<?xml version="1.0" encoding="utf-8" ?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:tt="http://teletype.in/" xmlns:opensearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/"><title>Pirajá News</title><author><name>Pirajá News</name></author><id>https://teletype.in/atom/pirajanews</id><link rel="self" type="application/atom+xml" href="https://teletype.in/atom/pirajanews?offset=0"></link><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@pirajanews?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=pirajanews"></link><link rel="next" type="application/rss+xml" href="https://teletype.in/atom/pirajanews?offset=10"></link><link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" title="Teletype" href="https://teletype.in/opensearch.xml"></link><updated>2026-10-25T07:46:32.243Z</updated><entry><id>pirajanews:EDW-TB3MYd9</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@pirajanews/EDW-TB3MYd9?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=pirajanews"></link><title>Produtos juninos têm alta variação em Salvador; confira os preços</title><published>2021-06-22T13:58:29.952Z</published><updated>2021-06-22T13:58:29.952Z</updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://teletype.in/files/65/95/65959d65-6879-4836-9853-5cbbb79f7931.png"></media:thumbnail><summary type="html">&lt;img src=&quot;https://teletype.in/files/a3/85/a38555e8-2ca7-44ba-800e-837d80231bac.png&quot;&gt;As comemorações de São João acontecem amanhã e quinta-feira. Quem vai festejar, mesmo dentro de casa, já está indo às compras. O CORREIO também foi à feira ontem e percorreu seis locais de Salvador para saber quanto estão custando os produtos típicos da ceia junina. E nesse momento de crise, o consumidor vai precisar ficar atento na hora de escolher os produtos, afinal, as variações foram altas. Itens tradicionais como licor (214%), laranja (130%), espiga de milho (102%) e amendoim (50,5%) aparecem entre os que mais tiveram preços bem distintos a depender do local.</summary><content type="html">
  &lt;figure class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://teletype.in/files/a3/85/a38555e8-2ca7-44ba-800e-837d80231bac.png&quot; width=&quot;940&quot; /&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p&gt;As comemorações de São João acontecem amanhã e quinta-feira. Quem vai festejar, mesmo dentro de casa, já está indo às compras. O CORREIO também foi à feira ontem e percorreu seis locais de Salvador para saber quanto estão custando os produtos típicos da ceia junina. E nesse momento de crise, o consumidor vai precisar ficar atento na hora de escolher os produtos, afinal, as variações foram altas. Itens tradicionais como licor (214%), laranja (130%), espiga de milho (102%) e amendoim (50,5%) aparecem entre os que mais tiveram preços bem distintos a depender do local.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Vale ressaltar que a venda de bebidas alcoólicas em Salvador e RMS está permitida só até às 20h de amanhã. Depois disso, está suspensa, inclusive por delivery, até às 5h do dia 28. A medida faz parte do decreto do Governo do Estado que visa conter as aglomerações do período junino.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Mesmo assim, quem procurar o licor vai precisar pesquisar bem. No Mercado do Rio Vermelho, a antiga Ceasinha, o produto foi encontrado por até R$ 22. Já na Feira de São Joaquim, tinha feirante vendendo por R$ 7. Apesar dos inúmeros sabores, o de jenipapo, como sempre, é o mais pedido.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Nos supermercados da cidade, não é comum encontrar os licores tradicionais de São João, achando normalmente os importados, que são mais caros. Mas, na Cesta do Povo, algumas unidades estavam disponíveis e sendo vendidas por R$ 12,49. O valor é ainda mais barato que na quinta-feira passada, dia 17, quando estava sendo vendido a R$ 15,99.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Em São Joaquim, era possível encontrar os licores cremosos por R$ 20 e os mais tradicionais por R$ 7. Segundo os feirantes, a procura não está das melhores e a tendência é que o preço vá diminuindo. Seu Bira já fez isso. Ele disse que começou vendendo por R$ 15, baixou para R$ 12 e, agora, está vendendo por R$ 10. “Se não tem muita gente comprando, a gente vai descendo os preços. Fazer o quê, né?”, lamenta.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ceia junina&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;No ramo das comidas, a laranja (do tipo pêra) foi o produto com maior variação de preço: 130%, de R$1,69 o kg, na Cesta do Povo, a R$3,89, no Super Bompreço. Na Feira de São Joaquim, estava sendo vendida no saco, que saía por R$10,00.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Queridinho número um do São João, o amendoim teve variação de preço de 50,5%, entre R$9,90, na Cesta do Povo, e R$14,90 o kg, no Mercado do Rio Vermelho, a antiga Ceasinha. Na Feira de São Joaquim, está sendo vendido por saco, no valor de R$25,00.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Outro campeão de vendas é o milho. O preço da espiga variou 102%, de R$0,99, na Feira de São Joaquim, a R$2,00, no Mercado do Rio Vermelho. Também foi possível encontrar a bandeja, para quem não quer ter trabalho, com cinco unidades, sendo vendida a R$9,90, no Mercado do Rio Vermelho, antiga Ceasinha.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;O jenipapo não foi tão fácil de encontrar. Nos três supermercados percorridos (Super Bompreço, Cesta do Povo e Extra), apenas o Super Bompreço ofertava o produto. Por lá, ele estava sendo vendido na bandeja a R$17,99 o kg. Cada uma, com quatro unidades de jenipapo, saiu por cerca de R$12,50.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Nos demais locais, o produto era mais em conta. No Mercado do Rio Vermelho, o valor era de R$12,00 o kg. Na Feira de São Joaquim, três unidades saíram por R$2,00 e, na Sete Portas, a mesma quantidade custou R$5,00. Nem todos os boxes vendem o produto, então vale perguntar e pedir indicação. Colocando na ponta do lápis, o preço da unidade variou em 106%.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Já o coco era encontrado aos montes. Nos mercados, o preço variou em 123%, de R$2,99, na Cesta do Povo, a R$6,69 o kg, no Extra. Já nas duas feiras, de R$2,00 até R$5,00 a unidade, a depender do tamanho. Para esse produto, a vantagem do Mercado do Rio Vermelho, da Feira das Sete Portas e da Feira de São Joaquim é que o cliente pode pedir para o vendedor ralar o coco na hora. Alguns deles não cobram nada a mais pelo serviço.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Utilizadas, principalmente, para os tradicionais bolos juninos, as massas de tapioca, carimã e aipim, assim como o jenipapo, exigem uma persistência maior para encontrar. Nenhum dos três supermercados percorridos vendem os produtos. A massa de tapioca teve variação de 100% no preço, a de carimã, 66%, e a de aipim, também 100%.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;O Mercado do Rio Vermelho foi o local com mais opções de boxes e, por lá, os três produtos estavam saindo por R$10,00 o pacote. Na Feira das Sete Portas, eles foram encontrados com os menores preços. A massa de aipim e a de tapioca estavam custando R$5,00 e, a de carimã, R$6,00. Em São Joaquim, os três produtos custavam R$6,00 cada.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Está faltando dinheiro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Os dias 23 e 24 se aproximam, mas os feirantes ainda não estão animados. No lugar do vai e vem de clientes e da agitação do período junino nos mercados e feiras de Salvador, apenas alguns interessados nos produtos típicos. Para os comerciantes, a tendência do brasileiro de deixar para a última hora pode nem acontecer este ano, já que os clientes reclamam da falta de dinheiro e dos altos preços dos produtos.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Nos supermercados, nenhum cliente foi encontrado incrementando a cesta ou o carrinho com os produtos juninos. Na Sete Portas, os vendedores reclamavam da baixa procura. Segundo Dona Terezinha de Jesus, uma das comerciantes do local, o movimento está ainda mais fraco do que no ano passado. “O pessoal não está procurando muito, tem muita gente comprando tudo já pronto também. Mas, às vezes, tem gente que deixa para a última hora. Talvez ainda melhore um pouco”, diz ela.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Já o comerciante Edson Pereira não está tão otimista. Para ele, o movimento não deve aumentar muito e os motivos são os preços elevados e falta de dinheiro no bolso do consumidor. “O pessoal está sem dinheiro, a gente está sendo a diferença que faz o auxílio emergencial porque no ano passado tivemos mais vendas. E os produtos estão mais caros mesmo”, opina o vendedor.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Edson explica que os comerciantes estão comprando os produtos a preços mais elevados e precisam repassar os valores. “No ano passado eu comprava a saca do amendoim por 100 reais e, este ano, comprei por 200. A laranja foi a mesma coisa. Eu comprei, em 2020, 200 laranjas por 45 reais. Agora, estavam vendendo 100 por 35. Fica difícil para a gente e, muitas vezes, o cliente ainda faz a pechincha e a gente tem que vender para não perder a oportunidade”, acrescenta.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Quem movimentava a Feira das Sete Portas estava mesmo atrás dos produtos mais comuns, para a alimentação do dia a dia. Esse foi o caso de Silvana dos Santos, que está desempregada. “Este ano não vai ter ceia junina lá em casa, estou comprando só o essencial mesmo. Fiquei desempregada e o dinheiro está pouco”, diz ela.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;No Mercado do Rio Vermelho e na Feira de São Joaquim, a procura por produtos juninos era maior, mas as questões se repetiram. A consumidora Roberta Freire diz ter notado os preços mais elevados na feira e que as compras este ano saíram em torno de 5 a 10 reais mais caras. Ela levou para casa amendoim, laranja e milho, os três produtos mais procurados, segundo os vendedores.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;“Eu vim direto aqui na Feira porque acho melhor, com mais variedade e preço melhor, mas, mesmo assim, achei os valores mais salgados mesmo. Mas a gente tem que levar, né? Vamos fazer uma reuniãozinha em casa mesmo este ano, já que não pode viajar e não tem festa, aí não pode faltar, ao menos, amendoim, milho e laranja. Comprei o básico mesmo”, conta Roberta.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sobe e desce dos preços&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Enquanto a baixa procura pelos produtos fez alguns preços caírem, em alguns locais os valores de alguns produtos já subiram da última semana para cá. Esse foi o caso da antiga Ceasinha. Por lá, o único produto da lista com diminuição de preço foi a laranja pêra, que passou de R$3,90 para R$3,49 nesta semana.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;O milho teve elevação de preços lá e também na Sete Portas e no Extra. Já o amendoim subiu no Mercado do Rio Vermelho, na Sete Portas, em São Joaquim, no Extra e na Cesta do Povo. Na Feira de São Joaquim, o saco do amendoim, antes encontrado por R$15,00, agora está saindo por R$25,00.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;O jenipapo, que custava R$10,00 o kg na Ceasinha, agora está sendo vendido a R$12,00. Na Sete Portas, quatro unidades eram R$5,00 e, agora, o mesmo valor vale para três unidades. O coco teve elevação de preço de R$0,90 na Ceasinha e também de R$0,80 no Extra. Segundo os comerciantes, é preciso aproveitar os últimos dias de vendas.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;“A gente começa com o preço mais elevado, para ver o que consegue. Aí fui vendo o movimento baixo e o pessoal pechinchando, então a gente já faz o desconto. Mas, agora, nos últimos dias já, é quando tem o maior movimento. Quem não vier por agora não vem mais, então dá para aumentar o preço de algumas coisas”, diz o comerciante João Silva, da Feira das Sete Portas.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mercado do Rio Vermelho (Ceasinha):&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Milho: R$2,00 a espiga &lt;br /&gt;Amendoim: R14,90 o kg&lt;br /&gt;Jenipapo: R$12,00 o kg &lt;br /&gt;Laranja pêra: R$3,49 &lt;br /&gt;Coco: R$4,90 a unidade &lt;br /&gt;Massa de tapioca: R$10,00 o kg&lt;br /&gt;Massa de carimã: R$10,00 o kg &lt;br /&gt;Massa de aipim: R$10,00 o kg &lt;br /&gt;Licor: a partir de R$13,90&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Feira das Sete Portas:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Milho: R$1,25 a espiga&lt;br /&gt;Amendoim: R$10,00 o kg&lt;br /&gt;Jenipapo: R$5,00 3 unidades &lt;br /&gt;Laranja pêra: R$2,99 o kg&lt;br /&gt;Coco: De R$2,00 a R$3,50 a depender do tamanho&lt;br /&gt;Massa de tapioca: R$5,00 o kg&lt;br /&gt;Massa de carimã: R$6,00 o kg&lt;br /&gt;Massa de aipim: R$5,00 o kg&lt;br /&gt;Licor: R$15,00&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Feira de São Joaquim: &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Milho: R$1,00 a espiga&lt;br /&gt;Amendoim: R$25,00 o saco&lt;br /&gt;Jenipapo: R$2,00 3 unidades&lt;br /&gt;Laranja pêra: R$10,00 o saco&lt;br /&gt;Coco: De R$2,00 a R$5,00 a depender do tamanho&lt;br /&gt;Massa de tapioca: R$6,00 o kg&lt;br /&gt;Massa de carimã: R$6,00 o kg&lt;br /&gt;Massa de aipim: R$6,00 o kg &lt;br /&gt;Licor: a partir de R$7,00&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Super Bompreço (Av. Vasco da Gama):&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Milho: R$1,99 a espiga&lt;br /&gt;Amendoim: R$12,99 o kg&lt;br /&gt;Jenipapo: R$17,99 o kg (bandeja com 4 unidades por R$12,50)&lt;br /&gt;Laranja pêra: R$3,89 o kg&lt;br /&gt;Coco: R$ 5,90 o kg&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Extra (Av. Vasco da Gama):&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Milho: R$1,85 a espiga &lt;br /&gt;Amendoim: R$14,59 o kg &lt;br /&gt;Laranja pêra: R$2,99 o kg &lt;br /&gt;Coco: R$ 6,69 o kg&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cesta do Povo (Ogunjá):&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Milho: R$0,99 a espiga &lt;br /&gt;Amendoim: R$9,90 o kg &lt;br /&gt;Laranja pêra: R$1,69 o kg &lt;br /&gt;Coco: R$ 2,99 o kg &lt;br /&gt;Licor: R$12,49&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Para quem prefere tudo pronto&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Outra opção é já comprar os produtos prontos, como bolos, canjica, cuscuz e mingau. Ou até mesmo o amendoim, que já pode ser comprado cozido. Para quem prefere a praticidade e pode arcar com os valores, o CORREIO separou três locais de vendas de produtos da ceia junina. Confira:&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Rancho do Bolo (site ou ifood):&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Bolo de carimã, milho, tapioca e aipim - R$25,00&lt;br /&gt;Bolo de laranja - R$10,00&lt;br /&gt;Pamonha de milho com queijo (180g) - R$10,00&lt;br /&gt;Cesta junina: bolo de rolo, pão delícia, broa de milho, bolo de aipim, bolo piscina crocante de churros, biscoito Jucurutu, amendoim, pipoca e café gourmet - R$155,90&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;*É possível encomendar, comprar na hora no local ou ainda via delivery&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Bolo das Meninas (site ou ifood): &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Mingau de Tapioca (250g) - R$14,00&lt;br /&gt;Pamonha de milho (2 unidades) - R$16,90 &lt;br /&gt;Amendoim cozido (500g) - R$27,00&lt;br /&gt;Lelê (230g) - R$8,50&lt;br /&gt;Bolo de aipim, tapioca e carimã - R$32,00&lt;br /&gt;Bolo de laranja - R$27,00&lt;br /&gt;Canjica (250g) - R$14,00&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;*É possível comprar na hora no local ou ainda via delivery&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Doce Dainha (@docedainha):&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Bolo de aipim, milho, tapioca e carimã (18cm) - R$28,00 / (22cm) - R$35,00&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;*Encomendas até dia 22/06&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/produtos-juninos-tem-alta-variacao-em-salvador-confira-os-precos/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/produtos-juninos-tem-alta-variacao-em-salvador-confira-os-precos/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

</content></entry><entry><id>pirajanews:LCi4TaV2n</id><link rel="alternate" type="text/html" href="https://teletype.in/@pirajanews/LCi4TaV2n?utm_source=teletype&amp;utm_medium=feed_atom&amp;utm_campaign=pirajanews"></link><title>As ruínas do castelo ‘medieval’ de Pirajá que abrigaria um museu de cristais</title><published>2021-05-02T11:54:33.207Z</published><updated>2021-05-02T11:57:07.391Z</updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://teletype.in/files/ff/e3/ffe3a0c8-35f3-4416-8afb-57a08985cf89.jpeg"></media:thumbnail><summary type="html">&lt;img src=&quot;https://teletype.in/files/04/d6/04d67ad2-0c3c-463b-bcea-5bb4f8325246.jpeg&quot;&gt;Com fonte de águas cristalinas e até pista de patinação, chácara dos Fratelli Vita recebeu governantes e até ‘imperatriz’</summary><content type="html">
  &lt;p&gt;Com fonte de águas cristalinas e até pista de patinação, chácara dos Fratelli Vita recebeu governantes e até ‘imperatriz’&lt;/p&gt;
  &lt;figure class=&quot;m_original&quot; data-caption-align=&quot;center&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://teletype.in/files/04/d6/04d67ad2-0c3c-463b-bcea-5bb4f8325246.jpeg&quot; width=&quot;900&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;O castelo de Pirajá, na Fazenda Pirajá, em 1928 (FOto&amp;gt;: Reprodução/ Acervo Miguel José VIta Neto)&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p&gt;“No Brasil, vocês podem ter o seu castelo”, prometia um panfleto pró-emigração distribuído no final do século 19 a camponeses do sul da Itália, região mais pobre daquele país, e que na época vivia um contexto ainda mais dramático, recém-saído da Guerra de Unificação (1848-1870).&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;O jovem Giuseppe Vita, de origem humilde como toda a sua família, fora um dos alvos dos insistentes agentes de emigração (havia mais de 7 mil deles), que prometiam “enriquecimento fácil e rápido”, “clima tropical e abundância (meu irmão)”, além de “riquezas minerais” por estas bandas.&lt;/p&gt;
  &lt;figure class=&quot;m_original&quot; data-caption-align=&quot;center&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://teletype.in/files/93/0f/930f88ab-0107-4624-b57a-c55d16d93caa.jpeg&quot; width=&quot;600&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Giuseppe, ou melhor, José Vita, italiano radicado na Bahia que fundou com o irmão a Fratelli Vita (Foto: Repodução/ Acervo Jário Barreto Vita)&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p&gt;A parte do “fácil e rápido”, como não é difícil supor, ficou só na promessa, mas todo o resto acabou sendo conquistado, a duras penas, por José (Giuseppe) e Francisco (Francesco) Vita, irmãos (fratelli) fundadores da lendária fábrica de refrigerantes e cristais Fratelli Vita, fundada em 1902 e só ‘desfeita’ na década de 70.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Foi o sucesso do negócio, já nos anos 1910, que permitiu o capricho da construção de um castelo, de estilo medieval, no aprazível subúrbio de Pirajá, local que foi campo da principal batalha pela Independência da Bahia. Sem querer guerra com ninguém tanto na Itália quanto no Brasil, a família mezzo baiana, mezzo italiana, além de altos funcionários, passavam os verões patinando e consumindo água tão pura como uma San Pellegrino, extraída do próprio quintal.&lt;/p&gt;
  &lt;figure class=&quot;m_original&quot; data-caption-align=&quot;center&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://teletype.in/files/24/d5/24d57d43-b303-4430-8f4d-9c4d36b2f171.jpeg&quot; width=&quot;1200&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Foto: Reprodução/ Acervo Miguel José Vita Neto&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;#x27;Me arrepiei&amp;#x27;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se a história do castelo em Pirajá soa surreal a quem mal conhece a região - hoje empobrecida, e em boa parte favelizada -, pra mim ainda mais, já que nasci e cresci a uns 3 km dali, em Marechal Rondon. Para ajudar a recontar a história do local, encontrei um quase vizinho, que sempre teve estranhamento igual, e visitou as ruínas do lugar há alguns anos.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;O bibliotecário e fotógrafo Alan Alencar, 42, morador de Campinas de Pirajá, desde sempre teve curiosidade de saber mais detalhes dessa história, que ouvia desde a infância.&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote data-align=&quot;center&quot;&gt;&lt;strong&gt;“Eu morei quase a vida toda ali em Campinas, perto da Estação Pirajá, e sempre ouvia falar do tal castelo. Tenho um vizinho já adulto na época que falava da Campinas de antigamente, com chácaras, pessoas ricas, fábrica da Fratelli Vita em Pirajá, etc, mas o castelo, em particular, me instigou”&lt;/strong&gt;, conta ele, que a princípio não teve coragem de ir conferir de perto.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p&gt;Mas em 2007, junto com um primo, e orientado por um borracheiro que morava em frente à antiga morada de bacanas, conseguiu entrar no local para acessar as ruínas.&lt;/p&gt;
  &lt;figure class=&quot;m_original&quot; data-caption-align=&quot;center&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://teletype.in/files/b4/2f/b42f0a33-e02c-4c47-aa0a-e93b9f6b5f2a.jpeg&quot; width=&quot;384&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Foto: Acervo Alan Alencar/ Cortesia&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p&gt;“Surreal... Quando vi, chega me arrepiei”, recorda Alan, que fez fotos de uma parte que restou logo na entrada da antiga edificação. “O castelo, em si, não existe mais. O que existe é um pedaço de uma espécie de cúpula, e uma varanda. Essa varanda fica a poucos metros dessa estrutura oval [foto abaixo]”, diz ele, que ainda identificou o que provavelmente era a antiga pista de patinação.&lt;/p&gt;
  &lt;figure class=&quot;m_original&quot; data-caption-align=&quot;center&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://teletype.in/files/38/c7/38c70d38-be0e-4977-9ef8-f521f9520c11.jpeg&quot; width=&quot;1280&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Foto Acervo Alan Alencar/ Cortesia&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p&gt;Alan ainda tirou foto da parte interna de uma das estruturas, além das balaustradas, cobertas de mato. “Existiam dois castelos. Um era a residência propriamente dita, e um outro bem menor, que era para visitantes, para as crianças brincarem, uma espécie de ‘casa da árvore’”, explica o bibliotecário, fotógrafo e pesquisador de ocasião.&lt;/p&gt;
  &lt;figure class=&quot;m_original&quot; data-caption-align=&quot;center&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://teletype.in/files/a8/45/a845044f-eaad-44aa-9505-9d42ede144b7.jpeg&quot; width=&quot;1280&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Foto: Acervo Alan Alencar/ Cortesia&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p&gt;Embora ainda seja possível ver parte das ruínas passando pela Estrada Velha de Campinas - na virada para o viaduto que dá no Porto Seco, ou 300 metros antes de chegar ao Panteão do General Labatut -, a chácara hoje está totalmente cercada de placas de concreto e, segundo moradores, algumas pessoas costumam invadir o local para consumir drogas ilícitas.&lt;/p&gt;
  &lt;figure class=&quot;m_original&quot; data-caption-align=&quot;center&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://teletype.in/files/ed/10/ed10f41d-1ea9-4954-a822-abb08b8b78f8.jpeg&quot; width=&quot;1280&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Foto acervo Alan Alencar/ Cortesia&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Livro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento de causa, como desbravador, também levou Alan Alencar a se tornar uma espécie de consultor para um livro sobre a rica família ítalo-baiana. A obra ‘No tempo da Fratelli Vita’, do pernambucano Gustavo Arruda, foi lançada em 2017, e tem como foco a atuação dos bróderes Vita em Recife e Salvador. “Ajudei bastante indicando nomes, pessoas, locais”, comenta Alan, indicando a publicação.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;No capítulo ‘O Castelo do Pirajá’, Arruda conta que a propriedade onde o castelo foi construído foi adquirida por Giuseppe em dezembro de 1918. Era então um terreno da F. Stevenson &amp;amp; C., empresa inglesa representada no Brasil pelo diretor Reginald de Crecy Steel, que o adquirira apenas dois meses antes.&lt;/p&gt;
  &lt;blockquote data-align=&quot;center&quot;&gt;&lt;strong&gt;“A ideia [de José Vita] era suprir sua fábrica de bebidas com o sabor distinto da água ‘pura e cristalina’ encontrada na fonte existente naquelas terras, cuja qualidade superior ele próprio comprovara em suas pesquisas prévias. A propriedade, então, tornou-se a sua Fazenda Pirajá (ou Chácara de Pirajá), popularmente conhecida como ‘Fazenda Fratelli Vita’, onde residiu por muitos anos”&lt;/strong&gt;, delimita Arruda.&lt;/blockquote&gt;
  &lt;p&gt;Ele explica que ao lado do seu palacete, Giuseppe construiu um solar, “que ficaria famoso em Salvador por ter o formato de um pequeno castelo medieval, com terraços, cercado por um extenso parque de mangueiras e uma pista de patinação”.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Lembra ainda que o objetivo da “pitoresca” construção foi abrigar o Museu do Cristal da Bahia, contendo amostras da produção dos &lt;a href=&quot;https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/o-verdadeiro-e-belo-cristal-da-fratelli-vita/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Cristais Fratelli Vita&lt;/a&gt;. “Infelizmente, o projeto do museu acabou abandonado, por falta de apoio oficial do governo estadual (impondo exageradas exigências, segundo alguns, por Giuseppe ser italiano)”, cita no livro.&lt;/p&gt;
  &lt;figure class=&quot;m_original&quot; data-caption-align=&quot;center&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://teletype.in/files/62/8a/628a7892-3e62-4a8d-a424-43bda06f2df2.jpeg&quot; width=&quot;1280&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;O grande salão do palácio , que recebeu bailes suntuosos (Foto: Revista O Malho/ Acervo Biblioteca Nacional)&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Poderosos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas essa perseguição não significa, nem de longe, desprestígio aos Vita. Em março de 1928, durante a inauguração das fábricas da Fratelli Vita em Pirajá, a revista O Malho registra a longa lista de presentes ilustres no evento, incluindo o vice-presidente da República, Mello Vianna; os governadores (em transição de mandato) Góes Calmon e Vital Soares, além de deputados estaduais e federais de altíssimo gabarito, como Pedro Calmon e Theodoro Sampaio. Olha a moral!&lt;/p&gt;
  &lt;figure class=&quot;m_original&quot; data-caption-align=&quot;center&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://teletype.in/files/07/00/07006253-3aa1-41c9-b440-ec8232f0d0eb.jpeg&quot; width=&quot;515&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Recorte de revista O Malho de abril de 1928 mostra presença de políticos importantes em inauguração de novas instalações da Fratelli Vita na chácara ( Foto: acervo Biblioteca Nacional)&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p&gt;Como um dos sócios-fundadores do Rotary Club da Bahia, Giuseppe passou a ser ainda mais influente na vida social e cultural do estado. Era comum, aos domingos, realizar almoços e piqueniques com famílias influentes na chácara.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;No arquivo do próprio Rotary, o registro de um dos filiados, em 1940, chega a mencionar o ‘motivo’ da construção do curioso castelo. “E para testemunhar a sua perene gratidão ao lugar aonde está a fonte da puríssima água de Pirajá, Vita, modestíssimo, ali manda construir um lindo castello medieval que prazenteiro e sorridente nos espreita por entre bellissimas e frondosas mangueiras como a convidar-nos a repousar”, escreve Wilhelm Overbeck, ao citar assunto mencionado na reunião dos rotarianos ocorrida no dia 23 de janeiro de 40.&lt;/p&gt;
  &lt;figure class=&quot;m_original&quot; data-caption-align=&quot;center&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://teletype.in/files/d6/f0/d6f071d0-d295-4400-8abd-8323dfaa61ad.jpeg&quot; width=&quot;999&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;O castelo &amp;#x27;anexo&amp;#x27; espécie de miniatura do primeiro, feito mais como um espaço para a criançada se divertir (Foto: O Malho/ Acervo Biblioteca Nacional)&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Imperatriz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O repouso eterno de Giuseppe Vita foi iniciado no próprio castelo de Pirajá, em 1953, mais de meio século depois da promessa que lhe fizeram na Itália (aquela lá do início).&lt;/p&gt;
  &lt;figure class=&quot;m_original&quot; data-caption-align=&quot;center&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://teletype.in/files/10/54/1054138b-4684-450a-aa05-ff48f9934f60.jpeg&quot; width=&quot;1005&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Martha Rocha, na volta do Miss Universo, visita o castelo de Pirajá e segura um vaso de cristal feito na Fratelli Vita (Imagem: Reprodução/ alexandre Robarto Filho)&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p&gt;No ano seguinte, o local sediou aquele que talvez tenha sido o seu momento mais badalado: voltando do concurso do Miss Universo, no qual ficou em segundo lugar, Martha Rocha visitou o castelo, conheceu os cristais, dos quais virou uma espécie de garota-propaganda, e para esse brilho não acabar hoje, vou contar essa história numa próxima oportunidade (porque merece).&lt;/p&gt;
  &lt;figure class=&quot;m_original&quot;&gt;
    &lt;img src=&quot;https://teletype.in/files/3c/3e/3c3e856c-d989-4996-a39a-0cfc57625f3e.jpeg&quot; width=&quot;809&quot; /&gt;
    &lt;figcaption&gt;Cerva de concreto avançou até o ponto que em frente ao atual Condomínio Alto de Pirajá (Reprodução/Google Street View)&lt;/figcaption&gt;
  &lt;/figure&gt;
  &lt;p&gt;Cerca de 10 anos antes da passagem da ‘Imperatriz da Beleza’ pelo castelo, a chácara foi incorporada ao capital social da Fratelli Vita S/A, com o valor estimado em Cr$ 1.068.586,60, e transformada em ações de Giuseppe.&lt;/p&gt;
  &lt;p&gt;Mais tarde, segundo Arruda, o castelo foi vendido para a Família Paes Mendonça, que o demoliu. Em janeiro de 1972, uma faixa das terras da chácara foi desapropriada pelo Departamento Nacional de Estradas de Rodagens (DNER), para a duplicação da BR-324, e o palácio dos cristais se transformou em ruínas, sendo este texto uma tentativa de devolver-lhe algum brilho histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte de notícia: Site Correios 24 horas, 02 de maio de 2021.&lt;/p&gt;

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