Sexualidade
September 6, 2024

Geração Z quer menos sexo em filmes e séries

Um recente estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) descobriu que os adolescentes e jovens americanos (de 10 a 24 anos) querem ver menos sexo em filmes e séries.

A série Sex Education retrata sobre educação sexual na adolescência

Em um estudo feito com mais de 1.500 jovens telespectadores a leve maioria, 51% dos entrevistados, relataram que querem ver mais conteúdo sobre relacionamentos platônicos e amizades. Além disso 47% disseram que o sexo não é necessário para a maioria das séries e filmes. E isso é um dado relevante quando observamos o quanto a sexualização da atual geração tem sido difundida, desde dancinhas eróticas nas redes sociais até a artigos juvenis ensinando como fazer sexo anal.

Em uma das matérias básicas de Análise do Comportamento aprendi um conceito chamado estímulo incondicionado, ele se refere a uma alteração no ambiente que é capaz de produzir uma mudança em nosso corpo sem que precisemos de treino prévio para isso (resposta incondicionada). E aqui está por exemplo o contato físico nas genitálias que elicia a excitação sexual.

Porém a associação de ver corpos nus atraentes e nos produzir a mesma resposta passa por um treino comportamental individual, muitas vezes impulsionado pela indústria pornográfica e cinematográfica e pelas experiências pessoais. Isso se dá quando apresentamos o estímulo neutro, por exemplo a visualização das cenas de sexo, com o comportamento de fricção da genitália, produzindo assim um novo estímulo sexual.

Porém a pesquisa nos apresenta que esses estímulos condicionados (cenas sexuais nas séries e filmes) à excitação sexual provavelmente estão perdendo seu valor estimulante. Isso pode estar acontecendo pelo próprio excesso de exposição à conteúdos sexuais, que pode ser facilmente observado pela facilidade de acesso de conteúdos pornográficos ou soft porn presentes nas redes sociais.

É tanta exposição sexual que nem a Geração Z aguenta mais ver.