CAPÍTULO VII: Hit Me With Your Best Shot
A língua do Killian deslizava pela pele do meu pescoço, fazendo minhas pálpebras tremerem e a parte inferior do meu corpo ficar dormente.
Sua pele, sempre quente, quase forçava a minha a repelir minhas roupas, um dos motivos que eu não o deixava ficar sem camisa perto de mim, porém, dessa vez havia sido inevitável.
Ele simplesmente havia entrado no quarto, tirado a camisa e me jogado contra a cama.
Dedilhando cada parte do meu corpo, e mordicando as partes que restavam com os dentes.
As luzes se apagaram de repente e o lençol subiu por nossos corpos enquanto a cabeça de Killian descia do meu pescoço pelo meu peitoral até a cintura...
Pedi o puxando para cima e depois o jogando para o lado.
– Não vem me dizer que você não iria gostar?
Comentou rindo, tanto ele quanto eu estávamos com cabelos totalmente desarrumados.
– Você sabe que eu prometi ajudar o Rex a treinar já que o Skandar está pesquisando alguma coisa na biblioteca essa semana.
– Estamos na primeira semana de aula, ele realmente não pode esperar?
Perguntou, mas não tive certeza se ele falava sobre o Rex ou sobre o Skandar.
– Ele é meu amigo, do mesmo jeito que os outros são. E eu prometi.
Disse ameaçando me levantar, mas ele me pegou pelo ombro e voltou a subir em cima de mim. Pondo minha mão sobre as suas coxas desnudas.
– Onde está o resto das suas roupas?
Perguntei vermelho, de vergonha e excitação.
– Algum lugar, bem, bem longe daqui.
Respondeu tentando me beijar, mas o impedi.
– Você não vai conseguir, Killian – disse parando sua boca com os meus dedos – Ele é meu amigo e você tem que começar a entender isso.
Comentei me sentando na cama. Ele arfou em desistência depois disso.
– Entendo o fato que você seja amigo dele, só não entendo o fato que você realmente acha que algum dia não vou sentir ciúmes dele. Do cara que beijou o meu namorado.
Acrescentou revirando os olhos verdes.
– Tecnicamente fui eu quem o beijei, então você não pode pôr a culpa nele.
Completei me levantando e indo até meu guarda-roupa.
– Sim, e agora ele se identifica como bissexual, assim como eu. E namora outro cara, assim como eu. Então sim, ainda terei o meu ciúme preventivo.
Retrucou enquanto eu trocava de roupa para o treino.
– Lexa pode ler emoções e ver auras, e eu posso ouvir pensamentos. Se ele sentisse algo por mim, nos saberíamos. E a minha irmã não é exatamente do tipo que manteria esse segredo.
Esclareci pela milionésima vez.
– Eu sei, mas... Você desbloqueou algo dentro dele com aquele beijo, quem sabe o que mais estava lá e ainda pode estar?
Perguntou com os olhos repletos de sentimentos que ainda não haviam sido ditos.
– Então confie em mim sobre isso também – pedi com um olhar calmo – E ponha uma roupa para cobrir tudo isso, você é estupidamente sensual. E eu realmente estou pensando em ficar.
Perguntou se sentando na cama.
Respondi indo em direção a porta.
Perguntou, no mesmo instante que a porta se abriu.
– Me pergunte amanhã, quem sabe.
Respondi já atravessando e rindo.
Rex estava em pé levantando pesos com os braços. Trajando uma blusa cinza com mangas rasgadas e um short de corrida azul e tênis comum.
Comentou virando o rosto e sorrindo.
Respondi, não fazia bem mentir, não nesse caso.
– Me deixa adivinhar, vocês tiveram uma longa conversa de como eu não era bom o bastante para andar junto ao seu clubinho privado?
– Não faça piada, porque eu recusei um namorado realmente intencionado a me dar o melhor sexo da minha vida só para me distrair.
Disse fazendo a expressão dele mudar para surpresa.
Disse ele revirando os olhos, era sobre o Killian, isso eu sabia.
– Quer começar com um mano a mano, então?
Perguntei, e ele largou os pesos ao chão e se virou para mim.
– Vamos lá isso não pode ser tudo que você tem.
Cometei depois de bloquear quatro golpes seguidos do Rex.
Respondeu correndo em minha direção.
Primeiro ele pulou, girando no ar com as pernas abertas. Tentei bloquear seu golpe, mas a parte onde ele pegava leve tinha acabado.
Seu ataque acertou meu rosto e me jogou ao chão. Ele se aproximou rindo, andando devagar e despreocupado.
Forcei meus dois braços no chão e girei meu corpo, imitando um paço de hip-hop que Roman tinha aprendido na época da escola, chocando minhas pernas com as dele e o jogando ao chão.
Rolei para cima dele, puxando seu braço, o prendendo com minhas pernas, dificultando sua respiração.
Ele perguntou antes de conseguir chutar as minhas costas, se libertando então voltei a ficar de pé impulsionando a parte inferior do meu corpo para frente.
Rex limpou o suor do rosto e me convidou com a mão para que o atacasse.
– Vamos lá, já tivemos brigas melhores que essa, baixinho.
– E você já teve insultos melhores que esse.
Retruquei avançando com uma serie de socos rápidos.
Rex conseguia bloqueá-los, mas não conseguia atacar. Não que isso o impedisse.
Primeiro seu corpo foi para um lado, depois para o outro, quando dei por mim tinha sido enganado. Ele prendeu meus braços, os girando até ficar atrás de mim, forçando meus ombros para trás.
– O que você acha dessa coisa toda de unir as turmas?
Perguntei o ouvindo rir atrás de mim.
– Bem – tentou dizer antes de sentir minha cabeça acertar o seu rosto com força – DROGA!
Completei antes de chutá-lo no estomago, mas ele foi mais rápido prendendo meu pé.
Perguntei com um sorriso nervoso, entretanto ele não foi misericordioso ao me jogar no chão.
– Como eu estava dizendo – retomou ele a falar enquanto eu tentava voltar a ficar em pé – É só mais competição, eu gosto de uma boa competição. Então só me dê tempo para colocar aquele idiota no lugar dele como eu fiz com você e tudo vai ficar perfeito de novo.
Respondeu com um sorriso cínico.
– Não me recordo de você ter me posto em lugar nenhum.
Acrescentei voltando a posição de ataque, ignorando o suor que escorria atrás das minhas orelhas e me fazia cócegas.
– Fala sério, você só está de igual para igual para mim agora por causa do Killian e do Roman, senão eu já tinha feito você beijar a lona. E quem sabe outra coisa, mais interessante.
Comentou levantando as sobrancelhas para mim, fazendo meu rosto corar um pouco mais.
– Nós jogamos com as cartas que temos, e vou te ensinar a não fazer piadas fora de contexto.
Rex parecia ter aprendido meu padrão.
Socos rápidos. Pontos de pressão. Então era a vez de roubar.
Abri uma das janelas telepáticas e deixei que seus pensamentos preenchessem o ar.
Ouvir a voz interna de Rex era quase tão fácil quanto a do círculo. Pois parte de mim já havia estado tão fundo dentro dele quanto possível.
Ele se preparou para dar outro chute. Minha vez de bloquear.
Seu corpo se preparou para se libertar e me atacar ao girar e usar o meu bloqueio para se impulsionar. Segurei seu pé com toda minha força e arrastei seu corpo em uma linha reta contra o chão sem soltá-lo.
Foquei novamente em uma lembrança.
Amora havia voltado a treinar dança e ginástica e todos já havíamos a visto praticar.
Segurei seu tornozelo com força, me pondo de cabeça para baixo e jogando meu corpo para frente. Antes que Rex pudesse perceber, minhas coxas prendiam seu pescoço e meu punho estava preparado para finalizar a luta, socando diretamente o seu rosto já machucado.
Disse por fim sorrindo mais do que contente.
– Você leu meus pensamentos, não foi?
Sai de cima dele me sentando ao chão logo em seguida.
– Claro que sim, senão você teria me vencido. Sei por instinto muitos golpes do arsenal do Killian e do Roman, e possuo a memória muscular de todos os anos de balé e ginastica da Amora, mas a maioria das coisas que faço são as que já vi e consigo lembrar. Isso às vezes limita. Ainda não tenho acesso a tudo.
– Memória muscular compartilhada e telepatia. Não é justo em nenhuma luta de verdade.
Respondeu ele arrastando uma garrafa d'água com a telecinese.
– Justo ou não, pode ser o que vai me manter vivo.
Comentou olhando para o teto depois de jogar a água no rosto.
– Você acha que vamos conseguir?
Perguntei enquanto segurava minha canela com os braços.
– Vocês são poderosos. Mais do que qualquer um na idade de vocês provavelmente já foi. Eu acredito em vocês. E principalmente, eu acredito em você.
– Por que eu acreditei em você primeiro?
Perguntei sorrindo, mas não houve tempo para resposta.
– Vocês vão querer ir lá fora.
Disse Skandar surgindo da entrada para sala de musculação.
Pude sentir a presença dos outros cinco a partir da porta aberta, eles estavam lá também, vendo ou fazendo seja lá o que.
– Na próxima vez vou me fazer o favor de ler dentro da biblioteca. E não fora dela, com certeza.
Skandar o respondeu bem sério, não parecia com sarcasmo.
Levantamos em um baque só e atravessamos a passagem, que nos levou para as margens mais afastadas do lago.
Era fim de tarde, então não havia quase nenhum um sol, por outro lado eu quase cheirava a excitação no ar.
Rex e Skandar me acompanharam enquanto me dirigia até Lexa e os outros.
Killian tentou disfarçar da melhor maneira que pode, mas me ver junto do Rex e Skandar fazia o rosto dele ter aquela expressão de desgosto inevitável.
– Vernon desafiou o Javier a fazer o feitiço da esfera de plasma – Roman respondeu – logo depois dele ficar se gabando que tinha conseguido conjurá-lo nas férias, eles vieram aqui para fora e em minutos toda academia estava no meio da competição.
Rex perguntou a Skandar, mas ele respondeu que não com a cabeça.
– Bem que eu queria – Lexa respondeu – Mas você não estava aqui, e Killian não quis se mostrar, como sempre.
– E fora eles nenhum de nós nunca nem tentou esse feitiço.
Josh acrescentou, Amora estava ao seu lado de mãos dadas.
O feitiço da esfera de plasma era algo que a professora Moraes havia dito que iria nos ensinar com o passar dos meses para nos ajudar na luta contra os demônios. Em tese ele criava uma força de destruição bruta, feita de pura energia concentrada que se condensava na forma de esfera brilhante. Quando lançada a algo ou alguém ela pulverizava o alvo, porém, se fosse conjurado de modo errôneo, o bruxo que o conjurou seria o pulverizado no lugar de seu inimigo.
– Por que ele está fazendo algo tão idiota?
– Porque é o que fazemos quando nos sentimos ameaçados – Rex respondeu – Superamos as idiotices que fazemos normalmente com algo ainda pior. É um conceito básico para qualquer um que queira ser sempre o melhor.
– E nós sabemos que você é o mestre disso.
Lexa acrescentou em tom cínico, Rex não retrucou ou discordou.
Javier estava parado perto da margem pulando junto a Zac, Henrique e Isobelle, Vernon estava junto de Asa que parecia irritado, apertando o pulso esquerdo com a mão direita.
– Não muito, mas ele poderia ter perdido um braço.
– Eles poderiam ter pulverizado todo mundo.
– Estariam fazendo um favor para os demônios.
– Algum de vocês sabe o feitiço?
Rex perguntou com chamas no olhar. Não era uma coisa boa.
Joshua respondeu inocentemente, Amora por outro lado balançava a cabeça em negação, ela costumava entender as coisas um pouco mais rápido que a ingenuidade do Joshua o permitia.
– Então passe para ele – disse apontando para mim – E você, para mim.
Comentou forçando o pescoço para estalá-lo e andando na direção do Javier.
– Isso não vai prestar, nem um pouco.
– Você vai passar o feitiço para ele? – Lexa perguntou – Pois ele já está lá, e não quero ver ele passar vergonha.
– Não, só vamos fazer ele se matar ou nos matar.
Respondi abaixando novamente as janelas telepáticas e enviado a ele as informações extraídas do Joshua.
Ele não respondeu em pensamentos, só virou o rosto para mim e sorriu, confiança era uma das suas características mais irritantes atualmente.
– Acho que ninguém me desafiou ainda.
Rex comentou fazendo Javier olhar para ele com a mesma confiança no olhar. Era amplamente preocupante.
Honestamente é um feitiço complicado, ele era tão forte quanto nós antes, deve conseguir.
Então vou só torcer para não perder o único amigo que eu tenho fora do círculo.
Disse tentando rir da situação, não foi uma boa atuação.
– Você quer tentar? – Javier perguntou enquanto passava os dedos pelo cabelo, as pontas platinadas estavam mais longas hoje – Me dê o seu melhor tiro, mas antes me deixe mostrar como se faz.
Comentou balançando as mãos perto do corpo.
Seus músculos ficaram rígidos logo depois e sua expressão mais do que séria e as veias dos seus braços se tornaram saltadas de um azul brilhante.
– Foi bom enquanto durou – Lexa disse olhando para mim – A vida dele, eu quis dizer.
Por fim Javier lançou o feitiço que passou muito próximo do rosto do Rex, se chocando contra o gramado a muitos metros de distância.
Tudo tremeu e pedaços de terra e grama voaram para os lados, e uma pequena cratera estava agora no lugar.
Javier retrucou, fazendo aquele brilho do olhar de Rex duplicar.
Killian acrescentou fazendo tanto a mim, quanto os outros e Skandar o encararem.
– Então quão forte ele realmente é?
– Provavelmente tão forte quanto cada um de nós separadamente, incluindo o Rex.
Roman respondeu agora com uma expressão mais séria.
Javier nunca tinha sequer parado em nosso radar normal, agora poderia estar em nosso radar de problemas explosivos 2.0, com atualizações periódicas.
Rex se aproximou da margem do lago, a ponto de seus pés ficarem alguns centímetros embaixo d'água, era uma sabia decisão. Ele precisava de algo para conter o poder, uma âncora.
– Radius – entoou fazendo a energia se concentrar dentro dele – Radius – repetiu deixando a energia fluir pelos membros com a luz brilhante do poder – Radius interitum.
Conjurou por fim, criando uma esfera de plasma no espaço entre suas duas mãos.
A esfera era praticamente feita de energia pura e não estruturada.
Porém, criá-la não era a parte difícil. Controlá-la e direcioná-la que era.
Os braços de Rex tremiam tentando impedir o avanço do feitiço que resultaria em uma explosão. Porém, quanto mais forte você era mais poder você gerava para qualquer feitiço que fizesse. Isso era tanto bom, quanto ruim.
– Ele criou mais energia do que pode controlar.
Skandar acrescentou apreensivo.
– Ele precisa, porque estamos todos perto demais para que ele perca o controle sem nos ferir.
Joshua completou tão apreensivo quanto. Ele era o de todos a sentir menos repulsa por Rex atualmente.
Killian não conseguia gostar dele, e Lexa usava isso para criar piadas de atrito constante, pois era tudo muito engraçado para ela, Amora não se importava muito, e Roman mantinha uma política que se meu melhor amigo e namorada não gostavam da mesma pessoa não seria ele a discordar, e eu não poderia culpá-lo por ser esperto.
Use a água – disse mentalmente – Deixe-a absorver o que você não pode conter.
As veias de um azul brilhante que permeavam seus braços cresceram pela base do seu ombro e depois para o restante do corpo até as pernas tocando a água pelos tênis molhados, e ela brilhou no mesmo tom e finalmente ele lançou o feitiço atravessando em uma linha reta, com um zumbido estridente no ar, explodindo tão longe, que era quase o horizonte.
E os gritos surgiram em um urro sincronizado, acompanhados menos por Killian, Amora e Javier.
Javier gritou fazendo todo mundo parar de rir.
– Não faça drama, Javi – Rex retrucou com uma voz fofa – Consegui conjurar o feitiço tão bem quanto você, não era esse o desafio?
– Ele fez algo com a água para conseguir. De algum jeito.
– Pelo que entendi não havia exatamente regras, certo?
Perguntou dessa vez olhando para Vernon.
Respondeu ele tentando não rir.
– Então, acho que vou criar uma agora – Javir acrescentou – Quem ficar em pé vence.
Disse antes de mirar a mãos para o Rex, e uma rajada de sombras solidas se lançarem contra ele.
Rex foi pego de surpresa tropeçando nos próprios pés, caindo para trás, mas ele estava perto de mais do elemento que lhe dava poder para perder. Um muro transversal de água surgiu sobre ele, recebendo todo o ataque.
– Lá vamos nós de novo e de novo.
Lexa respondeu, enquanto todos se afastavam dos dois.
Disse mentalmente, mas ele nem chegou a me ouvir.
Supliquei a Killian, Lexa não iria querer ajudar e era necessário intenção para que nossos feitiços funcionassem, então ele atendeu totalmente relutante.
Seu chicote de chamas alaranjadas rasgou o ar, indo em direção ao espaço que estava entre os dois que se preparavam para atacar. Mas foi exatamente o ar que os impediu. Quando uma lufada de vento se chocou com toda força contra o chicote de Killian.
Chris apareceu logo depois com a mão direita erguida.
– Aerocinese – respondi – Ele é um elemental do ar, como os outros três.
Completei, mesmo que Killian fosse mais poderoso, suas magias tinham a mesma base, e isso equilibrava a batalha.
Rex perguntou a Killian que não gostou nem um pouco.
O corpo de Killian girou, fazendo seu chicote voar por cima de suas cabeças e depois cortar o chão, criando uma linha de fogo sobre a grama. Ele desfez a arma e deslizou as mãos no ar, criando um muro de fogo entre as duas duplas.
– Só porque meu namorado teve a estúpida ideia de ser o seu amigo.
Killian respondeu com raiva, ignorando a situação logo a frente.
Gritei depois que Chris conseguiu abrir um buraco no muro de fogo, controlando o ar quente gerado por ele e Javier atacou outra vez, dessa vez não usando as sombras mais sim uma rajada de luz rosa que eu não reconheci.
Killian conseguiu desviar colocando quase todo corpo para trás se apoiando somente com uma perna, mas Rex foi atingido de uma única vez, caindo ao chão, como um boneco imóvel, com a pele roxa e os olhos vidrados.
Killian voltou a posição de ataque, mas não houve tempo para mais nada, tudo ficou escuro. Ainda havia sons, só não havia luz.
Tate gritou, junto com outras pessoas que o seguiram, inclusive Chris.
Disse ele tão apavorado quanto todo mundo.
Perguntei, suas habilidades permitiriam criar algo sim.
Respondeu, segundos antes da luz voltar e nos cegar.
Disse a professora Moraes surgindo entre o pequeno confronto.
Rex agora estava em pé, livre do feitiço e as chamas na grama também tinham desaparecido.
– Achei que esse seria um novo ano, senhor Holt – rugiu ela na direção do Rex que não teve para onde olhar – Mas vejo que alguns certos defeitos precisam sempre ser podados.
Javier disse tentando aliviar a história, outra grande falha do dia.
– Como se eu realmente fosse acreditar nisso, senhor Gatti – comentou irritada, mesmo dentro da saia tubo, da blusa de alça fina e do salto alto ela parecia pronta para nos dar uma surra com as próprias mãos – Mas eu tenho que dizer, pelo menos não estão acusando um ao outro, então talvez seja um progresso.
Completou e aparentemente os professores conversavam entre si sobre as broncas que nos davam.
– Não vou impedi-los de sair esse fim de semana se é isso que estão pensando – disse ela para alívio da maioria – Mas algo pior. Contudo, não agora. Voltem para seus quartos, se lavem e se preparem para o jantar, as instruções estarão em seus quartos quando voltarem do refeitório. E boa noite.
Disse calma e serena, antes de desaparecer.
– Na próxima vez, não o chame.
Disse olhando para Skandar, que estava entre o alívio e a preocupação.
– Na próxima e eu nem vou sair do meu quarto.
Respondeu antes de começar a andar na direção do amigo, entre um murmúrio e outro em russo, que não foi traduzido pelo feitiço de comunicação.