O Túmulo do Cisne (NOVEL)
March 15

O Túmulo do Cisne (NOVEL) - Capítulo 3 (3/7)

O Demônio, Rothbart - Parte 3.

— Quem disse isso pra você estava apenas brincando. O Marquês louco por mulheres orientais? Você não ouviu quantas mulheres do leste ele já expulsou?

— ......

— E você acha que ele me faria sua camareira pessoal porque quer se deitar comigo? Se fosse esse o caso, ele simplesmente teria me tornado sua amante!

Diante da postura desafiadora de Anna, Sehyun vacilou. Suas palavras se transformaram em murmúrios incoerentes antes que ele finalmente calasse a boca. Tarde demais ele percebeu o erro. O estrago já estava feito, e sua verdadeira natureza havia sido exposta.

Anna o encarou. Seus olhos negros brilhavam como tinta.

Até aquele momento, ela acreditava que Sehyun era uma pessoa gentil. Foi por isso que, embora não o amasse, aceitou sua confissão — julgando que seria aceitável deixá-lo ao seu lado. Mas…

“Gentil? Não me faça rir.”

O Sehyun que sempre exalava um perfume agradável agora cheirava a esterco. O rosto antes suave havia desaparecido, substituído por olhos injetados de desejo vulgar. Os lábios que antes sussurravam palavras doces agora revelavam seu verdadeiro eu sem qualquer vergonha.

No passado, ele foi gentil com ela apenas porque tinha o conforto necessário para ser. Quando esse conforto desapareceu, tudo o que restou foi egoísmo. Só agora Anna percebia o quanto estava enganada sobre as pessoas durante todo esse tempo.

Havia algum motivo para continuar aquele relacionamento?

Ofegante de raiva, Anna lentamente se acalmou — como um lago ao amanhecer.

Como seus sentimentos por ele nunca haviam realmente fervido, foi fácil decidir terminar.

Depois de tomar sua decisão, Anna falou em voz baixa, mas firme:

— Isso não vai funcionar. Vamos terminar.

— Anna!

Sehyun, assustado com a declaração repentina, reagiu em pânico. Ele sentiu que precisava dizer algo sobre quão irracional e emocional era aquela decisão.

Baixando os olhos como se estivesse calmo, começou a falar como se estivesse repreendendo a tolice dela.

— Você precisa dizer isso numa situação como esta? Só os seus sentimentos importam? Não consegue ver como as coisas estão perigosas agora…?

— Você também só se importou com os seus próprios sentimentos, oppa!

O olhar afiado de Anna perfurou Sehyun, seus olhos tão tensos que lágrimas brotaram.

Mesmo quando outras criadas percebiam sua tristeza e perguntavam se algo estava errado, Sehyun nunca perguntava nada quando se encontravam durante as refeições. Em vez disso, ficava flertando com Betty, que se sentava à sua frente. E quando suas colegas de quarto riam dizendo como o “irmão” dela era divertido quando as provocava, como ela poderia não se sentir humilhada?

Até agora, Anna havia engolido tudo em silêncio. Mas não podia mais deixar aquilo apodrecer dentro de seu coração. Ela queria arrancar tudo de uma vez e se libertar.

Era simplesmente o resultado de tudo o que havia se acumulado até aquele momento e acertado bem no ponto de ruptura. Anna soltou um suspiro profundo.

— Não estou dizendo isso por impulso. Já venho pensando nisso há muito tempo.

— Anna…

— Mesmo que não sejamos mais um casal, isso não muda o fato de que somos forasteiros neste mundo. Ainda vamos ter que trabalhar juntos para encontrar um caminho de volta para casa… Nada vai mudar tanto assim.

Sehyun quis negar as palavras de Anna, mas não conseguiu. Sua razão finalmente retornou, permitindo que avaliasse a situação com mais frieza. Se Anna realmente se tornasse a camareira pessoal do Marquês, teria acesso a informações mais próximas sobre a Marquesa. E essa informação era valiosa. Se ele continuasse provocando Anna, ela poderia simplesmente esconder qualquer coisa que descobrisse. Isso era algo que ele precisava evitar a todo custo.

Assim, Sehyun forçou um sorriso distorcido e tentou acalmá-la.

— …Acho que nós dois só nos exaltamos. Vamos tirar um tempo para esfriar a cabeça.

— Eu já estou calma, oppa — respondeu Anna friamente, virando as costas

Sehyun rangeu os dentes em silêncio ao vê-la ir embora.

Aquela insolente… agindo com arrogância só porque havia se tornado a camareira pessoal do Marquês..

Anna mordeu o lábio com força e acelerou o passo de volta para a mansão. Queria se afastar de Sehyun o mais rápido possível. Se soubesse que tipo de homem ele realmente era, nunca teria se deixado consolar por ele. Até a sinceridade que ele demonstrou no funeral de sua mãe agora parecia suspeita. Tudo o que restava era a repulsa por si mesma por ter vacilado diante de palavras tão vazias.

Mas arrependimentos sempre chegam tarde. Agora, tudo o que Anna podia fazer era se consolar com o fato de que, pelo menos, havia percebido a verdade.


Rothbart observava silenciosamente o embrulho de pano colocado sobre sua mesa. Dentro dele havia roupas cuidadosamente dobradas. Madame Dova, que trouxera o pacote, relatou calmamente:

— As roupas foram encontradas em Hohenschwan. Disseram que ela as vendeu há alguns meses para pagar as despesas de viagem. As roupas íntimas ela manteve entre seus pertences.

— Não havia outros itens?

— Não. Por precaução, investigamos minuciosamente suas ações passadas, mas não encontramos mais nada.

— As roupas foram encontradas em Hohenschwan. Disseram que ela as vendeu há alguns meses para pagar as despesas de viagem. As roupas íntimas ela manteve entre seus pertences.

— Não havia outros itens?

— Não. Por precaução, investigamos minuciosamente suas ações passadas, mas não encontramos mais nada.

Madame Dova curvou-se educadamente e deixou o escritório de Rothbart. Deixado sozinho, Rothbart afundou-se no encosto de sua cadeira, encarando as roupas. As pontas longas e tingidas de marfim de suas unhas batiam na mesa em um ritmo constante.

Após remoe por um longo tempo, seus dedos longos moveram-se lentamente. Sua mão, com veias e ossos protuberantes, agarrou as roupas com violência — como as garras de uma ave de rapina. Como se quisesse rasgá-las em pedaços.

Rothbart enterrou o rosto nas roupas e inspirou profundamente. Embora estivessem separadas de sua dona há meses e seu perfume tivesse desaparecido há muito tempo, ele ainda conseguia sentir um leve resquício do cheiro dela impregnado no tecido.

Mas não era nada comparado às roupas íntimas que haviam tocado seu corpo recentemente. Ao sentir aquele aroma preso no tecido, o coração de Rothbart começou a bater com força.

— Ha… Ianna…

Rothbart pressionou o nariz contra as roupas íntimas ornamentadas de renda que antes cobriam os seios dela. Seu nariz reto afundou no tecido fino e frágil. O doce aroma da pele dela — impregnado na parte que tocou seu corpo — envolveu seus sentidos.

Para alguém que permaneceu casto por mais de dez anos, satisfazendo-se apenas ao encarar um retrato, aquilo era um desejo esmagador. Apenas sentir o cheiro já era o suficiente. Rothbart não conseguiu mais se conter e puxou apressadamente o cós da calça. Sua ereção rígida saltou primeiro.

Com movimentos apressados, ele segurou o próprio membro usando as roupas íntimas dela. Sentindo o tecido suave que havia tocado a pele íntimas dela, começou a mover a mão lentamente.

— Ha…

A ponta de seu membro pressionava contra a parte mais íntima do tecido. Como se estivesse sondando as profundezas dela. Rothbart apertou o aperto em seu pênis.

— Maldita...

Seus dentes se cerraram enquanto sua garganta subia e descia bruscamente.

O aroma vívido dela rapidamente reviveu o passado.

Em sua visão turva surgiu a imagem de sua esposa, de mais de dez anos atrás, contorcendo-se sob ele no clímax. Seus gemidos ecoavam em seus ouvidos. Até então, para reviver aquelas memórias, ele costumava ingerir alucinógenos caros e afrodisíacos, mas nenhum deles funcionou tão bem quanto aquilo.

O tecido esticado ficou úmido com o fluido espesso, produzindo um som pegajoso. Os olhos vermelhos de Rothbart se fecharam parcialmente, turvos.

— Haaak! Ah… dói, ah… aah... M-Mestre, sinto muito, por favor, pare...

Logo, a roupa de sua esposa mudou. Vestindo um uniforme de criada, ela o encarava com o rosto cheio de medo — como se estivesse sendo violada. Usando as roupas íntimas baratas distribuídas às criadas, seus olhos inocentes, como uvas escuras, rolavam ansiosamente…

A boca de Rothbart secou. Ele se lembrou da sensação de rasgar as roupas íntimas dela e penetrar em seu corpo. Movendo a mão ainda mais rápido, esfregou o pênis com  uma impaciência crescente.

— Kh...!

Seu torso largo se curvou enquanto tremia violentamente. As roupas sobre a mesa se amarrotaram sob seu rosto, esmagadas em desordem.