August 10, 2025

Trecho de "Besouros e seu mundo" (p. 228-229)

@mundoinseto | 10 de Maio de 2022

Transcrição parcial das fotos dessas påginas

Sétima subfamília: Hispinae* (hispíneos)

*Nome proveniente de Hispidus = eriçado, espinhoso;

(ver prancha 42, nÂș de 13 a 31)

Conhecem-se atualmente cerca de 2000 espĂ©cies de hispĂ­neos, das quais, ao menos trĂȘs quartos sĂŁo da regiĂŁo NeotrĂłpica. Estes insetos sĂŁo todos fitĂłfagos e muitas espĂ©cies tĂȘm grande importĂąncia econĂŽmica, pois atacam, principalmente, o parĂȘnquima foliĂĄceo de palmeiras, coqueiros, tamareiras, arroz, bambus diversos e leguminosas.

Estes besouros apresentam-se, sob o aspecto morfolĂłgico, bastante interessantes, havendo espĂ©cies cobertas de espinhos, como as dos genĂȘros Hispella (des. nÂș 26, pr. 41) e Platypria (des. nÂș 13, pr. 41). Neste Ășltimo genĂȘro, as espĂ©cies sĂŁo tambĂ©m dotadas de sulcos, furos, tuberculosidades, etc... Oustros hispĂ­neos de conformação curiosa sĂŁo dos gĂȘneros Cephalodonta (des. nÂș 14 e 15, pr. 41), Xenarescus (des. nÂș 25, pr. 41), Brontispa (des. nÂș 22, pr. 41), Pseudocolaspidea (des. nÂș 24, pr. 41), etc...

As espĂ©cies dos gĂȘneros Coraliomela, Mescistomela (des. nÂș 20, pr. 41) e Alurnus (des. nÂș 18 e 19, pr. 41), sĂŁo normalmente de grande porte e, por isso, causam lesĂ”es considerĂĄveis nas plantas que atacam. Suas larvas apresentam uma forma achatada, aliĂĄs bem adaptada para o tipode de vida que levam, nos apertados interstĂ­cios das axilas das filhas de palmeiras, junto ao tronco, razção pela qual sĂŁo imprpriamente chamadas de "lesmas-do-coqueiro" e os adultos "baratas-do-coqueiro". Embora as "lemas-do-coqueiro" vivam ocultas devorando os folĂ­olos dobrados no olho das palmeiras, pode-se facilmente detectar quando a planta estĂĄ sendo atacada por estas criaturas, pois as folhas, quando se abrem, apresentam-se bastante dilaceradas ou rendilhadas, entretanto, tais ataques sĂŁo facilmente debelados com inseticidas especĂ­ficos.

Alguns hispíneos, quando capturados, expelem pela boca sucos digestivos de cor amarela, de mau odor, e extremamente amargos, visando destimular os predadores. Muitos valem-se também da tanatose, deixando cair ao solo em imobilidade reflexa, simulando a morte.

As espécies de hispíneos variam de tamanho entre 2 mm e 45 mm.