Tente Implorar - Capítulo 37
Chamas da Submissão
Um olhar frio já bastava como resposta.
Como atormentá-la — provavelmente era só isso que passava pela cabeça dele. Falar coisas melosas como um amante e tratá-la com carinho...
De repente, o traje incomum dele chamou a atenção de Grace. Winston estava impecável no terno cinza-claro. Em vez de formal, a ponta dos sapatos marrons, que seguiam a moda atual, varria abertamente suas panturrilhas. A gravata que pouco antes cobrira seus olhos era azul-marinho. Tirando a medalha nojenta, comparado ao homem que andava por ali de uniforme cinzento, ele estava bem elegante.
— Tive. Mas não consegui tirar você da cabeça, então deixei a moça plantada e vim pra cá.
Parecia que ela ouvia uma alucinação perguntando: “Não é uma honra?”
— Sinto pena da Grande Princesa. O homem com quem ela vai se casar é um pervertido que tranca uma mulher no porão da casa e a possui todo dia.
Grace voltou a cutucar o desejo dele.
“...Por favor, pare o interrogatório, me bata até cansar e depois vá embora.”
— Bem, é verdade. Talvez viciado em trabalho também. — Winston empurrou a cadeira para trás e se levantou. — Agora devo estar mesmo viciado em trabalho.
Contrário ao desejo sincero dela, ele preparou o interrogatório. Remexeu nas gavetas, tirou um objeto longo de uma caixa de papelão e voltou. Ao ver que era uma vela vermelha, Grace prendeu a respiração.
“O que ele vai fazer com isso?”
Enquanto imaginava todo tipo de coisa horrível, Winston sentou-se de frente para ela e ergueu o canto da boca.
Uma das imaginações terríveis parecia ser a certa. Ele enfiou a vela na vagina de Grace. O bastão liso de cera deslizou pela carne densa.
Winston torceu e pressionou contra o baixo-ventre dela.
— Não se preocupe. É fina como a sua, não sinto nada.
Ele apenas sorriu e não caiu na provocação. Depois de enfiar a vela até cerca de um terço do antebraço, soltou a mão. Embora não chegasse ao fundo das paredes internas, estava fundo o suficiente para ela não conseguir expulsar só apertando a carne.
— Só de olhar para você já tive vontade de enfiar meu revólver nessas paredes apertadas e mexer.
Grace lembrou das palavras terríveis que Winston dissera com voz extasiada no dia em que fora descoberta. O corpo tremeu só de pensar que um dia ele talvez realmente tentasse enfiar um revólver ali.
“...Uma vela é melhor que um revólver.”
Mas ela se enganou ao achar que ele ia mexer. Winston não esqueceu o propósito da vela e, no instante seguinte, pegou um isqueiro e acendeu o pavio.
Grace sentiu o sangue sumir do rosto ao ver aquilo. Agora a vela ainda era longa o suficiente para a chama ficar fora da cadeira, mas logo, logo queimaria seu lugar secreto.
— Não tem juízo? Se queimar aqui, onde vai enfiar no futuro?
— Huh... Boca grande falando alto sem saber o lugar?
Embora apertasse com toda força e tentasse expulsar a vela, as paredes da vagina não eram tão flexíveis quanto as mãos. Winston observou a luta por um momento, depois se levantou, foi até a porta e abriu a caixa de papelão na frente do fonógrafo com calma.
— Como se sente tendo o corpo pisoteado pelos mesmos instrumentos de tortura que você mesma limpou com tanto capricho?
Grace não respondeu. Cera vermelha começou a pingar na borda da cadeira em vez de cair no chão.
— Seus companheiros que passaram por aqui devem ter odiado você. O alicate que usei pra arrancar as unhas deles foi limpo pela princesa, srta. Grace Riddle!
Era inevitável trabalhar para o inimigo quando se estava infiltrada, então não precisava sentir culpa. No fim, eles escaparam graças à infiltração dela mesmo.
— Porque você é especial, não quero usar as coisas que usei nos outros. Então arrumei uma ferramenta especial.
Dizendo isso, tirou algo da caixa. Era uma máquina pequena que parecia um secador de cabelo moderno que a sra. Winston usava. Quando o nome na caixa entrou no campo de visão de Grace, ela ficou confusa.
Tinha visto anúncios nos jornais dizendo que a máquina devolvia o vigor perdido. Mas o que aquele homem pretendia fazer com um massageador que as mulheres usavam para beleza e tratamento...?
“Com certeza é um homem que quer me ver murchar e morrer em vez de ganhar vigor.”
Leon olhou para a mulher de olhos completamente confusos e riu. Ficava meio fofo quando uma mulher esperta se mostrava tão ignorante sobre sexo.
“Fofo...? Estou perdendo o juízo.”
Ele plugou o fio na tomada atrás. Ao girar o interruptor, veio um barulho forte de motor e a cabeça redonda e convexa como um botão, pendurada no corpo, começou a girar como uma broca.
— Um colega da academia militar era colecionador de pornografia. Deu uma festa de solteiro há alguns meses, chamou os colegas e colocou a coleção em leilão.
Aproximando-se, sentou-se diante de Grace segurando o massageador barulhento na mão como se fosse um revólver.
Leon riu baixinho, como quem se diverte, e finalmente revelou o propósito do objeto.
— Entre as coisas que ele me mostrou estava isso. Usava pra massagear as partes íntimas de uma mulher.
Os olhos de Grace se arregalaram.
— Ah. Não entenda mal. Não comprei. Pensando agora, foi uma boa decisão, porque não preciso de pornografia.
— Então posso adivinhar? — Leon acenou para a mulher que o fuzilava com olhar acusador. — Pra m-hah!
— Isso. Porque você está aqui.
A cabeça do massageador, girando rápido como as rodas de um carro em disparada, tocou o botão sensível. Naquele instante, o corpo inteiro de Grace endureceu como um cadáver em rigidez mortuária. Se continuasse assim, ela podia realmente virar cadáver. Desde o momento em que o objeto tocou seu corpo, não conseguiu respirar nem uma vez. Não respirava, então não tinha como pedir para parar.
O poder da pequena máquina ia além da imaginação. Se a mão daquele homem valia um, a máquina valia cem. E para Grace, até o dedo de Winston já era uma coisa muito assustadora.
Num instante, uma sensação avassaladora de clímax a invadiu, como uma formiga diante de uma onda do tamanho de uma casa. Os olhos piscaram rápido, e o rosto do homem que a observava como se fosse tirar o pênis e possuí-la a qualquer momento ficou borrado.
Só na beira do clímax, quando o corpo estava prestes a se romper, a máquina finalmente se afastou.
Winston explicou as regras do dia enquanto Grace descansava o pescoço no encosto da cadeira e recuperava o fôlego, já exausta.
— Se responder minhas perguntas com sinceridade, uso isso em você.
Ele ergueu o massageador na frente de Grace, ainda girando furiosamente.
— Não precisa responder se não quiser. Mas se pegar fogo aí, vai doer bastante.
— ...Tem certeza de que entendeu? Por que eu, haa, responderia e me voluntariaria para ser torturada?
Era por isso que Grace só podia torcer para ser atacada com aquele massageador horrível. Quando sentia o clímax, apertava as paredes internas com força, sem deixar espaço para água vazar. Ao mesmo tempo, não apertava o suficiente para quebrar o pênis de Winston e ainda o empurrava. Sem aquela força, ela conseguiria expulsar o objeto longo com toda a potência. Em outras palavras, ele queria que ela implorasse para ser atacada daquele jeito, para tirar a vela acesa sozinha.
Não era absurdo, porque partes já tinham sido empurradas para fora momentos antes.
“Haa... Alguém me salve, por favor.”
A visão escureceu. Ser capturada por aquele inimigo feroz e esperto também significava que cada dia um novo inferno a esperava.
— Sabia que quando uma mulher fica excitada, ela jorra água igual aos homens? Por que não desliga a luz mesmo? Não sei se conseguem fazer sozinhas estando amarradas.
No instante em que disse isso, uma boa ideia veio à mente. Mesmo assim, por mais que estivesse amarrada, como poderia fazer uma coisa daquelas na frente daquele homem... Era realmente o último recurso.
O demônio cruel só observava Grace e só abriu a boca quando a vela que saía estava do tamanho de um dedo médio.
— Acho que podemos começar agora.
Grace manteve a boca fechada durante o interrogatório que tentava descobrir a localização da base. Apostou na sorte de que Winston não conseguiria destruir completamente a única mulher capaz de satisfazê-lo.
As manchas de cera vermelha na cadeira de ferro continuavam crescendo pouco a pouco e começaram a traçar um caminho vermelho na direção da região púbica. Agora a vela era menor que um dedo indicador.
A pergunta parou. Os dois se encararam em silêncio. O ar entre eles ficou tenso, forçando quem desistiria primeiro.
Winston se levantou de repente. A cadeira chutada pelos sapatos marrons caiu para trás com estrondo. Cera pingava da ponta da vela.
A cadeira parou pouco antes de ela bater a cabeça no chão. Na visão tonta, Winston segurava a borda da cadeira com os sapatos. Grace olhou para baixo entre as pernas, ofegante. A vela ainda estava no lugar, com a chama amarela queimando. A maior parte da cera caíra na cadeira, mas algumas gotas grudaram nas cordas amarradas no baixo-ventre. Depois de confirmar que não tinha queimadura, sentiu alívio, mas era cedo demais.
Uma gota de cera acumulada na ponta da vela transbordou e começou a escorrer pela coluna lisa. O líquido vermelho como sangue e quente como chama desceu devagar pela abertura. Aterrorizada, ergueu os olhos para ele com olhar suplicante. Ele só observava com as mãos nos bolsos da calça, olhos indiferentes ao que acontecesse com ela.
— Winston, por favor, não faça isso.
Como a testa antes lisa dele se franziu, Grace corrigiu o título às pressas.
A cadeira foi erguida num instante. A cera que estava prestes a tocar a carne caiu na cadeira.
Mais uma vez, explodiu em lágrimas diante da própria miséria. Winston segurou o rosto de Grace, que soluçava tristemente, e pressionou os lábios com delicadeza na testa dela.
— Se responder com sinceridade, não precisamos fazer isso. Hein? Eu também não quero fazer isso com você.
“Demônio abominável. Um dia você vai me chamar de Mestre e implorar.”
Ele se levantou depois de encará-la, rangendo os dentes em segredo.
Depois, pedindo cooperação até para coisas pequenas, abriu uma gaveta trancada e trouxe uma pasta.
— Em janeiro, a agência Billford do Banco Real Heritage foi atacada por ladrões armados. Por causa disso, a família real, dona de fato do banco, sofreu prejuízo.
Três montagens se abriram diante dos olhos de Grace.
— Acredito que foi trabalho dos Rebeldes Blanchard.
Mesmo com a vela agora menor que um polegar, ela só balançava a cabeça para as perguntas repetidas.
— Huhk, eu realmente não sei. Pense com bom senso. Como posso conhecer o rosto de toda essa gente? Tem certeza de que são nossos?
Era verdade que não conhecia todos os companheiros, mas na verdade todos os rostos lhe eram familiares. Enquanto Grace fingia chorar, com a mente instável, Winston, que observava, não pôde deixar de ficar ansioso.
— Você não pode me dizer isso.
Ele tentou arrancar os métodos de financiamento e lavagem, mas ela não deu nenhuma pista.
“Segure um pouco mais. Se eu não entregar nada, ele pode desistir e me jogar pro quartel-general.”
Grace parou de responder às perguntas e deliberadamente choramingou na frente do homem que a encarava com expressão severa, enquanto lutava para empurrar a vela. O calor da chama começou a chegar devagar.
Leon fuzilou a mulher que ainda tentava controlá-lo. Era só risível quando outros prisioneiros agiam assim. Depois de serem mordidos uma ou duas vezes pelo vampiro de Camden e verem os portões do inferno se abrirem, todos de repente recuperavam memórias que não tinham e confessavam coisas que ele nem perguntara.
Naquele momento, ele percebeu de repente.
— Eu me perguntava por que os ratos não abriam a boca este ano, e era porque você estava vigiando.
Grace prendeu a respiração quando ele se levantou de repente. Achou que ia chutar a cadeira, mas ele deu a volta e parou atrás dela.
— Você é mais assustadora que eu, então não é idiota. Quem está tentando enganar?
Quando a cabeça do massageador, girando como uma broca, pressionou o clitóris, Grace se debateu, esquecendo que havia uma vela acesa entre as pernas.
Os gritos da mulher rasgaram os ouvidos dele. O ronco do motor da máquina virou sussurro. Prazer extremo não era diferente de dor extrema. Leon sorriu olhando os olhos azuis em pânico.
Quando abriu a carne com dois dedos, o botão redondo saltou para fora. Não hesitou em expor completamente o ponto sensorial mais sensível daquela mulher e esmagá-lo sem piedade.
Nada estava em cima, mas parecia que a garganta estava sendo estrangulada. O clitóris tremia numa velocidade aterradora, vibrando todos os pontos sensoriais na barriga abaixo. Um clarão de prazer atingiu do meio das pernas até o topo da cabeça num instante. As paredes internas ondularam selvagens, mastigando a vela, lutando contra o calor que parecia explodir o coração.
Estava muito quente entre as pernas. Não era só porque o sangue se acumulara. Com a cabeça inclinada para trás, os olhos de Grace tremiam tanto quanto as coxas. A chama da vela ardia a menos de um polegar de distância da vagina.
Por mais que implorasse, Winston segurava a máquina entre as pernas dela com rosto impassível.
No momento em que ia usar até o último recurso mais vergonhoso, o clímax cruel veio como se estivesse sendo queimada. O corpo amarrado à cadeira se ergueu para cima. Enquanto ficava chocada com o prazer avassalador que nem deixava sentir a dor dos pulsos e panturrilhas roçando na corda, a barriga se contraiu tanto que ficou rígida...
O pedaço de vela caiu na cadeira.
Quando ela desabou na cadeira, o massageador, que se afastara por um momento, voltou. Era diferente de momentos antes, quando só apertava o clitóris. Seguindo os movimentos da mão de Winston, a cabeça do massageador se movia em círculo, estimulando toda a região púbica.
O corpo inteiro tremia porque o choque ainda não passara. Mesmo sem isso, o clímax explosivo a deixara com rachaduras por toda parte, mas se outro clímax a atingisse assim, sentia que o corpo ia se despedaçar.
Era inútil: o homem nunca largava depois de morder. Winston até enfiou dois dedos onde a vela saíra. As pontas dos dedos, mais grossas que a vela, atacaram sem piedade a carne ainda trêmula.
Uma sensação estranha subia embaixo do clitóris toda vez que as pontas dos dedos cutucavam a parte superior das paredes internas. No começo só fazia cócegas, mas logo virou uma urgência de jorrar algo. Cada vez que ele curvava os dedos e puxava a carne interna, água clara já espirrava entre o clitóris e a entrada.
Winston sussurrou no ouvido de Grace enquanto ela contraía a barriga.
— Lembra quando eu disse que mulheres jorram água igual aos homens quando ficam excitadas? Me mostra.
— Se não consegue fazer o papel de informante, faça direito o papel de prostituta. Vamos, me mostra.
No momento em que a máquina que girava nas grandes lábios pressionou o clitóris, a força embaixo se soltou. Enquanto finos jatos de água jorravam, alegria e tristeza cruzaram os rostos dos dois. A vela, que rolava perigosamente entre as pernas, só se apagou quando foi atingida pela água da abertura de Grace. As palmas de Winston também estavam encharcadas, pingando água.
Ela implorou a Winston, que beijou sua testa, mas a mão e a máquina enterradas entre as pernas não sabiam parar. O que realmente parou foi o pedido para parar. O único som que saía da boca aberta da mulher era a respiração rápida. Grace ofegava tanto quanto o dono enquanto recebia os dedos dele.
Leon, que mexia devagar na parede interna quente e úmida com as pontas dos dedos, soltou o ar devagar. Sentia que a carne interna chegara ao clímax várias vezes. Ela sempre parecia ter espinhos afiados por fora, mas por dentro era uma mulher macia. As paredes internas tremiam, mordendo os dedos dele repetidamente. No momento em que apertou o intruso com força, Leon lembrou da sensação de aquele lugar ter prendido seu pênis assim. O pau, que já estava duro como se fosse explodir pouco antes, ficou ainda mais rígido.
Mas hoje ele não ia dar àquela mulher astuta o final que ela queria. Ela olhava para ele com olhos desfocados, pescoço inclinado para trás. Era um rosto exausto, como se tivesse sido torturada por uma semana depois de apenas alguns clímaxes.
Leon desligou a máquina e a colocou na mesa. O barulho gorgolejante da água ainda era alto. A mão enterrada na abertura continuava perfurando a carne macia. Como se fosse um interruptor, empurrava o inchaço inchado para cima e para baixo com o polegar, prestes a explodir de milhares de fricções.
Toda vez, a mulher estendida como um cadáver sacudia o corpo como se tivesse levado um choque elétrico.