"Óculos cor de rosa" #8

Óculos cor de rosa.

Depois de checar mais de uma vez o reflexo no espelho de mão, finalmente se deu conta que não tinha o que melhorar. O grande dia tinha chegado, a qualquer momento ele sairia do portão de embarque do aeroporto.

Mesmo conversando todos os dias pelo celular, e nunca tendo visto-o pessoalmente ela sabia que eles eram só amigos. Ela aposentou seus óculos cor de rosa há muito tempo e não estava ali pra encontrar o seu futuro grande amor e pai dos seus filhos. Ela realmente fora encontrar um amigo.

Depois de tantos desencontros, simplesmente parou de procurar e decidiu mudar os seus critérios, e desde então tudo ficou mais leve e divertido. Pessoas muito legais apareceram, outras tinham ido embora, era a lei da vida e estava tudo bem.

Quando o avistou, acenou e sorriu com os olhos. A mascara atrapalhava um pouco e mesmo não podendo, se abraçaram.

Ele ficou feliz e empolgado por ela ter ido buscá-lo. O coração ficou mais quente e o nervosismo passou. Ela lembrou a si mesma que não precisava impressioná-lo, eles já eram amigos.

Então perguntou se estava com fome, ele disse que sim, mas queria chegar logo onde ia ficar hospedado e lá pediria alguma coisa.

Entraram no carro, e foram conversando sobre o tempo, a viagem, as mudanças na vida dele. Ela também contou um pouco de como estava a sua vida e o que tinha feito nos últimos dias. O papo estava bom, não tinha trânsito, logo chegaram.

Fiel a sua palavra, pediu alguma coisa pra comer e perguntou se ela tinha alguma preferência. Ele disse que não, acompanharia ele. O frio na barriga voltou, estava chegando a hora e ela não tinha ideia de como ia ser.

Ele disse que precisava tomar um banho, falou pra ela ficar à vontade. A comida chegou depois que ele já estava pronto e cheirando a shampoo e desodorante masculino.

Comeram, conversaram sobre suas cidades natal, ela perguntou se ele já tinha um lugar definitivo pra morar, ele estava exausto da mudança, mas empolgado pra desbravar uma cidade nova.

De barriga cheia, finalmente a tão temida pergunta veio: “e ai, vamos?”

Ela estava nervosa e timidamente disse que sim. Mesmo estando esperando por isso, com uma blusa de botão e sutiã novo, nada a preparou para aquele momento.

Ela sentou na cama e encostou as costas na cabeceira. Por sua vez, ele deitou ao seu lado e observava atentamente os movimentos dela. Ela perguntou como ele gostaria de fazer isso, ele respondeu que ela poderia escolher o jeito que se sentisse melhor.

Com as rédeas nas mãos, pegou o celular, colocou uma música pra tocar, abriu a blusa e o sutiã, e chamou ele, “vem.”

Deitada, com ele meio corpo em cima dela, um braço descansando em sua cintura, sentiu sua boca, finalmente, sugar o seu seio. Neste momento, suspirou.

Ele não era afobado, não estava com pressa. Seu mamilo era sugado pelos seus lábios, acariciados pela sua língua. Ela apoiava sua cabeça com o seu braço esquerdo e com a mão direita, acariciava o seu rosto.

Sua barba pinicava de um jeito bom e sua mão esquerda acariciava o seu mamilo direito de uma forma que a fazia suspirar.

Sem saber ao certo quanto tempo havia se passado, ele trocou de mamilo. Ela deu boas vindas ao peso dele em cima dela, uma de suas pernas ficou entre as dela, ela o abraçou e acolheu. E mais uma vez, com a calma de quem podia ficar o dia inteiro ali, deu o mesmo tratamento ao outro seio.

Embaixo dele, ela suspirava, em alguns momentos o apertava contra o seu corpo em busca de contato físico. Em dado momento ele perguntou se estava muito pesado, ela disse que não, que continuasse, pois estava bom.

Naquele momento ele suspirou e aumentou a pressão que fazia com mão em um dos mamilos. Em resposta, ela levantou a pelve de encontro a coxa dele. Não era o suficiente e tudo que ele fazia a deixava mais molhada e excitada.

Quando ele cansou, nenhum dos dois sabia há quanto tempo estavam ali. Ele aninhou o rosto em seu pescoço e lhe deu um beijo, provocando um leve arrepio. Ficaram abraçados mais um momento até que ele se levantou, sentou na borda da cama, e bebeu um gole d’água.

Sabendo que estava na hora de ir embora, e mesmo não querendo, ela arrumou o sutiã e se levantou. Ao passar por ele, ele a puxou, a abraçou pela cintura e descansou o rosto em seu decote que ainda estava descoberto.

Ela acariciou os seus cabelos e disse que precisava ir. Ele perguntou quando poderia vê-la de novo. Ela, por sua vez, disse que precisava confirmar algumas coisas do trabalho e avisava. Ele sorriu e a soltou. Com um olhar saudoso observou-a se arrumar para ir embora.

Um abraço na porta, mais um beijo no pescoço e uma promessa trouxeram seu sorriso esperançoso de volta e antes pudesse se repreender, permitiu-se imaginar. Será? E lá estava o doce óculos cor de rosa flertando com ela de novo.

Por Cris Arruda em 01/2020


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