Tente Implorar (NOVEL)
March 6

Tente Implorar - Capítulo 36

Ecos de Engano


— Qual é a sua opinião sobre o valor do investimento na Mina de Diamantes de Bria?

Diferente da maioria dos homens, que primeiro olham o corpo ou o rosto quando conhecem uma mulher, Jerome testava a cabeça dela sem piedade. Na verdade, era mais briga do que teste. O final de costume era a mulher virar uma boneca de cabeça vazia na frente de todo mundo.

Leon consultou o relógio, achando que Jerome estava sendo arrogante demais ao fazer isso com a filha do Grão-Duque — e ainda por cima com a futura senhora da família.

— Não tenho interesse em investir em mineração.

— Ah, entendi.

Ela respondeu ao deboche com calma.

— Mas há outras coisas que me interessam. Eu queria falar com o doutor hoje.

— Hã... Comigo?

A Grande Senhora estava ali claramente por causa do noivado. Jerome não esperava que ela tivesse assunto com ele em vez do irmão, que era o noivo.

— Li o Winsford Herald ontem.

— Ah, uma honra...

— Eles ridicularizaram duramente a teoria do motor de foguete do professor John Chadwick, chamando de roteiro de ficção científica absurdo escrito por alguém que não entende nem física do ensino médio.

— Isso...

— Como o senhor é o editor-chefe, concorda com essa opinião?

— ...

— Pelo contrário, vi o repórter que escreveu o artigo como um ignorante cheio de complexo de inferioridade, ansioso para ridicularizar os pioneiros da ciência só para esconder que não consegue entender nem física básica.

— Tate tem diploma em física...

— Mesmo assim, o artigo foi escrito sem entender nada de ciência de foguetes. Não era básico pesquisar direito antes de escrever? Mesmo sendo só uma reportagem, é uma decepção enorme o editor-chefe ter deixado passar sem conferir.

Jerome sorriu sem graça enquanto ajeitava os óculos que escorregavam no nariz suado.

— Como há muitos artigos pra revisar... vou mandar o repórter refazer e corrigir.

— Seria bom publicar uma correção e um pedido de desculpas na primeira página.

— ...Farei isso.

Enquanto o olhar dele para a Grande Senhora mudava aos poucos, Leon se lembrou do que acontecera naquela mesma estufa cerca de um ano antes.

— Qual é o seu nome?

— Meu nome é Sally Bristol, senhor.

Era a criada que viera avisar que a sra. Winston se atrasaria um pouco para o chá... Essa foi a primeira impressão que teve de Sally Bristol.

“Sally”, a criada particular da mãe na época, não passava de mais um enfeite da mansão, sem nenhum motivo para chamar atenção. E Jerome Winston era um canalha nojento que testava até a cabeça desses enfeites.

Leon não lembrava que pedantice Jerome havia dito naquela ocasião. Só guardara a resposta da criada — animada, mas estranhamente incômoda.

— Nossa, eu tenho a cabeça ruim e não entendo nada do que o senhor está falando, mas parece tão incrível. Foi o doutor que descobriu isso? Ah... O senhor só leu num livro. Ler é divertido, né? Haha. Eu até pensei que o doutor tinha descoberto pesquisando sozinho, já que falou assim.

Leon soltou uma risada um ano depois. Agora entendia: a mulher tinha zombado de Jerome fingindo ser burra.

Desde então ela tinha um lado selvagem, nada de criada comum, mas na época ele não dava bola para uma simples empregada e ignorara.

— Será que a família Winston cobre o prejuízo se o financiamento da pesquisa for cortado, mesmo que leitores inocentes acreditem no artigo sem desconfiar?

— Vou assumir essa responsabilidade também. Aliás, não sabia que a senhorita se interessava por isso.

— Porque tenho diploma em astronomia.

— Ah...

— Então, o senhor leu o artigo de ontem, não leu? Segundo as afirmações absurdas do repórter, quando o foguete sair da atmosfera da Terra...

Os papéis tinham se invertido.

Leon observava os dois em silêncio e sorria. O chá daquela tarde estava bem divertido... Jerome Winston sendo massacrado verbalmente por uma mulher.

Queria ver o espetáculo raro até o fim, mas tinha coisas mais importantes a fazer.

Leon, que consultava o relógio sem parar, sugeriu a Jerome:

— Doutor Winston, por que não mostra o laboratório para ela?

Foi assim que deixou a noiva com o irmão mais novo e saiu da estufa.

Enquanto caminhava pela longa alameda verde, Leon fez uma coisa idiota. Ficou relembrando, um por um, se já tinha cruzado com “Sally” quando ela ainda era a criada da mãe.

“Estou ficando obcecado.”

A obsessão estranha dele só apontava para aquela mulher. As outras, mesmo nuas, pareciam pedaços de carne. Quem caía no mundo da beleza ele considerava idiota. Fora a admiração pelo pai, achava um erro estúpido ter sido enganado por uma prostituta.

Mesmo assim, visitava a filha da prostituta de vez em quando e se jogava em cima dela como um cachorro no cio. Nessa situação, tinha de admitir que era um idiota.

“...Não, eu não sou como eles.”

Pelo menos não perderia a vida nem apostaria tudo que tinha nela. Aquela garota não sabia que ele a temia tanto quanto ela o temia. Mesmo parecendo calmo e indiferente a tudo que ela fazia, reagia com violência a cada palavra e gesto dela.

Leon achava que a tinha conquistado, mas sentia que estava sendo conquistado; por isso ia mantê-la trancada para sempre.

Assim ela não o conquistaria.


Haa, haa.

A respiração rápida era tão regular quanto o som do ventilador. O quarto estava tão escuro que ela nem via as próprias mãos. Mesmo que as luzes estivessem acesas, Grace não conseguiria vê-las, pois os dois braços estavam amarrados às costas.

E não parava por aí: ele pendurara os pulsos dela no teto com uma corda para manter as costas retas e o peso caindo sobre a cabeça.

Equilibrada com os pés no chão e os braços presos no teto, Grace murmurava palavrões.

— Filho da...

Não havia folga na corda que prendia os braços. Ele a amarrara assim de propósito para ela não conseguir endireitar as costas. Tudo que podia fazer era torcer o corpo dormente aos poucos, porque parecia que os braços iam cair independentemente do movimento.

Aht...

Aquele pervertido nojento... Não esquecera de passar uma corda entre as pernas bem apertadas. E ainda fizera um nó grosso bem no lugar do clitóris. Cada torção fazia o clitóris roçar no nó. Quando erguia a cabeça assustada com a sensação aguda, os braços eram puxados e ela gemia de novo. Além disso, com a estimulação constante, as pernas tremiam e ficava cada vez mais difícil ficar de pé.

Aos poucos Grace se acalmou e repassou o momento logo antes disso acontecer.

...Interrogatório todo dia às duas da tarde e “treinamento” toda noite às dez. Winston, pontual sem errar nem um minuto, entrara hoje à uma.

— Tire a roupa e fique pronta na hora.

Não tinha como não seguir as novas regras que ele estabelecera poucos dias antes.

Assim que entrou, ele arrancara toda a roupa de Grace e a prendera na parede em forma de X.

— Quem é o seu dono?

Era uma pergunta que ela ouvira até cansar, mas que nunca saía fácil, mesmo depois de responder mil vezes. Grace rangeu os dentes.

Diante dos olhos, o chicote de montaria na mão de Winston flexionava com flexibilidade. Ela olhou com medo para os dedos dele apertando a ponta do chicote. No instante em que ele soltasse, ela sentiria uma dor queimando em algum lugar do corpo.

— Leon Winston...

Respondeu a contragosto pouco antes de Winston soltar o dedo. E só acrescentou, quando ele inclinou a cabeça como quem esperava mais:

— ...Senhor.

— Entendeu bem? Então por que minha ratinha não obedece ao dono... — a ponta do chicote roçou a nuca de Grace, e ela baixou a cabeça, tremendo. — Acha que uma revolução liderada por pouca gente é possível?

Hoje também. Winston começara o interrogatório criticando o Exército Revolucionário. Era o truque dele: discursos que pareciam lógicos para abalar a mente e fazer a pessoa duvidar dos companheiros e da causa.

— Como uma revolução sem apoio do povo pode ser chamada de revolução? Não é rebelião? — Grace repetia mentalmente, não importava o que Winston dissesse. — A revolução que teve apoio do povo acabou fracassando.

A ponta do chicote, que descia pela nuca, passou pela clavícula e seguiu até o osso do peito.

— Por causa dos chefes do governo revolucionário corrupto e desorganizado. Você deve ter estudado história na escola, então sabe.

Livros didáticos fabricados pelos porcos monarquistas.

Huht...

Logo a ponta do chicote acertou os mamilos.

— Estou dando lições valiosas e você não presta atenção.

Ah-hht-!

O pedaço de couro áspero empurrou o mamilo para dentro da carne e o puxou de volta. Enquanto ela se contorcia com a dor e o prazer insuportáveis, o pedaço pesado de carne pendurado no ombro balançava sem misericórdia.

Como sempre, o olhar dele mudou. Então o propósito do interrogatório mudava num instante.

“Sim, fique excitado. Tire o interrogatório da cabeça.”

Mas hoje foi diferente. Winston consultou o relógio de pulso, soltou um suspiro curto e continuou o interrogatório.

Haa...

Quando o chicote finalmente desceu do peito, deslizou pela barriga suada de Grace enquanto ela recuperava o fôlego.

— Isso tudo é pelos seus companheiros. Não seria melhor tirar a lavagem cerebral o quanto antes e parar de fazer sacrifícios inúteis?

Ele queria que ela revelasse a localização da base.

— Não sei.

O chicote que descia pela barriga recuou num instante.

Ahk!

O lugar onde a ponta acertou de novo foi a carne rosa exposta. A dor se espalhou como ondas num instante. Uma mão grande agarrou o cabelo dela e ergueu à força a cabeça baixa.

— Esqueceu o próprio sobrenome? Quem engana os chefes dizendo que não sabe onde fica a base?

Haaa, por causa do trabalho dos meus pais, eu vivia mudando de lugar. Como vou saber onde fica a base? As ordens sempre vinham por telefone.

— E o noivado com o Pequeno Jimmy foi por telefone também?

— Foi um noivado arranjado pelos mais velhos.

A mentira funcionou? Winston soltou o cabelo dela e olhou o relógio outra vez. Parecia ter compromisso marcado.

— Então vou fazer o sangue circular bem na sua cabeça para você vasculhar as memórias.

Depois dessas palavras, ele a amarrou assim e saiu, e ainda não voltara.

— Filho da puta... ha-uhk, canalha.

O braço de Grace estava dormente. Ela torceu o corpo e gemeu de novo.

— Esse homem não sabe fazer nada com limite, mesmo...

Quando Leon Winston bancava o torturador brutal, ela até preferia o cachorro no cio.

— Até...

Gotas de suor escorriam do queixo e caíam no chão.

— Até quando...

Não sabia quanto tempo havia passado.

Passos do lado de fora da porta. Não eram os passos de Winston.

“...A porta não está trancada?”

Estava tão confusa que nem lembrava se ouvira a chave quando ele saiu. Por causa disso, Grace começou a entrar em pânico quando os passos do estranho pararam bem em frente à porta. Parecia que iam entrar.

Logo ouviu o som da chave entrando na fechadura. Mesmo que Winston tivesse trancado, não adiantou nada.

O som da tranca abrindo ficou claro.

“Gasp...”

Winston não era o único com chave, também haviam os soldados que traziam as refeições.

“Não.”

As nádegas dela estavam viradas para a porta. Assim que abrissem, o lugar secreto ficaria exposto.

“Não...!”

Com um giro aterrorizante, a porta se abriu.

Droga.

Os passos que entraram eram definitivamente de outra pessoa.

— Saia! Não encoste em mim!

Quando Grace ia virar a cabeça para ver o rosto do homem, mãos grandes cobriram seus olhos.

— Winston?

Por favor, que fosse aquele canalha. Preferia ser atormentada por ele a ser humilhada e estuprada por outro.

Mas o homem não respondeu. Amarrou algo que parecia seda na cabeça de Grace e cobriu seus olhos. Começou a apalpar o corpo nu e trêmulo dela, mas com mãos e pés amarrados não havia como resistir.

Os movimentos eram desajeitados, cheios de gestos inúteis. Não era Winston, que era preciso e nunca errava.

Mãos desconhecidas abriram e invadiram o lugar secreto exposto ao acaso. Como se procurasse o clitóris, dedos grossos separaram a carne e pressionaram com força as partes macias. Se fosse Winston, teria encontrado de primeira sem apertar no lugar errado como esse homem.

— Q-quem é você? Pare! Acha que o capitão vai deixar barato se descobrir?

A ameaça funcionou? A mão dele se afastou.

...Não, não funcionou.

Porque no instante seguinte Grace ouviu o cinto sendo aberto atrás dela.

— Não faça isso! Por favor pare, aahk!

Assim que a corda entre as pernas foi puxada para o lado, um pedaço de carne quente entrou de uma vez na entrada.

Ugh...

Tentou impedir que a carne quente empurrasse pelo caminho escorregadio, mas não adiantou. O homem apertou a cintura dela com força e enfiou o objeto sujo até as coxas baterem nas nádegas.

Logo começou o vai e vem. Eram movimentos apressados, como quem faz algo que não pode ser pego.

— Vou matar você!

Enquanto gritava rouca, o homem enfiou um pano na boca dela.

“Que tipo de canalha faria isso comigo?”

O tecido tocando as pernas nuas era diferente do uniforme de oficial de Winston. Parecia mais leve e liso. Quantas pessoas na mansão podiam usar um tecido tão fino...?

Enquanto Grace tentava adivinhar quem era o homem que a tomava à força, ele passou pelas cordas e agarrou os seios trêmulos com as duas mãos.

Por favor, que Winston só estivesse brincando comigo.

Mas o jeito de acariciar os seios e o ritmo que batia na barriga eram completamente desconhecidos. Quando o homem rolou o nó molhado da corda para estimular o clitóris, ela sentiu nojo.

“Pare. Por favor pare...”

Podia ser prostituta, mas não queria virar brinquedo de todos os soldados do anexo.

“Será que ele me deixou amarrada pra cair nessa situação?”

Grace derramou lágrimas de ressentimento contra Winston, que não estava ali.

“Será que Winston mandou fazer isso...?”

Não sabia se ele seria capaz, já que a ameaça de só contar a informação não funcionara. Se fosse aquele demônio, era bem capaz.

“Sujo... Estou me sentindo nojenta e patética. Vou matar aquele filho da puta e depois me matar também.”

Huuk...

No momento em que um gemido triste escapou pelo pano na boca, o movimento violento parou. As pernas de Grace cederam com o sussurro abominável que veio logo em seguida no ouvido.

Shh. Querida, sou eu.

Era Winston.

— Está tudo bem. Está tudo bem.

Ele pegou Grace, que não conseguia mais ficar de pé, e desamarrou a corda do teto. Como um cavaleiro salvando a princesa, Winston ainda a tomou nos braços e a consolou sem vergonha nenhuma. Mesmo assim, as cordas no corpo não foram soltas, deixando as partes mais proeminentes à mostra.

— Ficou muito assustada?

O homem sorria. Era claro que tinha pregado uma peça de propósito.

— É o seu dono, calma.

Como ele disse, Grace, que realmente sentira alívio ao descobrir que fora Winston quem a estuprara, não conseguiu segurar as lágrimas diante da situação miserável.

Huu...

— Ah, ficou muito assustada mesmo.

Huff...

Conseguiu chorar quando o pano foi arrancado da boca de repente. Mas antes que pudesse soltar o choro direito, um pedaço de carne molhada foi enfiado em sua boca.

Vou matar você. Se não conseguir, arranco sua língua.

Mesmo mordendo a língua com os dentes, Winston moveu o corpo de leve e forçou a mandíbula dela a abrir. Grace ofegou e riu quando a carne nojenta saiu num instante. Enquanto se alegrava, o gosto do sangue dele se espalhava na boca e era desagradável.

Ele com certeza revidaria na hora. Ela prendeu a respiração e esperou o próximo movimento, mas Winston a abraçou em vez disso.

Ugh...

O peito duro subia e descia com cada respiração. Os seios foram esmagados e doíam. Quando um hálito quente roçou a orelha, Winston sussurrou excitado:

— Se queria se vingar de mim, devia ter sido mais cuidadosa. Isso ainda foi um fracasso.

A mão dele apertou a bochecha de Grace com força enquanto a língua grossa invadia a boca, impedindo qualquer tentativa de morder de novo.

Ainda um fracasso.

Só quando o beijo sangrento durou bastante Grace entendeu o que ele quis dizer. Ao dar sangue, a fera ficava ainda mais excitada. O gosto afiado que se espalhava entre a carne embolada foi sumindo aos poucos, e só quando a saliva escorreu pelo queixo porque não cabia mais no canto da boca é que os lábios dele finalmente se afastaram.

Haa...

— Então...

Ele lambeu do queixo até os cantos da boca como um animal movido só pelo instinto. Depois perguntou com uma voz humana cheia apenas de razão fria:

— Lembrou onde está seu noivo?

Winston, que a prendeu numa cadeira e se afastou, logo ligou o gramofone que estava na cômoda perto da porta. Uma melodia suave de saxofone tocou. Os nervos dela não relaxaram nem um pouco, mesmo com a música calmante.

“O que diabos ele vai fazer agora?”

Ultimamente, antes de fazer qualquer coisa que fizesse muito barulho, ele punha música. Grace não entendia por que ele queria abafar a voz dela, já que nunca se importara com o som que vazava da sala de tortura.

— Estou cansado disso também. — Winston murmurou enquanto vinha na direção dela. — Amanhã trago outra coisa.

Cansou da música, mas não cansou disso...?

Pensando assim, Grace olhou para o próprio corpo preso na cadeira. As mãos estavam amarradas nos braços da cadeira, as pernas bem abertas e presas nas pernas da cadeira. Era igual antes, mas a corda entre as pernas tinha sido afrouxada. Em vez de ficar aliviada, ficou ainda mais ansiosa.

O que ele pretendia fazer ali?

De frente para Grace, numa posição em que a carne aberta ficava bem visível, Winston trouxe outra cadeira e se sentou. A distância era de apenas meio passo. Se esticasse a mão, podia fazer qualquer coisa com a abertura dela.

Esperava que o interrogatório tivesse acabado. Esperava que fosse só para satisfazer os desejos pervertidos dele.

Mas, pelo fato de ele ter perguntado de novo sobre a cidade natal antes de amarrá-la, estava claro que não era isso.

Apoiando os cotovelos nos joelhos e o queixo nos nós dos dedos levemente entrelaçados, Winston inclinou o corpo na direção dela e perguntou com um leve sorriso enquanto a encarava.