, o Ió. Eles são sensíveis, pensativos, criativos e emocionais. Tendem a serem introspectivos e propensos a preocupações e autocríticas.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;QUvG&quot;&gt;Já os &lt;strong&gt;sanguíneos&lt;/strong&gt; 😁 são os mais sociáveis, adaptáveis, entusiasmados e muitas vezes impulsivos. Tem como características marcantes a sociabilidade, o otimismo, a expressividade e extroversão.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;8U4l&quot;&gt;Os &lt;strong&gt;fleumáticos&lt;/strong&gt; 😅 estão na casta dos pacificadores. São calmos, relaxados, observadores e pacíficos. Mostram uma atitude serena, podem ser indecisos, mas geralmente evitam conflitos.&lt;/li&gt;
    &lt;li id=&quot;GVUh&quot;&gt;E por último o &lt;strong&gt;colérico&lt;/strong&gt; 😑 é o impaciente, tem muita energia e habilidades de liderança. Em suma, tende a ser decisivo, orientado para objetivos e por vezes é impulsivo.&lt;/li&gt;
  &lt;/ul&gt;
  &lt;p id=&quot;oBEM&quot;&gt;Embora seja interessante a classificação da personalidade por temperamentos e a sua idade milenar, &lt;u&gt;a teoria dos temperamentos não tem evidências cientificas&lt;/u&gt; e suas explicações reducionistas atrapalham e muito o processo de autoconhecimento das pessoas. Isso porque as pessoas acabam por justificar seus comportamentos pela determinação de seu temperamento e não analisando de maneira única seus comportamentos, fazendo assim uma generalização simplista do seu funcionamento.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;iutX&quot;&gt;Vale a pena pontuar que a ciência evoluiu a ponto de compreender a personalidade de uma maneira muito mais complexa e embora as explicações não sejam tão atraentes quanto a teoria dos temperamentos, é útil reforçar que é o que há de mais robusto cientificamente.&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;vAWP&quot;&gt;A Análise do Comportamento também entende que a personalidade é determinada por alguns fatores, porém não à concentração de fluidos corporais, e sim por fatores múltiplos como a evolução da espécie, a história da pessoa e a influência cultural. O fundador da ciência comportamental, B. F. Skinner disse:&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote id=&quot;YIjY&quot;&gt;Seja inato ou adquirido, o comportamento é selecionado por suas consequências.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p id=&quot;gXl0&quot;&gt;E não é difícil de entender isso, imagina em países onde a noite dura muito mais que o dia e isso influencia na sonolência de seus habitantes, diremos que as pessoas são deprimidas porque são melancólicas ou porque produzem mais melatonina (o hormônio do sono) devido ao longo período de baixa luminosidade?&lt;/p&gt;
  &lt;p id=&quot;4s8Q&quot;&gt;Por mais tentador que seja, a teoria dos temperamentos não explica cientificamente a personalidade, e faz com que suas características sejam facilmente confundidas com quaisquer outros temperamentos e se aproximam muito mais das explicações astrológicas do que com ciência de fato. E por falar nisso acho que sou melancólico, pelo menos por hoje, e você?&lt;/p&gt;
  &lt;tt-tags id=&quot;D8x1&quot;&gt;
    &lt;tt-tag name=&quot;psicologia&quot;&gt;#psicologia&lt;/tt-tag&gt;
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