
— Quem disse isso pra você estava apenas brincando. O Marquês louco por mulheres orientais? Você não ouviu quantas mulheres do leste ele já expulsou?

A notícia de que Anna havia se tornado a camareira pessoal do Marquês espalhou-se rapidamente por toda a mansão.

Quando Anna acordou pela manhã, remexeu em sua caixa de pertences pessoais com o rosto perturbado. Mas, por mais que procurasse, o que buscava não estava lá.

Rothbart podia negar, mas sempre lançava um olhar a mais para as mulheres do continente oriental, como se tentasse extrair algo de seus rostos.

Contudo, enquanto ainda estava vivo, o professor de Rose havia lhe enviado cartas, transmitindo fragmentos do conhecimento que obtivera. Embora aquilo fosse, na prática, um roubo dos segredos da família Lohengrin, para Rothbart acabou sendo um golpe de sorte. Assim que soube disso, ele procurou Rose imediatamente.

Logo, apenas Anna e Svanhild permaneceram no corredor. Svanhild esboçou um leve sorriso e se aproximou dela.

Barrett tentou se explicar apressadamente, mas percebeu tarde demais que suas palavras só haviam atiçado o fogo. Rothbart soltou uma risada baixa. O som de seu riso preenchendo o quarto escuro era estranho e aterrorizante.

Ao contrário da fama notória da mansão, as criadas ali eram, no geral, boas pessoas. Graças a elas, Anna tinha conseguido aguentar até agora. Deitada na cama, ela fechou os olhos com força.

O dia seguinte começou como de costume. As criadas que dividiam o mesmo quarto trocavam de roupa enquanto perguntavam a Anna para onde ela tinha desaparecido no dia anterior.

Sehyun riu sem jeito enquanto perguntava novamente. Com a sua pergunta, os aldeões olharam uns para os outros e, em seguida, caíram na gargalhada.