Vinculos & Monstros
March 3, 2025

CAPÍTULO V • The Adults Are Talking

Matheus

Os murmúrios haviam começado cedo nessa segunda-feira, logo depois que Tate e Samir que agora dividiam um quarto, conferiram seus novos horários após o café da manhã e descobriram que agora não havia mais duas turmas distintas, e sim uma única, formada por todos os estudantes.

Coisa que a diretora tinha deixado de fora do seu discurso no dia anterior de propósito.

– Eles não têm o direito de fazer isso conosco.

Javier rosnou, ele estava mais bronzeado do que no ano passado, e não tinha mais o cabelo platinado que mantinha desde o início, dessa vez somente as pontas mantinham a cor, o restante mostrava a tonalidade de um loiro escuro, que também não era a cor real do seu cabelo.

– Para falar a verdade eles têm.

Christian respondeu ajeitando a camisa social.

Ele usava um colete preto sobre a camisa e uma gravata fina, com calças jeans cinza e tênis. Seu uniforme personalizado.

– Está defendo eles, Chris? – Javier perguntou impaciente, ele estava bastante ofendido com tudo que tinha ocorrido. Joshua e eu estávamos no sofá da sala, Roman estava em pé junto a multidão e Killian atrás de mim encostado atrás do sofá – Nossa turma só sofreu uma baixa depois que se juntou a eles, e agora querem unir todos nós?

Perguntou agora incitando o restante.

Tate revirou os olhos e se afastou do Javier enquanto o Rex estava sentando em uma poltrona cochichando algo com Skandar que se esforçava para não rir.

– Nós não o matamos.

Roman comentou se intrometendo pela primeira vez.

– Os demônios fizeram isso.

Samir acrescentou.

Ele tinha mantido o visual de antes. Lápis de olhos, cabelo arrepiado, unhas pintadas dessa vez de roxo, e um estrela de Davi de prata no pescoço. O que foi uma surpresa, primeiro pelo visual combinar pouco com a cultura judaica e segundo por que bruxos estavam longe de serem religiosos. Talvez fosse a herança israelense. Quem sabe.

– Ou você esqueceu que outros dois da sua turma também estavam lá para atestar isso?

Perguntei apoiado por Killian que o olhava sério e fulminantemente.

– Vocês e esse lance todo de Círculo de Sangue, não me enganam. Vocês vão acabar nos matando. E eles também por nos forçarem a ficar com vocês.

Javier comentou cuspindo as palavras no ar com ódio e se um dia eu me preocupei com o que o Rex falava, estava redondamente enganado que não poderia haver coisa pior do que inveja. Havia ódio, e culpa. Culpa a qual ele tinha fixado em nós.

– Você não pode estar falando sério em nos culpar.

Josh acrescentou, mas Javier parecia ansiar por mais.

– Parem, todos vocês.

Asa gritou puxando atenção para si.

Normalmente ele estava rindo, fazendo piada ou contrabandeando bebidas. Mas fora isso, eu sabia pouco sobre ele.

– Nosso amigo morreu como as amigas deles morreram. Mas realmente existem eles e nós?

Perguntou, e era verdade.

– Belas palavras senhor de Lao, hora de irmos.

Disse a professora MiMi que surgiu sem que ninguém reparasse.

Há quanto tempo ela poderia estar ouvindo? E principalmente o que ela iria nos explicar de tudo isso?

Assim que atravessamos a porta principal fomos levados para nossos assentos. Olhei rapidamente para o lado, confuso. As novidade ainda não tinha acabado.

Lexa estava do meu lado esquerdo, e Amora do seu. Joshua, Roman e Killian do meu lado direito nessa ordem.

Os rapazes olhavam para todas as direções, confusos, as garotas que pareciam estar aqui antes de nós, já haviam entendido que essa era nossa nova ordem de lugares.

No assento abaixo de nós, se encontravam Asa, Vernon, Clea, Isobelle, Rex e Skandar.

Rex olhou para mim confuso, mas a única coisa que fiz foi dar de ombros.

Abaixo deles, ficavam Nik, Birdy, Javier – nosso novo melhor amigo – Chris, Zita e Juliette.

Chris aparentemente não tinha gostado tanto de ficar rodeando de tantas garotas, de tão visível que estava seus olhos correndo da direita para esquerda sem saber aonde parar.

Por fim, tínhamos acima de nós Tate, Samir, Kat, Priyanka, Henrique, Zac, Hazel e Hya para completar o pacote.

Samir por outro lado não parecia desconfortável como era de se esperar. Com a saída de Zander, ele estava agora com Tate, e tinha se aproximado bastante tanto dele quanto da Kat, que estava ao seu lado. Na verdade, sobreviver aquilo tinha deixado o ar leve para todos nós, uma sensação que podíamos contar com os outros, mesmos que não fizéssemos as refeições juntos ou os exercícios extras, então de qualquer maneira ele estaria em uma zona confortável.

– Fico feliz que todos tenham se acomodado tão bem em seus lugares.

Disse a professora sorridente, ela com certeza estava longe de entender como isso tinha gerado tudo, menos alegria.

– Nós não tivemos exatamente uma escolha.

Rex comentou.

– Não que eu goste de admitir, mas tenho que concordar com esse aí.

Javier acrescentou em tom arrogante. Levando um olhar bravo do Rex no mesmo instante, fazendo faíscas saltarem no ar entre os dois.

Bem, literalmente. O ar havia realmente crepitado.

Rex não era de levar nenhum problema para casa e Javier parecia do tipo que gostava de ser o centro dos problemas em qualquer lugar. Tanto ou mais que o Rex.

Isso aqui vai explodir.

Lexa comentou pelo elo, se divertindo com tudo.

Fique feliz, Math – Roman acrescentou – Você não é mais o centro das discussões.

Não teria tanta certeza.

Completei.

– Fiquem calmos meus queridos, seus novos lugares foram postos para que vocês possam se conhecer, mantendo seus respectivos colegas de quarto para o conforto.

– Então por que eles continuam todos juntos?

Javier perguntou apontando para nós.

– Porque mesmo que gostamos de encorajá-los a ignorar o fato de seus colegas terem formado um círculo com tão pouca idade, não podemos ignorar o fato que eles já estão ligados. Separá-los em fileiras ou quilômetros de distancias teria a mesma ineficácia. Por isso os mantivemos da forma que estão. Lembrando a vocês, que dentro das salas de aulas eles não podem usar a maximização de poder. Então são alunos como vocês.

– Só que mesmo assim muito mais poderosos que nós.

Hya acrescentou cheia de inveja na voz.

– Bom saber que você sabe o seu lugar.

Lexa acrescentou rindo, mexendo na mecha rosa do seu cabelo com os dedos. Hya bufou em sua direção, mas foi impedida de contra-atacar por Hazel que sussurrou algo no ouvido dela, a fazendo se contorcer por dentro, mas aguentar calada.

O que ela disse?

Lexa perguntou.

Eu não sei e não vou entrar na mente delas para descobrir.

Respondi rapidamente voltando a focar na professora.

– Vocês precisam aprender a deixar tudo isso para trás, meus lindos. Porque nenhuma batalha é vencida sozinha. Nem nesses livros, muito menos lá fora.

Comentou se aproximando de nós.

A sala de Artes Especializadas hoje parecia com uma sala comum que tínhamos aqui, pelo menos o nosso comum. Talvez porque ela quisesse ordem em todo o nosso caos.

– Vocês nunca contaram que iriam nos unir, por quê?

Nik perguntou depois de levantar a mão e ter o consentimento da professora com um acenar de cabeça.

– Porque não é algo que costumamos fazer até o terceiro ano. O primeiro ano é onde focamos em suas habilidades naturais, o segundo onde testamos suas capacidades em conhecimento adquirido e versatilidade, e por fim no último, nós desfazemos tudo que vocês conhecem e damos a vocês uma nova rotina com aqueles que perseveraram e continuaram conosco. Porém, o que nos vimos no ano passado não é algo que nenhum outro ciclo de alunos tenha enfrentado, e queremos prepará-los para os perigos lá fora, que podem um dia, se chocar com vocês.

– Isso até faz sentido – Henrique comentou, seus dreads estavam amarrados por fios coloridos, enquanto ele mantinha a mesmo tom de cabelo do ano passado, cabelo castanho escuro com alguns dreads finos em tons variados de verde – mas não conhecemos nada um dos outros. E metade de nós, não quer nem conhecer, por motivos óbvios.

– Não culpem o círculo pelo que aconteceu – suplicou a professora – Não é culpa deles, como não é culpa de ninguém. Coisas acontecem por variados motivos. Do mesmo jeito que vocês foram escolhidos para estar aqui, e quiseram continuar.

Respondeu fazendo pelo menos a maioria refletir.

Ninguém nunca havia dito isso para nós, pelo menos na nossa turma, mas sempre havia pairado no ar que talvez parte de tudo aquilo fosse culpa nossa. E mesmo que não gostássemos de admitir, talvez fosse. Só não era algo que poderíamos realmente discutir.

– Fácil para você dizer...

Javier completou encarando a professora, ela não parecia intimidada.

– Mas não parece fácil para você calar a boca.

Rex retrucou, e Javier quase quebrou a caneta que segurava com dedos.

– É por isso que vamos dedicar nossas primeiras aulas aqui para nos conhecer. Mostrem-me a evolução de seus poderes, e deixe que eles falem por vocês.

Acrescentou, ignorando os alunos insubordinados.

– Vocês estão nos forçando a cooperar, isso não vai funcionar.

Javier completou, dessa vez sem o tom irritado. Ele parecia agora transtornado.

– Estamos forçando vocês a tentarem – ela o respondeu – O resultado será a determinação de seus esforços, porém, só vocês dirão a nós o que isso vai resultar. E como a magia é a convergência dos fatores foco, poder e ação. Vamos precisar que vocês tentem realizar essa convergência. Sejam o resultado que querem de si. E sejam o resultado que pode determinar a sua sobrevivência.

Disse ela como o mesmo sorriso e confiança. Parecia inabalável. De certo modo, inspirador, de outro, assustador.

– Por isso vamos começar com algo simples. Depois que eu apontar, quero que vocês digam seus nomes e o que vocês podem fazer, e que tal começarmos com você, senhor Gatti?

Perguntou fazendo um sorriso de superioridade surgir em seu rosto.

É impressão minha ou teremos muita competição, esse ano?

Joshua perguntou reconhecendo aquela expressão como uma digna do Rex.

E logo quando eu pensava que tudo seria calmo esse ano.

Completei.

Para nós? – Lexa perguntou – Está pedindo demais.

Respondeu com um sorriso feliz. Ela gostava daquilo, literalmente a alimentava.

– Me chamo Javier Fernando Gatti, sou argentino e tenho dezoito anos e posso controlar as sombras.

Respondeu ele fazendo toda a sala escurecer por alguns segundos.

– Muito bom, próximo?

Perguntou a professora apontando para Nik.

– Meu nome é Onika Baiya, dezenove anos – disse ela enquanto balançava o cabelo e olhava de relance para Chris que tentava fingir não perceber, depois de Killian que tinha vinte anos, Nik era uma das mais velhas, com Roman, Rex e Tate também com dezenove anos – Mas meus amigos me chamam de Nik e venho de uma cidade particularmente grande no Quênia. Meu dom é a manipulação dos sonhos.

O próximo foi Asa.

– Sou Asa Lao, minha mãe chinesa, sou das Filipinas de onde meu pai descende. Tenho dezessete anos, e posso condensar a luz ao meu redor para criar cópias solidas sencientes de mim e objetos que estejam em contato direto do meu corpo.

E isso explicava como ele sempre parecia ser mais de um.

– Continuem.

Disse a professora logo após se sentar.

– Meu chamo Isobelle Chermont, ou Belle – disse a próxima aluna com um sotaque ainda mais carregado do que Christian, eles vinham do mesmo país, isso eu sabia – Sou francesa e tenho dezoito anos. Meu dom é a projeção astral.

Não importa qual cor ela use nas tranças, ela sempre fica perfeita.

Lexa comentou olhando com concentração para Isobelle e os fios dourados das tranças jumbo que ela usava. Sua pele negra brilhava como se fosse feita de cobre.

Você realmente não liga para nada.

Acrescentei balançando a cabeça em negação.

Josh foi o próximo.

– Joshua Strider, faço dezoito em três meses, sou do Canadá e tenho capacidade de cura e a capacidade de copiar os dons primários dos bruxos que estejam ao meu redor.

Respondeu sorrindo, revelando o novo dom que tinha desenvolvido.

Javier comentou algo em tom baixo para Chris, mas ele não pareceu dar muito ouvidos.

– Meu nome é Henrique Braga Conceição. Rio Grande do Sul, Brasil. Dezessete anos. Insectomancia. E não, não é tenho tara por insetos. Eu só posso controlá-los, junto de outras criaturas como aracnídeos. E agora que eu terminei, posso ir ao banheiro?

Perguntou girando a cabeça levemente para o lado.

E o Tate tem um irmão – Lexa acrescentou irônica – Dois raios de sol da manhã.

Quieta!

Dissemos Amora e eu ao mesmo tempo, seguidos por risadas do Joshua e do Roman.

Vocês me ofendem desse jeito.

Completou irritada.

Você está calado, por quê?

Perguntei a Killian, enquanto Hya se apresentava e dizia as maravilhas de morar em Washington, D.C., e manipular o éter.

Só estou analisando, não é nada.

Analisando os outros? Como potenciais ameaças?

Perguntei assustado.

A junção das turmas não era a minha coisa preferida do ano, porém, estava longe de ser a pior notícia da minha vida.

Querendo ou não somos os alvos fáceis agora. Por dois meses fomos os heróis que sobreviveram, esse ano seremos os heróis que não conseguiram fazer mais. Pode ser perigoso.

Vamos conquistar todo mundo. Lexa não aceitaria ser menos do que amada por todos. Pode ter certeza.

Disso eu não posso discordar.

Respondeu rindo.

E a aula continuou daquele jeito, passando por todos até eventualmente terminar.

//

– Não foi exatamente um primeiro dia ruim.

Josh acrescentou acertando os óculos com o dedo indicador enquanto folheava uma nova enciclopédia.

Lexa havia tentado convencê-lo a usar lente, mas ele repudiava a ideia. Dizia que os óculos o ajudavam em situações constrangedoras onde ele poderia usá-lo para se distrair. Lexa tinha o dito que ele era um bruxo poderoso agora, não precisava de óculos, mas Joshua somente riu. Ela ficava transtornada por ser incapaz de modificar os princípios básicos dele como conseguia com os outros. Ele era mais simples do que ela poderia entender.

Já Killian brincava com seu isqueiro como sempre. Fazendo o clique do metal se tornar parte do som natural para nós.

Amora estava deitada na grama de bruços escolhendo alguma música no seu smartphone, enquanto ouvia pelo lado direito do fone de ouvido.

Lexa estava em pé nos rodeando, e eventualmente pegando folhas de uma planta quase morta para destroçá-las com os dedos nervosos.

– Tirando o fato que provavelmente vamos nos tornar uma rixa de cães, pareceu tudo bem.

Acrescentei fazendo Killian esboçar um pequeno sorriso. Estava com minha cabeça em seu colo.

Roman estava ocupado ao nosso lado devorando a terceira embalagem de cookies de chocolate.

– Isso se tirarmos o fato que ficamos escutando o senhor Garrett reclamar por duas horas inteiras de como suas férias nas Bahamas tinham sido perfeitas e era nossa culpa que ele teve que voltar para cá – Lexa acrescentou irritada, ela e o senhor Garrett ainda mantinham em uma rivalidade muda que era complicada – DUAS HORAS?! E honestamente eu nem acredito que ele tenha dito permissão do Grande Conselho dos Clãs para fazer isso.

– Poderia ser pior...

Amora completou.

– Como?

Roman perguntou.

– Paimon poderia ter nós atacado em nosso primeiro dia de aula, nos forçando a travar uma luta por nossas vidas – respondeu puxando a atenção de todos – Ou poderia ter chovido.

Disse ela encarando Lexa, que parou por um segundo para raciocinar antes de se sentar na grama conosco.

– Verdade, a chuva teria sido terrível.

Comentou enfim fazendo todos rirem.

– Que tal evitarmos falar desse assunto mais um pouco?

Pedi, sentindo as mãos de Killian na minha coxa.

– Nós até podemos tentar – Lexa acrescentou – mas em algum momento teremos de falar do fato que ele está por aí em algum lugar usando a casca do Dan para nos assombrar. E eventualmente para tentar nos matar.

– Podemos tratá-lo só como um inimigo comum.

Joshua sugeriu.

– Mas ele ainda vai ser o mesmo demônio que matou o Daniel.

Roman acrescentou ingênuo, levando todos os nossos olhares surpresos.

– Você está o infectando.

Disse Amora para Lexa.

– Ele pode ter pegado isso de qualquer um de nós.

Lexa acrescentou gesticulando os braços aleatoriamente.

– Bem... – Joshua começou a dizer, mas Lexa o ameaçou com um olhar furioso – Vou voltar a ler.

Respondeu acanhado.

– De qualquer maneira – interrompi – a aula de Exercício e Prática de Bruxaria nos deu alguma coisa para fazer.

– E um alvo para o Javier poder acertar.

Amora completou.

– Ele é como um Rex de cabelo platinado – disse Lexa roubando um cookie da mão de Roman, que pareceu ponderar por um segundo se tentava ou não o conseguir de volta – Logo quando eu achei que tínhamos nos livrado disso.

Está tudo bem com isso?

Killian me perguntou.

Entre nos culpar pela morte de um do grupo dele e ser o primeiro da turma, tenho quase certeza de que ele vai nos esquecer eventualmente. E eu pretendo ser tão ordinário quanto qualquer outro esse ano. E o Rex ama um desafio, e mesmo que eu peça para ele não fazer, duvido que ele deixe alguém tirar essa posição dele.

Respondi sorrindo.

Então vamos deixá-lo lidar com isso.

E era verdade. Rex precisava de uma nova rixa para se provar. Mesmo que não houvesse mais necessidade, porém, sua competitividade era seu fator de motivação.

E eu não queria outro cão raivoso em nosso encalço, então enquanto as coisas se mostrassem controladas, eu me manteria quieto.

Não que eu tivesse alguma fé que meus planos fossem dar certo.

– Prestem atenção – Lexa pediu agora em pé – já que todos estamos de acordo que hoje foi suficientemente não satisfatório. Proponho que não nos esforcemos demais essa semana e guardemos nossas energias para o fim de semana.

– Você não vai fazer disso uma desculpa para nos fazer sair no sábado à noite, não é?

Perguntei me sentando.

– Não só nós. Estou falando de todo mundo. Eles não querem que socializemos? Então vamos mostrar como nossa antiga turma é totalmente civilizada.

– Indo para Arcadia?

Killian perguntou.

– Não, para uma casa de swing. Claro que é a Arcadia. Esperava mais de você Killian.

Respondeu ofendida, fazendo Killian fazer uma careta que parecia com algo como, desculpas.

– Não é muito cedo para isso?

Amora perguntou.

– Nunca é cedo demais para ficar bêbada.

Respondeu sínica.

– Isso não é o que os futuros alcoólatras dizem para se sentirem melhores consigo mesmo?

Joshua perguntou, mas Lexa o ignorou.

– Se me derem licença eu vou espalhar a notícia. Sintam-se se livres para desistir de reclamar, não vai adiantar.

Respondeu se virando e começando a andar, entrando por uma porta que surgiu entre duas árvores.

– Provavelmente eu deveria ir atrás dela para impedi-la de fazer alguma coisa muito maluca, não é?

Amora perguntou assim que Lexa desapareceu.

– Só não fique diretamente no caminho dela, e você vai conseguir impedi-la de engolir o mundo.

Roman a respondeu com seu sorriso largo.

Amora se levantou e beijou Joshua na bochecha antes de desaparecer também.

– Por que eu tenho certeza de que esse vai ser um início de ano turbulento?

Perguntei, mas Roman e Joshua responderam dando de ombros.

– Tenho algumas ideias que podem fazê-lo mais suportável.

Killian respondeu no pé do meu ouvido, passando a mão pelo restante da minha coxa.

– Pervertidos.

Roman acrescentou em tom sério nos encarando com metade de um cookie ainda na boca e uma expressão seca, fazendo Joshua gargalhar e Killian usar sua telecinese para roubar o último cookie da embalagem.